quarta-feira, dezembro 22, 2004

trailer

trailer



Quando eu tinha uns 14 anos, trailers me empolgavam muito. Passava horas na minha conexão discada baixando chamadas de episódios de Star Trek Voyager e Star Trek Deep Space Nine. Lembro que o trailer do Episódio I foi extremamente absurdo (já tinha meus 17).

Mas creio que o último trailer que realmente me empolgou foi o do Homem-Aranha ou do The Ring (não lembro qual veio primeiro). Digo o trailer em si, de me deixar empolgadão. Lembro inclusive que fiquei foi extremamente decepcionado com o trailer de Duas Torres por mostrar o Gandalf vivo, o que na minha opinião, é a melhor surpresa da história.

De qualquer maneira, tenho achado que trailers estão muito sem sal, sempre seguindo uma formulinha de apresentar os personagens, mostrar a história e fazer uma colagem das cenas mais explosivas (e em filmes dramáticos, mais dramáticas; em filmes de terror, mais cagonas e por ai vai...). As vezes eles misturam a listagem dos personagens com as explosões, mas continua sendo a mesma fórmula. Fora os trailers porcaria de filmes porcaria que acabam por entregar a trama mongolóide do filme (como no caso de O Recruta).

Mas fui salvo do marasmo! O trailer de Sin City realmente me prendeu! Ótimas imagens, música e diálogos. É tudo que um trailer precisa. Já estava muito curioso para ver esse filme e o trailer só aumentou isso. Mal posso esperar. Confio em Robert Rodriguez e estou preparado para me divertir muito.

shoot speedy/kill terra

shoot speedy/kill terra

Tenho postado porcamente recentemente porque minha conexão está porca. Passei mais de uma semana falando todos os dias com a Telefonica e o Terra. E depois de alguns suportes ativos do Terra e duas visitas técnicas da Telefonica; um aumento de sinal; uma troca de IP; um remanejamento de porta e tantos outros testes babacas, parece que voltou a funcionar.

Mas voltou a funcionar porque o atendente da Telefonica de ontem à noite me ensinou um truquezinho. Não vou explicar qual é pois não sei qual é a validade dele. Não sei o quão honesto é. Mas parece estar funcionando e o resto que se foda.

domingo, dezembro 19, 2004

person of the year 2004

person of the year 2004


Pessoa do Ano 2004 de acordo com a revista Time


O que eu acho mais incrível, é que ele está sendo elogiado (na revista e num programa da revista que vi na CNN) por comportamentos e decisões que são facilmente aplicáveis à um ditador, como "fazer o que quer", "não pedir desculpas pelos erros" e "não se importar com o que as pessoas pedem dele". Olha, eu não vou nem gastar mais meus dedos digitando sobre esse assunto. Visitem o site da Time, leiam sobre esse revolucionário (sic) e tirem suas próprias conclusões.

*E além disso eu tenho pavor do uso excessivo que a mídia faz da palavra "revolução" e suas filhinhas. Uso irritante que as pessoas engolem direitinho.

quarta-feira, dezembro 15, 2004

avalanche

avalanche

Vi Veri Vniversum Vivus Vici

Vi - ablativo de VIS (=pela força);
Veri - genitivo de VERUS (=do verdadeiro);
Vniversum - acusativo de VNIVERSUM que é igual ao nominativo por ser neutro;
Vivus - nominativo masculino (=vivo);
Vici - 1a pessoa singular do perfeito do verbo VINCERE (=vencer) (=venci).
Tradução literal: Pela força do verdadeiro, o universo, eu vivo venci.

A Realidade é o que nos dizemos uns aos outros. Uma vez aprendi isso em um filme.

Não gosto de mentir, não para as pessoas que eu gosto. Eu apenas enrolor as pessoas chatas que me cercam. Não quem eu amo.

É muito duro ter sua lealdade, sinceridade, honestidade e honra questionadas. Mais uma vez clamo Schopenhauer; ele diz que apenas você pode prejudicar sua própria honra, acusações e questionamentos alheios se inverdadeiros se dissolverão com o tempo, e mesmo que sejam inverdades, uma resposta desmedida da parte do acusado pode da mesma maneira colocar sua honra em cheque. É preciso ser cuidadoso com a resposta.

Tudo se deu inicio por um típico descuído, nada mais do que isso. Mas uma bola de neve logo se formou e desencadeou uma avalanche.

terça-feira, dezembro 14, 2004

firefox

firefox

Cansado de ter que ficar limpando as porcarias que aparecem no meu PC por conta de navegar com o Internet Explorer decidi aderir ao Mozilla Firefox. Já tinha usado um pouco antes e gostado, agora abracei totalmente.

Eu poderia usar o Netscape, que já tenho. Mas o acho muito pesado, e às vezes, lento demais. Fora que o pessoal que partilha esse PC é bem digitalmente preguiçoso (não sabem gravar cd's ou escanear imagens, ou não desconectam a digicam depois de transferir os arquivos pois isso trava o mscgserv e o PC - coisas desse tipo) e configurar o Netscape para cada um deles seria complexo demais.

Mas já está tudo nos eixos. De agora em diante, só navegam no Firefox. E dá-lhe rapozinha.

domingo, dezembro 12, 2004

amoeba

amoeba

Panelinhas são algo complicado. Quando você faz parte de uma e todos os membros decidem virar-se contra você, é extremamente complicado. O melhor é desencanar e se virar sozinho. Não sei se realmente alguma vez fiz parte daquele grupinho ridículo, por um bom tempo tive um pé atrás, o que foi confirmado em duas ocasiões específicas, e uma derradeira.

Mas mesmo caindo fora, não há como não receber notícias, com conhecidos ainda ligados à eles; esbarrões esporádicos nas ruas de Belo Horizonte; e especialmente conversando com alguns membros que parecem ainda serem simpáticos.

Tenho noção de que ainda sou assunto entre eles. E evito alimentar mais. Mas realmente não tenho controle. Fodam-se.

Estou falando isso tudo porque ante-ontem, deixou de ser assunto entre a panela e virou assunto entre um deles e minha namorada.

Teve a cara de pau de dizer que já não se importa mais com um desentendimento nosso (que na verdade nem era entre eu e ele, e sim entre eu e sua ex; e ele decidiu tomar as dores dela); e que por isso que continuava nos cumprimentando sempre que esbárravamos, para instantes depois tentar ficar com a Mi!

Como eu queria aplicar um aiki-kuro nele. Mas ele não vale a expulsão do Dojo.

A história pode parecer complicada assim, falando em genéricos, mas quem a conhece, vai saber do que estou falando. Talvez um dia eu a escreva direitinho, dando nomes aos bois. Pensei em um conto de fadas distorcido, seria interessante.

segunda-feira, novembro 29, 2004

zé carioca

zé carioca

O leitor Claudio Luiz Rossini foi no mínimo infeliz ao mencionar que os cariocas apelam para a promiscuidade. Para muitos, uma cidade litorânea, com suas mulheres de biquínis, significa necessariamente um povo promíscuo, o que não é verdade, como qualquer pessoa inteligente sabe. Sou carioca e não tenho culpa se a praia está facilmente ao meu alcance e não preciso pagar pedágio para chegar à ela. Chega desse bairrismo tolo que não leva a lugar nenhum.

Edson Cláudio Lanzarini, 40, economista


Muito estranho o sujeito dizer "chega de bairrismo" logo depois de uma frase super pacífica, amenizadora e integradora como essa.

Eu sou bairrista no sentido de que amo SP. Amo mesmo, e não gosto quando as pessoas ficam xingando. Claro que a cidade está cheia de problemas, mas ainda gosto dela. A mesma coisa com BH. O Rio? Não conheço. Tenho amigos que moram lá que gostaria de visitar, mas pessoas que falam esse tipo de asneira são justamente o que tiram o tesão de fazer a viagem. Meu bairrismo é piada, só pra relxar e dar risada. Algumas pessoas ficam assustadas com minha capacidade de falar mal do Rio e dos cariocas, mas não prexia levar (tudo) à sério. Conheço cariocas legais e idiotas, e o mesmo vale para paulistas e mineiros.

Outro problema dessa frase infeliz é o que eu chamo de "cultura da praia". Existe uma noção entre as pessoas de que estar na praia sempre é algo bom, de que todos os problemas vão embora se estivermos na praia. Chega a ser insuportável as vezes. Eu até gosto da praia, me divirto com as ondas, como uma criança. Mas o sal! O sol! O sol com o sal! O cheiro! As pessoas andando de roupa de banho o tempo inteiro! Até nos restaurantes!

Gosto de viajar em geral. Existem vários motivos para que eu vá para algum lugar: Visitar amigos; gastronomia; valor histórico; aventura; natureza; conforto; calma; frênese; coisas exóticas. E nada disso depende de ser uma praia. Para muitas pessoas férias=praia, não pra mim.

Uma vez eu disse e digo de novo: São Paulo está longe o suficiente da praia para que não sofra as conseqüências da maresia em seus carros e equipamentos eletrônicos e próximo o suficiente para que surfistas sejam uma classe em ascenção.

E eu garanto, cariocas, nosso problema não é "inveja de praia", é "inveja de folga". Eita povinho espaçoso....

sexo, mentiras e blogs

sexo, mentiras e blogs

Blogs podem ser traiçoeiros. Lembro-me de um episódio de "Everybody Loves Raymond" onde a mulher dele resolve mandar uma carta para a sogra com todos os ressentimentos. Ray fica bravo e diz para que Debrah não faça isso pois, quando falamos, podemos voltar atrás e dizer que foi apenas um impulso, mas quando escrevemos, as nossas idéias estão sacramentadas, não há como voltar atrás. Mesmo que nos desculpemos, basta dar uma espiada no papel (ou qq lugar em que tenha escrito) para ver aquelas idéias novamente.

Com blogs é a mesma coisa. Uma das formas para a qual ele é mais utilizado é fazer um registro dos acontecimentos e nossos sentimentos em relação a eles, como um diário. Sejam acontecimentos mundiais ou pessoais.

O problema em fazer esse tipo de registro é que outros, ao lê-los, podem se sentir atingidos.

Acho que isso tudo é bem óbvio. Mas é difícil se segurar e não colocar para fora o que se sente. Mesmo que depois tudo mude.

É uma pena que para se defender disso, eu esteja perdendo minha leitora mais importante.

quinta-feira, novembro 25, 2004

perdas e danos

perdas e danos

Fico acordado. Faço companhia. Perco o treino. Tento entreter.

O entretenimento não serve. O assunto não serve.

Boa noite.

terça-feira, novembro 23, 2004

hail to the king

hail to the king

Ele veio para acabar com a ditadura. Agora você pode escolher!

É isso que a propaganda do Burger King alardeia. Primeira loja: Shopping Ibirapuera. Segundo meu pai, em frente ao McDonalds.

YES! Onion rings rápidos e menos caros!

segunda-feira, novembro 22, 2004

pérolas

pérolas

Eu fico impressionado com a pacidade de algumas pessoas de falar asneira. Asneira da mais pura, não destilada. Algo interessante é que algumas delas, pegam a ponta de fio de um assunto, tomam-o para si, piram na batatinha e acham estar falando das coisas mais sábias do mundo.

E acabo de me deparar com exemplos fantásticos concentrados em uma só pessoa, em uma só entrevista. Irei colar abaixo uma seleção maravilhosa para o deleite dos meus poucos leitores:

Fiz balé clássico até os 19 anos e ioga por mais dezessete. Sempre me preocupei mais com o corpo do que com o espírito. Agora, quero encontrar o caminho da verdade. Comecei a fazer aikidô. Um sensei me dá aula particular. Ele tem uma energia fortíssima. Para você ter uma idéia, o sensei arremessa os alunos faixa preta ao chão com seus golpes. Depois, estende o braço e lhes mostra a palma da mão. Os alunos ficam congelados no lugar onde caíram só pela energia que sai da sua mão. É igual ao filme O Último Samurai. Aprendi coisas incríveis com o aikidô.

Veja – Que coisas?
Yara – A dar cambalhota, por exemplo. É mais ou menos a representação da vida. Nascemos com a possibilidade de fazer uma infinidade de coisas, mas, com o tempo, criamos arestas. O aikidô nos ajuda a aparar essas arestas e ficar mais redondos. Veja bem: redondo no contexto energético. Fisicamente, é o contrário. Aikidô emagrece e afina a cintura.

Veja – O que mais o aikidô lhe ensinou?
Yara – Aguçou meu feeling. Tenho boa intuição, mas só dei atenção a ela depois de uma experiência aterrorizante no aeroporto em Paris. Senti um frio na barriga na hora em que peguei na esteira de bagagem uma maleta Louis Vuitton, que tinha umas bobeirinhas dentro, como meu passaporte – o brasileiro, porque o italiano estava na bolsa –, um reloginho Cartier, uma maquininha digital e uns creminhos. Não dei bola para essa sensação e fui para o carro que me esperava no terminal. Você acredita que roubaram a maleta? O aikidô me fez enxergar minha parte de culpa nisso. Pressenti que iam levar a maleta e não fiz nada.


Percebam como ao mesmo tempo que desfere asneiras de pedigree, é possivel perceber a absoluta futilidade e falta de noção da realidade mundial impressas nessa mulher.

Essas declarações ridículas diminuem o Aikido à uma crendice qualquer do novo milênio. Eu pratico e não tem nada de ficar segurando os outros com a palma da mão. Com ela você empurra depois de dar uns belos chacoalhões no sujeito. E acrescento: Eu também jogo faixas-pretas longe, inclusive o Sensei. Isso não é para me gabar. Isso é o Aikido. Não existem melhores ou piores, vencedores ou perdedores. Você se supera e assim supera os obstáculos que aparecem. Não tem nada a ver com pressentir roubos de bolsas de dondoca.

Mas ela não termina no Aikido. Ela se aventura por outros terrenos da experiência humana, que tornam-a uma figura ainda mais imbecil:

Veja – Que mulheres a senhora mais admira?
Yara – Uma é a Marilyn Monroe. Ela adorava o glamour. Também me identifico com Diane de Poitiers e Aspásia. Diane viveu no século XVI e ampliou a cultura na França. Sua família tinha títulos de nobreza, como a minha. Aos 60 anos todo mundo lhe dava 30. Além disso, protegia pintores e divulgava encontros culturais. Já Aspásia foi a professora de Sócrates.


Marilyn Monroe era uma porta de tão burra. Era a típica Bimbo, não há mais nada a dizer. Notem como ela achou importante destacar os títulos de nobreza que possui. E sua humildade parece infinita, ao comparar-se com a professora de Sócrates.

Veja – A senhora é religiosa?
Yara – Fui católica até os 14 anos. Um dia, quando estava me confessando, o padre me deu uma bronca porque não havia ido à missa. Na hora, tive certeza de que o catolicismo não era o meu caminho. Quem era aquele homem para me criticar? Passei a acreditar na natureza. Creio nas árvores, nos bichos e na água. O canto do passarinho é a representação pura da energia que existe no cosmo. Daí o meu cuidado com o meio ambiente. Só uso spray de cabelo que não prejudica a camada de ozônio. Ando tendo muitas preocupações com o mundo.


HAHAHAHAHAHAHAHAHAH.
Logo nota-se que ela é uma pessoa muito engajada com os problemas do planeta, afinal, o spray sem CFC para o cabelo dela balanceia bem a gasolina que o carro de 300 cavalos que ela anda queima. Isso sem mencionar as fábricas que ela e o maridão possuem.

A propósito, eu atambém acredito em água e em bichinhos. Acho que eles com certeza existem.


Veja – Quais?
Yara – A maior é com a água. Se não economizarmos, vai faltar no próximo século. Também estou apreensiva com o tempo. Li que o dia passou a ter só dezesseis horas, segundo a física quântica. É incrível como não conseguimos mais cumprir com nossos compromissos...

Veja – Como a senhora definiria a física quântica?Yara – Não sei explicar direito, mas posso dar um exemplo. Quando vou contratar alguém, além de avaliar seu currículo, procuro sentir sua energia. Se é boa, houve um encontro dos nossos campos energéticos, entendeu?


Eu realmente acredito que ela deveria presidir o próximo encontro internacional de física quântica e que Stephen Hawking deveria ceder sua cadeira e rastejar no chão em humildade por partilhar o mundo com uma mente tão brilhante no campo.

Isso foi só um gostinho. Quem quiser na íntegra, entre aqui. Tem muitos outros momentos fantásticos.

Esse tipo de merda me faz pensar em como o mundo é injusto. Não só o poder e o dinheiro está concentrado na mão de poucos, mas desses poucos, tantos são completos imbecis.

non-insense

non-insense

Ontem acordei e senti um leve cheiro de incenso no ar. Depois de alguns minutos detectei a fonte. A sala da minha casa. Nossa, foi como um golpe mortal. Espirrei na hora e me senti um pouco mal.

O cheiro passou. Mas estou lidando com as conseqüências até agora. Pegar o metro pro Aikido foi quase vergonhoso, já que tinha poucos lencos de papel. E depois da aula, varremos o tatami, levantando uma poeira federal. Estou um pouco melhor, mas ainda sim não está legal.

Por essas e outras, odeio incenso.

domingo, novembro 21, 2004

presente de grego

presente de grego

O Natal está chegando e atualizei minha lista de presentes, que andava às traças faz muito tempo. E o assunto de presentes surgiu hoje e mencionei isso à minha mãe. Ela disse que achava isso um absurdo, que era muita falta de educação.

Quandro criei a tal lista ela não reclamou em nada. Na verdade a lista surgiu de reclamações, vindas principalmente dela, dizendo que sou uma pessoa difícil de presentear. Bem, eu acredito que só é difícil presentear alguém que não se conhece. Não é mesmo?

sexta-feira, novembro 19, 2004

by inferno's light

by inferno's light

Depois de muito tempo sem fazer nenhum, aqui vai um teste. E esse é divertido, ainda mais que estou lendo "A Divina Comédia" (bem devagar, é verdade, "Encontro com Rama" me fisgou)

The Dante's Inferno Test has banished you to the Sixth Level of Hell - The City of Dis!
Here is how you matched up against all the levels:

LevelScore
Purgatory (Repenting Believers)Very Low
Level 1 - Limbo (Virtuous Non-Believers)Low
Level 2 (Lustful)Very High
Level 3 (Gluttonous)Moderate
Level 4 (Prodigal and Avaricious)Low
Level 5 (Wrathful and Gloomy)High
Level 6 - The City of Dis (Heretics)Very High
Level 7 (Violent)High
Level 8- the Malebolge (Fraudulent, Malicious, Panderers)Very High
Level 9 - Cocytus (Treacherous)Low

Take the Dante's Divine Comedy Inferno Test

quinta-feira, novembro 18, 2004

essa vai pros outtakes

essa vai pros outtakes

Hoje fui no Marcos para editarmos só uma cena do curta, a mais importante e que precisava de mais atenção. Acabamos terminando de editar o filme todo.

Como o som ficou uma porcaria, agora toca achar tempo para dublarmos e fazermos efeitos sonoros. Minha dica para pessoas que querem se avenutar a fazer um filme: Não sejam pã-duros como eu e comprem ou aluguem um microfone bom!

terça-feira, novembro 16, 2004

sick city

sick city

Em frente à rodoviária de Belo Horizonte existe uma praça, e entre essas duas construções passa uma avenida cujas mãos são dividias por uma ilha bem generosa. Generosa o suficiente para que vagabundos fiquem sentados nos canteiros de planta.

Estava indo com a Mi comprar minha passagem de volta quando ela comentou que não gostava de passar pela praça por causa dos vagabundos. Eu já tinha feito esse percurso várias vezes e nunca me senti incomodado. Mal ela terminou de dizer isso e um deles começou a andar em nossa direção falando coisas como "ô rapaz!"; "doutor"; "amigo" e afins. Eu sequer virei o rosto e continuamos caminhando para atravessar a outra mão da avenida. Segundo a Mi, que viu a cara da figura, ela estava toda nojenta cheia de algum líquido, como lágrimas falsas.

Olhei rapidamente e vi que um ônibus estava se aproximando. Então apertei o passo imaginando que o ônibus se colocaria entre eu e meu assediador, livrando-me de maiores problemas. Então estava quase do outro lado da rua, no estacionamento da rodoviária quando ouvi um barulho. Virei para trás e vi o ônibus freando em cima do sujeito, atingindo-o de leve, o suficente para ele dar alguns passos para trás sem cair. Ele ficou um pouco desconcertado e voltou para a ilha.

Acho que essa foi uma das coisas mais insensíveis que fiz na vida.

Sempre fico em um dilema com pedintes, e sempre tenho medo que se tornem assaltantes. A filosofia de não sustentar vagabundo e não incentivar trabalho infantil é boa; mas as vezes entra um sentimento de compaixão misturado com culpa. Já fui assaltado e nunca reagi. Não sei se teria tanto sangue frio. Não aprovo violência. O sujeito pode ser mesmo um ladrão, vagabundo filho da puta, mas não o espancaria por isso. Talvez um chute no saco, mas acho que nem isso.

gimme a knife, break my teeth!

gimme a knife, break my teeth!

Recebi! De um devedor. Será que ele leu meu blog? Que vergonha. Mas também, não fiz nada de errado. Fiz meu trabalho e espero receber por ele. Não é assim que funciona? Quem não paga é que tem que sentir vergonha. Assim como quem faz um trabalho porco. Quando faço algo aquém das minhas próprias espectativas, fico frutrado, mesmo que o cliente goste. Mas em certas circunstâncias é difícil atingir o seu melhor.

Mas cometi um erro grave. Fiz algo que não costumo fazer. Gastei o dinheiro que não tinha contando com a grana que ia entrar. E ela não entrava. Por isso fiquei tão aflito. Agora também estou querendo me policiar mais e gastar menos. Vou cortar algumas trivialidades, até que consegui fazer isso bem no começo do ano. E é hora de fazer de novo, se eu quiser ter um reveillón legal.

sexta-feira, novembro 12, 2004

money for nothing

money for nothing

Puta que pariu! Por que as pessoas que estão me devendo não me pagam? Elas acham que eu vivo de briza? Nunca senti tanta falta de dinheiro como agora. Estou ficando realmente nervoso e estressado. E não adianta a "perspectiva" de dinheiro pra me acalmar. A perspectiva eh quando a pessoa que vai te pagar dia tal. Quando "dia tal" já passou perspectiva se transforma em outra coisa. Ainda não sei o que é, aceito sugestões.

terça-feira, novembro 09, 2004

cry myself blind

cry myself blind

Às vezes você acorda com uma tristeza que não sabe de onde vem. Ontem acordou com o mesmo sentimento, mas sabia muito bem de onde vinha. Então não se sente motivado. Pensa em não ir no treino logo cedo, que precisa dormir mais e que se for cansado não vai render de qualquer maneira e tenta se conformar com isso. Mas deita de novo, derrama uma lágrima e percebe que não vai mais conseguir pegar no sono.

É então que se lembra que a tristeza está relacionada com isso. Conformismo e desistência. E pensa "tenho que levar isso a sério, e até o fim". Levanta, troca de roupa e sai de casa.

Mas a tristeza não foi embora. Hoje, na porta do banco, no meio da Avenida Paulista, perto da hora do rush, sentou e chorou.

terça-feira, novembro 02, 2004

photograph

photograph

Bom, na sexta estava zanzando pela Sta. Ifigência á caça de um teclado novo (já que o meu tinha sérios proeblemas com o zero, o espaço, o G e o A; entre outras teclas) quando me ligaram no celular procurando meus serviços como fotógrafo.

Excelente. Não é a grana que eu DEVERIA ganhar, mas ainda é um dinheirinho legal. Também, fotografia é algo um pouco menos repetitivo, subjetivo e menos limitado por tecnologias do que construir um site. Claro que existe sim subjetividade, e também uma série de outras limitações inerentes ao trabalho de se tirar uma foto. Tantos que ficar aqui tentando identificar cada um deles seria um exercício de futilidade.

Acabou que fiz as fotos no sábado, e teremos uma continuação na sexta e mais tarde no dia 16, durante o vernissage do artista plástico do qual tirei fotos. Todos envolvidos eram bastante simpáticos e respeitosos. Não senti pressões nem críticas imbecis e desnecessárias em momento algum. Estava bem à vontade (fora que o artista, Thiago Deluqui, tinha um ótimo gosto musical).

Esse é meu terceiro trabalho de foto pelo qual vou tirar uma grana. Mas é o segundo que vou tirar uma grana de gente, e que me sinto mais confortável, seguro e respeitado com relação à minha função. E também, o cara que me chamou pra fazer as fotos, o Ricardo, parece ser uma boa porta para mais trabalhos.

Agora é contionuar o trabalho, pegar o cheque e aguardar os louros (se vierem ;)

knock-down drag out

knock-down drag out

Crise blogueira em andamento. Faz tempo que não escrevo nada de interessante, não apenas no blog, mas de maneira geral. Nada de crônicas ou artigos, roteiros ou qualquer outra porcaria. Só umas cartas ai, espero ter agradado.

Meus críticos com certeza pensarão "mas ele nunca escreveu nada que preste mesmo, do que diabos ele está falando?". Bom, eles que se fodam.

Até tive algumas idéias interessantes, inclusive um lance meio beatnick. Se eu desse continuidade nesse estilinho, talvez algo interessante saísse. Mas seria mesmo interessante? Beatnicks já estão me cansando um pouco. Modinha literária é foda. Ler por moda é o fim da picada. O que torna uma menininha deslumbrada que lê bukowski só pra impressionar aquele intelectualóide (que por sua vez o lê só porquê é um bêbado descontrolado, e é essa sua ambiçlão na vida) melhor que uma inocente leitora de Harry Potter?

segunda-feira, novembro 01, 2004

cortina de fumaça

cortina de fumaça

Top 5 momentos para fumar um cigarro:

5 - Depois das refeições
4 - Antes do banho
3 - Esperando o ônibus
2 - Quando se está nervoso
1 - Depois do sexo

Acaba aqui minha apologia.

terça-feira, outubro 26, 2004

moddie

moddie

Povo! Quem lê meu blog provavelmente são apenas meus conhecidos, então já estão por dentro. Mas só pra garantir, vou registrar aqui o lançamento da grife de camisetas que eu e Mi criamos, a Moddie.

O site entrou no ar domingo, visitem, naveguem, se cadastrem e comprem!

sexta-feira, outubro 22, 2004

link update

link update

O Vaca apareceu aqui no André e comentou sobre o blog do Bruno, que eu entrei muito pouco. Entrei agora e me diverti muito com os posts. Por isso dei uma pequena atualizada e corrigida (que a Mi exigia antes mesmo de começarmos a namorar;) nos links de blogs e fotologs.

E é com pezar que informo que removi o blog da Debbie. Há algum tempo já estava fora do ar, hoje fui ver de novo e uma outra menina, de Brasília, pegou o endereço para si.

R.I.P.

Debbie, por onde anda você?

last chance for a slow dance

last chance for a slow dance

Ontem à noite foi minha estréia como DJ Hal Jordan, e foi minha estréia na UP! Eu tinha feito um posto extremamente bem acabado mostrando como era o set que eu havia originalmente planejado e como ele ficou no final. Mas o blogger fez o favor de dar pau bem na hora de postar e perdi tudo. Portanto, aqui vai o set como eu o toquei. Na verdade são dois, eu toquei no começo da noite, quando as pessoas ainda tavam chegando e de novo no final, quando só tinha meia dúzia de pessoas na fila do caixa pra ir embora.

Começo

primal scream - some velvet morning
david bowie - sufragette city
raveonettes - untamed girls
suzie quatro - 48 crash
sleater kinney - oh!
peaches - set it off
ladytron - jet age
daft punk - digital love
tatu - how soon is now?
stereo total - liebe zu dritt
david bowie - helden
pixies - here comes your man
elastica - connection
green hornet theme
belle & sebastian - electronic renaissance
junior senior - chicks and dicks
add n to (x) - sheez mine
pizzicato 5 - twiggy twiggy
cardigans - my favourite game
garbage - when i grow up
placebo - every me every you
weezer - knock down drag out
andrew wk - party hard
judy & mary - motto *
primal scream - detroit

* O pessoal curtiu JM e dançou pra valer. Ótimo, essa música será presença obrigatória nas minhas discotecagens.

Final da Noite
(Assumi depois do Fael e ele pediu pra eu tocar só hits pro povo não ir embora. Então tive que dar uma total reestruturada no meu set)

iggy pop - search & destroy
placebo - 20th century boy
david bowie - let's spend the night together
garbage - i´m only happy when it rains
the strokes - 12:51
vitamin c - last nite
junior senior - move your feet
beastie boys - intergalactic
sonic youth - kool thing

E o set morreu ai. Acenderam as luzes na metade dele, pediram pra eu diminuir o volume pela metade e kool thing nem tocou até o final. Uma pena.

Mas eu gostei e o Fael também, resultado: Hal Jordan voltará!

terça-feira, outubro 19, 2004

the dig

the dig

Ontem fui na escavação que o André e o Alastair estão comandando. Por sorte dessa vez o Bruno também estava em BH (mas já foi embora), então fui com ele depois do almoço e nme fiquei muito tempo por lá.

Mas o tempo que fiquei, trabalhei ;) Eu e a Mariana Fofa "ganhamos" um quadrante e tínhamos que limpar um nível, apenas até chegar em um chão de pedras. Acabou que em uma fenda entre duas pedras ela cavou demais, e eu, quando encontrei um buraco natural (provavelmente de animal) me empolguei e comecei a explorá-lo, extrapolando o nível das pedras, até onde tínhamos que cavar.

Fora isso, também achei que tinha que ser super delicado. Delicado porra nenhuma! O Alastair apareceu pra explicar e a gente tinha que detonar tudo com a espátula mesmo! Sem dó nenhuma. Eu pensei que seria super difícil e raro achar pedaços de alguma coisa. Outro engano. Eu e a mari achamos bastante cacos de telha, pedaços de cerâmica (vários inclusive pintados), caquinhos de vidro e OSSOS. Achei partes de pélvis e uma articulação, mas nada humano, um deles estava até queimado. Enquanto escavava esbarrei com algo que parecia madeira queimada, mas era muito pouco (droga! esqueci de escrever isso no diário, no qual deixei minhas impressões do trabalho).

Depois ainda tinha que peneirar toda a terra retirada pra ver se apareciam mais artefados. Mas achei peneirar meio chato, escavar é melhor.

Enquanto estava lá, ainda elaborei o conceito de três programas pro History Channel:

Rookies in History: Sobre arquólgos desastrados de primeira viagem.

Sapateando na História: Ao invés de evitar caminhar sobre os quadrantes escavados, os protagonistas dançam diferentes tipos de música sobre eles e depois determinam o impacto.

Alterando a História: Um programa de pegadinhas, com câmera escondida. Um membro da equipe entra no sítio à noite e planta um artefado estranho. No dia seguinte, quando encontram tal artefato, as reações hilárias dos estudiosos são gravadas.

quinta-feira, outubro 14, 2004

daytime dilemma

daytime dilemma

Bacharel em Design gráfico com experiência em fotografia; treinamento e alguns trabalhos na área educacional e alguma vida acadêmica procura emprego na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Em qualquer área do conhecimento humano, contanto que pague bem!

quinta-feira, outubro 07, 2004

nojo

nojo

Sempre achei a palavra "destestar" forte. Talvez mais forte que ódio. Me dá a idéia de nojo e repulsa.

Quando um lado dá qualquer sinal de inflexibilidade o outro toma a mesma atitude. E um círculo vicioso se inicia. Quando um deles tenta abaixar a guarda e reintegrar tudo, acaba parecendo um movimento falso e talvez prostituído. É uma pena.

quarta-feira, outubro 06, 2004

grafitti

grafitti

na folha de hoje:

Guerra do grafite mancha túnel da Paulista



Eu digo: bem feito! Eu nem sabia que os desenhos anteriores, que eu vi tantas vezes passando por aquele tunel, apelidado apropriadamente de buraco da paulista haviam sido cobertos.

E cobertos pelo que? Reproduções de obras de pessoas mortas e chatas. Nada contra os modernistas. Mas quem sai ganhando com aquelas reproduções? São de artistas consagrados e que já integram os anais da História da Arte no Brasil e no mundo. E o que aconteceu com os tantos outros trabalhos, realizados coletivamente em um esforço cívico de tornar aquele buraco uma expressão artística honesta e interessante.

Provavelmente mais uma decisão tomada em comitê. Os antigos desenhos eram parte da cultura e contavam uma história. As reproduções modernistas são um ótimo exemplo de decisão arbitrária, sem fundamento, autoritária e repressora. Tais atitudes já têm se mostrado presentes no governo federal, e agora mostrou seu maior braço na administração da Marta.

Podem me chamar de exagerado. Mas eu acho isso mesmo. É o fim da picada. Pessoas comuns, daquelas que pegam os ônibus lotados, suam para pagar as contas ou conseguir um estudo decente; decidem dedicar tempo, esforço e recurso para se expressarem e deixarem uma marca interessante e válida na cidade. Então a prefeitura decide que seria melhor apagar isso tudo e colocar reproduções de obras. Reproduções! Ainda se fossem painéis originais, gentilmente doados, eu poderia perdoar. Mas isso é ridículo.

Posso estar sendo romântico demais, também. Bem possivelmente quem desenhou tudo aquilo só estava querendo se divertir. O que é ainda melhor.

Fora que existem tantos outros lugares na cidade que merecem atenção e embelezamento. O viaduto perto da minha casa é uma desgraça de feio. Ele costumava ter grafites há vários anos atras. Foram pintados de cinza. E agora existem uns canteiros esquisitos; com uma montanha de terra e algumas plantas feias. Como tenho saudades dos grafites.

Portanto, pichar as atuais reproduções é uma ação de protesto extremamente válida. E até digo que é leve. Eu sugiro que os grafiteiros se organizem para realizar uma grafitada intensa, feita toda em uma noite; recobrindo esses absurdos com algo mais divertido e interessante.

terça-feira, outubro 05, 2004

2001 going on 2006

2001 going on 2006

A vida anda bem chatinha mesmo. Poucas coisas boas (mesmo que muito boas) e muitas coisas chatas.

No post "happiness" de alguns meses atrás eu falava de estar perto de um sonho, que eu mal sabia existir. Na forma de um projeto secreto acadêmico. Pois então, ele não foi concretizado....

... ainda!

Hoje encontrei uma pessoa que é peça-chave nesse empreendimento. A empolgação é bem menor agora, mas é inversalmente proporcional ao tempo que tenho para ir atrás disso. Hoje foi o primeiro grande passo da segunda tentativa. E vamos lá.

Depois dei uma voltinha na paulista e acabei comprando THX 1138. E me inscrevi pra ver se trabalho na 2001. As coisas andam muito ruins mesmo no meu campo profissional, num tem como esconder. Eu queria ter tentado trabalhar lá faz uns 2 anos, mas fiquei com medo, isso mesmo, medo. Pois sabia que seria aloprado por trabalhar num lugar fora da área. Pois agora estou pouco me lixando. Preciso de dinheiro, preciso de ocupação. Enquanto outras coisas não vingam, entro nessa onda. Mas nem selecionado eu fui, calma também, só preenchi uma fichinha. Ando preenchendo alguns formulários, de diferentes naipes. Vamos ver no que dá.

E vendo no que dá acabei esbarrando com a Alice, que era da Belas Artes e trabalhou comigo na Correia & Melo. Papo bom, talvez brote um novo freela disso ai. Estou torcendo.

sábado, outubro 02, 2004

avedon

avedon

Morre aos 81 o fotógrafo Richard Avedon


Norte-americano, famoso pelos retratos de celebridades e ensaios de moda, sofreu hemorragia cerebral no Texas


"Minhas fotografias não vão além da superfície. Elas são leituras do que está na superfície. Eu tenho grande fé em superfícies. Uma boa superfície está cheia de pistas"

sexta-feira, outubro 01, 2004

samurai gaijin

samurai gaijin

Cena 23. INT, DIA - TATAME DO NISHIDA DOJO


O treinamento já acabou. Alguns alunos aproveitam para tentar aperceioar alguns movimentos de Aikido. Um deles, Mafra, um jovem bem apessoado treina ataques com o Bokken (uma espada de madeira para treinamento). Dele se aproxima Minoru, um senhor oriental de pouco mais de 70 anos.

MINORU
Você gosta de lutar com o bokken, né?

MAFRA (desferindo um golpe no ar)
Claro.

MINORU
Você leva jeito, hein? Um gaijin samurai!

quarta-feira, setembro 29, 2004

supla

supla

*RING* *RING*

- Alô
- Olá
*SILÊNCIO*
- Alô
- Oi?!

- Aqui é o Senador Eduardo Suplicy, gostaria de pedir que vote em um vereador... *CLICKT*

terça-feira, setembro 28, 2004

a view to a kill

Nossa,

muitos DVDs e pouco dinheiro. Séries de TV que eu adoro estão saindo agora praticamente ao mesmo tempo!









E este último não é série ou mini-série, mas também quero muito:

timor leste

Saiu hoje no omelete, muito interessante:

Quadrinhos no Timor Leste - Participe da campanha!
Por Érico Borgo
28/9/2004

As universidades Mackenzie, USP e PUC organizaram um projeto beneficente para auxiliar o processo de alfabetização no Timor Leste.

Durante o período de domínio indonésio, a pequena ilha do Timor Leste ficou proibida de falar uma das suas línguas mais tradicionais, o português, algo que mudou apenas em 2002, quando o país conquistou sua independência.

Desde o ano passado, estudantes das três universidades paulistas estão na pequena ilha asiática em missões culturais para ensinar o idioma - considerado uma representação simbólica dos anseios da nação.

Agora, os professores voluntários utilizarão as histórias em quadrinhos como um facilitador de aprendizado, algo que já estão fazendo com músicas e jogos, e precisam da ajuda dos colecionadores e fãs. Para colaborar, basta enviar gibis da Turma da Mônica em bom estado para os locais de coleta. As revistas serão transportadas por um avião da Força Aérea Brasileira no final de novembro e serão entregues à equipe de alunos voluntários brasileiros que se encarregará de repassá-las aos jovens e as crianças timorenses.

Participe! Veja abaixo os locais de entrega:

Na Universidade Presbiteriana Mackenzie - sala 407, 4º andar do prédio 09 (Laboratório Fotográfico da Faculdade de Comunicação e Artes) das 11h às 22h, terça e sexta, e das 13h às 22h, segunda, quarta e quinta-feira e aos sábados das 11h às 14h aos cuidados de GILBERTO.
Na Comix Bookshop; Alameda Jaú, 1998, Jardins, São Paulo – SP (perto da avenida Consolação, atrás da Paulista), aos cuidados de JORGE.

quarta-feira, setembro 22, 2004

crise

crise

"Crescer" não é fácil. Em todos os sentidos. Ficar preso a suas próprias limitações, que são alimentadas por um ambiente inóspito, agregado a associações não muito proveitosas, do ponto de vista monetário e de realização pessoal só pioram tudo.

Preciso de um extreme make-over.

terça-feira, setembro 21, 2004

fcj

fcj

Sou terminantemente contra a criação do FCJ e da Ancinav. Caso você não saiba do que estou falando, é melhor ler mais periódicos de notícias. Se mudarem as propostas desses órgãos, minha opinião pode mudar, mas do jeito que está, de jeito nenhum!

Não sou contra órgãos reguladores. Sou contra órgãos controladores. Algo como a OAB, ou CRM e CREA fazen sentido para mim. E numa conversa hoje com a Mi conclui que todas as profissões para as quais há curso superior, deveria haver algo do tipo.

Uma associação, formada por profissionais atuantes na área, sem vínculo de subordinação ao governo, para elaborar uma prova, como da OAB que verifica a competência do indivíduo em exercer sua profissão. Os aprovados recebem uma licensa de atuação, e haveria uma série de ferramentas para proteger os profissionais e seus clientes e evitar problemas de incompetência.

E também serviria para manter inxiridos e charlatães longe. Experimentação e pessoas que atuam em diferentes áreas não é algo que me perturba, mas experimentação não pode ser confundida com picaretagem. Outros mecanismos poderiam ser desenvolvidos para assegurar que pessoas não-formadas em determinadas profissões (outras que não sejam algo potencialmente perigoso como medicina) possam atuar na área de uma forma regulamentada e com qualidade. Auto-didatas de competência às vezes merecem mais espaço do que muitas pessoas formadas em faculdades.

Falo isso como alguém que apanha para conseguir viver do que se formou, luta com clientes ignorantes e disputa espaço com sobrinhos "extremamente" talentosos. Acredito no meu potencial como produtor, mas sou um péssimo negociador, com certeza diversas áreas seriam beneficiadas com medidas desse tipo.

quarta-feira, setembro 15, 2004

you've got the money, i've got the soul

you've got the money, i've got the soul

É verdade que ando seco de grana. Não posso ficar querendo ir a todos os eventos interessantes que aparecerem. Mas um deles eu não vou perder por nada, que é o show do Primal Scream no Tim Festival.

Dia 6, sábado.
21h30 - Tim Stage
4000 lugares - R$ 80 (aceita carteirinha)
Picassos Falsos, PJ Harvey, Primal Scream

E ainda ganho uma PJ Harvey de bonus. Alguns podem querer me xingar por dizer isso, mas o que me interessa mesmo eh o PS!

501

501

O post anterior foi o numero 500, em quase dois anos de blog. Muito bem pra mim!

hey ho

hey ho

Ontem comecei no Aikido. Muito massa e sem stress. Primeira aula é light, uns lances de etiqueta, diferentes tipos de aquecimento e alguns movimentos simples. Mas é bastante informação de uma só vez, lembrar de tudo vai exigir um pouco de mim.

Mas o carinha que nos orientou (acho que chamava James) ficou impressionado com a minha elasticidade, acho que isso vai me dar uma facilidade pra aprender algumas coisas. Melhor pra mim ;)

sábado, setembro 11, 2004

cheerleaders japonesas

cheerleaders japonesas

Preciso dizer mais alguma coisa?

É o Éden em forma de competição esportiva, sendo transmitido pela NHK em um sábado à tarde.

sexta-feira, setembro 10, 2004

n.d.a.

n.d.a.

Sequestrei do blog da Mi. Acho importante.

Voto Nulo X Voto em Branco
O cidadão tem a opção de escolher um candidato como tem a opção de não escolher nenhum, se entender que nenhum candidato merece o seu voto. Aí entram os dois outros tipos de voto: o Em Branco e o Nulo.

Em Branco não significa que o eleitor não escolheu nenhum candidato, mas sim que ele abdica de seu voto. Não é ato de contestação e sim de conformismo. Os votos em branco significam "tanto faz" e são acrescentados ao candidato de maior votação no último turno.

Se existem dois candidatos "Bonzinho" e "Ruinzinho", "Bonzinho" termina com 52% dos votos, "Ruinzinho" recebe 35%, 10% são votos em branco e3% são nulos, isso significa que 3% dos eleitores não querem nem "Bonzinho" nem "Ruinzinho" no poder, mas 10% dos eleitores estão satisfeitos tanto com "Bonzinho" como com "Ruinzinho", o que vencer está bom. "Bonzinho" tem uma aceitação de 62% do eleitorado.

Já o voto nulo é um protesto válido. Ele quer dizer que o eleitor não está satisfeito com a proposta de nenhum candidato e se recusa a votar em um ou outro, a existência dele permite que o eleitor manifeste a sua insatisfação.

O voto nulo, ao contrário do que parece, é um voto válido. Ninguém fala dele, nem mesmo nas instruções para votação. Explicam com o votar em um candidato ou como votar em branco, mas ninguém explica como anular um voto. Para anular um voto é preciso digitar um número inexistente no número do candidato.

Se um eleitor votar em branco, o terminal avisa "Você está votando em branco" e então pode confirmar, ou corrigir. Mas se o eleitor coloca um número inexistente num terminal, ele acusa "Número incorreto, corrija seu voto". Assim, os votos nulos são desencorajados.

Por que os votos nulos são desencorajados? Por que ninguém fala deles? Porque, se na eleição entre "Bonzinho e "Ruinzinho", "Bonzinho" terminasse as eleições com 39% dos votos e "Ruinzinho" com 31%, 10% de brancos e 18% nulos as eleições teriam que ser repetidas e nem "Bonzinho" e nem "Ruinzinho" poderiam participar das eleições naquele ano.

Se nenhum dos candidatos conseguir maioria (mais de 50%) no último turno, as eleições têm que ser canceladas! Os candidatos são trocados e novas eleições têm que ocorrer. Ou seja, o voto nulo, do qual ninguém fala e que o terminal acusa como "incorreto, é o único voto que pode anular uma eleição inteira e remover do cenário todos os candidatos daquela eleição de uma só vez.

Então, contribuindo para a campanha por um voto consciente, se alguém estiver votando em "Bonzinho" ou em "Ruinzinho", mas preferia não votar em nenhum dos dois, pode optar pelo voto "incorreto", o voto nulo. Quem sabe um dia, "Bonzinho" e "Ruinzinho" saem do cenário e os eleitores podem votar em "Melhorzinho".

quarta-feira, setembro 08, 2004

khan

khan

As coisas que você curte na adolescência acabam marcando bastante. Melhor ainda é quando você cresce, aprende sobre outras tantas coisas e percebe que aquele produto realmente tem um valor. Não apenas pessoalmente você o aprecia, mas agora também é possível expressar o valor da obra com um vocabulário mais vasto do que "é muito legal" e além disso não estar falando asneira.

Melhor ainda é mostrar isso tudo pra quem você gosta e perceber que ela gostou e quer mais.

bh hits

bh hits

O ruim de ir pra BH é que várias coisas e conversas interessantes acontecem e idéias para posts e textos surgem. Mas uma coisa puxa a outra e não há uma pausa decente para sentar e escrever qualquer coisa. Quando volto pra casa, muito se perde a acabo não escrevendo nada.

Mais motivo pra não voltar...

quinta-feira, setembro 02, 2004

silêncio dos inocentes

silêncio dos inocentes

Fica parecendo que nada das coisas boas que você faz conta. E eu também tenho meus dias de flutuação emocional e preciso de algum remédio quando isso acontece, e ele não é o silêncio.

segunda-feira, agosto 30, 2004

anti-comunicação

anti-comunicação

Estive na Galeria hoje. E reparei em uma faixa promovendo um festival de Death ou Dark ou Black ou qualquer merda malzona Metal. E ele conseguiu ilustrar bem algo que eu já tinha pensado antes a respeito.

Bandas desse naipe não entendem NADA de comunicação. Os logotipos de todas eram completamente ilegíveis. A ponto de que logo abaixo de cada um estavam escritos os nomes das mesmas com uma tipologia mais decente.

Acho legal uma banda ter uma marca, algo que condiza com seu tipo de som. Mas também não acho que isso seja obrigatório, cada um sabe de si. Mas uma marca precisa comunicar a idéia, e o nome é parte da idéia, se existe apenas um bando de garranchos inteligíveis, o que você está comunicando? No mínimo que é um ignorante.

domingo, agosto 29, 2004

copan

copan

28-08 - 19h00 - Cinesesc
29-08 - 18h00 - Centro Cultural S?o Paulo
30-08 - 20h00 - MIS - Auditório

Bernardo Spinelli *
Brasil/França
Panorama Brasil
Programa 2

16 min, Cor, 35mm, 2004
Legenda: Francês


Edificio Copan: universo, oportunidade, conhecimento.

*Esse é meu primo que agora mora na França. Eu sabia que ele estava no Brasil por esses dias, mas não falei ou encontrei com ele, ele é uma pessoa difícil de achar. Estava voltando de passeio pela paulista hoje (resultado de duas sessões de cinema frustradas) quando cruzei com ele e a Tia Beth no metrô, e então eles me informaram a respeito.

Vou estar amanhã no MIS.

camila, né

camila, né

As vezes nos fazemos de bobo. Como quando vamos em uma loja e o vendedor nos conta todos os detalhes de certo produtos e ficamos quietos, prestando atenção maravilhados no que ele explica. Também pagamos de gostoso, falando demais sobre algo que não sabemos direito, ou enxotando pessoas bem intencionadas que querem apenas nos ajudar.

Mas qual o propósito de nos fazermos de bobos? Nos fingimos de ignorantes em um assunto sobre o qual estamos carecas de saber. Minha teoria é simples: Pra nos acharmos na realidade, mais fodas, sair por cima, com aquele sentimento de "há! enganei!" Quando é com um completo estranho podemos até fazer por compaixão, a mesma coisa quando uma criança vem conversar conosco: "Ah, é? O Homem já foi pra Lua?" Mas se observarem bem essas situações, também estamos nos sentido os mais espertões por trás.

Seu ex-namorado já ficou sabendo por outrém que você arrumou outro cara. Mas mesmo assim ele te encontra no ICQ e pergunta, dando uma de amiguinho ignorante: "aqui, vc conhece o fulano?". E você, já sabendo que ele está sabendo, pensa: "CLARO que eu conheço! Seu imbecil! Já até dei pra ele! O cu, que eu nunca dei pra você!", Ok, não necessariamente algo desse grau, mas deu pra entender. Como sabemos que a pessoa está dando uma de bobo, e tetando sair por cima, surge uma vontade de aniquilá-lo completamente.

Mas eu costumo ficar na minha e comentar pelas costas com pessoas de confiança que estão por dentro de toda a situação, para então rirmos de satisfação no nosso mundo mesquinho. Mas não tão mesquinho como o do tolo que achou que ao se fazer de bobo, estaria passando uma impressão de desencanado ou descolado; já que no fim, seu plano desmoronou e ele passou a impressão de ingênuo, no mínimo.

sábado, agosto 28, 2004

he took her to a movie

he took her to a movie

As pessoas estão indo ao cinema e ninguém me chama. Um bando de bastardos. Minha namorada mora longe e todo mundo ve os filmes que estou afim de conferir e eu fico pra trás. Detesto ir sozinho ao cinema, mas to achando que vou ter que fazer isso, porque tá difícil ficar tão pra trás. Tem alguns filmes que boa parte da graça está em ver no cinema, sem falar que é mais caro alugar do que pagar um ingresso. Se alguma alma caridosa se solidarizar comigo, eis uma lista do que estou querendo assistir:

- Eu, Robo
- Fahrenheit 9/11
- Supersize Me
- Colateral [vamos lá pessoal! esse acabou de estrear, não me deixem na mão)
- Mulher-Gato [eu sei que deve ser uma merda, mas quero ver!]
- Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
- A Vila [esse ninguém viu ainda, acho que estréia próxima sexta]

E também topo ir ao festival de curtas, que sempre tem boas surpresas. Me liguem, cáspita!

sexta-feira, agosto 27, 2004

marcha nupcial

marcha nupcial

Quem quiser conmferir fotos do casamento da minha prima Marina, pode ir aqui. E aqui também.

quinta-feira, agosto 26, 2004

fausto

fausto

Descobri finalmente o que quero tatuar. E onde vou tatuar. O desenho não está fechado, mas o conceito está bem claro.

Conversando ontem com o Alastair, desenvolvemos em torno do assunto tatuagem. A idéia dele é a que muitos não pensam na hora de tatuar. Além de ser algo esteticamente agradável, uma tatuagem deve dizer algo a seu respeito, ter um real motivo além de "eu gosto de cerejas". Eu gosto de muitas coisas, se fosse tatuar todas, estaria ferrado.

No fundo da minha mente essa idéia sempre correu, por isso sempre relutei tatuar personagens, por exemplo. Por que um personagem seria mais digno de ser registrado em meu corpo do que outro?

Mas a busca terminou. Tenho outro desenho que quero tatuar também, mas ter encontrado esse outro me deixou mais impolgado. O interessante é que ele tem diversas camadas, além de possuir uma história pessoal interessante, e imutável, ele tem uma base histórica ainda mais sólida, torando aquele momento em que alguém me pergunta o que a tatuagem significa algo realmente interessante, um estimulador de conversa; e dependendo do público, debate

terça-feira, agosto 24, 2004

american gun

american gun

Sempre tive uma vida pacífica. Sem grandes altos e baixos. Livre de violência. Já passei por alguns apertos, tanto com estranhos, como com colegas de estudo e principalmente com familiares. Não fui abusado ou espancado, mas já levei minha cota de tapas e cintadas; mesmo depois de crescido levei um tapa do qual jamais esquecerei. E também houve vários casos de violência psicológica, mas acho que nenhum deles foi muito grave e consegui superar rapidamente. Também já atirei em baldes e com estilingues tentei infrutivamente acertar passarinhos.

Entretanto, sou esquentadinho. E verbalizo muito minha violência. E adoro "arte violenta". Não tenho medo de dizer isso, consumo, gosto, e também tento produzir peças de arte e entretenimento que explorem a violência. Nas mais diferentes manifestação e estilos. Da dança alegre e contente de Chicago ao realismo enojante de Irreversível. Gosto também de Boxe e outros tipos de luta. Não acredito nos dizeres "já vejo isso no jornal, não preciso ir no cinema".

Mas agora a pouco acabo de ver um filme, que peguei passando na TV por acidente que me fez pensar sobre algumas coisas. Nem todas irei dizer aqui, preferiria dizer diretamente à quem interessa; não sei se terei coragem sequer disso, posso ser cobrado, disso não tenho medo, mas espero que minha relutância seja compreendida. Achei o filme apenas interessante, até o seu final, e foi aí que o achei bastante engenhoso. Me fez pensar nas pessoas com as quais eu me importo, com as que eu realmente me importo, as que eu amo.

E o tipo de violência pela qual elas passaram, cujas imagens, mesmo que não descritas, permeam minha imaginação, o que me faz pensar em quão pior a realidade do fato com certeza foi. Queria poder fazer algo a respeito, muito, queria poder mudar tantas coisas, pensei em vingança; mas tenho medo do que pode se seguir. Não há nada pior do que se sentir impotente perante àqueles que se gosta.

Desculpe não poder ter ajudado. Desculpe pelo post meio baranguinho. Foi apenas algo que pensei agora e precisava registrar. A propósito, o título do post é o titulo do filme, que realmente não é muita coisa, mas é o último de James Coburn.

domingo, agosto 22, 2004

lula cavalheiresco

lula cavalheiresco

Escrevi esse texto quando houve aquele escândalo envolvendo o Lula e aquele correspondente americano acusando-o de ser um beberrão. Acabei não postando mas acho que recebi outra chance, já que essa polêmica do Conselho Federal de Jornalismo parece diretamente relacionada com o caso.

"Em suma, em se tratando de injúrias ou insultos, seja por palavras ou atos, assevero que esses podem irritar e aborrecer um homem sensato, mas de modo algum tocam a sua honra, porque esta consiste na opini~ao que se tem sobre ele e que não pode alterar-se por coisas que lhe são exteriores, a não ser no caso de pessoas de mente muito fraca, cuja opinião não conta. Um homem sensato pode, por conseguinte, extravasar sua irritação ou seu desgosto por meio de uma reação proporcional ao fato, mas isso deve ser mais tolerado como fraqueza humana do que como um dever que lhe é exigido para salvar sua honra. E, portantto, se contrariamente ele pensa o suficiente para não se importar, sua honra, em vez de sofrer suas conseqüências, poderá até mesmo ganhar com isso."

(Schopenhauer, Arthur.
A Arte de se fazer respeitar ou Tratado sobre a honra, pag 80-81)


A lição basicamente é: Apenas você pode prejudicar sua honra. Se alguém maldiz você, sem dúvida lança uma sombra negativa, mas se o ato não procede, se esvairá e se você agir sensatamente, tudo ficará bem. Se reagir fora das proporções, poderá realmente prejudicar sua honra. E é o que o governo brasileiro fez.

Vejo aqui a repetição de um comportamento por parte de figuras públicas brasileiras. Lembram-se do caso dos Simpsons em que César Maia se sentiu ofendidissimo com o retrato de sua cidade pela equipe de Matt Groenig e ameaçou processar a Fox? É o mesmo caso! Ao invés de se fazer merecer um elogio, as autoridades se fazem merecer calúnias, e essas, quando feitas, são punidas com ações desproporcionais e infantis. E mais uma vez, a reação das autoridades brasileiras conseguiu atrair mais atenção da midia doméstica e internacional do que o ato que a acarretou, mais uma vez denunciando contra a honra nacional.

O caso Lula bebum é reminescente da ditadura militar. A revogação do visto do jornalista não procede e no meu ver é um abuso de poder. Só porque ele é o presidente não podemos falar o que quisermos dele? Justamente por ser presidente é que devemos falar o que quisermos deles. É o fardo da figura pública, e se ele não sabe lidar com isso, que renuncie e perca outro dedo.

Lula, se fosse sensato, no máximo chamara o cara de bebum também, ou corno, ou viado, ou coisa que o valha. Mas esse avantage apelativo teve o efeito reverso e demonstrou a fraqueza perante críticas da qual o governo sofre. Ou mais simples ainda, bastaria citar Sócrates em dois momentos:

"Se um asno tivesse me batido, teria eu o acusado em juízo?"(Diógenes Laércio, Vidas dos filósofos, II, 5,21)

"Não, o que ele diz não me toca" (Diógenes Laércio, Vidas dos filósofos, II, 5,36)

sábado, agosto 21, 2004

quinta-feira, agosto 19, 2004

the night is still young

the night is still young

O meu set na última segunda (16) no Café com Letras. Desculpem os erros de digitação e até a próxima!

the villains - batman theme
nancy sinatra - bang bang (my baby shot me down)
beck - little one
velvet underground - i'll be your mirror
mutantes - she's my shoo shoo
johnny rivers - baby i need your lovin'
bobby ridell - bobby's girl
mohammed rafi - jaan pehechaan ho
pizzicato 5 - 20th century girl
fantastic plastic machine - dear mr. salesman (dj me dj you mix)
daft punk - digital love
vitamin c - last nite
radiohead - where i end and you begin
primal scream - higher then the sun
millie small - my boy lollypop
buddy holy - peggy sue
peggy lee - fever
stereo total - joe le taxi
cornelius - maybe i'm dead (money mark)
moloko - being is bewildering
rob d - clubbed to death
belle & sebastian - lazy line painter jane
yo la tengo - you can have it all remix
galaxie 500 - 4th of july
sonic youth - i love you golden blue
fantastic plastic machine - pura saudade (nova bossa nova)
stereolab - one note samba
roy orbison - oobie doobie
pizzicato 5 - such a beautiful girl like you
luna - mermaid eyes
belle & sebastian - is it wicked no to care?
yo la tengo - i'm set free
david j - this vivicous cabaret
queen - '39
gloria jones - tainted love
nancy sinatra & lee hazelwood - some velvet morning
beach boys - surfin' usa
raveonettes - that great love sound
david bowie - rebel rebel
velvet underground - waiting for the man
lesley gore - it's my party
doris day (?) - swingin' on a star [é doris day segundo a dj penélope. no arquivo que peguei não tinha o nome do artista e eu não consegui descobrir]
david j - this vivicous cabaret [estava atendendo a um pedido]
david bowie - young americans
primal scream - autobahn 66
the marketts - batman theme

quinta-feira, agosto 12, 2004

CEP

R. Pirapetinga 601 ap 201
Serra
CEP 30220-150
Belo Horizonte-MG
Brasil

Logo atrás do prédio da Telemig da Afonso Pena.

quarta-feira, agosto 11, 2004

update

update

Os comentários me obrigaram a incluir dois novos itens na minha lista de como detectar algo vintage.

confiram aqui.

folgado é a mãe

folgado é a mãe

Eu sou folgadinho mesmo. Abuso da boa vontade dos meus amigos. Levo-os ao limite. Se me dão uma mão, pego logo um braço. Claro que seleciono bem aqueles com os quais faço isso, pois tem que ser alguém a quem eu esteja disposto a dar um braço também. E da mesma maneira que me sinto livre de fazer, pedir e cobrar certas coisas, me coloco em posição de poder receber um sonoro não. Nada mais justo. Não é motivo de brigas.

E eu costumo cobrar. Quando existe um assunto sério, quando há um combinado, eu fico em cima. Quando o assunto é trabalho ou projetos conjuntos, depois que há um combinado, espero que todos façam seu papel. Mas parece que tem jente que não entende isso. Acha que compromisso é só um papinho de boteco.

Desparecem, dão desculpas esfarrapadas e quando ligo para saber o que está acontecendo me tratam com grossura e me chama de folgado pelas costas. Pau no meio do cu é o que eu digo! Não tenho nada a ver com nada, faço favores, dou sugestões e tento ajudar e é assim que sou retribuido?

segunda-feira, agosto 09, 2004

vintage violence

vintage violence

Finalmente me caiu a ficha quanto ao real lado de negativo de algo se popularizar. Antes pra mim era apenas birra, coisa de gente que não suporta ver os outros fazendo aquilo o qual se acha o descobridor. Fora esse tipo chato; existe o verdadeiro problema da literal banalização. Um termo, um esporte, um jogo, qualquer coisa, é praticado por um sem número de pessoas que não fazem a menor idéia do que aquilo realmente é e por fim, a característica original é perdida. A massa é mesmo burra, tenho que admitir.

Bem, falo disso por conta de dois termos que já cansei de ver na internet nos ulitmos tempos: Vintage e Pin-Up.

Vamos lá, vintage é uma palavra inglesa. No dicionário Oxford Compact o significado da palavra mais tem a ver com vinhos e uvas do que com jaquetas transadas. O ítem do significado listado lá mais parecido com o que imaginamos é:

"of high quality, esp. from the past or characteristic of the best period of a person's work"

Traduzindo e adaptando: "De alta qualidade, especialmente do passado ou característica do melhor período do trabalho de uma pessoa."

Agora que parei para traduzir, me parece bastante preciso com relação à utilização que vemos em tantos filmes e séries de TV. Lembro-me que comecei a usar esse termo com Nisfer, meu companheiro de falar besteiras em qualquer língua. E mais a mais fui brincando de detectar o que seria ou não vintage.

Infelizmente, graças a um fotolog, o termo foi pro beleléu aqui no Brasil. As pessoas colocam fotos de discos da Xuxa, um screen capture dos transformes ou do changeman e por aí vai. Transformaram vintage em sinônimo de infância, ou pior, da já passada modinha "anos 80 vamos relembrar". E vou dizer aqui e agora: Vintage não é nada disso, porra! Façam o favor de observar as origens das palavras, bando de ignorantes! É complicadinho detectar o que é vintage, eu não sou um especialista, afinal não sou dono de antiquário nem de brechó (que em termos de Vintage não quer dizer muito também). Mas elaborei uma simples listinha para detectar a vintagedade de um objeto:

1 - Tem que ser um objeto! - Um seriado de TV, uma pessoa ou um filme não podem ser vintage. Uma fita do tal seriado, talvez, se a embalagem for interessante. Portanto a Vera Fischer, ou uma fita de De Volta Para o Futuro gravada de uma sessão da tarde quando você tinha 8 anos nunca será vintage. É velharia mesmo, jogue fora ou grave um pornô por cima, crie vergonha na cara e compre um DVD.

2 - Tem que ser usado! - Nada novo jamais será vintage. Digo, será no futuro.

2.a - Usado por outra pessoa! - Isso não é obrigatório (naturalmente estou falando de pessoas mais velhas, também). Algo que era seu desde sempre pode se tornar vintage com o tempo, mas dependendo do ítem pode demorar, e se você é um jovem antenadinho não vai poder esperar. Portanto, largue a mão de ser fresco e procure sim no armário do seu pai e da sua mãe. Pode ser uma mina de ouro!

3 - 20 anos no mínimo. - Se você tem belos 16 anos e acha que aquele seu chocalho é vintage, esqueça! Mas fique atento, isso não se aplica a todos os objetos, tem muita tralha de 20 anos que você ainda tem que guardar mais um tempinho até seus amigos quererem te dar dinheiro por ela.

3.a - Tem que ser relativamente raro! - Não pode estar mais em produção. Portanto, uma embalagem de dadinho não é vintage, já que até hoje ela está sendo produzida em escala industrial. Um pogobol pode vir a ser vintage (embora ainda não o considere) já que não vemos mais com tanta facilidade por aí.

4 - Tem que estar em estado de uso! - Claro. Ninguém quer nada quebrado. Se estiver estragado, conserte, coisas quebradas não são vintage; são no máximo peças decorativas, e dependendo do que for, de péssimo gosto. Mais um motivo pelo qual a Vera Fischer não é vintage, ê bagulho!

5 - Tem que ter naipe! - Uma jaqueta do Nelson Ned também jamais será vintage. É tosco e só serve de piada.

6 - Estado original e bem conservado! - É o que se chama de "mint condition" em inglês. Pode ter alguns sinais de uso, como um couro mais batido, mas nada bizarro. Portanto, se você acha muito massa colocar insul-film e vidros elétricos na sua variant pode esquecer. Fusca tunado é Hot Rod de pobre.

E acho que está bom, né? Se o ítem preencher esses requisitos, pode falar que é vintage. Não tenho muitas coisas vintage, eu oficialmente contabilizo uma vitrolinha portátil, duas latas de biscoito e uma jaqueta da goodyear muito style.

Mas acho que com o ralo público deste blog, minha lista não irá alcançar muitas mentes, só a dos meus amigos mesmo que já meio que sabem disso tudo, senão não seriam meus amigos (se você é meu amigo e achava que o Fofão era vintage, por favor não me fale!). Então, por via das dúvidas, vou usar outro termo para substituir vintage, um termo que está na raiz do vintage, de acordo com o mesmo dicionário Oxford, a palavra do franc6es antigo: vendage.

Quanto ao pin-up, quem sabe em outro post...

sexta-feira, agosto 06, 2004

uma pela equipe

uma pela equipe

Eu sou mesmo trouxa. Justo quando me acho rock descubro que podia ser muito mais. Podia falar uns palavrões mesmo, não sei do que eu tenho medo. Sei que estou certo, entendo quais são os meus defeitos, e entendo mais ainda que eles não são a razão dos problemas. Na verdade eu só quero dizer uma coisa:

vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!
vai tomar no cu!

Só não falei quantas vezes eu queria dizer esta única frase...

juramento

juramento

In brightest day, in blackest night, no evil shall escape my sight...
Let those who worship evil's might, beware my power, Green Lantern's light.

quinta-feira, agosto 05, 2004

bolsa que é bom, nada...

bolsa que é bom, nada...

Hoje recebi meu primeiro spam do Consulado Geral do Japão.

pattern recogniton

pattern recogniton

Acabei devolvendo a placa de vídeo que meu PC se recusava a aceitar. E quando voltei pra casa finalmente recebi um email de suporte do fabricante da placa mãe:

Dear Customer.
Due to the chipset limitation, the motherboard might not work will all AGP/PCI video card, especially those newer chipset video card such as Geforce4, GeforceFX,G force2MX400 Radeon9200, Radeon9700 video card.


Ou seja, fiz bem em devolver a placa. Agora vou investir a grana em outras atividades, que espero serem lucrativas. Aguardem novidades. ;)

sábado, julho 31, 2004

MX

MX

Na linha do PC problemático vou falar de algo que havia reparado levemente, mas que o Hugo me fez refletir mais profundamente. Essa nova mania de usar letras para as versões dos programas. Pra que essa porra? Dreamweaver MX; Photoshop CS; Windows XP e o cacete a quatro.

É uma gracinha, é super estilinho, mas e daí? E a próxima versão do Photoshop vai ser o que? CT? TX? HV? Que raios querem dizer essas siglas?! Como vou saber qual o mais recente? O CT eh melhor que KJ, ou seria o VS? É uma puta zona dos infernos!

Quero os maravilhosos números de volta! Photoshop 8, cadê você? Eu até aceito 2004 ou 2005, é lógico o suficiente pra mim.

XP

XP

Com o PC surtando, resolvi dar um upgrade. Deu um monte de coisa errada. O que funcionou: Webcam, HD novo com cooler próprio e o microfone/fone, no melhor estilo madonna. Mas esse último funcionou médio, já que ainda não consegui ter uma conversa pelo MSN em áudio com ninguém.

Pra compensar, minha placa mãe dinossaurica é incapaz de desativar sua função video OnBoard, então a placa de vídeo novinha mto bala que comprei não é ativada por nada no mundo. Existem outros pormenores desagradáveis quanto a isso, mas não merecem ser depurados.

E pra fuder com tudo: Windows XP. Resolvi instalar essa bomba. Realmente é muit fofo, tem aquele lance de usuários com fotos e privilégios limitados que era o que eu mais queria, fora uns recursos legais como ver fotos no próprio sistema e algo mais decente na biblioteca de hardware. Mas, fora o fato de eu ter que caçar o driver de áudio, ele simplesmente não aceitava meu teclado! Eu não tinha ponto de interrogação! Não conseguia fazer perguntas! E ao tentar configurar o teclado para que funcionasse corretamente acabei ativando uma armadilha do inferno que foi o fim, não o meu fim, o fim do Windows XP no meu PC. Ele desconfigurou meu mouse, de modo que não consegui selecionar um usuário para entrar no Windows. E o windows XP não tem DOS! Então tive que usar o disco de boot, que tem um DOS limitadíssimo! A gambiarra que pretendia usar era impraticável com tão poucos comandos. O resultado foi: FORMATAR de novo! E dessa vez, nada de instalar XP que não tinha meu teclado. O 98 é tão simpático que configura meu teclado automaticamente.

XP uma vez pra nunca mais!

toxic

Toxic - Britney Spears

Ando ouvindo:

Baby, can`t you see
I`m calling
A guy like you
Should wear a warning
It`s dangerous
I`m fallin`

There`s no escape
I can`t hide
I need a hit
Baby, give me it
You`re dangerous
I`m lovin` it

Too high
Can`t come down
Losing my head
Spinning €˜round and €˜round
Do you feel me now

With a taste of your lips
I`m on a ride
You`re toxic
I`m slipping under
With a taste of poison paradise
I`m addicted to you
Don`t you know that you`re toxic
And I love what you do
Don`t you know that you`re toxic

It`s getting late
To give you up
I took a sip
From my devil cup
Slowly
It`s taking over me

Too high
Can`t come down
It`s in the air
And it`s all around
Can you feel me now

With a taste of your lips
I`m on a ride
You`re toxic
I`m slipping under
With a taste of poison paradise
I`m addicted to you
Don`t you know that you`re toxic
And I love what you do
Don`t you know that you`re toxic

Don't you know that you're toxic

With a tast of your lips
I'm on a ride
You're toxic
I'm slipping under
With a taste of poison paradise
I'm addicted to you
Don't you know that you're toxic

Intoxicate me now
With your lovin' now
I think I'm ready now
I think I'm ready now
Intoxicate me now
With your lovin' now
I'm ready now

Viciei nessa coisa tóxica. E também estou viciado em algo, ou alguém, nada tóxico.

sexta-feira, julho 23, 2004

perhaps, perhaps

Melhorei e voltei pra SP. Não só melhorei como foi uma das viagens em que mais dormi, nem escutei discman, 5 minutos depois de sair da rodoviária tinha capotado. Mas pro meu azar, na garagem da empresa, subiu mais gente, inclusive um falastrão que demorou a capotar e um outro cara, que além de roncar absurdamente sentava com as pernas altas encaixadas na cadeira da frente impedindo minha passagem, afinal de contas ele obviamente estava ao meu lado!

Quando quis descer na parada escalei a poltrona da minha frente, deslizei por ela e fui mijar feliz. Na volta simplesmente pulei o cara, numa manobra delicada que se tivesse sido fotografada por alguém mal-intencionado daria pano pra manga. Quando o ônibus chegou na rodoviária, o cara não acordou nem depois que eu o curuquei, então tive que fazer o lance de deslizar de novo. Inspirado pela Gabi tomei um café e comi um donut ainda na rodoviária, fazia um tempão que nao comia um, muito bom.

E é então que chegamos em casa! Apenas para encontrar várias coisas da minha vó no quarto; uma barra de busca invasora no Internet Explorer e pra fechar com chave de ouro uma versão de Perhaps, Perhaps com o Cake no winamp! Argh! Justo a música que coroou a viagem, estraga por essa banda pentelha! Pelo menos ganhei um troquinho da vovó e hoje a noite mesmo estou indo pra Barra do Una ou Juqueí na casa do Ferraz pra dormir e ir ao casamento da Marina amanhã.

E também me chega de presente do Centro Cultural Banco do Brasil um livro: Cinema Marginal Brasileiro das décadas de 60 e 70.

quarta-feira, julho 21, 2004

batman theme

Ai vai o set que o DJ Bruce Wayne mando no Café com Letras na última segunda, dia 19/07:

Sun Ra & The Blues Project - Batman theme
Belle & Sebastian - Step into my office
Air - Playground love (remix)
Yo La Tengo - You can have it all
Peanuts theme song
Chicago Soundtrack - Roxie
Spider-Man cartoon theme
Big Star - Thirteen
Velvet Underground - Sunday morning
Pizzicato 5 - Such a beautiful girl like you
The Cure - Catch
Barber Shop Quartet - Mr. sandman
Primal Scream - Keep your dreams
Teenage Fanclub - Some people try to fuck with you
White Stripes - In the cold cold night
Cardigans - Sabbath bloddy sabbath
Pizzicato 5 - Strawberry Sleighride
Primal Scream - Movin' on up
28 days soundtrack - End credits
Clarenc "Frogman" Henry - But i do
Ella Fitzgerald - Someone to watch over me
Tonny Bennet - Swingin' on a star
Donovan - Jennifer juniper
The Detroit Cobras - Last nite
Velvet Underground - What goes on
Garbage - The world is not enough
Speed racer theme
Marianne Faithfull - Ballad of lucy jordan
Color Filter - Satellite of love
Atari Teenage Riot - Sex
Primal Scream - Space blues #2
Beck - Golden age
Radiohead - No surprises *
Belle & Sebastian - She's losin' it
Cardigans - Nasty sunny beam
Gentle Waves - Falling from grace
Luna - Four thousand days
Yoko Kanno - Mushroom hunting
Tom Jobim - Gabriela
Petula Clark - Downtown (german)
Shirley Bassey - Goldfinger
Monty Python - Allways look on the bright side of life
Richie Valens - Sleepwalk
Silent Hill theme
More then this
The Villains - Batman
mûm - there is a number of small things *
Bob Dylan - Hurricane
Daft Punk - Digital love *
Ladytron - Evil *
Dealership - Tojour ta fille
Garbage - Milk *
David Bowie - Thursday's child *
Eric Serra - Five milennia later
Evangelion Soundtrack - Asuka strikes!
The Supremes - Stoned love
Belle & Sebastian - I'm a cuckoo
Julie London - Fly me to the moon
David J - This vicious cabaret
Tori Amos - Happy phamtom
Keane - Somewhere only we know
Badly Drawn Boy - Silent sigh
Nina Persson - The bluest eyes in texas
Manic Street Preachers - Ocean spray
Velvet Underground - Femme fatale
Tonny Bennet - Jeepers creepers
Aimee Mann - Nobody does it better *
Super Furry Animals - Juxtaposed with u
Velvet Underground - Stephanie says
Cardigans - Rise & shine
NÃO LEMBRO O ARTISTA! - Rockin' Robin
Urge Overkill - Girl you'll be a woman
Shudder to Think - Ballad of maxwell demon
Iggy Pop - Lust for life
Yo La Tengo - The cone of silence
David Bowie - Space oddity
Pizzicato 5 - Rock'n'Roll
B. J. Thomas - Raindrops keep falling on my head
Sala Especial - Oscilator island
Nancy Sinatra - These boots are made for walking
João Gilberto - Lobo bobo
Radiohead - Fake Plastic Trees *
Silvinha - Primeira Desilusão
Yo La Tengo - Let's save tony orlando's house *
Primal Scream - Autobahn 66
Sonic Youth - Teenage riot
Primal Scream - Slip inside this house *
David McCallum - Batman

* Músicas que tive o gostinho de adicionar uns efeitos no CDJ. Muito divertido.

kingdom

Um passeio no hospital Madre Teresa.

Atendente: Religião?
Mafra: ATEU

Confesso que não pretendia falar tão alto. Pobre moça ainda explicou o motivo de fazerem essa pergunta. Na verdade agnóstico, mas tinha medo que ela não entendesse.

fever

estou ainda em BH. e doente. 39 graus de febre. era o que me faltava. não estou me aguentando.

terça-feira, julho 20, 2004

fuck all

Há quem ache que sou uma espécie de Pronto-Socorro de porcarias e que tenho que estar disposto a dar 500% a qualquer momento depois de semanas sem me dar notícias.

Vai ver se estou na esquina!

sem artigos

É meio complicadinho mesmo. Eu costumo ter noção de quando estou fazendo algo imoral, inortodoxo ou simplesmente incorreto; e me preparo totalmente para as conseqüências desse tipo de ato caso eu seja "pego no pulo", mas ao mesmo tempo, obviamente, tento evitar ao máximo ser pego.

Mas é um problema quando faço que acredito ser totalmente inocente e sem qualquer subtexto e tudo acaba desandando. Não há como controlar como os outros vêem certas situações. Dependendo do sujeito eu não estou dando a mínima, e há uma lista enorme desses sujeitos. Mas existem também aqueles que eu não quero desapontar, e existe uma em específico que tenho muito medo de que isso aconteça.

Ela é a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos. De longe. Não há como descrever sem soar totalmente ridículo, portanto irei me poupar e poupá-los também; o que importa é que ela sabe. Mas ao mesmo tempo ela não me conhece a tanto tempo pra saber que tenho vários momentos de total inocência absurda, realmente acho que as pessoas estão sendo honestas comigo e não entendo que possa haver alguma intenção por trás; e nessa inocência acabo cometendo algumas gafes. Meus conhecidos de tempos sabem detectá-las, assim como sei detectar neles outras falhas de personalidades e compreender que vem com o pacote, gosto deles assim mesmo.

Gosto dela.

segunda-feira, julho 19, 2004

bh chronicles 2

E hoje, procurando algum recipiente móvel interessante para levar os CDs na discotecagem encontrei um notebook dentro de uma bolsa! Ou seja, alguém deixou o notebook aqui dentro enquanto eu dormia.

bh chronicles

Tudo começou há duas semanas. Decidi que iria para Belo Horizonte. Mais que rapidamente contactei meu bom amigo, hóspede e anfitrão constante, André. Ele mencionou que viajaria um dia antes da minha chegada, mas que eu poderia me hospedar em sua casa sem problema algum; algo que ele já havia oferecido em uma outra oportunidade mas acabou não acontecendo. Fiquei contente e aliviado e me preparei psicologicamente para tudo.

Na semana seguinte confirmei minha ida e ele disse que deixaria as chaves da casa na Rádio de seu pai, a Geraes FM. Perfeito. Dois dias antes da ida ainda liguei em sua casa, onde deixei um recado na secretária eletrônica imaginando que eles já havia partido para sua grande viagem sul-americana. No dia posterior tentei mais uma vez, e novamente ninguém atendeu, mas agora não deixei recados.

Então parti na terça à noite acompanhado de Marcos e na quarta de manhã fomos recebidos na rodoviária pela Mi. Fomos de táxi, com mala e cuia (e que mala!) direto para a geraes. Eram 8:30 e para meu espando não havia ninguém lá, o lugar estava fechado e vazio, no radio a programação continuava, e não tão espantosamente não havia qualquer locução, apenas musicas e vinhetas prontas. Começando a preocupar-me, ligo para o André, mais uma vez sem resposta, tento o Hugo, para me salvar, e obivamente ele provavelmente estava dormindo; Gabi então é convocada, e já está a caminho para nos ajudar. E é esperando a Gabi que a mocinha da rádio, cujo nome me escapou chega. Apenas para dizer:

"O André não deixou nenhuma chave"
e completar:
"Ele ainda está em BH"

Ela ainda confirma com Gil, o motorista da família. E é verdade. Tento ligar novamente para o anfitrião e fico sem resposta. Gabi chega em seguida e nos acolhe em seu lar. Almoço gostoso, uma cochilada e altos papos depois finalmente consigo falar com André.

Já acolhido em seu lar, Marcos e eu socializamos com a nova namorada, a tia/sogra e Alastair. Minha namorada chega e estamos preparados para levar o grupo até o aeroporto. Como sempre, saímos atrasados, ainda temos duas paradas pra fazer, na hora do rush mineiro (que equivale às 4 da tarde em SP). Uma das paradas é totalmente infrutífera e a segunda parada é abortada, fica decidido que eu e Mi deixaremos a tia na rodoviária na volta do aeroporto.

Acabamos chegando no ultimo instante e tudo dá certo. Deixamos a tia e voltamos pra casa. Até aí ainda tudo estava tranquilo até que....

Na sexta-feira à noite, prester a finalizar o jantar que estava preparando; o telefone toca, é o André com problemas para cruzar a fronteira. Ele recruta minha ajuda. Ele poderia ter resolvido atravéz de outros métodos e eu poderia simplesmente dizer que era fora de minhas capacidades ajudá-lo, mas por uma questão fraternal e de honra decido ajudar. Uma boa correria depois tudo parece que deu certo, afinal André não ligou novamente até hoje.

Na tarde seguinte, quando acordo, olho no lugar onde havia deixado a chave do carro (que usei na emergência da noite anterior) e não a encontro. Não dou muita bola pois creio que o Marcos ou a Gabi poderiam tê-la deslocado enquanto eu dormia. Marcos acorda e conta que a Gabi sequer subiu ao apartamento e que ele não vira a chave. Uma busca se inicia, sem sucesso. Mi sugere verificar se o carro ainda está na garagem. E não está.

No lugar, um Land Rover que conheço há anos com Gil, o mencionado motorista, dentro. Ele explica que Jeane (mãe do André) entrou no apartamento, pegou a chave, e levou o carro embora enquanto dormíamos.

Poxa, custava deixar um bilhete?

sábado, julho 10, 2004

2000 ad

Hoje li uma história do Juiz Dredd em que ele prendia um criminoso que tinha um equipamento de "dobra temporal"; permitia que ele esticasse o tempo em torno dele, assim, horas para ele seriam apenas alguns segundos para nós. Desse jeito ele conseguia realizar crimes como se fosse invisível e extremamente veloz.

Esse é um tipo de dispostivo que eu sempre quis ter. Como numa conversa com o Nisfer há muito tempo, seria na verdade um controle remoto do tempo. Onde eu poderia pausar, acelerar ou rebobinar à vontade. Como num DVD, poderia pular direto para cenas específicas e também colocar bookmarks nos momentos mais interessantes. Assim a vida seria um eterno aproveitamento de momentos. Eu não poderia alterar o tempo, nem pular para um tempo onde eu ainda não tenha vivido. Caso eu voltasse ao passado, estaria dentro de meu próprio corpo, mas incapaz de interagir de maneira diferente, não teria controle sobre mim; como em Quero ser John Malkovich seria apenas um espectador, nesse caso, dentro de meu próprio corpo.

Parece saudosista demais, mas não seria apenas para você reviver os melhores momentos. Mas nem tanto por isso, o recurso de pause seria de grandissíssima valia. Eu poderia estar em qualquer lugar em instantes, distâncias seriam totalmente insignificantes, jamais sentiria saudades de ninguém. Fora que manipulando essa ferramente corretamente, eu poderia ganhar uma grana boa. Eu iria aproveitar a vida como jamais seria possíel.

quinta-feira, julho 08, 2004

primary colors

"Gostaria de agadecer à Austria por nos ter dado o governador da Califórnia. Poderemos vir a ter nosso primeiro presidente austríaco. O que é bacana. Os alemães tiveram um presidente austríaco, e agora nós também podemos ter um."
Michael Moore, em entrevista coletiva, Bush não é o bastante. Folha de S. Paulo. Ilustrada, p. E10.

Que frase infeliz. Extremamente. É de um preconceito e uma ignorância ímpares. Eu estou ciente de que todos nós falamos asneiras de vez em quando, mas é preciso ser mais atencioso quando estamos dando uma coletiva para a imprensa internacional. Moore está me cansando.

Eu adorei Tiros em Columbine e estou ansioso por ver Fahrenheit 9/11, e não duvido que seja bom. Creio que ao fazer filmes Moore está em seu território e sabe explorá-lo para dizer o que pensa. E é isso que quero destacar: Dizer o que pensa. O que não necessariamente é a verdade. Tiros é um filme muito bom que fez perfeito sentido e acho que mereceu tudo que levou (mesmo eu não acreditanto em Oscars, se quiserem, podem pular esse). E dentro disso, devemos nos lembrar que ninguém é imparcial, todo documentário tem algum objetivo e achar que mesmo cineastas que mostram as trágicas vidas de deficientes mentais tem algum tipo de objetivo (nesse caso costuma ser arrancar o máximo de lágrimas). Alguns podem até ser malignos, vai saber. No caso de Tiros, o objetivo não me pareceu leviano, pelo contrário, chamou atenção para um problema bastante explícito e pouco me importa se Moore usou métodos pouco ortodoxos para provar suas idéias, tal como dar uma de Otávio Mesquita na casa do Charlton Heston. Fahrenheit 9/11 ainda espera meu julgamento.

A questão é que os livros de Moore são outra história. Ele não é tão bom autor quanto é cineasta, e não é tão bom pesquisador nesse sentido. E em vários momentos parece tão retrógado e mongolóide quanto Bush. Como na questão (que aparece no filme Roger e Eu proeminentemente) de que as fábricas americanas irem para países de mao de obra mais barata é algo ruim para os EUA. Pobres trabalhadores yankees, não é mesmo? Ninguém para pra pensar nos trabalhadores mexicanos ou brasileiros? Que tal melhorar as condições de trabalho em todos os lugares e aí veremos onde é justo ou injusto colocar uma fábrica. Choramingar por desemprego é uma coisa, não ter dignidade é outra.

Assim, somos oubrigados a ouvir essa asneira sobre a Áustria. Até agora Moore estava indo até que muito bem, mesmo com alguns tropeços. Mas isso foi absurdo. É como quando um amigo meu levou o pé na bunda de uma japa, desde então a família só fala mal de japas, claro, afinal, se uma é uma destrói-corações, todas devem ser; mas aposto que eles não se lembram de todas as outras ocidentais que fizeram o mesmo com o pobre rapaz. Por essa lógica, os EUA não deveriam ter um presidente norte-americano, já que Reagan, Nixon e os Bushes eram todos americanos e uns grandes filhos da puta que enganaram seus governados e o resto do mundo com planos traiçoeiros que custaram vidas.

terça-feira, julho 06, 2004

cold gin

Fiz o teste pra ver o quão alcóolatra eu sou. Achei um exagero, nem bebo tanto assim, até gostaria, mas tenho preguiça e pouco dinheiro. De qualquer jeito, fui classificado como

Categoria 3: Bebedor Social Excessivo.

Os benefícios que o álcool traz ao bebedor social excessivo s?o mínimos e, mesmo assim, somente para o estado psicológico, já que ainda promove a descontraç?o social, melhorando a aproximaç?o entre pessoas e o relacionamento interpessoal. Contudo, n?o faz bem à saúde física, pois ao longo dos anos poder?o surgir problemas de saúde relacionados ao uso do álcool em excesso.
Independente de sua idade, já é o momento de você começar a "policiar-se" para n?o atingir a Categoria 4. A melhor maneira de controlar-se é fazer um compromisso sério consigo mesmo de n?o ingerir mais bebidas destiladas, já que neste nível de alcoolismo isso é possível.

quarta-feira, junho 30, 2004

lobo bobo

Postando pouco. Estou namorando :P Estive doente, tomei remédios direto na veia como um moribundo (coisa que não estava) e agora estou zerado.

E irei pra BH em julho. Entre os dias 14 e 20. Mais detalhes seguirão.

segunda-feira, junho 28, 2004

come together

A quem interessar possa, vou comermorar meu
aniversário tardiamente na próxima quinta juntamente
com minha amiga Xú. Nomes estarão na lista. Fui!


QUINTA - 1º de Julho / 2004
OXFORD PUB (sob nova direção)
Al Lorena, 1922 - Jardins
a partir das 21:30hs

Couvert LIBERADO:
R$5,00 / mulher
R$10,00 / homem

som: ROCK/BLUES....

quinta-feira, junho 17, 2004

a scanner darkly

Desde meados da década de 90 que o mercado de quadrinhos como um todo anda meio abalado. E tem tido problemas para se recuperar, mesmo com a onda de adaptações para filmes, as vendas de quadrinhos não retomaram o vigor que tinham na década de 70 e 80.

Eu estou falando mais do mercado norte-americano, de onde vem a maioria dos quadrinhos consumidos aqui no Brasil, mas até mesmo no Japão, onde quadrinhos é uma parte intrínsica da cultura, existe uma queda de vendas nos últimos anos (pequena, mas é uma queda).

O mercado de quadrinhos sempre foi meio esquisito no Brasil, mas me parece que nos últimos anos tem se mostrado mais promissor. O fim do monopólio da Abril, que começou quando a Globo lançou revistas da Image no fim dos anos 90; e que culminou com a Abril caindo fora do mercado de heróis, ficando só com quadrinhos Disney, e passando o bastão pra Panini, é um ótimo exemplo dessa onda positiva. As publicações da Panini são de uma qualidade infinitamente superior, onde você nota uma preocupação com a fidelidade ao material original de publicação, e em alguns casos, até uma memória. A realidade do leitor brasileiro é levado em conta, já que várias revistas são compilações do que é publicado em mais de uma revista nos EUA (já era uma prática da Abril a milênios, mas ou a edição era uma porcaria, ou era cara pra dedéu). Claro que os preços tem subido, o dia que os preços abaixarem em alguma coisa por aqui, me avisem!

Outras editoras, como Conrad, Opera Gráphica e Brain Store tem nos trazido mais materiais "paralelos" das majors (é um termo mais fonográfico, mas pra mim vale pra Marvel/DC/Image) além de preencher anos de vazio do mercado de quadrinhos alternativos e orientais.

Na minha opinião, algo que simboliza que o mercado de quadrinhos no Brasil é algo viável e lucrativo é a notícia de que o primeiro número da mini-série 1602 está se esgotando e será re-impresso em breve. E pra quem não sabe, 1602 conta a história do universo Marvel 400 anos no passado, e é escrito por Neil Gaiman (Sandman); e parece ser muito bom, é como quando Frank Miller e Alan Moore deram seus respectivos pitacos em Batman, pegando um herói consagrado e dizendo o que eles achavam do assunto.


mais uma bem sucedida parceria de autoral e super-heróis

terça-feira, junho 15, 2004

segunda-feira, junho 14, 2004

batman forever



Usei o título desse engodo cinematográfico pra falar na verdaed do próximo filme do morcegão: Batman Begins (de onde veio essa foto aí de cima). Que como o nome sugere irá zerar o contador e falar do Batman no começo de carreira, ignorando completamente o que Burton e Schumacher fizeram nos outros filmes.

Não vou me esticar muito, na Newsweek dessa semana saiu uma matéria bastante completa sobre o assunto e no Omelete dá pra conferir um pedacinho dela em português e fuçando bastante, algumas imagens a mais.

domingo, junho 13, 2004

higher than the sun

Feriado = Fazenda = Filme.

Fomos rodar mais cenas do nosso super curta na fazenda. Mais uma vez tivemos uma dose de sorte e conseguimos fazer umas tomadas excelentes. Pra compensar, tivemos também azar e choveu o dia inteiro no sábado, isso comprometeu algumas cenas, até rodamos, mas talvez eu nem use o que foi gravado, verei como fica na edição. Vários momentos engraçados e muito frio. Levamos outra camera para filmarmos backstage, mas a bateria era louca e gravamos pouco. Mas também gravamos o Nisfer falando muita merda e zanzando pelos canaviais enquanto tocava sua música.

Descobri que a diversão dos jogos do Pokémon pra gambeoy podem ser expandidas infinitamente quando se coloca palavrões e xingamentos em inglês como nomes dos personagens.

O grande problema é que o som de várias tomadas está horrível, teremos que dublar. Reunião essa semana para avaliar exatamente o que será dublado.