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sábado, janeiro 12, 2008

o que é nosso por direito


Me lembro de uma amiga que viveu por um tempo na Inglaterra, e depois de ter voltado ao Brasil recebeu uma grana do governo inglês referente aos impostos que pagara mas dos quais não tirara proveito. Não sei bem como isso funciona, mas lembro que fiquei triste (mais uma vez) pelas coisas no Brasil não funcionarem dessa maneira.

Entretanto o Estado de São Paulo começou a caminhar nessa direção. Desde o ano passado foi lançado o programa Nota Fiscal Paulista, sobre o qual eu ouvira falar marginalmente. Basicamente basta fornecer seu CPF ao pedir a nota fiscal em qualquer restaurante, e acumular créditos no estado que futuramente poderão ser utilizados em descontos no IPVA, crédito em cartão e outros usos.

Trabalhando fora de casa essa semana, tenho comido fora bastante, e no Shopping Villa-Lobos a maioria dos estabelecimentos estão já treinados para pedir seu CPF na hora da compra. Foi então que resolvi olhar melhor o programa, e embora não seja o ideal, já é algo do qual sinto orgulho de ver por nossas terras.

Uma das belezas do programa é que o consumidor não precisa fazer nada para participar fora fornecer seu CPF. Apenas para consultar e utilizar os créditos existe um pouco de trabalho, mas que pode ser realizado on-line. Residentes em outros estados fazendo compras por aqui também podem participar. Além dos restaurantes, há um cronograma de implementação para outros estabelecimentos, confira:

Outubro/07: Restaurantes
Novembro/07: Padarias, Bares, Lanchonetes e outros
Dezembro/07: Artigos Esportivos, Óptica, Fotográficos, Viagem e outros
Janeiro/08: Automóveis, Motocicletas, Barcos, Combustíveis e outros
Fevereiro/08: Materiais de Construção
Março/08: Produtos para Casa e Escritório
Abril/08: Produtos Alimentícios e Farmacêuticos
Maio/08: Roupas, Calçados, Acessórios e outros

Agora é sair cuspindo o CPF por São Paulo e denunciar os estabelecimentos que não estiverem dentro do esquema. É bom mesmo ver alguma coisa de fato voltar às nossas mãos.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

join up!


Não há mais romance na guerra

Tive um fim de ano militarístico. Quem me conhece sabe que me interesso por assuntos relacionados à guerras e conflitos em geral, não que eu entenda muito do assunto, e de longe creio que Guerras são a solução para qualquer questão. Mas negar que algumas guerras foram necessárias, e acreditar inocentemente que elas não ajudaram a nos moldar como uma sociedade, isso não faço.

Tendo dito isso, já era um fã de longa data do filme Starship Troopers, sem nunca ter lido o livro. E agora que o li, me tornei um fã de ambos. Para quem não sabe, Starship Troopers é um clássico da ficção científica com uma fortíssima veia militar, e é basicamente um veículo para as idéias políticas e filosóficas de seu autor: Robert A. Heinlein (de Um Estranho Numa Terra Estranha).

A idéia central do universo de STPs é que civis não são cidadãos. Para se tornar um cidadão pleno, com direito à voto e concorrer na política é preciso alistar-se nas forças militares, cumprir um termo básico de serviço e se aposentar (com honras, claro). Um fato importante na organização militar da Federação é que todos lutam. Não há serviços confortáveis em escritório, e para seguir carreira de oficial é preciso estudar muito e lutar ainda mais. Funções burocráticas, de instrução, recrutamento e manutenção são realizadas no tempo "livre", por civis contratados ou soldados incapacitados (a maioria mutilados) que se negam a sair da corporação mesmo com a óbvia dispensa médica.

A teoria por trás dessa aristocracia meritocrática voluntária é que alguém que se alista nas Forças Armadas está disposto a colocar seus interesses pessoais, ou sua própria vida, em segundo plano em relação ao bem comum. Voluntários militares possuíriam uma abnegação natural inexistente naqueles que não têm coragem de lutar. E por conseguinte também seria uma maneira de acabar todas as revoluções. Já que a revolução é resultado de insatisfação com um instinto de lutar, ela jamais aconteceria, pois todos aqueles que têm o instinto de lutar já estão na classe que detém o poder e portanto as ferramentas de mudança sem o uso da violência.

Mas não se engane, em STPs existe plena liberdade de expressão e de ir e vir. Qualquer um pode reclamar a vontade, mas não são todos que podem fazer algo a respeito. Existem outras questões levantadas por Heinlein no livro, como pena capital e como criar seus filhos, mas isso seria uma outra discussão.

Honestamente, não posso dizer que discordo. Já declarei que ao menos no papel, concordo com qualquer forma de governo: Anarquismo, Totalitarismo, Comunismo, Democracia e provavelmente outros que nem conheço. Mas isso, no papel, pois na vida real todas as formas de governo são falhas, em especial uma baseada em dar poder apenas àqueles que detém a força.

E é aí que entra o filme de Starship Troopers. Dirigido pelo mestre Paul Verhoeven (de RoboCop e Vingador do Futuro) ele é em essência uma paródia de tudo aquilo que o livro representa. E o faz com acidez e bom-humor excepcionais.

Vários elementos do livro foram mudados, o que a maioria dos fãs reclamam é a falta da Powered Armor, um ítem importante na história, ignorado pelo filme; mas ela é apenas um elemento high-tech em uma história que lida com questões muito mais profundas, e para a mensagem do filme se tornar clara ela não é necessária, talvez até distraísse do ponto (que tão poucos conseguiram capturar). Embora sua presença no livro seja um marco na história da Ficção Científica, no filme ela seria apenas um gadget numa história sobre conflitos, e não gadgets. No final o filme consegue apontar dedo e dar risada de toda a exarcebação militar presente atualmente nos EUA.

O que conecta-me a outro filme que vi recentemente, Why we Fight, documentário justamente sobre a industria de armas e sua influência em escalar o tamanho e quantidade de conflitos militares no mundo. Basicamente denunciando as indústrias que no "futuro" irão fabricar as Powered Armors. Industrias essas que por tabela enchem os bolsos de contrabandistas de armas, como no outro filme recente, Senhor das Armas.

Com Nicolas Cage e Jared Leto, dirigido por Andrew Niccol (do maravilhoso Gattaca); o filme consegue levar as questões de War on War ao seu extremo dramático, com uma acidez semelhante á de Starship Troopers, mas com um cinisismo ainda maior, já que o narrador é o vilão/herói da história.

E a maneira como a presença militar atua hoje em dia, é basicamente uma máquina de jogar tempo e dinheiro (além de vidas) no lixo, como é possível ver em Soldado Anônimo (de Sam Mendes, que nos trouxe Beleza Americana). Um conflito envolvendo 500.000 tropas em que passa-se mais tempo esquivando-se do tédio do que combatendo o inimigo.

E é exatamente isso que a máquina militar se transformou hoje. Um enorme desfile de gastar recursos que podiam ser melhor empregados simplesmente para defender interesses econômicos atravéz de Intimidação. Onde cada lado fica mostrando o tamanho de seu pinto até que o outro corra de medo de ter seu cu arrombado. Não existe mais defesa de território, liberdade ou ideologias. Os pobres soldados são tão enganados quanto os civis, e não detém poder algum. Robert A. Heinlein estava errado, Dwight D. Eisenhower estava certo.

Agora vou jogar America's Army.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

apple, shut me up

Bom, se a Apple quiser fechar meu blog, lá vai:

"I believe in January will be seeing a brand new device from Apple: A multi-touch notepad to wipe-out Microsoft's UPC. It shall be called MacNote"

Aguardo o contato dos advogados

terça-feira, dezembro 04, 2007

pop

Peguei a dica do Fake Steve Jobs:

Esse povo que empolga demais com novidades é foda. Até os quadrinhos e as tulipas já sofreram com isso.

quarta-feira, setembro 05, 2007

o apressado paga caro


Hoje vou falar sobre o iPhone. Ou quase. Vou basicamente dizer que ele tem 8GB de memória interna custando US$400 (na Apple Store).E para comprá-lo é preciso fazer um contrato com a AT&T de dois anos; como o telefone é selado você não pode simplesmente trocar o chip pelo de outra operadora. Além disso todas suas funções são bloqueadas por software até que o telefone seja ativado pela operadora (embora já tenham encontrado métodos de burlar isso e usar o telefone como um PDA/iPod multitouch).

Ou seja, se você mora em um país como o Brasil, o máximo que pode fazer com seu iPhone é usá-lo como iPod de luxo, gastando no mínimo 400 dólares e mais umas contas da AT&T para isso.

Hoje saiu o novo iPod touch - tocador multimedia multitouch com funções de PDA e Wi-Fi. É basicamente um iPhone sem as funções de telefone, em versões de 8GB e 16GB, a partir de US$299.

Isso explica porque a Apple não reclamou quando desbloquearam os iPhones mundo afora. Mais grana no bolso deles, e ainda aposto que uma boa parte dos que fizeram essa manobra iPhone também vai comprar um iPod touch. Parabéns aos apressadinhos.

terça-feira, agosto 14, 2007

quando se tem dinheiro, se é ridículo?

Para aqueles que acham uma pessoa estressada demais, elétrica demais e com hábitos estranhos e insanos; apresento Steve Ballmer, CEO da Microsoft com um patrimônio estimado de 15 bilhões de dólares:



Sei que muitos de vocês estão pensando da mesma maneira que a relatada no post abaixo: "Ah, ele pode."

domingo, março 25, 2007

Buy it, use it, break it, fix it, Trash it, change it, melt - upgrade it,Charge it, pawn it, zoom it, press it,

Assista e leia:



Eu uso muito o cartão de débito. Não gosto de ter que ficar tirando dinheiro (e pagando a mais por isso, quando passo do meu limite de saques) e prefiro pagara aquele imposto safado do que só dar a grana pro banco. Mas essa propaganda agora me fez odiar cartões de débito.

Sim, é muito fofa e engraçadinha. Mas será que ninguém mais percebe o retrato podre que ele faz de nós, pessoas. Me lembra o THX 1138: Buy more, and be happy.