sábado, dezembro 17, 2005

takaro ne?


takaro ne?
Originally uploaded by f_mafra.
Agora fiquei mais gente grande. Abri minha primeira conta no banco. No Itaú, no dia seguinte, andando pela liberdade, descobri que eu TINHA que abrir no itaú mesmo, alguém sabe porque?

sábado, dezembro 03, 2005

toalha vermelha

Essa semana inteira me enxuguei numa toalha vermelha com o cheiro dela. Ótimo fim de banho.

segunda-feira, novembro 28, 2005

mostra mafra de cinema - filme 3: Marcas da Violência

Ok, a mostra de cinema já acabou. Mas este filme estava nela, e se repararem nos arquivos do blog verão que estava em meus planos assití-lo então; e depois não estavam mais pois fiquei afim de ver outras coisas que não entrariam em cartas; e depois não consegui assistir mais que dois filmes. Fica aqui só pra engordar meu currículo.

Filmão. David Cronenberg é o cara e Viggo Mortensen provou que sabe atuar pra cacete. Ed Harris e William Hurt dão um show à parte. O roteiro está amarradíssimo, a fotografia não é espetacular mas funciona perfeitamente, assim como a edição, a as demais atuações são ótimas (só não gostei do filho mais novo). As nojeiras cronenberguianas estão lá, mas são bem esparsas. O que não é parco é a tensão e algumas cenas muito impactantes (interprete impactante como quiser). Como o final, que pode passar despercebido por uma pessoa sem a menor sensibilidade, mas se visto com atenção é perfeito.

motherfucker

Minhas impressões do Claro

Pra quem já foi no TIM festival (o de verdade, aquele no jockey club) não há como deixar de fazer uma comparação. Não falo isso para me gabar, ou porque sou cliente TIM, mas porque é a pura verdade. E em termos de organização a TIM vence.

Nada mais conveniente e bucólico do que poder estacionar o carro ou entrar de táxi dentro do local onde vai ser o show, um local limpo, bonito, bem iluminado e sinalizado. Se você não tem carro e não quer torrar em táxi, chegar a pé e de ônibus também não tem nenhuma complicação. Hmm, e como é bom poder circular num lugar bem montado e cuidado.

Agora, a tal chácara do jockey é um puta dum buraco. Não acho justo ficar xingando um lugar só porque é longe, mas além de ser longe, é um buraco. Não apenas isso, o estacionamento era longe, escuro, com exceção de holofotes que te cegavam, com pivetes psicóticos que lambem espetos, sem sinalização e sequer sem asfalto. Me senti na viagem da 6ª série no mangue, com o diferencial que nela eu não tive que desatolar o carro em que estava (e ter que parar o trânsito pra conseguir ajuda de um funcionário que depois tirou sarro da minha cara).

Agora chega de pentelhar. Ok, não chega não, mais pra frente tem mais, vocês vão ver, mas também teve muita coisa boa. Falarei na ordem a partir do momento em que cheguei:

Nação Zumbi:
Ouvi de longe quando tava saindo do estacionamento pra ir pro festival.

Good Charlotte:
Ouvi enquanto mijava no posto de gasolina. E tive a felicidade de bloquear completamente dos meus ouvidos.

Fantomas:
Finalmente estava lá dentro. Não assisti, ouvi ao fundo pois fiquei tomando cerveja. Não formei opinião, não fui ver porque a Mi não queria e eu não fazia questão.

Flaming Lips:
Assisti de longe, vi ele chegando na bolha, mas não andando na galera. Achei ótimo, os covers foram excelente, especialmente quando rolou a letra animada de bohemian. Sofreram com alguns paus no som.

Iggy Pop:
O que eu poderia dizer que já não foi dito em todos os veículos da mídia? Não sei pois ainda não li os reviews. Mas foi fenomenal, tudo que eu imaginava e esperava. O cara é muito foda e os Stooges também, toda banda devia tê-los como exemplo de comportamento no palco. Fiquei no meio, à uns 25 metros do palco, junto do corredor central, que eu fiquei esperando o Iggy passar, ele até tentou, mas não deixaram. O momento antológico foi quando ele mandou os seguranças "be cool" e deixarem a galera ficar no palco, e emendou com "no fun". Eu e a Mi ainda conhecemos um casal simpático do SUl mas não pegamos nem nome, uma pena. Se alguém que está lendo esse blog bateu papo com uma japinha e um cara que fez mágica com cigarro, se manifeste.

Sonic Youth:
Morno. O set foi pouco inspirado, com muita música introspectiva e poucos hits, e considerando o tempo curto de cada show, eles perderam tempo demais fazendo bobagens como tocar guitarra com a haste de violino, que você acha sensacional quando tem 16 anos, mas quando você está vendo uma banda do cacete no palco e esperando músicas que você conhece é uma droga. Não digo que tocaram mal, jamais, mas podiam ter sido mais legais. Fora que sofreram MUITO com o som, especialmente em Teenage Riot (que eu vi de longe, pois estava esperando....)

Nine Inch Nails:
Debulhante. Ele e Iggy fizeram a noite. Foi produzidíssimo, com uma iluminação fantástica, totalmente afinada à música. Trent Reznor é muito mais expressivo do que eu imaginava e é um grande showman. Os arranjos das músicas ficaram ótimos, e mesmo aqueles que eu já ouvira versões ao vivo receberam novo tratamento. O set foi excelente, sem reservas, gritei, pulei e cantei muito, na hora de Hurt até me arrepiei e acendi o isqueiro. Ele apenas sofreu do mesmo problema que todos, foi um show curto. E ficou devendo biz.

Rafa da MTV:
Vai tomar no cú muleque!

Eu podia falar muito mais, dar mais detalhes, mas isso fica pra um papo ao vivo.


foi tipo isso aí

domingo, novembro 27, 2005

Aston Martin DB5 a


Aston Martin DB5 a
Originally uploaded by Fine Cars.
Ao invés do fusca aceito um desses de presente, com essa placa. Posso me contentar.

sábado, novembro 26, 2005

rendimentos

Escrever merda por três anos até dá uma graninha:



My blog is worth $5,645.40.
How much is your blog worth?

domingo, novembro 20, 2005

magrela


Magrela
Originally uploaded by f_mafra.
Enquanto o fusca não vem, rodo por aí no meu SUV.

Pra quem não sabe, vou trabalhar de bike já faz mais ou menos um mês. E hoje dei mais um upgrade nela, agora ficou bala demaisss. Uma mountain bike urbanizada. SP não tem jeito, tudo é fudido demais, tem que ter um pneu bom. Queria mesmo era quadro de alumínio e suspensão dianteira, mas fazer o que?

Depois fui até a FNAC pinheiros (com uma parada no Museu da Casa Brasileira). Super tranquilo. O que me tirou do sério foi o camelbak que comprei hoje também ter estourado em menos de uma hora de uso. Enfurecedor, mais uma coisa pra lista de trocas e devoluções.

O grande recurso é: Uma buzina instalada do lado esquerdo, pois assim posso buzinar e mostrar o dedo pros motoristas ao mesmo tempo!

sábado, novembro 19, 2005

volkswagen kaefer 1938

Estou elaborando um projeto para adquirir um desses. Ok, não exatamente um desses, mas um descendente.

Aceito doações.

w/ dp9 Lodumap africa rsgc ddb 4d

O que diabos significam os nomes das agências de marketing e publicidade afinal? As poucas que formam palavras compreensíveis ainda sim não fazem o menor sentido.

Não vou me desgastar elaborando a respeito do meu desrespeito por publicitários. Mas agora posso dizer com conhecimento de causa de que nome, mesmo sendo grande., não significa mesmo porra nenhuma.

Ao menos não em termos de competência e organização. Eu consigo entender os problemas que volume de trabalho pode gerar, perfeitamente, mas existem algumas coisas que eu considero puro relaxo. Estou lidando com relaxo faz um tempo. Mas não me estresso, acho é muito engraçado.

sábado, novembro 12, 2005

Matinê da Mi


Óia o mapa
Originally uploaded by Mi Cortielha.
Eis as instruções (clique na foto para ver o mapa maior):

Pega a Cristiano Machado. Vindo do Centro, depois que você avistar a Blockbuster vire na primeira direita e à direita novamente. Pode estacionar na primeira vaga que encontrar pois a rua tende a lotar.

Atenção: se você esquecer da Blockbuster e ver o Habib's, vire à direita na próxima permitida. Se passar daí, volte para o Centro e comece tudo de novo.

DE ÔNIBUS:
Pegue qualquer um dos quinhentos milhões de ônibus que passam na Cristiano Machado e desça no ponto mais próximo da Feira dos Produtores. Daí você olha o mapa e se acha.

TACO BEER
Rua Júlio Pereira da Silva, 135 - Cidade Nova - Belo Horizonte-MG

quinta-feira, novembro 10, 2005

fique com o troco, seu animal!


Entrou no Túnel 012
Originally uploaded by Canastras do Bem.
Nesta foto estou "dando o troco". Ou seja, fazendo um stratch no CD pra depois encerrar a música no modo desacelerado. Sensacional.

Isso foi parte do fim de semana passado, na Festa do Túúúnel, promovida pelos Canastras do Bem.

Desde a semana passada to na doideira. Depois de gravar o programa de rádio com o Nisfer na segunda, comecei a preparar o roteiro do seguinte e a me preparar pro fim de semana, que rendeu casamento do Alastair seguido de uma balada até as 5 da manhã, e depois acordando as 11 pra ir pro sítio onde rolou a Festa do Túúúnel.

Ainda tive que continuar mexendo no roteiro quando voltei pra SP pra gravar na Terça, e foi muito legal. A Vicky, que conheci na hora, vai se juntar a nós no programa e ele ficou mais fluido, menos aulinha e bem mais engraçado, falei muita bobagem (Nisfer ajuda, né?)

Agora só consigo pensar no artigo da QuadrECA (que creio não ter mencionado no blog ainda) que é pra sexta. Está quase pronto, mas eu vou dormir porque cansei. Dá pra terminar amanhã sem surtar.

E fica ai, fica...
.... seu fétido animal!

quarta-feira, novembro 02, 2005

that great love sound

Acabamos gravando o programa na segunda. Ficou melhor do que eu esperava, considerando minha total inexperiência. A seleção de músicas também é boa, afinal, no meu programa não tem porcaria.

As gravações serão toda segunda, e o Nisfer me deixou a cargo do roteiro pra semana que vem, que eu já preparei quase totalmente (ele precisa dar umas opiniões e sugestões de som também). Mas vocês terão que esperar sentados porque a rádio só entra no ar ano que vem.

Só um adendo: O estúdio é absurdo, muito grande, com várias salas e tudo muito arrumado e legal. A casa é linda, e fica no Bexiga, ao lado do Mexilhão.

Agora estou ando mexendo no iTunes, em mais uma tentativa de organizar meus mp3s. E ele na verdade conseguiu perder alguns dentro da biblioteca, eles estão aqui, mas não aparecem na biblioteca, tenho que manualmente editá-los para que entrem. É um trabalhão, mas vai valer a pena pra ter tudo bonitinho, jogar fora porcarias, arquivos corrompidos e repitidos.

E também estou usando-o para tostar uns CDs pra tocar na Festa Canastra no dia 5. Pois é, além do casamento dia 4, dia 5 tem festa canastra onde eu e o Dartchio (escreve assim?), no mínimo, iremos discotecar, e parece que vai ser uma discotecagem longa, por isso nem estou fazendo setlist.

Além disso tudo, ainda tenho que terminar meu artigo para QuadrECA e revisar meu antigo artigo do Batman, a pedido do Waldomiro (espero ter boas notícias sobre isso em breve, veremos). E a M. Gabi ainda não me respondeu sobre o Festival da Cultura Inglesa, o que por enquanto é bom porque não tenho como desenvolver isso, não essa semana pelo menos.

quarta-feira, outubro 26, 2005

e tudo que eu ganhei foi....

Um pacotinho de Doritos Bits twists Honey Barbecue
Uma garrafinha de Ouzo
Um isquerio da coffee shop Abraxas de Amsterdam
Tres embalagens de Marlboro Light (uma da Holanda, uma da Grécia e uma da Itália)
Duas latinhas de cigarrilhas (uma normal e outra "pipe flavoured)

Isso tudo da minha irmã, que chegou ontem de viagem, exceto as cigarrilhas que o Marcos me trouxe do FreeShop.

segunda-feira, outubro 24, 2005

the importance of being broadcasted

Só pra noticiar que se tudo correr bem, nessa quarta-feira irei gravar meu primeiro programa de rádio juntamente com Nisfer. Aguardem mais novidades a respeito.

mostra mafra de cinema - filme 2: Fim do Mundo / Namorados

Juventude perdida de Tokyo. Com isso acho que posso resumir o filme.

Haruko acaba de ser chutada pelo namorado e vai morar com Shinnoshuke e seu o "chefe", dois amigos que têm uma loja de bonsai. Em seguida, cansada dos abusos de sua chefe ela se demite do emprego de "Shampoo Girl" e desiste de ser cabeleireira profissional.

Shinnoshuke não consegue sossegar e passa o tempo todo caçando garotas das quais nem lembra o nome, assim como Haruko, ele tenta se encontrar na vida.

Assim segue o filme, mostrando as aventuras e tropeços desses personagens na Tokyo atual. É um filme simpático, simples e com personagens cativantes, o humor é leve e incidental. Tecnicamente há problemas, com exceção do roteiro, que segura tudo. Quando li a sinopse imaginei muita putaria, mas não tem nada disso, é um filme pra alimentar os coraçõezinhos da galera.


quem nasceu pra ser coelho?

domingo, outubro 23, 2005

+ dumplings

Ah, quase esqueci, mas eu tinha achado curioso que nos postêres do filme estava escrito: "Three Extremes - Dumplings", pensando se esse seria o título completo do filme.

Quase, ele é parte de um projeto conjunto de três diretores asiáticos, além de Fruit Chan ("Dumplings") há Chan-wook Park (com "Cut") e o queridíssimo Takashi Miike (com "Box").

Não quis ler o assunto dos outros dois filmes, mas fiquei curiosíssimo pra vê-los, e sei que estão disponíveis em um DVD (não no Brasil) e nenhum dos outros dois está na mostra.

mostra mafra de cinema - filme 1: Dumplings

Hoje vi meu primeiro filme da mostra esse ano: Dumplings. Aqui vão algumas palavras sobre ele...

Uma mulher chinesa madura, entre 40 e 50 anos, com cabeilo e pele impecáveis, roupas de grife novíssimas, unhas perfeitas e uma bela bolsa entra em um cortiço. Ela chege de táxi, obviamente, e após pedir informações em uma barbearia fétida chega ao seu destino: Uma pequena loja de bolinhos (os dumplings do título).

Uma jovem sexy com roupas de mal gosto responde e rapidamente a recebe. Ela desafia a visitante a adivinhar sua idade, o que não consegue.

Então ela começa a preparar os bolinhos, nada sutilmente, com um cutelo e mãos rápidas.

Após serví-los, a freguesa hesita e acaba por derrubar um dos bolinhos. Ela exita pois ainda pensa no recheio dos bolinhos, e não no resultado que irá adquirir com seu consumo: Fetos humanos.

O filme é sensacional, tem uma edição boa e algumas tomadas muito bem pensadas. Os efeitos especiais são excelentes e totalmente convincentes. A trilha sonora é boa, embora algumas deixas sejam um pouco bestas, e a sonoplastia é totalmente perfeita. O roteiro pode ser meio estranho, mas eu gostei. Ele não faz sensacionalismo imbecil sobre o conteúdo dos bolinhos, as personagens têm reações verossímeis e condizentes com suas personalidades; a única tentativa de susto besta é manifestada na forma de um pintinho.

Há uma mistura de cenas fortes (especialmente para mulheres - não digo isso por machismo, mas pela natureza das cenas), momentos de humor negro, frieza e humor incidental.

Valeu a pena, é bem o tipo de filme que estava afim de ver (em termos de temática) e uma das razões para se ir a mostra (em termos de inusitado). Recomendo. E que venham outros!


crunch, crunch, crunch


OBS: Foi legal também a companhia, depois de reencontrar Paulinha e Praia no Orkut, fomos juntos ao cinema depois de muito tempo, e ainda encontrei a Prof. Lucilene na fila!

quinta-feira, outubro 20, 2005

me mostra!

Atualizando o assunto Mostra de Cinema, desisti de ver o History of Violence, já que ele vai estrear em breve no circuito (novembro ou dezembro), por isso me concentrei em filmes asiáticos, fiz uma lista com horários, quem quiser, me ligue. Os filmes marcados com **** são os que estou querendo MUITO ver.

- O Fim do Mundo/Namorados, de Shiori Kazama ****

22/10 sábado
13:30 Unibanco Arteplex 2

23/10 domingo
22:00 Sala Cinemateca

29/10 sábado
15:10 Cinesesc

Detalhes:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_590.shtml

- Dumplings, de Fruit Chan ****

22/10 sábado
23:00 Unibanco Arteplex 2

27/10 quinta-feira
17:10 Unibanco Arteplex 1
28/10 sexta-feira
16:40 Cine Bombril Sala 1

info:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_545.shtml

- O Mundo, de Jia Zhang-ke

26/10 quarta-feira
14:30 Unibanco Arteplex 1

30/10 domingo
20:10 Espaço Unibanco de Cinema 1

31/10 segunda-feira
16:00 MIS

02/11 quarta-feira
11:00 Faap - Fundação Armando Álvares Penteado

info:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_549.shtml

- Programa de curtas - 6

curtas:
Gwendolyne, Mi Primera Amiga En La Ciudad (Gwendolyne, Mi Primera Amiga En La Ciudad), De Juan Manuel Beiro Martínez (12´). Espanha

Waverley (Waverley), De Piers Thompson (26´). Inglaterra

Taxi Driver (Taxi Driver), De Youngchul Yang (13´). Coréia

A Rotina (La Routine), De Cedric Babouche (6´). França

Suzanne (Suzanne), De Mona Achache (7´). França

Sou Alice (Sono Alice), De Peter Macias (18´). Itália

25/10 terça-feira
14:00 Centro Cultural São Paulo

26/10 quarta-feira
22:00 Cine MorumbiShopping

30/10 domingo
14:50 Cineclube Vitrine 2

info: http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_870.shtml

- Pavão, de Gu Changwei

147 23/10
domingo
17:20 Unibanco Arteplex 2
762 31/10
segunda-feira
20:50 Cineclube Vitrine 1
796 01/11
terça-feira
15:20 Unibanco Artep

info:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_451.shtml

- Balzac e a Costureirinha Chinesa, de Dai Sijie ****

28/10 sexta-feira
19:30 Vão Livre do Masp

info:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_756.shtml

- Humilhação, Masahiro Kobayashi

25/10 terça-feira
22:30 Sala UOL de Cinema

29/10 sábado
18:50 Unibanco Arteplex 1

31/10 segunda-feira
17:50 Unibanco Arteplex 2

01/11 terça-feira
18:10 Cineclube Vitrine 1

detalhes:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_570.shtml

- 2046, de Wong Kar Wai ****

29/10 sábado
20:30 Sala UOL de Cinema

1/11 terça-feira
21:40 Cine MorumbiShopping

02/11 quarta-feira
14:00 Espaço Unibanco de Cinema 1

Mais detalhes sobre o dito-cujo:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_579.shtml

segunda-feira, outubro 17, 2005

procura-se

Alguém para ir comigo na mostra de cinema. Não estou me importando muito com o que vai estrear depois, só sei que quero ver coisas obscuras, preferencialmente cinema oriental, psicologicamente pesadas, visualmente embasbacantes, com sexo ou com horror.

Os dois filmes que mais quero ver são esses:


2046, de Wong Kar Wai



A History of Violence, de David Cronenberg

sábado, outubro 15, 2005

transubstanciação

Estava precisando de uma calça nova, e queria ir na Renner, que costuma ter umas coisas legais e tem preço de classe média pé no chão. Então fui so Shopping Morumbi, já que perto da minha casa não tem nenhuma, com a Mi (que veio passar o fim de semana aqui).

Dei umas voltas lá e não achei nada que gostasse particularmente. Coisas boas, mas nada muito legal. Como a Zara era ao lado, resolvi olhar, já que isso pelo menos não custa, já sabendo que os preços lá são mais altos (mas se houvesse algo muito legal eu levaria).

Qual não foi minha surpresa a encontrar exatamente as mesmas coisas? Bom, não literalmente, mas tudo era muito parecido, até as camisetas tinham um estilo visual semelhante à algumas em exposição na Renner. E tudo com o dobro do preço. E pensei: Será que a Renner está virando a Zara ou a Zara está virando a Renner? A Mi optou pela primeira, mas eu pendia para a segunda.

Alguns minutos depois, conclui: A Zara está virando a Renner: Na Zara havia para vender uma camiseta do Super-Homem.

terça-feira, outubro 11, 2005

espinafre

No fim de semana fiz uma visita relâmpago a BH. Foi muito boa. Não só encontrei com a Mi (obviamente) como ainda tive ilustres momentos com Rafa; Zecão; Gabi; Fofa; Serginho; Lets; Clá; Ti; Lucas; Zubreu; Bárbara e muito mais.

Além disso fui no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) onde vi as exposições e comprei o lançamento "O Espinafre de Yukiko" do Frédéric Boilet. Acontece que ele estava por lá (ia dar uma palestra à tarde) e aproveitei pra pedir um autógrafo e explicar que sou "pesquisador" e gostaria de contactá-lo futuramente.

Então na segunda, logo que cheguei em casa, vi no jornal que teria o lançamento as 19:00 na FNAC. Me empolguei e nem fui de bicicleta pro trabalho, pensando em ir direto pra lá depois. Só que quebrei a cara, já que fiquei até as 18:50 trabalhando. Fiquei preso no escritório justo no dia em que tinha compromisso. Ô zica.

Mas eu recomendo muito o quadrinho. É parte do movimento que chamam de Nouvelle Mangá. Na verdade dá pra notar claramente que o estilo é muito mais franco-belga do que japones. De japão o que marca é a natureza da história, não a linguagem. Quero ver mais coisas dessa nova onda...

quarta-feira, outubro 05, 2005

$$$$$

Recebi meu primeiro pagamento. O chefe ainda me deu cinco dias de bonus que eu não trabalhei, ou seja, ele me curtiu. Excelente.

domingo, outubro 02, 2005

zombie survival chances

Official Survivor
Congratulations! You scored 73%!

Whether through ferocity or quickness, you made it out. You made the
right choice most of the time, but you probably screwed up somewhere.
Nobody's perfect, at least you're alive.



My test tracked 1 variable How you compared to other people your age and gender:
free online datingfree online dating
You scored higher than 26% on survivalpoints
Link: The Zombie Scenario Survivor Test written by ci8db4uok on Ok Cupid

sábado, outubro 01, 2005

é CLAAAAARO


é CLAAAAARO
Originally uploaded by f_mafra.
Comprei meu ingresso, tanto eu, quanto o Marcos e a Mi temos lugar garantido.

Antes de comprar dei uma ajeitada na minha bicicleta, enchi o pneu, lavei, levei na oficina (roubaram uma manopla minha, instalei novas junto com um espelhinho e troquei o bagulho que segura o selim). Amanhã é dia de test drive!

Depois fui no aniversário do Martin (irmão do Marcos) no paintball. Nunca tinha jogado. Como imaginei, é demais. Me diverti horrores: levei poucos tiros (só um marcou); tive um duelo com o Marcos, e na partida seguinte o fuzilei com a ajuda do Milton. Fiz uma incursão totalmente furtiva no campo inimigo (sem saber que não podia) e pra fechar com chave de ouro fuzilei um menino que acabou levando um tiro na cabeça que deixou um puta galo. Ele ficou chorando, puto da vida, e não aceitou minhas desculpas não. Mas também, se eu não atirasse nele, ele atirava em mim, esse é o propósito do jogo, não trapaceei (dessa vez ;), quem tá na chuva é pra se molhar.

Obviamente minha equipe venceu (fotos no flickr)

sexta-feira, setembro 30, 2005

cat scratch


cat scratch
Originally uploaded by f_mafra.
Essa foi uma das fotos mais legais que tirei no projeto de moeda, e não tem NADA a ver com o projeto. Pode ser que vire arqueologia da região daqui a uns 50 anos, então vou guardar ;)

Postei fotos dessa segunda temporada (to devendo faz tempo). Confiram no flickr:

http://www.flickr.com/photos/f_mafra/

quinta-feira, setembro 29, 2005

working class hero

As coisas estão indo bem no trabalho. Depois de uma semana lá me sinto bem adaptado. Agora estou até tocando um projeto, está ficando legal.

Nas palavras do chefe: "Cuida que o filho é teu".

terça-feira, setembro 27, 2005

assino embaixo

Álvaro Pereira Júnior escreveu ontem:

O novo disco do Los Hermanos se chama "4". O novo disco da Maria Rita se chama "Segundo". Sugestão: os dois fazerem, juntos, um álbum chamado "Último".

Fernando Mafra

domingo, setembro 25, 2005

i solemny swear i'm up to no good

Não gosto de Harry Potter. Não tenho a menor intenção de ler seus livros. Nâo creio que seja um tipo de literatura que esteja me fazendo fatal, que fá de fato me acrescentar algo. Não duvido que seja um bom entretenimento em papel, mas existem outros títulos que também o são e ao mesmo tempo possuem uma qualidade maior. Ainda por cima considerando que sou um péssimo leitor, que já lê devagar, vários livros ao mesmo tempo, e com longas pausas entre cada sentada, misturar HP nessa equação onde já enrolo para ler livros que realmente quero, não vai dar certo.

O mesmo eu diria sobre os filmes do garoto mago (não gosto do som da palavra "bruxo" em português, então digo mago). Eu sequer consegui assistir aos dois primeiros filmes até o final. O roteiro era mal construído, o filme mal conduzido, cheio de momentinhos inúteis que só interessariam a pessoas que leram os livros e com personagens que eu não me importava nem um pouco e tudo tinha uma cara muito boba. Nem os tais grandes perigos me pareciam ameaçadores. Achei uma tosqueira.

Entretanto, o terceiro filme me cativou. Assisti parte dele por acaso na casa da Mi (a irmã dela alugou, acho) há alguns meses. Queria continuar vendo, pois estava interessado, mas por algum motivo não deu. Bem, acabei de assistí-lo do começo ao fim.

De fato é um filme muito melhor do que os outros dois. Pra começar não existe desperdício de tempo com besteirinhas que não interessam a ninguém (isso realmente me irritou nos outros); a fotografia e a edição são muito melhores, assim como o roteiro e até os efeitos. Claro que podemos dizer que é muito mais confortável contar uma história em um universo estabelecido, mas isso não é desculpa pra trabalho mal feito. Existe um mistério bem trabalhado na história, os personagens estão mais legais (com excessão daquele ruivinho, que é um saco e o ator não ajuda nem um pouco).

Eu recomendo Harry Potter e o Prisioneiro de Askhaban. Ótimo filme de entretenimento.

PS: Não vale apontar HP como "coisa pra criança" para refutar minhas críticas. Só porque é infantil não quer dizer que deva ser mal feito.

sexta-feira, setembro 23, 2005

875C

Este é o número do ônibus que pegava para ir à escola Móbile, antes de me mudar para BH em 96. Também o pegava para ir trabalhar no estúdio do Marcelo Arruda; na Confraria247; no Museu da Casa Brasileira; pra dar aulas na Estação Especial Lapa e o pego quando vou pra USP.

Agora é também o ônibus que pego pra ir ao meu novo emprego, no umstudio.com.

Estou lá de webdesigner, oficialmente Assistente de Arte. É um escritório pequeno, trabalho com mais três e o chefe/dono. Rolam clientes legais como DM9, LewLara, Motorola, Votorantim e mais uns tantos. Comecei na terça e a semana foi boa, nada de trabalho pesado, apesar de meus pequenos momentos de pavor (pensando: puta merda, como vou fazer isso que ele me pediu?!).

O salário é um dinheiro legal e veio no momento em que eu mais precisava. Quero mesmo vingar nesse emprego pois estou curtindo o ambiente e acho que vou conseguir aprender umas coisas legais.

Aproveitando: Carol, minha irmã, foi promovida ontem. Finalmente boas notícias estão dando as caras. Só vai ser dureza não ter mais a liberdade de ir pra BH no meio da semana.

segunda-feira, agosto 29, 2005

agora fudeu mesmo

E meu pai acabou de ser demitido. Vai de mal a pior.

grumpy

não passei, problemas de relacionamento, problemas familiares, visitas constantes, sem dinheiro e ainda por cima meu pai me rouba meus cigarros.

tudo vai muito bem, claro.

sábado, agosto 27, 2005

erros primários

Meu pai usa um programa pra administração agropecuária chamado GVFarm. Eu não mexi nele o suficiente para julgar se é bom ou ruim, mas o velho gosta dele, tanto que o utiliza a anos e sempre conversa com o criador do soft para dar dias de possíveis melhorias.

De fato ele pode até ser muito prático e útil em termos de utilização, mas em termos de instalação e configuração ele é uma melequinha. O pior é que quando o programa não funciona devidamente meu pai vem falar COMIGO, sendo que são problemas do programa, não do computador, como se eu pudesse resolver a situação.

E meu pai ainda acredita em misticismos da informática, como a idéia de que o GV foi projetado para "qualquer windows". Isso não existe. Sendo essa plataforma xula, e mesmo que não fosse, cada versão do Windows tem diferenças com relações às anteriores que de fato podem afetar o funcionamento de programas antigos. Aquele adesivinho "designed for windows XP" não é apenas marketing. O fato do programa rodar apenas em contas de administrador não parece ser um alerta de que há algo errado com ele, nos olhos do meu pai. Agora, que o programa nem assim está funcionando meu pai quer que eu instale de novo. E não apenas isso, mas quer eu pegue na internet o arquivo de instalação novamente (que devo acrescentar: é um zip contendo meia dúzias de pastas que representam disquetes, para sentir o grau de atraso da coisa) como se miraculosamente, o MESMO arquivo vai se curar de eventuais problemas.

Essas coisas me deixam muito nervoso. Meu pai pede minha ajuda e não ouve porra nenhuma do que eu falo, de que essas "soluções" que ele apresentam não adiantam de nada, e que eu não sei fazer o programa funcionar quando o problema está nele. Quem pode resolver é quem fez o programa, é com ele que ele deve reclamar.

ARGH

quinta-feira, agosto 25, 2005

graham bell

Minha irmã arrumou um namorado. É um carioca mudo. Ele é mudo pois jamais me cumprimenta quando vem na minha casa, e também porque ele e minha irmã gostam de partilhar longos silêncios telefônicos.

Eles estudam juntos, passam tardes juntos e ele mora perto daqui mas mesmo assim ela constantemente me interrompe no computador pra conversar com ele, ou engaja nesses silêncios movidos a pulso.

Enquanto isso eu tento falar com minha namorada que mora a 600km e não consigo porque a Elisa não desocupa. E sequer atende as chamadas em espera.

IPC, sinceramente.

quinta-feira, agosto 18, 2005

la mer

Do Omelete:

Mais uma banda foi confirmada para a movimentadíssima agenda de shows internacionais no Brasil. A organização do Claro Que É Rock acaba de anunciar a presença do Nine Inch Nails como uma das suas atrações internacionais.

O festival, que chegou a mudar de data para aproveitar a agenda da banda, está marcado para acontecer nos dias 26 e 27 de novembro, simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro.


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eu TENHO que ir nesse show! Mas eu não tenho dinheiro, não tenho emprego, não tenho renda e aparentemente NINGUÉM a minha volta entende isso! Estou gastando o dinheiro que NÃO TENHO pra pegar ônibus e as pessoas vem me falar pra "guardar". Guardar o que? Estou ficando até nervoso com a falta de sensibilidade. EU ESTOU FALIDO. É tão difícil de entender? E EU QUERO IR NO NIN!


o show de uma vida, nunca quis tanto ir a um show

sexta-feira, agosto 12, 2005

ch-ch-changes

Quando Lula foi eleito, escrevi um texto para o defunto 6emeia sobre o qual recebi um feedback de uma conhecida que eu até hoje digo que não entendeu patavinas do que eu estava querendo dizer.

Lembro, que dentre outras coisas, criticava o chavão "tem que mudar" que as pessoas defendendo sua eleição usavam à exaustão. E eu questionava: Mudar o quê? E ninguém me respondeu ao certo.

Agora, com todo esse escânda-lo eu perguntou: Mudou?

terça-feira, agosto 09, 2005

gen

Todo esse papo de bomba pode ser bastante desgastante. Cheguei a me sentir mal com uma das respostas que tive, pensei até em apagar meu posta atômico. Mas nunca achei certo isso, o que foi dito foi dito, mesmo que se retrate depois, é parte da evolução do pensamento (por isso sempre achei ridículo quando alguem zera o blog ou fotolog).

É tudo mesmo uma questão de honra, seguindo o bushido, você deve se responsabilizar por aquilo que fez.

Não sou militar, não tenho nenhum parente militar, nem algum parente que tenha vivido a guerra.

Taopouco sou Japonês, aliás, como já falei, não tenho nenhuma herança histórica clara, embora eu tenha algumas vezes estabelecer conexões com meus antepassados. E já choraminguei por conta das minhas questãoes de falta de identidade.

Mas foi justamente no Japão que encontrei um lugar que admiro, com todas as suas belezas e defeitos, a história, a arquitetura, o povo, a cultura, a comida e a língua, tudo me atrai. E eu sempre tive um enorme respeito por eles. Não é a toa que quero tanto ir pra lá e compreender exatamente como eles funcionam e o que é de fato ser um japones (algo que jamais serei, e tenho plena consciência disso antes que me chamem de louco).

O que quero dizer é que eu de fato fiz uma análise fria dos eventos, pois tenho uma certa curiosidade com relação à estratégias de guerra, e acho a segunda guerra mundial um assunto fascinante e multidisciplinar. Não a endosso, mas não viro a cabeça para ela.

Eu entendo o horror, nunca cheguei perto de algo assim, e muito menos quero. Mas já vi relatos, vídeos e fotos demonstrando bem o que de fato deve sentir alguém nessa situação: desespero. Foi de fato algo horrível, e que seja assim, algo sempre no passado.

o dia seguinte

Bem, vendo a reação do Marcos (e nossa posterior discussão) gostaria de deixar algumas coisinhas claras para que não haja um maior número de desentendimentos:

Não acho a bomba uma coisa bonitinha, e também não acho que os EUA a lançaram por compaixão. Se exibir e amedrontar a URSS talvez seja conspiratório demais, embora bastante possível, mas de fato creio que, além de economizar vidas de soldados perdidas em uma eventual invasão, lançar a bomba foi uma real maneira de testá-la, e compreender todos os seus efeitos.

Como eu falei, era outra guerra, e outros tempos. E o peso da guerra no Japão pesava sobre uma população que pouco ou nada podia fazer, apenas sofrer. Claro que houve um sofrimento gigantesco por parte de quem teve contato com a bomba, e fico deprimido quase ao ponto de chorar de pensar no horror que deve ser passar por isso.

Naturalmente, a história é escrita pelos vencedores, e como o próprio Robert McNamara disse, ele muito bem podia ter sido julgado e condenado em um tribunal de guerra pelas decisões que tomou, só não foi pois estava do lado vencedor. Na guerra, algo terrível, até o seu final vem com um gosto amargo.

A bomba não é algo fofo e legal. Eu apenas quis colocar o acontecimento em perspectiva e ver o que aconteceu depois dele: Rendição japonesa; ocupação americana; reforma no sistema de governo japones; renúncia à guerra; renascimento nipônico. Outras decisões poderiam ter o mesmo resultado, claro, mas estou tentando olhar para o que de fato aconteceu.

Bom, não sou o único que pensa dessa maneira, e tem vários que discordam. Que venham os debates!

segunda-feira, agosto 08, 2005

necessary evil

Este era o nome do avião, que junto com o Enola Gay e The Great Artiste partiu para a cidade de Horoshima em 6 de Agosto de 1945.

Não sei se foi intencional, mas é uma ironia do destino que tal avião, que foi o responsável por tirar as fotos da missão, tenha participado desse evento que, em minha opinião foi de fato um mal necessário.

Com as "comemorações" dos 60 anos da queda da bomba em Hiroshima, acabei pensando mais no assunto do que de costume. Todos são contra o uso de armas nucleares e tudo o mais, e eu me incluo entre eles. Mas a guerra no pacífico foi em uma outra época, e carregava outro peso.

É fácil apontar o dedo aos EUA e xingá-lo por resolver destruir duas cidades em um estalo de dedos (sendo que na verdade havia mais cidades na "lista negra", embora Tokyo e Kyoto estivessem de fora). Mas não imagino que tenha sido uma decisão fácil.

Guerra é guerra, e independente do motivo pelo qual se está nela, queremos vencer. O fato é que o Japão realmente não estava lutando por uma causa justa; como a Alemanha, queria anexar novos territórios, e se livrar de pessoas indesejadas (como koreanos e chineses); e ele de fato começou a guerra (não vou começar outro papo polêmico incluindo Pearl Harbour aqui).

Mas o que sempre eu quis saber a respeito da segunda guerra é como o povo alemão vivia e pensava. Como será que eles lidavam com aquela idéia colocada pelos seus governantes? Eles concordavam de fato? Como era o dia a dia da guerra? E a mesma dúvida pairava sobre mim quanto ao Japão. O que ajudou a sanar isso foi justamante Gen (cuja segunda parte li recentemente). A guerra no Japão foi uma decisão arbitraria, militar e imperial, o povo pouco ou nada podia fazer a respeito. Na verdade, a guerra custou muito ao povo japones, que seguia e venerava cegamente seu imperador e quem ousava questioná-lo sofria graves conseqüências, um panorama que compreendi graças à primeira parte de Gen, que lida com os dias antecedentes à queda da bomba.

A segunda parte, que mostra o dia seguinte, é ainda mais triste do que a primeira. Vemos o desespero e desolação da cidade depois de um ataque mosntruoso sobre o qual não houve aviso e mal se entendia.

Mas o Japão já estava perdendo a guerra, e ia com certeza perdâ-la. Não havia maneiras de sobreviver na frente russa e americana simultaneamente, e uma invasão da ilha acabaria em mais derramamento de sangue. Os militares não estavam interessados em um Japão melhor ou no bem estar da população, eles seguiam cegamente o bushido (caminho do guerreiro) e não queriam entregar a guerra; colocando inclusive uma perspectiva otimista demais no caso de uma invasão.

O fato é que mesmo com algum movimento civil pedindo o fim da guerra, o Japão não iria recuar até que o último homem estivesse em pé. Então os EUA decidiu dar um chega pra lá atômico e mostrar que eles tinham a maneira definitiva de acabar com a guerra, e que ela não seria bonita.

Claro que podemos pensar "e se", talves uma invasão não tivesse as mesmas conseqüências desastrosas que as bombas (sendo a mais visível dela os efeitos de envenenamento radioativo). Mas a vida, e a guerra não são feitas disso, são decisões absurdas e calculadas. Vendo um outro documentário, sobre Robert McNamara, vi sua participação em calculos de eficiência nos bombardeios sobre o Japão, a precisão dos números eram assustadoras, e na verdade os bombardeios convencionais e incendiários mataram muito mais gente que as duas bombas. A grande diferença é que sem as explosões, o conflito se arrastaria ainda mais, desgastando um povo já sofrido.

A bomba não é bonita, mas nem era a situação interna do Japão. E hoje ele é um exemplo, sendo o único país a sofrer esse tipo de ataque, ele deu a volta por cima, voltou o orgulho nacional para dentro de si para se reerguer e coloca em perspectiva os resultados da guerra como uma maneira de ver o futuro que não quer para si.


RESET

quinta-feira, agosto 04, 2005

bond wheels

Já imaginaram o James Bond andando nisso?



Graças a um boato, agora eu já imaginei. Só que eu não quero é ver!

quarta-feira, agosto 03, 2005

família mafra


família mafra
Originally uploaded by f_mafra.
Eu moro aqui.

Agora, além da Wikipedia, estou viciado no Google Earth, esperem só eu começar a combinar essas duas ferramentas fenomenais.

Carta aos petistas

Por Marcelo Tas. Tenho que criar o hábito de ler o blog dele.


Por não ser petista, sempre fui considerado "de direita" ou "tucano" pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.

Vejam, nunca fui "contra" o PT. Antes dessa fase arrogante mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a votar nos "cumpanheiro". A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de 80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual aliás, eu não participei.
Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido dos Trabalhadores. Vou citar duas.

Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas. Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um dos nossos.

Segunda: o nome do partido. Por que "dos Trabalhadores"? Nunca entendi. Qual a intenção?

Quem é ou não é "trabalhador"? Se o PT defende os interesses "dos Trabalhadores", os demais partidos defendem o interesse de quem? Dos vagabundos?

E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam. Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava. Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser "dirigentes do partido". Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae deles.

Repare no choro do Zé Genoníno quando foi ejetado da presidência do partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele. Ia ter "que sobreviver" sem o partido. Isso é: procurar emprego. São palavras dele, não minhas.

Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20, talvez 30 anos... Digam-me, qual foi a última vez, antes de virar presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina mole de atirar pedra em vidraça.

Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores não trabalhava!!!

Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?

Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de dólares ou o Marcos Valério. A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em Paris... misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da França... outro que tá mais enrolado que espaguete.

Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.
Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa 2... Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe) de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o filme do início jogando todos na lama.


Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca fui amigo dessa gente.

Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os "dirigentes", "conselheiros", "tesoureiros", "intelectuais" e demais cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos, todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal, peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a realidade brasileira. Vai lhes fazer muito bem. E quem sabe depois de alguns anos pegando no batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de trabalhadores.

Assinado: Marcelo Tas

terça-feira, julho 26, 2005

duas coisas que odeio e uma coisa que desejo

- Odeio quando a vaga pede pra você dizer sua pretensão salarial.
- Odeio quando acham que webDESIGNER tem que saber programar.
- Queria que o shoutcast funcionasse.

segunda-feira, julho 25, 2005

remember, remember, the 5th of november

Será o dia em que os irmãos matrix irão cagar uma excelente história. Eu sei que é babaquice falar mão do que ainda não se viu, mas eu não posso me conter. Já ouvi diversas notícias sobre o filme do V de Vingança, mas nenhuma delas é tão poderosa e emblemática quanto o próprio trailer.

Estou mais que com o pé atrás, já andei praticamente uma maratona de costas com esse filme. Mas mesmo assim tenho alguma esperança, porque amo V. Logo que saiu o poster, fiquei ressabiado pois diz que "uma visão descompromissada (será que traduz assim?) do futuro é trazida pelos criadores da trilogia matrix"; como se V não fosse uma criação do Alan Moore e seu parceiro David Lloyd . Em vista das decepções que estão acontecendo acerca do filme a Mi acha uma coisa boa, já que se o filme for uma meleca, não vão achar que é culpa do Moore.

E agora vou explicar porque o trailer fudeu tudo: Até que estava indo bem, umas imagens interessantes, boa movimentação do V e apresentação da idéia por trás da coisa (apesar de alguns exageros, como ficar rodopiando as adagas). Mas perto do final vem a bomba: V lança adagas em bullet time! ARRRRGHHHHHHH - Porrraaaaa! Puta Merdaaaa! E ainda tem gente que chama esses irmãos de criativos! Como assim?!

Bom, assistam vocês mesmos.


mas lembrem-se, bom ou ruim, o filme saiu de um quadrinho MUITO bom que é do ALAN MOORE

people who died

Na onda de LAND OF THE DEAD, peguei algumas músicas da trilha sonora do Dawn of the Dead, que são excelentes. Tem um sarcasmo fenomenal junto com um desprezo incrível. E vou postar aqui a letra de uma delas

Jim Carroll Band - People Who Died

Teddy sniffing glue he was 12 years old
Fell from the roof on East Two-nine
Cathy was 11 when she pulled the plug
On 26 reds and a bottle of wine
Bobby got leukemia, 14 years old
He looked like 65 when he died
He was a friend of mine

Refrain:
Those are people who died, died
Those are people who died, died
Those are people who died, died
Those are people who died, died
They were all my friends, and they died

G-berg and Georgie let their gimmicks go rotten
So they died of hepatitis in upper Manhattan
Sly in Vietnam took a bullet in the head
Bobby OD'd on Drano on the night that he was wed
They were two more friends of mine
Two more friends that died / I miss 'em--they died

Repeat Refrain

Mary took a dry dive from a hotel room
Bobby hung himself from a cell in the tombs
Judy jumped in front of a subway train
Eddie got slit in the jugular vein
And Eddie, I miss you more than all the others,
And I salute you brother/ This song is for you my brother

Repeat Refrain

Herbie pushed Tony from the Boys' Club roof
Tony thought that his rage was just some goof
But Herbie sure gave Tony some bitchen proof
"Hey," Herbie said, "Tony, can you fly?"
But Tony couldn't fly . . . Tony died

Repeat Refrain

Brian got busted on a narco rap
He beat the rap by rattin' on some bikers
He said, hey, I know it's dangerous,
but it sure beats Riker's
But the next day he got offed
by the very same bikers

Repeat Refrain


E agora um pouco de trivia. Jim Carroll é um músico e poeta americano, que provavelmente é mais conhecido dos leitores desse blog como o personagem principal de "Diários de Adolescente", aquele filme do Leonardo DiCaprio sobre um adolescente que vivia jogando basquete, se drogando e se prostituindo.

sexta-feira, julho 22, 2005

quarta-feira, julho 20, 2005

he`s dead jim


R.I.P. James Doohan.
O segundo ator regular da Série Clássica a morrer.

segunda-feira, julho 18, 2005

chinese burn

curve - chinese burn

She burns friends like a piece of wood
And she's jealous of me because she never could
Hold herself up without a spine
And she'll look me up when she's doing fine
Because the rage it burns like Chinese torture
She's just someone's favourite daughter
Spoilt and ugly as she willingly slaughters
Friends and enemies they're all the same
They'll burn her name
And crush her fame

She'll break a promise as a matter of course
Because she thinks it's fun to have no remorse
She gets what she wants and then walks away
And she doesn't give a f**k what you might say
Because it cuts her up like Irish mortar
Mother's pride is what we taught her
Soiled and petty as we happily taunt her
Friend or enemy we're all to blame

If she sits still like she knows she could
She could win this game and be the queen for good
Save herself up for the cream of the crop
Then she'll look us up when she's ready to stop
Because the rage it burns like Chinese torture
She's just someone's favourite daughter
Spoilt and ugly as she willingly slaughters
Friends and enemies are all that came
To burn her name
Crush her flame
We're all to blame

Essa música foi uma amiga da Carol que me recomendou. E até agora não consegui pegar, não a original, só um remix total frenético, que é legal, tocaria na UP fácil. E a letra é muito legal também, conheço uns (umas) torturadores (as) chineses(as) por aí.

domingo, julho 17, 2005

alfazema

Pois é, nem tudo é um mar de rosas na Google.

sexta-feira, julho 15, 2005

Beside you in time

I am all alone this time around
Sometimes on the side I hear a sound
Places parallel I know it's you
Feel the little pieces bleeding through
And on

[Chorus]
This goes on
And on
And on
And on
And on
And on
And on
This goes on
And on
And on
And on
And on
And on
And on
And on

Now I've decided not to stay
I can feel me start to fade away
Everything is back where it belongs
I will be beside you before long

[Chorus]

Ohhhh we will never die
Beside you in time
Ohhhh we will never die
Beside you in time

quinta-feira, julho 14, 2005

mutarelli

Bom, ontem fui sozinho numa das palestras do Mundo dos Quadrinhos. Os palestrantes eram bons, e mais importante ainda, entre eles estava o professor Waldomiro, com quem eu precisava falar.

A palestra foi, pra variar, muito boa. E minha conversa com Waldomiro foi breve, direta e frutífera. E eu até consegui uma carona com ele pra voltar pra casa. Mas não fui o único. No banco de trás estavam Lucimar e Lourenço Mutarelli.

Pra quem é fã, fica aí o sentimento de inveja. Até convidado pra um café eu fui, mas não havia como.

Hoje eu vou de novo ao evento, conversar com a Sônia Luyten, será que vou esbarrar com mais alguma figura importante e gente boa?

quarta-feira, julho 13, 2005

wikipedian

Bom, acabo de fazer o Are You a Wikipediholic Test. Meu resultado foi 94, que é um número bom, pois de acordo com a tabela:

0 - 79 A well-balanced attitude that may benefit by spending more time on WP.
80 - 140 This is the optimal, most productive range.
141 - 224 You are addicted to Wikipedia.
225+ Scores in this range are commonly fatal.
400+ You played a major part in creating Wikipedia or are a ghost. Good job

O simples fato d'eu estar falando sobre a Wikipedia, e estar divulgando meu resultado no teste aqui no blog influenciaram no resultado do mesmo.

Agora, se você está no meu blog e não conhece a wikipedia, nem venha me perguntar o que é. Aliás, aproveite pra visitar os dois artigos que eu comecei:

Hélio Lourenço de Oliveira (meu avô - estou trabalhando para expandir esse artigo aos poucos)

Anima Mundi



um wikipedian

quarta-feira, julho 06, 2005

back to SP


back to SP
Originally uploaded by f_mafra.
Voltei! O projeto arqueológico sofreu uma quebra no cronograma e foi dividido em duas temporadas, a segunda a ser realizada no final de agosto ou setembro.

Enquanto isso, eu até queria ficar em BH, mas alguns outros problemas e questões surgiram, inclusive financeiramente.

Como quero tentar mestrado em Agosto na USP (mais especificamente na FFLCH) acaba sendo mais vantajoso voltar pra cá, assim posso tentar ativar uns contatos acadêmicos enquanto estudo e preparo meu projeto para o escrutínio dos acadêmicos.

Portanto, aqui estou. Não foi uma decisão fácil, e só posso agradecer a Mi por ter me apoiado, e ainda estar apoiando, nisso.

quinta-feira, junho 30, 2005

go with the flow

Só pra continuar a onda de notícias ruins, a Petrobrás não aprovou meu filme e então não vai me dar 30.000 pacotes pra fazer um curta digital. O mais interessante de tudo é que todos os selecionados nessa categoria eram ou documentários ou animações.

Jogo de cartas marcadas. Não dá pra ganhar com uma idéia realmente sua, tem que se adequar aos padrões já campões pra receber um apoio. Queimem no ardente fogo do petróleo, bastardos.

quarta-feira, junho 29, 2005

quinta-feira, junho 23, 2005

encruzilhada

Qual caminho vai me beneficiar mais? Em qual deles estarei sozinho?

segunda-feira, junho 20, 2005

enter: batman

Fui ver Batman Begins ontem, finalmente! Depois de não conseguir ir no sãbado estava mais que seco.

E é um filmão! O melhor do ano até agora. E arrisco dizer que é a melhor adaptação de quadrinhos até hoje (mas tenho que ponderar mais a respeito).

O clima, a ambientação, a história, os personagens. Tudo foi muito bem feito e estruturado. A trajetória de Bruce Wayne para se tornar Batman. Os conflitos, ah, os conflitos, um dos pontos fortes da HQ, e seu maior trunfo na minha opinião, finalmente foi explorado devidamente no cinema. Vemos a fina linha que separa o Batman dos vilões que ele combate, algo apenas arranhado em Batman Returns; como ele utiliza as mesmas ferramentas e percebemos que é um pulo muito pequeno para ele tornar-se aquilo que despreza.

Antes, apenas Batman e os vilões recebiam destaque e função real na história. Agora, os personagens secundários e a própria Gotham tem uma verdadeira função. Realmente os outros filmes poderiam se passar em qualquer lugar do mundo, ser em Gotham parecia muito mais uma referência aos quadrinhos do que uma razão de ser para Batman. Em Batman Begins ele não poderia atuar em qualquer outro lugar.

Foi muito melhor do que eu esperava, e de fato estabeleceu o universo de Batman completamente, ele está pronto para continuar numa nova saga por anos e anos.

E que venham os ex-internos de Arkham!


A guy dresses up like a bat clearly has issues.

domingo, junho 19, 2005

IMG_9722


IMG_9722
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Tem mais fotos do projeto de Moeda no Flickr. Mas são TANTAS fotos, mais as fotos que eu tiro em BH que não dá pra colocar tudo, coloco só as mais legais e representativas, que são o suficente. A última leva é de quando eu de fato fui até o topo da Serra da Moeda.

Em breve fotos da festa de inauguração do Quartenta e Dois, a máquina de fliperama que o Hugo e o Vítor construíram.

quarta-feira, junho 15, 2005

shattered dreams

Por mudanças de prazos e falta de cuidado ao ler informativos eu basicamente rodei. E quanto a isso tenho apenas a dizer:

I have dreamed a dream, but now that dream is gone from me.

terça-feira, junho 07, 2005

v is dead

Vou colar aqui um texto do site Cinema em Cena. Leiam e chorem:

(10:30) Joel Silver e os irmãos Wachowski mentiram quando disseram que Alan Moore aprovou a adaptação de V de Vingança e ajudaria na realização do filme (leia nota de 04/03/2005). O co-criador da graphic novel disse ao site Comic Book Resources que seu nome e seu suposto endosso foram usados somente para vender o projeto para a mídia. “Mentiras grosseiras – esta é a frase que eu estava buscando,” disse o quadrinista.

Como resultado do disparate, Moore decidiu que não quer seu nome associado a mais nenhum filme baseado em sua obra e que não vai mais escrever para a DC Comics. “Diga a eles que estou a dezenove páginas de acabar meu trabalho contratual”, foi a ordem que ele deu ao editor da Wildstorm, selo da DC Comics para o qual escreve.

Moore contou à fonte que recebeu uma ligação de Larry Wachowski no começo do ano, convidando-o para trabalhar no filme. Mas Moore respondeu que não queria se envolver, pois não teria tempo, já que estava no meio de um trabalho, e não tinha interesse em Hollywood.

O autor disse que está desapontado com os filmes feitos a partir de seus quadrinhos, como Do Inferno e Constantine, ainda mais depois que acabou incluído em um processo por plágio envolvendo A Liga Extraordinária. “Depois que os filmes saíram, eu comecei a me sentir constantemente menos à vontade, eu tenho um respeito cada vez menor pelo cinema na forma como ele é atualmente expressado,” desabafou.

Mas mesmo sem ter participação em V de Vingança, Moore teve acesso ao roteiro de filmagem dos irmãos Wachowski. O que ele achou? “Era imbecil. Tinha buracos na história que você não poderia deixar passar em Whizzer & Chips (antiga revista em quadrinhos cômica sobre dois garotos rivais), nos anos 60. Buracos que ninguém tinha notado.”

Moore disse que alguns detalhes eram risíveis, como café da manhã americano servido na Inglaterra, ou o nome do serviço postal britânico, FedCo. “Eles devem ter pensado algo assim, ‘bem, qual é a versão britânica da FedEx... Que tal FedCo?’ Um amigo meu teve que dizer para eles que o ‘Fed’, em FeDex, vem de ‘Federal Express’. A América é uma república federal, a Inglaterra não é.”


Como se não bastassem as merdas que eu já tinha visto. E não pára por aí! Haverá uma cena em que o povo, fulo da vida, se veste de Guy Fawkes e tenta atacar o parlamento, e há fotos disso no site. Acompanhem as atrocidades aqui.

top 5 week

Top 5 acontecimentos da última semana, sem qualquer critério de organização:

  1. O Alastair ficou doente depois de derrubar uns cinco ninhos de carrapatos simultâneamente.
  2. Fiquei com um tendão inflamado no joelho por fadiga contínua. Fiquei de molho, fazendo compressas e tomando antiinflamatório.
  3. O Land Rover já havia estragado na semana anterior e agora a Ranger estragou. Resultado: Não fomos para Moeda nesse fim de semana (o que beneficiou meu joelho em tratamento.
  4. Busquei minha câmera no conserto.
  5. Fui vítima do golpe da fralda.
Bônus:
  • Levei quase uma semana pra tirar uma farpa que entrou no meu dedo e agora ele está com um buraco inflamado.

domingo, junho 05, 2005

about a boy

Estava assistindo a esse filme (que por sinal é muito bom) e percebi o seguinte. O que todos querem é não fazer nada e ainda sim viver numa boa, com tudo que se precisa e se quer, sem preocupações; de fato sem nada a fazer exceto o que se quer. O Alastair Crowley way of life.

Você não precisa obrigatoriamente ser um vácuo como o Wil do filme. Mas pode de fato fazer o que tiver vontade com o seu tempo.

O fato é que, todos querem tanto isso que quando de fato encontram uma pessoa que vive dessa maneira ficam fulos da vida, ultrajados. Não porque acreditamos que isso viver assim seja um absurdo, mas que seja um absurdo nós não vivermos assim. É pura inveja, ciúme de termos ao nosso lado aquela pessoa que tem tudo o que queremos.

sexta-feira, maio 27, 2005

galactica

Demorou, mas finalmente consegui assistir Battlestar: Galactica. E digo o seguinte: Assistam.

Vi apenas dois episódios, do final da primeira temporada (a segunda ainda não estreou nos EUA). Mas achei o que vi excelente. Boas seqüências de ação, história intrigante, bons diálogos e ótimas interpretações. As coisas ainda estão um pouco confusas pra mim, me parece um universo muito bem estabelecido. A desvantagem da série está justamente em sua complexidade, sempre há muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, as vezes mais do que em 24, e pra quem está embarcando agora fica difícil acompanhar, e isso também complica a dinâmica da história, com problemas de compasso entre as cenas. Mas nada grave, longe disso.

Depois dos finais de Star Trek e Star Wars terem sido tão amargos (ao menos pra mim) ficou um grande vazio em meu coração de ficção científica em termos de grandes sagas. Mas Galactica rapidamente preencheu isso. Não só é boa ficção científica, como é bom drama em geral.

A Terra acabou. Dizimada pelos Cylons, máquinas que nós criamos. Agora, uma frota de naves do que restou das colônicas humanas tenta acabar com a ameaça Cylon enquanto busca a mítica Terra e estabelecer a civilização em um planeta.

Terças e Sábados à noite na TNT. E melhor ainda, no site oficial há o primeiro episódio de graça, sem intervalos pra assistir.


e alguns parecem, e pensam que são, humanos

flickr


IMG_9479
Originally uploaded by f_mafra.
Nunca pensei que postaria a foto de um gato! Acho meio meloso demais pessoas que ficam falando o quanto seus gatos são fofos e quanto os amam.

Mas isso é só pra mostrar o novo recurso da net que estou usando, o flickr. Por ser grátis tem suas limitações, mas tem coisas muito legais como colocar tags pra organizar as fotos, esse botãozinho dinâmico aí do lado e o lance que estou usando agora, de postar a foto direto no blog.

Ah, sobre o gato: É o Horus, o gato da Bianca. Ele até que é legal, mas as vezes enche o saco.

movieline

Andei assistindo a alguns filmes essa semana.

Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate): Remake de um filme com Frank Sinatra, agora com Denzel Washington. É médio. É um thriller paranóico político. Tem uma temática interessante, que merece ser explorada, especialmente eu, que temo as corporações, mas o filme não perde seu grau de previsibilidade e um tom de ficção científica barata. Não há pressa pra assistir, mas com certeza fiquei curioso pra ver o original.

Peixe Grande (Big Fish): Eu já tinha visto no cinema, e o filme realmente é fantástico. Lindo, maravilhoso, bem escrito, bem conduzido, com boas atuações e merece ser possuído por mim. Sempre gostei de bons finais, e pra mim esse filme inteiro é sobre um final, um final para uma história espetacular.

Lisbela e o Prisioneiro: Bem legal. Sem grandes firulas. Comédia Romântica com elementos da cultura brasileira. Bem-humorado e bem feito. Merece ser visto. A Mi fez uma observação muito pertinente. Após apenas uma cena juntos acreditamos que os personagens principais estão apaixonados, algo que dois filmes e meio não fizeram em Star Wars (tá certo que a temática cômica de Lisbela ajuda nessa aceitação, mas cada gênero tem seu desafio, desafio esse que SW não chegou nem perto de vencer).

Alien vs Predador: Sou fã dos Aliens e gosto muito do Predador. Consigo até ver o valor de Alien 3. O filme é entretenimento barato. Barato mesmo. É daqueles filmes que eu sei que é ruim, mas me divirto vendo. Não no mesmo nível que Battlefield Earth ou House of the Dead. Eu genuinamente me diverti. Mas muitas oportunidades foram desperdiçadas, e o lance de fazer acordo com Predador não colou comigo nem um pouco. É uma visão muito ingênua e simplista da coisa. Tem umas boas seqüências, e o esqueleto da trama não é de matar, mas o resto deixa a desejar. Eu tenho uma idéia muito melhor pra um filme dos dois bichos, assim como uma melhor pra Resident Evil, deviam botar esse Paul WS Anderson na rua e me contratar.

terça-feira, maio 24, 2005

kanedaaaaaaaaa

Bom, não precisa ser um veículo do passado. Além de ficar namorando fuscas, ando flertando com a idéia de ter uma motoca, e então esbarrei na mais legal de todas na net:

sexta-feira, maio 20, 2005

rua augusta

Nossa, quero muito um fusca. Mas além dele, agora fico namorando lambrettas das antigas também, bicolores obviamente. Eu sou um playboy da época em que a Augusta não era um reduto de putas, mas sim o lugar que se cruzava a 120 por hora.

quinta-feira, maio 19, 2005

oh vader, where are though?

Bem, ontem eu disse pura e simplesmente que o filme era ruim. Mas talvez não seja tão simples assim.

Meu ranking Star Wars em ordem decrescente é:

Império Contra-Ataca
Nova Esperança
Retorno de Jedi
Vingança dos Sith
Ataque dos Clones
Ameaça Fantasma

As seqüências de ação são muito boas, com destaque para a luta no planeta vulcânico, não só uma boa luta, mas com um fator dramático que conseguiu se salvar no meio do roteiro mal acabadinho. A história é boa quanto os diálogos são horríveis. O amor entre o casal principal ainda não dá pra engolir e Amidala não faz nada além de engravida e parir. A revelação de Sidious é legal mas tem uns detalhes que podem instigar risadas. A transformação definitiva em Vader é decepcionante, já que culmina em um xilique.

O que me deixou meio confuso foi o tempo transcorrido no filme. Alguém que for assistir podia prestar mais atenção nisso e me iluminar, a barriga de Amidala incha em questão de minutos e as viagens interplanetárias são praticamente instantâneas (sempre foram assim na saga?).


Agora, se quiserem mais detalhes, eis alguns pitacos sobre questões específicas:

A trama: É boa. Tudo faz sentido. Até aquele engodo de midi-chlorians parece ter um propósito (apenas não digo que era realmente necessário). O arco realmente se fecha e é plausível entender como uma República bonitinha virou um Império impiedoso e como aquele que deveria ser o maior Jedi de todos os tempos acabou caindo pro Lado Negro.

Os diálogos: Seria novidade dizer que são uma porcaria? Eles realmente quebram o clima e tiram a força da história, você acaba tendo que ouvir coisas tão mal escritas e mal interpretadas que se sente incomodado.

Cenas de ação: Todas muito boas, as tretas Jedi são eficientes e as vezes meio confusas e talvez desastradas (o Mace Windu solta umas caretas), mas eu conto isso como positivo.

General Grievous: Pra quem não viu o desenho animado Clone Wars ele é algo totalmente novo, pra quem viu, pode haver um grau de decepção. O visual do bicho está realmente muito legal, os movimentos e tudo o mais, e o close-up do olho dele talvez seja o melhor enquadramento de todo o filme. Mas ele passa a maior parte do tempo fujindo e pulando do que de fato lutando sujo, mas quando a luta acontece é legal.

Darth Sidious: Se você é tão cego quando o conselho Jedi e não percebeu o óbvio ululante eu não estou aqui para entregar a trama e dizer quem é a figura. A revelação dele é interessante, e eu fiquei meio em dúvida quanto a transformação física pela qual ele passa. Só acho que o biquinho adiciona um fator cômico totalmente desnecessário.

Padmé Amidala: De uma política inexperiente ela passou pra uma gostosinha que dava tiros para terminar como a dona de casa chorona porque o marido não vem pra casa. Ela não vaz muito além de engravidar e parir. O que é extranho é que logo depois de contar a notícia pro maridão ela já está com um bucho considerável.

Obi-Wan Kenobi: Eu conclui que toda essa nova trilogia na verdade mostra o quanto ele é massa. Ele é o personagem que realmente se desenvolveu durante os três filmes e teve uma trajetória convincente. E Ewan McGregor parece tirar proveito dos bons momentos e passar por cima dos diálogos ruins como um trator.

Yoda: Ele precisa mesmo soltar a bengala e puxar um sabre de luz?

Anakin Skywalker: É um pobre coitado. Depois de se comportar como um adolescente mimado de hormônios à flor da pele (como ele continua fazendo) ele fica pulando de um lado pro outro como uma bolinha de pingue pongue e na verdade ninguém dá a mínima pra ele, todo mundo só quer saber de mantê-lo na coleira com seus poderes absurdantes. O que em termos de trama é bom, mas o roteiro faz de uma forma chinfrim. E Hayden Christensen tem as mesmas qualidades de interpretação quanto a porta do meu banheiro.

Treta no planeta vulcânico: Muito legal. Boa mesma, até o diálogo de despedida de Obi-Wan ficou legal, ajudado em muito por McGregor.

E agora o momento que todos esperavam, Darth Vader: Quando finalmente o vemos de roupa e capactece, ele anda como o monstro de frankenstein e em seguida dá um xilique!

Tentei ser o menos estraga prazeres possível. O filme merece ser visto, tirem suas próprias conclusões, e depois posso debater mais com quem viu para chegar a novas. Bom filme.

it's alive! it's alive!

Acabei de voltar da pré-estréia de Episódio III, e se você não gostou dos dois anteriores é bem possível que partilhe a minha opinião sobre esse filme: ruim!

Fui simples pois quero dormir, quem sabe depois eu falo mais. Mas já dou a dica: Palpatine não é Darth Sidious, é o Doutor Frankenstein!

quarta-feira, maio 11, 2005

captain, she's givin' all she's got!

Existe um diálogo em Star Trek III que é mais ou menos assim:

Scotty: Os reparos devem levar oito semanas senhor, mas eu consigo fazer em duas.
Kirk: Sr. Scott, você sempre multiplica seus cáclulos por quatro?
Scotty: Claro senhor, senão, como vou manter minha fama de milagreiro?


Pois então, eu não sou o Scotty, não sou milagreiro. Se me dão uma tarefa e pedem uma estimativa de tempo, eu sou sincero e tento dar o tempo em que eu realmente acredito consigo realizar tal tarefa. Existe sempre uma grande chance de que eu erre, pra baixo ou pra menos. Se eu termino antes, viro milagreiro, se eu termino depois, viro enrolador. E eu não gosto de ser enrolador, mas também não tenho a necessidade de ser milagreiro, de sair por cima, sabe? Quero ser honesto e espero o mesmo dos outros.

Pois então, fico puto quando simplesmente limam minha estimativa e a dividem pela metade como se eu fosse algum trouxa. Pior ainda, fica aquela impressão de que eu estou tentando é embromar, dar um prazo longo só pra poder ficar batendo punheta ao invés de trabalhar. O que isso diz sobre mim? Cadê a confiança?

"Mas isso é porque eu honestamente acho que dá pra fazer em menos tempo." Ah, maravilha, então eu tenho que fazer tudo correndo para satisfazer as espectativas fantasiosas alheias? Seja realista! Isso ainda por cima vindo de quem não tem a menor noção de tempo, para quem cinco minutos se esticam até uma hora.

Existem certas coisas que eu não gosto de fazer com pressa, justamente porque as chances de dar merda aumentam proporcionalmente, especialmente quando há muitos elementos sobre os quais eu não tenho controle, não posso adaptá-los, tenho é que me adaptar a eles. E ai, como faço dentro do limite de tempo? Sento e choro ou faço de qualquer jeito? E depois estou sujeito a reclamações do mesmo jeito.

Pra mim é uma questão de respeito. Pura e simplesmente. Respeito pelo meu trabalho e pelo meu caráter.

Se quiser impor limites, escolha um, ou o tempo, ou as tarefas. Alguém tem que ceder.

Nota pessoal: Aprender a escrever posts mais sucintos e instigantes e não desabafos anonimos que pra quem sabe fica bem óbvio.

sidecar

Vou contar um pouco sobre como as coisas estão indo. Pra começo de conversa, Moeda é um lugar agitadíssimo, ao menos arqueologicamente. Eu não tenho base de comparação, sequer perguntei pro Alastair e o André se eles partilhavam da minha impressão, mas o lugar é cheio de sítio pra todo lado, não teve um dia em que não encontrássemos ao menos quatro estruturas ou ocorrências relevantes.

Bom, o trabalho é puxado, tem que andar bastante carregando bastante coisa. E sempre tem bastante coisa pra registrar, tudo é bastante.

Agora o trabalho meio que se sistematizou e nos dividimos em duas equipes principais: De prospecção (que percorre faixas selecionadas em um mapa da região a ser prospectada, não dá pra andar literalmente tudo, só as faixas já tá difícil) e de registro (que após a equipe de prospecção ter percorrido uma faixa e achado coisas relevantes, vai lá e registra em fichas e fotografias).

Na verdade a equipe de registro é simplesmente eu e outra pessoa, é só isso que precisa de fato. Por enquanto a outra pessoa foi só a Janine, mas acho que vai rolar um rodízio. O que ao meu ver será ótimo, assim a pessoa que percorreu a faixa hoje, e sabe onde estão os achados, vai comigo amanhã no ponto exato pra registrarmos.

O ideal seria ter mais um GPS (temos 2, os dois na equipe de prospecção) e uma moto potente, tipo bmw, com sidecar, tudo isso só pra equipe de registro.

No geral eu estou gostando do serviço. Acho que já tenho um entendimento bem claro de como as coisas devem ser feitas e tudo o mais. Mas eu estou cheio de picadas e carrapato e formiga, tanto que até fui no dermatologista.

Repetidas vezes o André me perguntou se eu estou gostando do trabalho. E realmente estou. Mas nesse último fim de semana ele perguntou se eu preferia estar em um escritório. Na verdade eu não sei, gosto também da vida de escritório, desde que seja um lugar que preste. Sou um cara bem urbano afinal.

A grande verdade é que sempre estou indeciso. Gosto também das coisas que rolam no mato, eu só não gosto de situações extremas. E gosto de um ambiente agradável de trabalho, nada de gente fazendo intriginha ou querendo mostrar serviço à toa.

Rolam sim momentos de stress, mas pra que vou ficar fritando neles aqui. Eu acho que é um trabalho nobre com um objetivo louvável, e estou fazendo o que posso para contribuir. Ao mesmo tempo também rola camaradagem, muitas besteiras e muitas risadas. Tem um esforço coletivo entre todos para se darem bem sem parecer forçado, sem deixarmos de sermos nós mesmos.

segunda-feira, abril 25, 2005

the return

Estou em São Paulo. Mas só até quinta de manhã, sem tempo pra fazer muita (ou qualquer coisa). Vim primordialmente pro show do Placebo, mas aproveitei pra ver a família, adiantar uns trabalhinhos paralelos e fazer coisas chatas como ir no dentista.

quarta-feira, abril 20, 2005

moeda: portal para...

Apesar do conto macabro do Bruno, tudo em Moeda correu tranqüilamente. Nenhum acidente, morte ou névoa roxa por enquanto. O maior incômodo foram apenas os carrapatos, e minha maior cagada foi ter esquecido o tripé dentro da caminhonete no segundo dia de trabalho de campo.

Mas gostei bastante, se continuar nesse mesmo ritmo e clima, o trabalho vai ser mesmo muito bom. Pena que esqueci de trazer os filmes que terminei para revelar e ter uma idéia do trabalho que já foi feito. Os lugares e as descobertas são legais, acho que consegui tirar algumas fotos interessantes e criar soluções boas para situações adversas (afinal, é um trabalho de registro, não de arte, mas mesmo assim, tem que ficar com uma cara legal).

O dia começa as 5:45. Faço um alongamento muito necessário e vou tomar café com o resto do povo. Então todos se aprontam, pegam o equipamento, montamos na caminhonete e seguimos viagem. Os dois primeiros dias oficias foram dentro de uma mata mais fechada, o que é mais chato em vários sentidos. Mosquitos, carrapatos, cipós, pedras cheias de limo que escorregam, pouca luz para fotografar, essas coisas. Já no terceiro (e último dia desse bloco) a equipe se dividiu em três, eu passei metade na mesma mata, e depois fui até uma mina na encosta de uma montanha light. O desafio fotográfico foi registrar a textura interna da mina apenas iluminando-a com duas lanternas, quero só ver no que vai dar... Depois de cada dia, voltamos por volta das 4:30 da tarde, tomamos banho e jantamos e cada um faz o que quer (ou o que precisa, como limpar equipamentos, analizar fichas e ler mapas).

E essa é a rotina. Semana que vem vou pra SP super rápido pro show do Placebo. E esse feriado não vai rolar serviço em Moeda, vou poder descansar dos mosquitos. Mas na outra quinta, logo que voltar de SP tem que correr pra lá pois na sexta tenho que estar de pé antes do sol aparecer.

E também me mudei. O André foi para sua casa nova que é bem longe de centro (ou de qualquer pedaço da cidade), então vim para o apartamento da Bianca e do Ícaro, é minha primeira noite aqui, vamos ver como nos saímos como coleguinhas.

quarta-feira, abril 13, 2005

all good things...

Um post baranguinho pra vocês:

Existem muitos inícios e fins durante a vida. Todos passam por vários, e cada um deles tem sua relevância, podendo ou não gerar sentimentos ou até deixar marcas.

O fim de um namoro, da vida de um parente ou grande amigo, uma mudança de casa ou cidade, o sumiço de um amigo, o final de um bom filme ou de uma ótima barra de chocolate.

Há aqueles finais que sequer percebemos, como quando perdemos contato gradualmente com alguém, e só depois de refletir um pouco nota que algo está faltando. E há os mais pronunciados, que gritam por atenção e são bem fáceis de notar.

Tudo que é bom deixa saudade. E no ponto de virada é comum uma mistura de sentimentos como melancolia, esperança, empolgação e medo.

E mais uma pequena era terminou: O apartamento do André foi esvasiado hoje, só ficaram algumas tralhas do projeto e minhas, e outras do André que ele vai levar depois.

Não mais estarei dividindo o mesmo teto com o André e o Alastair. Nada de praticar o Inglês diariamente e ter diferentes graus de papo com seus amigos. Morar com amigos se mostrou muito saudável pra mim, espero repetir a experiência (na verdade estou indo pra casa de dois outros amigos, Bianca e Ícaro, e sei que vai massa) e recomendo para todos.

E é isso. O super point que era a casa do André chegou à um fim. Tudo está espalhado por BH novamente, não há mais uma base.

Até eu arrumar meu cafofo, né?

terça-feira, abril 12, 2005

indiana

Talvez eu não tenha falado o suficiente sobre minha razão de estar em Minas. O projeto acabou demorando bem mais pra começar, mas depois de amanhã vou fazer um curso de primeiros socorros e então partirei direto pra Moeda, onde viverei metade da semana pelos próximos dois meses.

Aos que não sabem, a casa do André deixará de ser minha morada Belo Horizontina. Como ele está indo pro Estância Serrana, que é bem longe do centro e ruim demais de pegar onibus, terei que me realocar. Se tudo correr como planejado, em uma semana serei inquilino da Bianca e do Ícaro.

Mas voltando ao projeto. Será uma prospecção, repito, prospecção, e não uma escavação como muitos pensam. Como aprendi, arqueologia não é apenas cavar buracos (ou matar nazistas e lobos) é preciso saber onde cavar (como petróleo, apesar do Maluf não entender esse conceito). A prospecção serve justamente para cobrir uma determinada área onde, através de relatos históricos e achados em outros sítios, imagina-se que haja bons locais para sítios, e então localizar exatamente onde estão esses futuros sítios, para então escavar.

Eu acho que vai ser bem legal. Somos uma equipe com pessoas de diferentes formações e com diferentes funções. Uma listagem:

André, Arqueólogo. Diretor do projeto.
Alastair, Arqueólog. Co-Diretor do projeto e gringo de plantão.
Eu!, Designer. Acumulo as funções de fotógrafo, cinegrafista e designer.
Daniele "Dani", Arquiteta. Responsável pelos Croquis.
Ricardo "Tala", fotógrafo. Abandonou o posto da fotografia, que eu assumi, e é o Administrador. Cuida de toda a burocracia, gastos e supervisão geral.
Reginaldo "Regis", Historiador. Responsável pela parte de historiografia.
"Gó", Estudante de Turismo. Faz-tudo, será nossa mãe, faz o leva e traz, cuida dos equipamentos, suprimentos e alimentação.

Todos também irão observar e catalogar de acordo todas as ocorrências cabíveis. Eu achei bem interessante e promissora essa combinação. Parece até coisa de filme de ficção científica tipo Esfera, O Enigma de Andrômeda e aquela porcaria de Núcleo.

De qualquer jeito me parece que todos tem bastante liberdade e autonomia para contribuirem da maneira que for ao projeto. E eu particularmente terei bastante responsabilidades, talvez o máximo que já tenha tido em minha vida profissional, mas estranhamente não estou nem um pouco assustado, justamente porque o clima até agora foi muito amigável (afinal o André é um amigo de longa data) e de bastante confiança e cooperação.

segunda-feira, abril 11, 2005

semi-sweet and nuts


"chewing gum is realy gross chewing gum, i hate the most"

crediário

Pobre não compra à vista nem a prazo, faz crediário mesmo e paga com o carnê. E é o que fiz nesse sábado.

Mas deixe explicar melhor. Fui na Renner comprar meias, simplesmente. Mas como estava acompanhado da Mi, e mulher não consegue comprar só o que estava precisando, acabei sendo contaminado e comecei a ver o que mais tinha de interessante na loja. E até que havia bastante coisa. Peguei mais uma jaqueta, um cinto e uma camiseta de puro rock.

Mas durante esse passeio, nada menos que cinco funcionários vieram nos oferecer o cartão Renner, que a Mi já possuía de data. Inclusive o último pareceu meio ofendido quando a Mi disse "você já é o quinto que pergunta." Mas o que eu tenho que fazer? Eu sou um consumidor reservado, gosto que me dêem atenção apenas quando quero, detesto aquele bando de gente oferendo ajuda, parece até que sofri um acidente e estou de muletas. Não, não preciso, posso olhar tudo sozinho, se eu tenho uma dúvida, pergunto, ou peço pra quem estiver comigo fazer (como acontece muito). Esses caras da Renner ficam te assediando, e ai de você se disser que não tem o tal cartão ou não quer, cometi esse erro apenas uma vez na vida, você acaba perdendo mais tempo do que se simplesmente fizesse o treco. Mas dessa vez eu simplesmente disse que já tinha.

Então a Mi pediu uma grana emprestada pra comprar uma blusa, e eu topei. Mas no Caixa, a mocinha disse que se eu fizesse o cartão na hora, ganharia 10% de desconto na primeira compra, que tinha crescido muito desde a idéia inicial de meias. Então topei e peguei meu desconto, e também não tive que emprestar grana pra mi, que vai pagar a blusa dela no crediário (ela ficou de carnê na mão).

E acho que acabou valendo a pena, devo ter economizado entre 10 e 20 reais. E agora que tenho o cartão, toda vez que entrar na Renner vou colá-lo na minha testa pra ninguém vir me encher o saco.

quinta-feira, abril 07, 2005

na mosca

Lula, Severino Cavalcanti, Renan Calheiros e três importantes líderes religiosos todos dentro do mesmo avião. Quem quer brincar de tiro ao alvo? De brinde ainda leva FHC e Sarney.

terça-feira, abril 05, 2005

hedonista

You scored as Hedonism. Your life is guided by the principles of Hedonism: You believe that pleasure is a great, or the greatest, good; and you try to enjoy life’s pleasures as much as you can.



“Eat, drink, and be merry, for tomorrow we die!”



More info at Arocoun's Wikipedia User Page...

Hedonism

95%

Existentialism

75%

Utilitarianism

70%

Justice (Fairness)

60%

Strong Egoism

45%

Kantianism

40%

Nihilism

35%

Apathy

25%

Divine Command

0%

What philosophy do you follow? (v1.03)
created with QuizFarm.com

audioscrobbler

O audioscrobbler é uma ferramenta muito legal e útil. Facilita muito aquele lance de "ao som de" e afins que muitos blogueiros usam. Na verdade, creio que falta uma tag desse tipo dentro do audioscrobbler, mas acho que é uma questão de tempo até bolarem isso.

Mas tens que tomar cuidado. Como estou na casa do André, tenho grandes chances de meu profile lá ser contaminado coisas tenebrosas somo Tristania, Moonsorrow, Iced Earth, Altan, Nighwish e sabe lá mais o que. Portanto, se se depararem com bandas de metal no audioscrobbler, não pensem menos de mim, e sim dos meus amigos ;)

sábado, abril 02, 2005

cubo 0 x 1 mafra

Agora eu detenho respostas para os maiores mistérios da humanidade. O conhecimento contido em meu cérebro levará décadas para ser descarregado e disseminado para o resto do planeta.

Mas a espera não é necessária, basta passar pela mesma experiência reveladora que eu: Montar o Cubo Mágico corretamente!

Veja o registro fotográfico.

sexta-feira, abril 01, 2005

cubo

Alguém que lê isso aqui já conseguiu solucionar um cubo mágico? Ou se quer testemunhou tal feito? Eu nunca tive um desses em casa, e sempre achei muito legal. Agora na casa do André tem um (meio vagabundo, vira e mexe ele trava e não gira, tem que dar um jeitinho).

Depois de ver a Mi brigando tanto com ele, estou eu mesmo tentando agora resolvê-lo. E tá foda.

Sendo um cheater como sou, achei na internet instruções para solucioná-lo, elas estão no meu linkblog, dê uma fuçada nele. E mesmo assim acabei de me ferrar grande. Esta indo até bem, achei que tinha pego o jeito da coisa, e foi então que notei que esmerdiei tudo por ter feito um movimento a menos ou a mais em uma seqüência.

E o segredo é justamente esse, fazer seqüências de movimentos que mexam apenas as peças que você quer e mantenham o restante no lugar. Haja concentração. Jamais subestime o cubo.

segunda-feira, março 28, 2005

santo mafra

Bom, além de ficar pirando em idéias de ficção científica, acabei entrando em uma busca religiosa. Calma, não estou entrando em nenhuma instituição, estou na verdade criando-a.

Mas com um motivo bastante nobre: Entretenimento. Durante o feriado, que passei na fazenda do André com a Mi e mais um tanto de pessoas, o Zecão manifestou suas intenções de mestrar um grupo de Ravenloft. E disse se caso houvessem Paladinos ou Clérigos, queria elaborar uma instiuição religiosa semelhante à Igreja Católica. E acabou que o Calanguinho quis fazer um Paladino e eu topei fazer um Clérigo.

Pronto, ele pediu para que eu desenvolvesse como seria essa Igreja, em termos gerais. Gostei da idéia. Tentei fugir de algumas obviedades para que não fosse apenas uma caricatura de grandes fés presentes na Terra. Misturei algumas coisas Católicas com símbolos novos que inventei e puxei de outros lugares.

Já tenho um rascunhão de tudo, e acho que está legal, ele viu ontem à noite e gostou. Gostei bastante pois essa igreja serviu para moldar melhor o personagem e vice-versa. E também acabei criando uma boa justificativa para que existam Paladinos. Acho que acabei indo além do que o Zecão pediu e escrevei um tanto de coisa, e devo escrever mais, inclusive, estou aceitando sugestões de dogmas, lendas e profecias.

terça-feira, março 22, 2005

arthur clarke dos pobres

Desde pequeno gostei de ficção científica. Mas na verdade, em termos de literatura, conheço muito pouco, li um pouco de Clarke, de Azimov e só o primeiro livro de Duna. Devo ter lido mais algumas coisas, incluindo umas besteiras como romances de Star Trek, mas não me lembro bem agora.

E é claro que durante minha adolescência tive muitos devaneios sobre escrever um romance ou novela desse tipo.

E ontem à noite, por mero acaso, comecei a contar algumas das idéias que já tive pra Mi. Eu já nem lembro mais a ordem em que elas me ocorreram. Mas já pensei em muitas coisas e em muítas mídias esses anos todos: livros, mangás, animes e mundos de RPG (tentei ser "realista" já que uma série de TV ou filme do porte das minhas pirações jamais sería algo atingível pra mim). Já pensei em costurar todas as minhas idéias diferentes em um mesmo universo, já entreguei uma das idéias pro Bruno colocar em um universo de RPG que nunca foi adiante, e etecetera e tal.

E ela empolgou total! Ficou impressionada com o tamanho e as doideras que tinham no meio. Sendo que só falei de duas grandes idéias, a que dei de presente pro Bruno e uma outra que estabelecia a base pra um anime.

Então tive a brilhante idéia de unificá-las em uma coisa só. E a Mi fica pondo a pilha em mim para eu escrever isso pra valer. E eu nem sei por onde começar. Ela diz que isso não importa, que eu devo simplesmente sentar e começar, e o resto vai se encaixar. Mas são tantos elementos que eu quero colocar, e outros tantos que irão surgir no processo que eu quero fazer mais algumas pesquisas antes de sentar e detonar.

Fora que pelo tamanho da coisa, ou eu mostro uma pequena fatia, ou escrevo tudo resumidão, ou escrevo um treco gigantesco que ninguém será louco o suficiente de publicar. Mas por enquanto estou fermentando as idéias, exercitando-as, na esperança de poder definir tudo e mostrar pro mundo.