bye bye blogspot, hello wordpress
o no15 partiu. Agora ele reside em outro endereço. O novo endereço abrirá em alguns segundos. Atualizem seus bookmarks, readers e o caramba a quatro:
no15.fmafra.com
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Bom, irei aqui caminhar em campo minado. Vou me aproximar do blog do Bruno e falar um pouco sobre o Oriente Médio. O assunto é complexo, tenho olhado para ele com mais atenção recentemente e possivelmente falarei um monte de merda.
Acabo de retornar de uma seção do filme Jogos do Poder, que trata da ajuda secreta dada pelos EUA aos afegãos durante os anos 80 para expulsarem os soviéticos de lá. Era a Guerra Fria, os EUA ainda estavam com ressaca do Vietna e não estavam muito afim de ajudar. Eventualmente a ajuda chegou e a persistência dos Mujahideen combinada com as armas que receberam levou ao fim do conflito.
O filme é interessante, mas não é um feito cinematográfico. Demora para se tornar realmente interessante e não possui momentos de brilhantismo, fora que a mistura de imagens de arquivo dá um toque amador ao pacote. A história vale a pena ser vista, mas certamente podia receber um tratamento melhor.
Questões filosóficas sobre comunismo de lado, o fato é que a URSS estava ocupando e massacrando o povo do Afeganistão. O mérito de tirá-los de lá não cabe apenas ao EUA, mas também a uma coalizão que incluia surpreendentemente Egito, Arábia Saudita, Paquistão e (pasmem) Israel. Israel se juntar aos EUA pra quebrar o pau de algum vizinho não é novidade, mas junto com outros vizinhos, isso sim é surpreendente.
Quando esse tipo de conflito surge, me lembra os tempos da II guerra, quando parecia fazer sentido lutar. Alguém estava fazendo o que não devia, invadindo o país dos outros, outros países então tomavam a atitude de arrasar o quarteirão.
O problema é que estado-unidenses estúpidos enxergam esse tipo de intervenção bem-sucedida do passado como uma justificativa para qualquer intervenção subseqüente, incluindo a Guerra do Iraque e a palhaçada atual no Afeganistão.
O que os EUA não parecem compreender, sendo um país que nunca foi invadido (corrigam-me por favor) é que um povo invadido não vai ficar sentado sem fazer nada. Eles irão lutar com o que tiverem para expulsar seus invasores. E se tiverem ajuda, essa ajuda será bem-recebida. É por isso que a intervenção nos anos 80 deu certo. Os EUA não eram a força invasora, simples assim.
Agora, grupos extremistas (que já não gostavam muito dos EUA) enxergam a presença estado-unidense como uma ofensa (para dizer pouco) e é por isso que temos aquele samba do criolo doido na terra do ouro negro.
E o desfecho, que é mencionado no filme, é que depois de todo o trabalho, seja removendo os soviéticos ou Saddam, o lugar continua em frangalhos. E ao contrário do que aconteceu na II Guerra com a Alemanha e o Japão o esforço para reconstruir o país é ínfimo, mal-administrado ou simplesmente inexistente.
Assim o ganho real é nulo. As vidas perdidas e bilhões gastos são em troco de nada. Ao menos para o país ocupado...
Para mais sobre ocupações, valor de vidas e etcetera deixo vocês com George Galloway:
Estive pensando nesse assunto recentemente. Sofri o meu punhado delas e distribui algumas migalhas também. Das mais recentes, direi com orgulho que encarei bem, só uma ou outra tiveram um toque amargo mas sei que o resultado final foi para a melhor pois não era nada extremamente valioso.
Em contrapartida, não posso medir o impacto de minhas migalhas. Seria muita presunção achar que causei ondas de choque irrefreáveis e muito derrotista acreditar que sequer serei lembrado (calorosamente, por favor!).
Rejeitar é uma arte. Que ninguém domina. Tendo dito isso, é sempre importante lembrar que existem valores relativos e absolutos na vida. E o que você pensa de si mesmo costuma ser absoluto. Por mais que os outros digam o quanto você é isso ou aquilo, em sua cabeça o que pesa mais sempre é o que você pensa de si mesmo; e com isso em mente acaba projetando esses valores aos outros (tanto os referentes à você quanto os referentes aos outros).
Todos gostamos de coisas diferentes, sejam livros, filmes, carros ou pessoas. E esse tipo de diferença ajuda a moldar personalidades e priorizar vontades, objetivos e necessidades. Essa coisa toda que acaba pesando bastante quando queremos passar tempo com uma pessoa. Não necessariamente buscamos os mais parecidos, nem aquela merda de "os opostos se atraem"; procuramos sempre aqueles que nos deixam mais a vontade para sermos nós mesmos; voltando à questão do valor absoluto - buscamos o conforto de expressar nossos valores absolutos sobre tudo.
Se você não se sente confortável para ser absoluto com alguém, pode apostar que o oposto é valido. O resultado será dois inrustidos.
Entretanto, alguns tem mais noção de seus absolutos do que outros e/ou percebem o absoluto alheio mais rápido, e assim querem pular fora mais rápido (homens são mestres nisso). E é aí que entra a arte da rejeição, e o problema de encará-la bem.
Ao invés de relativizar os absolutos, o rejeitado costuma interpretar a rejeição como um ataque direto à sua pessoa. Não considera a simples e inofensiva incompatibilidade e todos os tons de cinza que ela carrega. Enxerga apenas em preto e branco o grande não que acaba de levar. Assim absorve aquilo como uma crítica direta à sua pessoa, como se ela fosse uma pessoa ruim, tosca, mal-feita e que nunca ninguém vai querer.
Não é bem assim, é uma questão de falta de equilibrio. Ser rejeitado não significa que você é um lixo, significa que apenas não é a sua vez. É uma questão de preferência, não de utilidade. Alguém do nosso tamanho eventualmente chegará.
Por favor, não estou tentando simplificar a questão. Estou querendo apresentar uma interpretação possível, ao menos é assim que eu encaro de maneira geral. Claro que já conheci demônios de carne e osso que não valiam um aceno, e esses vão queimar no inferno; e são geralmente os mais sem noção. Cada um sabe de verdade o quanto vale, e nem todos podem pagar nosso preço.
OBS: Preciso começar a escrever auto-ajuda.
OBS²: Se você for aquela ruiva gostosa que eu chutei, esse texto não é pra você. Te chutei porque você é uma anta mesmo.
Hoje encontrei com uma amiga no escritório e comentei:
"Nossa, você está bonita hoje."
"Obrigada...
Só hoje?"
"Deixe-me mudar a frase: Você é bonita, mas hoje está mais arrumada."
"Eu costumo ser bagunçada?"
Quando uma mulher não quer um elogio, nada a fara aceitá-lo. Melhor eu ter dito que era um desastre completo e que nem plástica salvaria.
Existe a possibilidade de as pessoas estarem acostumadas comigo escrachando geral e simplesmente não acreditarem nos meus elogios. Quando na verdade justamente por isso elas deveriam ficar o dobro de lisonjeadas, meus elogios são raros, portanto, valiosos.
Hoje foi minha vez de ser gentil. Estava em um cruzamento próximo à estação Paraíso com o vidro arreganhado. Logo uma menininha pedinte se aproximou, e não podia por bem subir o vidro literalmente na cara dela. Então quando ela me pediu um trocado eu neguei, como faço de costume. Mas em seguida ela viu os dados de pelúcia que tenho pendurados em meu retrovisor, presente da minha irmã.
Ela logo os pediu, eu neguei com a mentira de que era um presente da ex-namorada, e se comprasse um novo não seria a mesma coisa. Ela então saiu dizendo que devia um presente a ela.
Foi então que me lembrei de uma Pucca do McLanche Feliz que estava perdida no carro. Procurei e logo dei para a menina, que feliz agradeceu.
Minha lógica foi: O que diabos um aliciador pode fazer com uma boneca de plástico? Não custa nada alegrar um pouco a vida da menina com um brinquedo inocente. Bem, na verdade custou, já que a Pucca não era minha, mas sim do Fábio.
Ontem, conversando sobre música, o papo acabou seguindo uma vertente meio gay, onde Britney Spears, Kylie Minogue e Justin Timberlake foram mencionados (e eu gritei AC/DC para me salvar). Invariavelmente caimos em Madonna, e declarei que não gosto.
Especialmente agora, mãe de dois, casada e já coroa. Ela insiste em ficar fazendo declarações e performances sensacionalistas, dignas de uma adolescente revoltada. Como esse lance da cruz espelhada que coloquei aí em cima. Me pergunto qual o nível de ridículo que uma pessoa dessa tem? Alguém que sai pulando de religião em religião tem a pachorra de ficar humilhando a religião dos outros. Se continuar assim ela vai acabar virando uma caricatura de si mesma (se já não virou) e ficar uma mala sem alça no melhor estilo Dercy Gonçalves.
Mas não é bem sobre isso que quero falar. Todos sabem (ou deveriam saber) que sou uma pessoa secular, e acredito que nossa sociedade como um todo deve ser regida por princípios seculares. Nada de falsas moralidades baseadas em mitologias. Não que mitologia não me interesse, sendo um amante de fantasia e ficção-científica, acredito que esse interesse esteja subentendido.
Entretanto, várias pessoas à minha volta, por seus próprios motivos, seguem vidas nada seculares, e escolheram suas próprias religiões para seguir. Minha avó reza para mim todos os anos, e faz questão de me dizer isso em meus aniversários. Imagino que se eu fosse Madonna acharia isso um absurdo e ficaria puto. Pelo contrário, fico muito feliz.
Não que eu acredite em sua reza. Mas essa é a maneira dela me oferecer algo, e tomar uma atitude real quanto ao meu bem estar. O efeito disso é irrelevante. O que importa é o ato em si, que demonstra compaixão e preocupação. Se ela acredita que está me fazendo bem, sem hipocrisia, e não estou sendo perturbado em qualquer esfera, do que eu tenho que reclamar?
Nesses tempos recentes, confesso que tenho sentido falta da fé em algo maior simplesmente para ter um poder mágico ao qual recorrer e pedir coisas. Não que minha vida esteja uma merda, pelo contrário, está bem movimentada e divertida, mas com o movimento vem decisões e turbulências, que as vezes são difíceis de lidar.
Então, como sempre, recorro aos meus amigos. Conto as fofocas e choro as pitangas. E ontem especificamente, pedi a um deles para rezar por mim. Pois eu não poderia fazer isso, não acreditando, seria uma mentira. Já ele, acreditando, faria alguma diferença. Talvez meu ponto esteja confuso. Não estou tentando avaliar quem está certo ou errado na questão religiosa. Mas em termos de fé, no caso dele estar certo, seus esforços serão sinceros e puros, gerando assim algo de positivo. No caso dele estar errado, ninguém sairá perdendo: ele desejará o bem ao próximo e eu me sentirei querido. De qualquer maneira, na pior das hipóteses, uma conexão humana será estabelecida.
Desde pequeno fui ensinado a fechar a torneira enquanto escovo os dentes, e conforme cresci, lavar o rosto e fazer a barba. Ao mesmo tempo, aperto o botão do elevador apenas em uma direção: a que me interessa ir.
Aliás, isso é algo que poucas pessoas parecem compreender. O elevador sabe onde ele está, e sabe de onde o estão chamando. Não sabe apenas para onde você quer ir. E ele irá buscá-lo quando estiver indo na mesma direção para onde você vai, assim economizando energia. Ou seja, se você vai ao 5º andar, o elevador está no 20º, e você no primeiro; não precisa apertar para baixo para ele descer, ele sabe que o térreo é para baixo, aperte para cima, pois é pra onde vamos. Já até saí no tapa com minha irmã por isso.
Dito isso, recentemente meu prédio instalou displays de andar em todos os andares. Assim você sabe qual dos elevadores está mais próximo e pode chamar apenas o que está mais próximo, assim economizando energia. Entretanto, esse simples conceito ainda não foi captado por todos do meu condomínio, já que muitos continuam chamando dois elevadores, a ponto de papel ter que ser gasto pedindo para que não se faça mais isso.
Enquanto isso, em uma determinada agência em que estou temporariamente, o mictório possui detectores de pinto para dar descarga automaticamente, e a torneira é daquelas de botão. Mas hoje mesmo testemunhei um sujeito já possuidor de cabelos brancos, segurando o botão da torneira enquanto escovava os dentes.
Moral da história: Não há tecnologia que barre o desperdício por ignorância.
Tags: burrice, cotidiano, meio-ambiente, vida
Nos últimos dias de 2007 eu andei com minha fabulosa Katrina (um Ka, pra quem não decifrou esse nome super enigmático) paralelamente à uma Porsche a cinquenta quilômetros por hora em uma estrada. Sim, não estou mentindo, e estava a essa velocidade pois meu vidro estava estilhaçado e não queria que ele desmoronasse lançando cacos mortais sobre os ocupantes. Eventualmente a Porsche me deixou para trás em tremendos 70 mk/h. Tenho testemunhas.
Claro que não estou contando isso para me gabar, mas sim para ilustrar uma situação extrema em que uma incrível ferramenta é usada por um completo idiota que não sabe tirar proveito dela. Vemos isso o tempo inteiro: carros caros com motoristas terríveis; computadores velocíssimos nas mãos de operadores de Word ou, para as meninas, belas jóias enterradas em cabelos e maquiagem tenebrosos.
No mercado de trabalho isso também acontece muito. Claro que com o desenvolvimento tão rápido da tecnologia fica difícil explorar ao máximo todas as ferramentas disponíveis, mas ao menos uma ou duas devemos nos dedicar a compreender plenamente, mesmo que para descartar. Um bom profissional de qualquer área não depende de sua ferramenta, ele se vira com o que tem, e mesmo que o resultado saia cru, é possível ver nele a qualidade de alguém dedicado.
Boas ferramentas facilitam o bom trabalho, claro, todos sabemos. Mas se você é um fotógrafo porcaria, não adianta comprar uma câmera melhor. E se seu gosto musical é uma merda, ter um iPod não o deixará mais cool. E é por isso que estou escrevendo isso. Hoje no metrô havia um sujeito que era o típico analista de sistemas dos anos 80, daqueles que trabalha com mainframes em porões empoeirados e não têm discernimento suficiente para usar uma camisa não-xadrez ou colocar a cintura da calça em qualquer lugar que não acima do umbigo.
Ele possuia um iPod, ou ao menos o fone de um. E provavelmente estava ouvindo Enya, Mike Oldfield, Yanni, David Arkenstone ou qualquer coisa horrenda assim. Bom, só pra dizer isso mesmo: Não importa qual embalagem feita pelos outros você dê ao seu gosto ou seu trabalho, ele continuará sendo uma porcaria se você assim o fizer.
É como em Mateus 7:6 - "Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas"
Tags: citações, filosofia, freak, gosto, tosco, trabalho, transporte, vida, vida. biblia
Me lembro de uma amiga que viveu por um tempo na Inglaterra, e depois de ter voltado ao Brasil recebeu uma grana do governo inglês referente aos impostos que pagara mas dos quais não tirara proveito. Não sei bem como isso funciona, mas lembro que fiquei triste (mais uma vez) pelas coisas no Brasil não funcionarem dessa maneira.
Entretanto o Estado de São Paulo começou a caminhar nessa direção. Desde o ano passado foi lançado o programa Nota Fiscal Paulista, sobre o qual eu ouvira falar marginalmente. Basicamente basta fornecer seu CPF ao pedir a nota fiscal em qualquer restaurante, e acumular créditos no estado que futuramente poderão ser utilizados em descontos no IPVA, crédito em cartão e outros usos.
Trabalhando fora de casa essa semana, tenho comido fora bastante, e no Shopping Villa-Lobos a maioria dos estabelecimentos estão já treinados para pedir seu CPF na hora da compra. Foi então que resolvi olhar melhor o programa, e embora não seja o ideal, já é algo do qual sinto orgulho de ver por nossas terras.
Uma das belezas do programa é que o consumidor não precisa fazer nada para participar fora fornecer seu CPF. Apenas para consultar e utilizar os créditos existe um pouco de trabalho, mas que pode ser realizado on-line. Residentes em outros estados fazendo compras por aqui também podem participar. Além dos restaurantes, há um cronograma de implementação para outros estabelecimentos, confira:
Outubro/07: Restaurantes
Novembro/07: Padarias, Bares, Lanchonetes e outros
Dezembro/07: Artigos Esportivos, Óptica, Fotográficos, Viagem e outros
Janeiro/08: Automóveis, Motocicletas, Barcos, Combustíveis e outros
Fevereiro/08: Materiais de Construção
Março/08: Produtos para Casa e Escritório
Abril/08: Produtos Alimentícios e Farmacêuticos
Maio/08: Roupas, Calçados, Acessórios e outros
Agora é sair cuspindo o CPF por São Paulo e denunciar os estabelecimentos que não estiverem dentro do esquema. É bom mesmo ver alguma coisa de fato voltar às nossas mãos.
Sou um espectador da série Big Love da HBO. Para quem não sabe ela trata de uma família suburbana mórmon norte-americana, que seria típica não fosse o fato de ser composta por um homem, três mulheres e uma renca de filhos.
A poligamia é ilegal nos Estados-Unidos e não é reconhecida como uma prática pela Igreja de Jesus-Cristo dos Santos dos Últimos Dias (ao menos não mais). Entretanto é de fato praticada por alguns indivíduos e em algumas instituições duvidosas como a Igreja Fundamentalista de Jesus-Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Eu honestamente não estou nem aí se o meu vizinho pratica poligamia ou não. Muitos homens sonham em ter mais de uma mulher. Mas para ser bem honesto, só um louco pra tentar isso pra valer. Se eu já apanho para entender uma só, ou quase uma, imagine então duas ou mais. Claro que instituições reclusas e duvidosas como a supra-mencionada não têm a minha simpatia.
Mas o que me intriga nessa história toda é Hugh Hefner, o conhecido e simpático fundador do império Playboy. Assistindo ao programa Girls of The Playboy Mansion, logo vemos que ele é adepto do princípio, algo que ele pratica há muito – aliás, monogamia é a exceção para ele. Entretanto o comportamento dele é bastante (amplamente seria uma palavra forte demais) aceito, tanto que o programa é um de destaque no canal E!.
A hipocrisia (em potencial?) me chama a atenção. E o pior de tudo é que no caso de Big Love, cada uma das esposas do personagem principal é uma mulher formada, com seus defeitos e qualidades. Já no caso de Hef, são um trio das estereotípicas bimbos, cujas únicos atributos são cabelos loiros e corpo em forma.
Quando é só putaria, até pode, mas se você quer ter uma pegada religiosa na questão, aí não...
Há um tempo atrás estava discutindo flash drives e afins com meu pai. E ele questionou qual a necessidade de se ter drives tão pequenos com capacidades tão grandes. Para aqueles que ainda se perguntam isso, direi o que disse à ele: A tendência atual é você deixar cada vez menos informações no computador, deixando-o como uma pura ferramenta de trabalho, e carregá-la consigo para onde for.
Acompanhando os flash drives temos inúmeros serviços na internet: Emails com capacidades enormes, agendas, redes de amigos, drives virtuais e muito mais.
Paralelamente, costumo brigar com alguns amigos entusiastas de internet quando tenho que avisá-los que há coisas novas de seus interesses em meu flickr blog ou coisa que o valha. Sempre digo que isso é muito retrógrado e que eles deveriam ser mais 2.0.
Agora vem o mea culpa. Nunca me aprofundei no uso de RSS e Atom, tenho usado porcamente o leitor que vem no GoogleDesktop e meus blogs favoritos no Technorati, e só. O que significava ter que ficar pulando de site em site atrás de certas novidades. Até agora.
Na casa da Mi aprendi a usar o GoogleReader. E todos vocês lendo isso deviam fazer o mesmo. Usar um leitor de feeds atrelado a um computador meio que derrota o propósito de se manter atualizado sempre, já que muitos de nós usam mais de um computador, incluindo diariamente. Creio que a combinação ideal é organizar seus feeds preferidos no Reader e pegar o feed do próprio Reader no GoogleDesktop ou em alguma extensão do FireFox em seus computadores pessoais.
Agora, se você não sabe o que são feeds, RSS, Atom ou FireFox, não sei que diabos está fazendo aqui. Crie vergonha na cara, leia na Wikipedia e corra atrás. Agora, se você não sabe o que é Google, se mate, agora.
Quando forem falar de mim, eis um pequeno release:
FERNANDO MAFRA é designer na área de web e membro do Núcleo de Pesquisas em Histórias em Quadrinhos da ECA. Entusiasta da web 2.0, está na internet há mais de 10 anos, comandando um blog sobre o cotidiano desde 2002 e contribuindo com a Wikipedia. Colaborador assíduo do site Overmundo, já cobriu eventos como a Mostra de Cinema, a Virada Cultural e o Motomix; além de elaborar crônicas e dicas culturais para o guia.
Para medidas corporais, entre em contato em PVT.
Tags: jornalismo, pessoal, vida
Se não entendeu o que Neil Gaiman escreveu no livro da garota, veja aqui.
Tags: amor, geek, genial, literatura, quadrinhos, vida
Sabe quando você quer alguém, mas é meio que descontinuado da vida da pessoa sem grandes explicações e só fica com a pulga atrás da orelha? E então, num belo dia quando está bem largado, mal vestido, com o cabelo tosco e uma barba escrota, comprando presente em um shopping tosco, cruza com a dita pessoa. O que fazer? Fugir, claro! Porque apresentável é que você não está.
Só podemos ficar relaxados quando cercados de pessoas que temos intimidade, caso contrário passamos a imagem de tosco - a não ser que você seja tosco mesmo, caso for, que se dane. Isso foi só para lembrar que é sempre bom estar alinhado e limpo.
Se estivesse assim, com certeza teria cumprimentado, para lembrar-lhe que existo e que estou arrasando. Pois se estiver arrasando, no mínimo um de dois pensamentos irá passar pela cabeça do outro: "Merda, desperdicei um partidão." ou "Putz, preciso desse sabor."
Assim você deixa uma marca boa. Bem, espero ter aprendido a lição: Jamais sair de casa parecendo um bicho reçém saído do zoológico.
Na cozinha logo que acordei ouvi alguns passarinhos piando e cantando. Minha mãe colocara algumas sementes de manga perto da janela para secarem, então pensei: "vou deixá-las do lado de fora, assim os passarinhos virão comer e alegrar o dia!" Logo depois de executar a manobra ouvi outro piado, mas esse parecia próximo, vindo de dentro da cozinha. Depois de mais um percebi que não se tratava de um pássaro, mas sim da tampa da cafeteira...
Em meu outro post sobre gentilezas esqueci de fazer um update dizendo que aquele dia se tratava do "dia do amigo", o que explica muita coisa.
Mas hoje não era qualquer data especial que eu saiba e ocorreu algo de bom também.
Katrina tem um pequeno problema na luz de placa: uma delas está quebrada e fica pendurada, algo que já tentei arrumar sem sucesso. É possível prender de novo, mas depois de um tempo cai, hoje quando saí de casa reparei que ela estava caída e não me importei em arrumar.
Mas na volta percebi que algum estranho se importou, pois ela estava encaixada de novo. Com certeza ganha de roubarem o som ou riscarem a lataria...
Na estação Consolação, indo para casa com o Bruno e o Fábio, um deles reparou que sentada do lado de fora da escada rolante de acesso à estação, ao lado do vidro, estavam duas meninas "dando oi" para quem descia pela escada.
Descrentes eu e o Fábio voltamos para conferir. De fato estavam lá, duas meninas de uns 15 anos no máximo, segurando uma plaquinha dizendo "oiê". Nós demos um tchauzinho que foi correspondido com outro tchauzinho e dois largos sorrisos.
Não sei nem dizer o quão legal achei isso.