domingo, janeiro 21, 2007

seguindo


slap the cook
Originally uploaded by f_mafra.
2007 e eu ainda estou em SP. Enquanto isso a Mi está em BH, a Fofa na França, o Bruno no Rio e a Nina em Poços de Caldas.

A cada dia que passa minhas relações se espalham mais, geograficamente eu digo.

sábado, outubro 28, 2006

wife of GOB

Nas sábias palavras de GOB:

I mave have made a HUGE mistake.

sábado, outubro 21, 2006

30ª Mostra de Cinema SP - Dia 1

Agora trabalhando no Conjunto Nacional, uma das coisas que decidi foi comprar um passe de 20 filmes e assistir à mostra de cinema em peso. Agora, logo que voltei do primeiro dia tive a idéia de publicar minhas impressões no overmundo, e o farei simultaneamente aqui, lembrando que aqui a crítica permanecerá inalterada, e no Overmundo ela está sujeita a edição.

Filme 1 - A Scanner Darkly

Como um scanner vê? Claramente ou obscuramente? Esta é uma tentativa tosca de traduzir a frase que dá nome ao conto de Philip K. Dick e ao filme baseado nele. Quão imparcial é um observador? E quando seu objeto de estudo inclui ele mesmo? Quem controla os controladores? Afinal, estamos à serviço de quê? Essas são algumas das perguntas que o observador perspicaz terá ao final da sessão de "A Scanner Darkly" de Richard Linklater.

Nessa época em que temos cada vez menos privacidade (algumas vezes por vontade própria), em que entretenimento rápido é uma opção cada vez mais preferida à relações duradouras e existe uma busca incessante por imagens instantâneas e super-realistas, Linklater parece tomar a decisão certa quanto a maneira de "arte-finalizar" o seu filme.

Aos desavisados, o Scanner a utiliza a versão digital de uma técnica chamada Rotoscopia, em que desenha-se sobre imagens capturadas por uma filmadora ou camera fotográfica (muito utilizada em desenhos animados desde o tempo da Branca de Neve). O filme assim ganha mais uma etapa que parece uma ponte entre produção e pós-produção, quase que aproximando-o do processo de criação de uma história em quadrinhos, onde por mais habilidoso que seja o desenhista, o trabalho final não pertence apenas à ele, mas também ao arte-finalista.

Da mesma maneira, não basta confiar nos fotógrafos e atores do filme, no final, cabe aos animadores (por mais digital que seja o processo) interpretar e de fato nos apresentar com a versão final dos eventos.

E considerando as temáticas de drogas, voyeurismo, conspiração e paranóia embutidas no filme, é difícil pensar em um acabamento melhor. Linklater já havia usado a mesma técnica no etéreo "Waking Life" onde tudo se encaixa muito bem, mas por diferentes motivos.

Pode ser apenas uma questão de distanciamento, mas a técnica agora parece mais apurada, existem mais detalhes a ser notados, e a sensação de flutuação é menor (que em Waking Life pode muito bem ter sido intencionalmente exagerada).

O filme corre com muito bom humor, e confesso que analizar interpretações em rotoscopia não cabe a mim, especialmente em se tratando de Keanu Reeves, que sempre me lembra de uma tábua de passar roupa, e Winona Ryder, a menina chorona do bairro. Mas serei audaz em dizer que Robert Downey Jr., mesmo embutindo canastrices e exageros, pareceu se sair muito bem e é o personagem mais memorável.

Fred, o personagem principal entra e sai do filme da mesma maneira, como uma tela em branco, ou talvez multicolorida. E apesar de o filme encerrar uma grande dúvida que a trama deixa no ar logo no início, várias outras, interpretativas, que surgem ao longo da história permanecem lá, e resta ao observador perspicaz decifrá-las.


Filme 2 - El Laberinto del Fauno

Particularmente, quanto menos eu souber sobre um filme antes de assisti-lo, melhor. Meus amigos estão cansados de saber disso, e por isso fico atento à opiniões (não sinopses) de pessoas selecionadas. E é sempre um dilema, é preciso saber alguma coisa a respeito antes de entrar na sala de cinema.

Neste caso sabia que envolvia a Espanha, um Labirinto, e obviamente, um Fauno (criatura mitológica que conheci de fato em As Crônicas de Nárnia). Pois bem, logo imaginei algo como de Alice no País das Maravilhas, em que a Espanha seria brevemente mostrada no início do filme e em seguida entraríamos em um mundo mágico repleto de fantasia.

Mas em se tratando de Guilhermo Del Toro (Espinha do Diabo e HellBoy), logo imaginei que haveria um toque dark, ou ao menos de humor negro. E eu estava afogado em razão. O Labirinto do Fauno não é o centro do filme, ele é o estopim que carrega uma trama bem escrita e conduzida.

É de fato um mundo mágico, mas ele não está além de uma porta pequenina no fundo de um buraco, ele corre lado a lado com a Espanha pós Guerra Civil. É difícil saber em que lado está o Fauno, mas o monstro mais importante da história logo nos é revelado em uma cena que me lembrou Irréversible (o polêmico filme do estupro de 12 minutos) - mas caso esse não seja o seu estilo de filme, por favor não se deixe levar por esse comentário.

Há bastante violência, e muita fantasia, e apesar de ser simples distinguir o real do mágico, em alguns pontos do filme eles se entrecruzam, e chegamos a ter três histórias paralelas igualmente fascinantes mas que parecem pertencer a três filmes totalmente distintos se não fosse Ofélia, a personagem-elo; mas mesmo com esse contraste tudo parece fluir de maneira bem planejada.

A ambientação é impecável, bem como a fotografia e a caracterização dos personagens. Não há falhas de caráter, todos agem de acordo com um histórico anterior que desconhecemos mas que somos capazes de deduzir facilmente.

Del Toro fascina com sua imaginação e crueldade. Ele parece uma mistura de Tolkien com David Cronenberg, injetando imagens fortes em uma fantasia intrigante. E mesmo ao final do filme, racionalizando os eventos, paira no ar qual é realmente a verdade a respeito do Fauno.

Definitivamente um conto de fadas para adultos.

quinta-feira, outubro 19, 2006

but i don't know

Desde que a gente foi no show do Cardigans a banda agora tem um outro sabor pra mim. Algumas músicas ficaram mais doces, outras mais agridoces.


For 27 years I’ve been trying to believe and confide in
Different people I’ve found.
Some of them got closer then others
Some wouldn’t even bother and then you came around
I didn’t really know what to call you, you didn’t know me at all
But I was happy to explain.
I never really knew how to move you
So I tried to intrude through the little holes in your vanes

And I saw you
But that’s not an invitation
That’s all I get
If this is communication
I disconnect
I’ve seen you, I know you
But I don’t know
How to connect, so I disconnect

You always seem to know where to find me and I’m still here behind you
In the corner of your eye.
I’ll never really learn how the love you
But I know that I love you through the hole in the sky.

Where I see you
And that’s not an invitation
That’s all I get
If this is communication
I disconnect
I’ve seen you, I know you
But I don’t know
How to connect, so I disconnect

Well this is an invitation
It’s not a thread
If you want communication
That’s what you get
I’m talking and talking
But I don’t know
How to connect
And I hold a record for being patient
With your kind of hesitation

domingo, outubro 08, 2006

ventos de mudança

O escritório mudou! Agora trabalho com uma vista para os Jardins. E em cima do Conjunto Nacional (pra quem não sabe, aquela galeria na Paulista onde fica a Livraria Cultura). Mais inspiração e mais tentação, e espero também uma vida social e cultural mais ativa.

panorama umstudio

quinta-feira, setembro 21, 2006

Do Your Thing

Muito legal esse clipe, é curto, uns 3 minutos, e vale a pena.

terça-feira, setembro 19, 2006

you wanted the best, you got the best

Se Eric Hobsbawn escrever sobre a época atual, creio que a irá batizar de Era dos Excessos. Guerras arbitrárias, presidentes com mania de grandeza, cleptomaníacos e consumo desenfreado.

Agora com a digitalização de praticamente tudo tenho a impressão de que o grau consumismo retornou aos anos 80, quando as versões para consumidor de tudo que é tipo de produto começaram a surgir.

Mas não basta consumir, temos que ter o maior carro; o melhor mp3 player; a melhor comida; o DVD com mais extras; a melhor câmera digital. Posso estar enganado, mas há cerca de 10 anos o único produto em que nos preocupávamos (e mesmo assim nem tanto) em manter atualizado e no topo era o computador. Agora está em tudo, até quadrinhos são afetados por versões maiores e "edições especiais".

Mas será que dá? Temos tempo de fazer tudo isso? Claro que um dos recursos laudeado em muitos produtos é a velocidade. Mas como bem observado em um comentarista do History Channel, quando gastamos menos tempo em uma tarefa temos o hábito de realizá-la mais vezes. Como vamos andar no nosso carro gigante enquanto tiramos fotos, ouvimos música, lavamos roupa, acessamos a internet e vemos os extras da edição super-ultra-colecionador-especial do Senhor dos Anéis?

Não sou um daqueles que acha que devemos retornar aos tempos de fogão à lenha e ferro de passar à carvão. Adoro tecnologia e novidades no ramo multimídia e do entretenimento. Mas também acho que as pessoas não estão preparadas para essa gama de opções.

É preciso entender qual é o produto certo para você antes de comprá-lo. Acho muito esquisito você gastar os tubos em um jipe muito louco pra depois aprender a andar em trilhas. Isso é colocar o carro na frente dos bois. Claro que você pode se quiser, mas será que vai conseguir? Você então compra o tal jipe, sai andando, vê que o treco é duro demais, ou tem opções demais, não sabe o que é torque, reduzida, diferencial, eixo cardã ou o raio que o parta. Então não consegue operar a porcaria do jipe direito, cujo manual você não leu porque nunca lê manuais, e acaba odiando o jipe e nunca mais coloca o pé na lama. Você aprendeu? Bom, se você vender o jipe para comprar uma moto em seguida eu acho que não aprendeu porcaria nenhuma.

É assim que as coisas funcionam hoje em dia, gasta-se primeiro e quem sabe, depois, quando tiver tempo, aproveita.

Cometo erros assim, mas até hoje em escala reduzida. Quem sabe com o tempo aprendo a não cometê-los mais.

starbuck no more

Achei que ia ter um carro essa semana, ele foi semi-meu por dois dias. Tinha um nome, Starbuck, e tinha até um CD especialmente pra ele.

Mas não foi. Com meu gosto peculiar para automóveis fiquei ansiosíssimo com a expectativa da retaliação por parte da família, mas no final meu pai olhou o carro e deu uma opinião sincera, lógica e abalizada. Se eu estava preparado para combater preconceitos bestas com lógicas para justificar minha emoção, eu tinha que aceitar argumentos lógicos também.

E assim Starbuck por enquanto foi o mais perto que cheguei a ter um carro.

Agora pode ser a vez do Apollo, mas depende do dono.

quarta-feira, setembro 13, 2006

walk the walk and talk the talk

Eu de fato uso o blog para dar tiradinhas semi-espertas em pessoas que conheço no mundo real e não tenho coragem de tirar na cara. Mas isso normalmente porque não quero estragar uma amizade ou uma importante relação comercial.

Quem eu quero tirar eu tiro mesmo.

Mas independente disso. Em minha humilde opinião eu escrevo como sou, como falo, como aconteço ou deixo de acontecer. Não invento devaneios aqui que não sou capaz de dizer em voz alta, sendo bobagens ou não.

Não sei bem se estou falando de "esconder-se" no blog, o que com certeza muita gente faz. Mas acho que mais falo de "inventar-se" no blog; falar de coisas sobre as quais você de fato não aptidão para falar, e menos ainda costume, numa tentativa de criar uma versão maior de si.

Claro que tudo dá voltas e estou falando de pessoas do mundo real, mas nesse caso jamais falaria isso na cara delas. Não quero tirar ninguém.

domingo, setembro 03, 2006

relação de vanguarda

Homem: "Alô."
Mulher: "Oi gato."
Homem: "Oi. Agora não posso falar, estou vendo Girls of the Playboy Mansion."
Mulher "Tá bom. Um beijo"

Rock'n'Roll!

quinta-feira, agosto 31, 2006

citação amorosa

"It's not that I have a bad memory. I just don't care about other people."

Penn Jillette

sábado, agosto 19, 2006

SPAMALOT


SPAMALOT
Originally uploaded by f_mafra.
Spam é um produto de carne em conserva vindo dos Estados Unidos. Ele ganhou muito espaço durante a segunda guerra, na forma de rações para os soldados e também como alimento para os civis em lugares envolvidos diretamente com a guerra, que sofriam com escassez geral de suprimentos em geral.

Foi uma fonte confiável e segura de proteínas para esses tempos difíceis.

Depois da guerra, em alguns lugares ele permaneceu popular, como no Havaí (que por sua natureza é um difícil de se conseguir carne de qualidade) e em outros caiu em desgraça, em termos, como na Inglaterra.

Ainda é vendido por lá (essa minha lata veio de lá) mas a população em geral estava de saco cheio da carne enlatada há algum tempo quando o Monty Python montou um sketch baseado em Spam.

Tratava-se de um casal indo a um restaurante e tentando em vão conseguir achar algum prato que não envolvesse SPAM, enquanto o garçom insistia em dar-lhes SPAM. Foi daí que veio o uso da palavra SPAM para e-mails não solicitados e outras formas mal-educadas de propaganda indigesta.

Quanto a digestibilidade da comida em si, ainda não experimentei. É válido até 2009, acho que vou fazer um mestrado primeiro e comer no jantar de comemoração da minha banca.

sexta-feira, agosto 11, 2006

one step closer to gaius baltar

Isso dá até nome de música. Mas é só pra dizer que hoje meu chefe falou que devido à minha inteligência eu costumo humilhar os menos favorecidos.

Isso eu já sabia!

terça-feira, agosto 08, 2006

alone at home

O pior de tudo é que eu estava certo. Qual é a satisfação nisso mesmo?

quinta-feira, agosto 03, 2006

katamari world domination corporation

Mais um passo para a adultice (ou quase): Formei uma empresa com minha irmã, a Katamari Limitada. Que, como uma boa Katamari, engloba praticamente todas as minhas aspirações profissionais e pseudo-artísticas.

quarta-feira, agosto 02, 2006

wouldn't it be nice

Seria muito. Mas será? Mta dúvida, angústia, ansiedade, medo. Quando prospectos desse naipe surgem eu sempre fico paralisado.

domingo, julho 30, 2006

mkt

"Vocês tem que parar de olhar só livros de imagens e olhar mais livros com texto". Minha professora de marketing falava muito isso, e essa frase sempre ressoa em minha mente, quase toda vez que pego um livro na mão (seja ele de texto, de imagem, ou um mix).

Ela tem toda razão. Todos deviamos de fato ler mais, não livros de marketing, claro, pois eles são do demônio.

vagabundo

O ruim de ficar vagabundando no last.fm é que os servidores deles também são vabagundos, ao menos para aguentar a carga que eles estão recebendo ultimamente. Direto as coisas param de carregar no meio ou o site inteiro simplesmente pára de funcionar (como agora, no meio de um post).

Na verdade estou transformando o last.fm em um novo orkut, o orkut da música. É genial, mas não é pra qualquer um. Só pra diretoria, ok?

sábado, julho 29, 2006

apropriações

Algumas idéias acabam de converger. Ao mesmo tempo que mostro pra vocês esse anúncio da Vulva um amigo meu me mandou algumas idéias de camiseta que ele teve.

Uma delas dizia "você iPode" com um desenho de um iPod do lado. Falei na hora que achei babaca. É o típico comportamento de applemaníaco, aquele que se acha superior porque se masturba diante de um MacBook Grill e depois anda pela rua com aqueles fones brancos como se emanasse uma aura de santo que o protege de trombadinhas.

Isso acabou unindo com uma conversa que tive com o chefe essa semana, estávamos falando sobre vírus, foi algo assim:

"Mac não pega vírus"
Também, quem vai querer infectar Mac? A DreamWorks pra atrasar o próximo filme da Pixar?
"Que isso? Vai atingir a nata da sociedade!"
Nossa, se mata!

Sinceramente, desde quando comprar alguma coisa te torna superior aos outros? Beleza, você tem uma BMW, mas é da máfia dos sanguessugas, seu cu! Criar alguma coisa te torna superior, e de preferência algo que não crie sentimentos de animosidade (como um Mac).

Voltando. Algumas outras camisetas eram variações de apropriação de marca da Apple (tipo pear, strawberry, e etc com desenhos de frutas mordidas correspondentes). Hmmm, certo, ok, haha, mas e aí?

Eu honestamente acho que essas brincadeiras com marca já cansaram, na galeria do rock e está lotado disso, a piada já foi. Uma vez eu pensei em Pinapple, logo no começo da faculdade, algum tempo depois houve uma palestra do "Elesbão e Aroldinho" (uma dupla de designers cariocas) e eles tinham feito exatamente o que eu imaginei. No fim das contas acaba virando um exercício de photoshop/illustrator e só. É uma piadinha de 2 segundos que na verdade alguém com certeza já pensou, já fez e já ganhou 15 pratas com isso. Você dá uma risadinha e segue em frente.

Quando comecei a moddie nunca pensei em fazer esse tipo de coisa. Queria algo que estimulasse conversa. Com uma camiseta escrito iPode você no máximo (ou mínimo?) começa uma briga.

A Vulva é uma piada de cinco minutos mesmo. Está num concurso disso! Jamais colocaria ela numa camiseta. Mas quem fizer isso e eu ver, vai apanhar!


esses são os mais bobos

sexta-feira, julho 28, 2006

morbidograma

Hoje mandei meu primeiro telegrama. E era de pêsames. Ontem morreu Joseph Luyten, marido da Prof. Sonia Luyten, que me deu muita força em minhas incursões acadêmicas. Não podia deixar de manifestar os sentimentos.

Achei todo o processo meio surreal. Mas tive que fazer já que não tinha como ir ao funeral.