Mostrar mensagens com a etiqueta cultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cultura. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

campus party - o desfecho


Acabou! E como vai deixar saudades. Sou um cara carente. Adoro atenção, adoro ser paparicado e reconhecido. Com mérito, é claro, nada de falsidades por favor. Apesar dos problemas logísticos da minha chegada, logo de início fui calorosamente recebido pela Marina e pela Lu Freitas, bem como pelos inúmeros blogueiros lá presentes. Pessoas interessantes e estimulantes, que me deixaram embriagado (às vezes literalmente). Especialmente quando pessoas estranhas já sabiam (mais ou menos) quem eu era.

Fui esmigalhado pela quantidade absurda de informações simultâneas. Uma pessoa como eu, que gosta de prestar atenção em tudo (desde que seja interessante), socializar e produzir conteúdo, se fode lá dentro. E foi bem o que aconteceu. Me fudi. Em mais de uma ocasião minha cabeça quase fundiu. Por sorte consegui me soltar mais nos outros dias, pois o cansaço físico de noites mal dormidas e dias mal comidos poderia me mandar pro hospital.

Mesmo morando em SP, e até próximo do Parque, mal estive em casa. No máximo para uma dormida rápida, um banho e meia refeição. Foi praticamente uma semana viajando. Campus Party foi um mundo paralelo, em que eu estava constantemente nas nuvens. Com câmera e computador emprestados espremi tudo o que pude do evento.

Até o ultimo instante do evento estava aprendendo nomes e conhecendo novas pessoas. Mas o domingo foi mesmo um dia de ir embora. Poucas pessoas na bancadas e bastante movimento de mochilas e CPUs.

Depois da tempestade, sempre vem a bonança. Agora é hora de se esforçar para manter os novos contatos, descobrir como tirar as manchas azuis do meu carro, aplicar conhecimentos adquiridos (e não esquecidos) e ansear pela próxima edição.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

nerds pra que te quero


Na Folha de hoje saiu uma matéria tratando da nossa queria CampusParty. Havia as informações básicas de sempre, inclusive considerando baixo o número de mulheres presentes (cerca de 20% - que foi considerado alto pelos organizadores espanhóis) - na minha opinião, o número pode sempre ser maior.

De qualquer maneira, na reportagem o evento era chamado de festa nerd. Foi assim também que um amigo a classificou quando descrevi, e é como muitos se referem à Campus Party afinal. Hoje cedo mesmo minha irmã comentou "puta coisa de nerd isso".

E é verdade. É super nerd mesmo (ou geek se preferir, o debate sobre a diferença dos dois termos continua). Li em algum lugar, e agora vou pedir perdão pois não lembro se foi na Folha, que mal havia conversa entre os participantes, todos ficavam se comunicando exclusivamente pelos computadores - Fiquei revoltado, uma mentira deslavada, ontem, na área do CampusBlog todos estavam interagindo fisicamente (interprete como quiser). Já hoje, quando circulei mais e mudei de lugar percebi que realmente há muitas áreas em que a interação fisica é deficiente.

Isso me entristesce um pouco, já que acredito que o propósito de pagar 100 reais, se deslocar, ficar dias dormindo numa barraca e (talvez) tomando banho em um banheiro coletivo é fazer algo diferente daquilo se faz em casa. No momento testemunho de longe a grande movimentação no BarCamp e no CampusBlog, enquanto que por razões contratuais tenho que ficar nessa inexpressiva área de Criatividade.

Voltando aos nerds, hoje estão circulando pelo Campus alguns agentes do Jornal de Debates com camisetas dizendo "Para que serve um nerd?" justamente para dar uma chacoalhada no ego dos presentes. Para tirar a foto que vocês vêem aqui paguei com um depoimento para o site respondendo à pergunta (e burramente não divulguei o blog na mesma).

Na minha opinião os nerds servem para levar o mundo adiante. Ou quase. No fundo mesmo nerds são pessoas dedicadas, quando escolhem um assunto eles se entregam de corpo e alma. Esquecem convenções pequenas e vão até onde quiserem. É assim que pessoas ficam horas na fila para o ingresso de um jogo, dias acampados para um show, e uma semana acamapados com seus computadores.

Claro que há um elemento de ridículo nessas situações, mas ao se entregar o nerd escolhe dois caminhos: Percebe o ridículo e o inclui na diversão ou cria uma racionalização paranóica e leva tudo a sério. Gosto de pensar que me enquadro na primeira opção (hoje em dia, ao menos). O nerd se comporta como uma criança quando o assunto é o seu eleito, e muitas vezes aje de acordo.

Se entregando dessa maneira é que ele é capaz de levar algo ao seu máximo potencial, de fato impulsionando o mundo.

campusParty balanço inicial, marimoon & vontades


Bom, o primeiro dia foi o dia de zanzar. Já contei do meu drama para entrar, depois disso ainda continou o drama para assegurar minha credencial e conseguir uma máquina na qual trabalhar.

Depois de quase 12 horas de luta e muito vai e vém entre responsáveis de diferentes níveis consegui tudo de que precisava. A piada final foi pegar o computador novamente essa manhã e descobrir que haviam removido o WindowsXP e instalado o Vista, que já está causando uns empates.

No lado humano da coisa, tive o grande prazer de conhecer fisicamente Lúcia Freitas, uma figura muito simpática e prestativa. Em volta dela vários blogueiros com os quais já esbarrara realmente e virtualmente. Justamente pelo clima simpático, com um bom equilibrio entre conversa e quietude, além de diversas afinidades; acabei me colocando na área CampusBlog, ao invés da minha área designada de Criatividade. Junto comigo estava Daniel Duende, com o qual já tinha trocado algumas figurinhas e sua ilustre companheira. Eles se tornaram meus companheiros constantes em tentar compreender o que diabo acontece aqui e onde estaria nossa querida Marimoon.

Só para esclarescer: eu, Marimoon e Duende compomos os blogueiros da área de Criatividade. Entretanto, sou obrigado a ser honesto, e digo: Marimoon não é blogueira, não por excelência ao menos. Ela não é famosa por escrever, ela é famosa por tirar fotos de si mesma em roupas divertidas, cabelos coloridos e poses engraçadinhas. Ela preenche as fantasias do público nerd que adorariam uma noite com Rei Ayanami. O assunto que Marimoon trata é Marimoon, ela é famosa por ser famosa, como qualquer um dos participantes do Big Brother. Não vou dizer se essas coisas são boas ou ruins, mas não me colocaria na mesma categoria que Marimoon jamais.

Dito isso, ela só deu o ar da graça depois das 20:00, deu uma voltinha pelas dependências, conversou com a equipe espanhola, comeu pipoca e usou o compuador dos outros e sumiu! Questiono aqui e agora qual foi a contribuição dela para o evento. Já é 13:00 do segundo dia e ela ainda não deu o ar da graça. Teoricamente somos membros de uma mesma equipe e não fomos apresentados. Claro que ela pode estar ocupada na faculdade, ou no emprego, as possibilidades são infinitas. Vou dar uma chance para ver se ela é digna do meu respeito.

Mas tudo está bem. Tenho algumas intenções exploratórias, espero que meu marasmo não me impeça de criar posts interessantes baseados nessas intenções. E lembrem do encontro de twitters as 16 no stand da telefonica.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

campusParty começa devagar


Bom, cheguei as 11:00 em ponto no Campus Party sem diversas informações básicas, sendo que algumas dúvidas foram enviadas por email há mais de uma semana. Mas tudo bem, cheguei na cara e na coragem e fui tentar descobrir como entrar e pegar minha credencial.

Depois de duas horas zanzando em três entradas diferentes, falando com seguranças e meninas da confusa assesoria de imprensa fui resgatado por uma das meninas da produção.

A situação atual é a seguinte: Estou no notebook da Marina Vieira emprestado enquanto a minha máquina não aparece. Ao mesmo tempo estou tentando fazer com que minha máquina apareça no livestream do evento, o que após uma hora ainda não aconteceu. Imagino que seja uma questão de tempo. O twitter também está estranho no liveStream por culpa da própria equipe twitter que não garantiu o funcionamento. E já tenho uma reunião de pauta com o pessoal das TVs do evento as 16:00.

Nem preciso dizer o quanto fiquei puto de ficar esperando na porta do lugar sem que ninguém soubesse quem eu era ou me indicar à pessoa correta. Não que eu me ache o máximo, mesmo sendo, mas pelo que entendi meu trabalho e do Duende aqui é parte das atrações, e eu nunca vi um evento em que as atrações tem que ficar panguando por duas horas na porta do lugar.

Graças à Lu Freitas estou conseguindo me virar um pouco. Estou inclusive instalado na área do CampusBlog só pra conseguir um pouco mais de ajuda, sendo que na verdade eu deveria estar na área de Criatividade.

A questão toda é que o evento ainda está sendo montado. A organização não deixou tudo pronto para quando os colaboradores e campuseiros chegassem já pudessem usufruir de tudo plentamente. Estão terminando de montar o evento enquanto os usuários (de todas as esferas) estão montando suas máquinas.

Se eu tivesse sido informado que o esquema seria esse talvez ficasse menos indignado, mas eu não curto bagunça. Não esse tipo pelo menos.

Pode parecer que estou odiando tudo. Só pra esclarecer que não é o caso. De fato o clima agora é ajeitar as coisas, queria ter feito isso antes, mas até o fim do dia tudo deve se acertar. Ainda mais que meus amigos ficam aparecendo no msn e no gtalk querendo saber de tudo e eu nem sei de tudo. Mas sei que vai ser divertido. E espero que esse post saia no livestream. Por via das duvidas vou twittar um link pra ele.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

o ano do rato


Não percam a 3ª Festa do Ano Novo Chinês na Liberdade esse sábado e domingo. Estarei lá no sábado.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

join up!


Não há mais romance na guerra

Tive um fim de ano militarístico. Quem me conhece sabe que me interesso por assuntos relacionados à guerras e conflitos em geral, não que eu entenda muito do assunto, e de longe creio que Guerras são a solução para qualquer questão. Mas negar que algumas guerras foram necessárias, e acreditar inocentemente que elas não ajudaram a nos moldar como uma sociedade, isso não faço.

Tendo dito isso, já era um fã de longa data do filme Starship Troopers, sem nunca ter lido o livro. E agora que o li, me tornei um fã de ambos. Para quem não sabe, Starship Troopers é um clássico da ficção científica com uma fortíssima veia militar, e é basicamente um veículo para as idéias políticas e filosóficas de seu autor: Robert A. Heinlein (de Um Estranho Numa Terra Estranha).

A idéia central do universo de STPs é que civis não são cidadãos. Para se tornar um cidadão pleno, com direito à voto e concorrer na política é preciso alistar-se nas forças militares, cumprir um termo básico de serviço e se aposentar (com honras, claro). Um fato importante na organização militar da Federação é que todos lutam. Não há serviços confortáveis em escritório, e para seguir carreira de oficial é preciso estudar muito e lutar ainda mais. Funções burocráticas, de instrução, recrutamento e manutenção são realizadas no tempo "livre", por civis contratados ou soldados incapacitados (a maioria mutilados) que se negam a sair da corporação mesmo com a óbvia dispensa médica.

A teoria por trás dessa aristocracia meritocrática voluntária é que alguém que se alista nas Forças Armadas está disposto a colocar seus interesses pessoais, ou sua própria vida, em segundo plano em relação ao bem comum. Voluntários militares possuíriam uma abnegação natural inexistente naqueles que não têm coragem de lutar. E por conseguinte também seria uma maneira de acabar todas as revoluções. Já que a revolução é resultado de insatisfação com um instinto de lutar, ela jamais aconteceria, pois todos aqueles que têm o instinto de lutar já estão na classe que detém o poder e portanto as ferramentas de mudança sem o uso da violência.

Mas não se engane, em STPs existe plena liberdade de expressão e de ir e vir. Qualquer um pode reclamar a vontade, mas não são todos que podem fazer algo a respeito. Existem outras questões levantadas por Heinlein no livro, como pena capital e como criar seus filhos, mas isso seria uma outra discussão.

Honestamente, não posso dizer que discordo. Já declarei que ao menos no papel, concordo com qualquer forma de governo: Anarquismo, Totalitarismo, Comunismo, Democracia e provavelmente outros que nem conheço. Mas isso, no papel, pois na vida real todas as formas de governo são falhas, em especial uma baseada em dar poder apenas àqueles que detém a força.

E é aí que entra o filme de Starship Troopers. Dirigido pelo mestre Paul Verhoeven (de RoboCop e Vingador do Futuro) ele é em essência uma paródia de tudo aquilo que o livro representa. E o faz com acidez e bom-humor excepcionais.

Vários elementos do livro foram mudados, o que a maioria dos fãs reclamam é a falta da Powered Armor, um ítem importante na história, ignorado pelo filme; mas ela é apenas um elemento high-tech em uma história que lida com questões muito mais profundas, e para a mensagem do filme se tornar clara ela não é necessária, talvez até distraísse do ponto (que tão poucos conseguiram capturar). Embora sua presença no livro seja um marco na história da Ficção Científica, no filme ela seria apenas um gadget numa história sobre conflitos, e não gadgets. No final o filme consegue apontar dedo e dar risada de toda a exarcebação militar presente atualmente nos EUA.

O que conecta-me a outro filme que vi recentemente, Why we Fight, documentário justamente sobre a industria de armas e sua influência em escalar o tamanho e quantidade de conflitos militares no mundo. Basicamente denunciando as indústrias que no "futuro" irão fabricar as Powered Armors. Industrias essas que por tabela enchem os bolsos de contrabandistas de armas, como no outro filme recente, Senhor das Armas.

Com Nicolas Cage e Jared Leto, dirigido por Andrew Niccol (do maravilhoso Gattaca); o filme consegue levar as questões de War on War ao seu extremo dramático, com uma acidez semelhante á de Starship Troopers, mas com um cinisismo ainda maior, já que o narrador é o vilão/herói da história.

E a maneira como a presença militar atua hoje em dia, é basicamente uma máquina de jogar tempo e dinheiro (além de vidas) no lixo, como é possível ver em Soldado Anônimo (de Sam Mendes, que nos trouxe Beleza Americana). Um conflito envolvendo 500.000 tropas em que passa-se mais tempo esquivando-se do tédio do que combatendo o inimigo.

E é exatamente isso que a máquina militar se transformou hoje. Um enorme desfile de gastar recursos que podiam ser melhor empregados simplesmente para defender interesses econômicos atravéz de Intimidação. Onde cada lado fica mostrando o tamanho de seu pinto até que o outro corra de medo de ter seu cu arrombado. Não existe mais defesa de território, liberdade ou ideologias. Os pobres soldados são tão enganados quanto os civis, e não detém poder algum. Robert A. Heinlein estava errado, Dwight D. Eisenhower estava certo.

Agora vou jogar America's Army.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

corram party


As inscrições pro Campus Party já estão à mil. Literalmente. Das 3 mil vagas, quase metade já foi. E ainda está acontecendo uma promoção de 100 ingressos grátis. Pode ser que já tenha acabado, senão, está acabando - portanto: corram.

Pena que tiraram meu nome do site. :(
Mas estarei lá!

UPDATE: A promoção já era. Mas ainda estão abertas as inscrições normais.

domingo, dezembro 02, 2007

banalizando o oriente


Quando criança adorava comida chinesa. Ia sempre com meus pais no restaurante Golden Palace, em moema, ficava ao lado de um bizarro estabelecimento em forma de castelo - com fosso e tudo, que nunca entendi o que era. Foi lá que adquiri minhas habilidades com o hashi na tenra idade de 6 anos.

Com o passar dos anos fui conhecendo outras cozinhas, inclusive a japonesa. Essa que de uns tempos se alastrou como catapora pela cidade, com algumas especulações de que agora há mais restaurantes japoneses do que pizzarias ou churrascarias em São Paulo. Isso levou a uma queda considerável na quantidade e qualidade dos restaurantes chineses.

Hoje em dia chinês é quase sinônimo de fast food: quilo no shopping (nos quais só tive más experiências) ou China In Box. Fica cada vez mais difícil encontrar um chinês de qualidade, e quando se encontra não é raro o lugar estar às moscas.

Pois bem, hoje comi china in box. Considerando as limitações do serviço, cheguei a uma conclusão importante: Não peçam yakisoba (que por todo o direito é um prato japonês, o equivalente chinês seria macarrão chop suey). Considere os seguintes fatores:

1 - O Yakisoba tem grande tiragem no China In Box. Sem dúvida é o prato mais pedido.
2 - Existem várias opções de "mistura" nele: Com ou sem carne, camarão, frango, porco ou sei lá mais o que.
1 + 2 = 3 - Assim, o yakissoba é preparado da seguinte maneira: Uma panela cheia de macarrão, e panelas separadas com diferentes misturas. Quando chega o pedido eles tacam o macarrão na caixinha e depois cobrem com mistura. Isso é fácil de se notar quando o pedido chega.
4 - O tempero é muito doce e grosso, o que torna a refeição pesada.
5 - Não é raro o macarrão estar mole demais, passado do ponto.

Portanto recomendo o bifum. É um macarrão leve e branco, feito de arroz. A mistura é um pouco diferente e também mais leve. Como a tiragem é menor, as chances de ser preparado na hora são maiores, e como o macarrão é mais fino, está sempre mais bem integrado com a mistura na caixinha.

E jamais peçam o guyoza, sempre está uma droga.

quinta-feira, novembro 29, 2007

the best night of your life?


Jesse kiss, originally uploaded by f_mafra.

Seria um exagero. Mas que foi boa, isso foi. Pra começo de conversa não estava muito animado pra ir, pelos seguintes motivos:

1- Era longe
2 - Não ia nenhum conhecido meu;
3 - Eu ia lá fazer algo que mesmo me achando no direito, outros discordam e eu poderia ser desmascarado como uma fraude; já que não tenho tanta experiência em cobertura assim.
4 - Não tinha certeza se teria que pagar para entrar ou não.
5 - Não conhecia nenhuma das bandas.

Ok, até agora não disse o que eu faria e onde ia. Fui cobrir mais um dia de Motomix, agora no Clash, durante o show do Eagles of Death Metal. Já que se eu não fosse iria ficar em casa de bobeira resolvi arriscar.

E como valeu a pena. Na entrada achei que teria problemas pois o segurança de nada sabia sobre produtora ou overmundo ou o raio que o parta. Mas logo fui socorrido por um dos produtores que estavam no Ibirapuera domingo. E não, não paguei entrada. Inicialmente fiquei zanzando que nem barata tonta, tirando umas fotinhos bestas do lugar.

Enquanto nada acontecia encostei num canto, e foi quando a fotógrafa da Rolling Stone veio trocar uma idéia. Se eu fosse mais tiete teria deixado transparecer, e se fosse mais escroto teria dispensado. Papinho à toa mesmo, coisa de colegas de trabalho. Fiquei surpreso ao saber que ela não conhecia nenhuma das bandas de todo o Motomix, que vergonha!

Com o decorrer da noite virei coleguinha de outros dois fotógrafos, uma delas do omelete, super gente fina que me deu umas diquinhas do ofício. De todas as pessoas que conversei, só esses dois (que não incluem a Rolling Stoner) conheciam o Overmundo.

Não podíamos usar flash nas fotos, e só ficamos no fosso no começo do show. Depois de umas cinco músicas: Expulsos. O motivo é simples: ira da platéia, que eu senti na pele com alguns tapas na minha cabeça. Ainda levei uma baquetada na cabeça, quando o baterista lançou a baqueta; a qual eu dei na mão de uma menina na esperança de suborná-la e conseguir um aliado que evitasse maiores espancamentos.

Acabei por esbarrar com Paulo Castilho, um conhecido da TV Cultura. Fui entrevistado para o Metrópolis, quando descobrir digo quando irá passar. E bem no final ainda esbarrei com outros dois amigos.

Querem saber como foi o show? ANIMAL. Jesse, o líder do Eagles, é um dos maiores showmen que já vi. Em breve a crítica em si. Essa noite mostrou como é bom as vezes fechar os olhos e pular...



UPDATE: O texto já está no Overmundo.

segunda-feira, novembro 05, 2007

walk the walk and talk the talk



O Bruno fica comentando sobre zumbis em um post nada relacionado ao assunto, então acho por bem fazer uma menção no blog à Zombie Walk. Pronto, está mencionado. É que os relatos principais estão no YouTube (nesse video aí de cima), no Flickr e no Overmundo.

Enjoy, and run!

quarta-feira, outubro 31, 2007

a caminhada dos mortos



Estejam lá.

não se pode ganhar todas

Essa semana tive minha primeira colaboração não-publicada no Overmundo. Acho que estão ficando cansados dos meus Diários da Mostra. A pena é que se os outros dias forem publicados ficará um buraco no meio.

Entretanto, o dia de ontem foi relativamente interessante e há um detalhe sobre o filme Fragmentos de Tracy que acho que tornam a colaboração digna de publicação.

E agora em votação está uma modesta entrada sobre o Motomix 2007, pelo qual fui contatato para publicar algo no Overmundo. Entrevistei os curadores dos projetos e espero em breve publicar essas entrevistas na íntegra e também a programação do festival em si.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Solstício de Verão - 31ª Mostra de Cinema de SP

Primeiro exemplar do meu chamado "Dia do Dragão". Apesar de o Marcos e o Kawano estarem na mesma seção não assisti ao filme exatamente com eles, pois fui o único que entrou na sala no horário.

Começo dizendo que a cópia estava um lixo, a pior cópia que já vi na Mostra ou em qualquer cinema em toda a minha vida. Partindo daí o filme não se esforçou muito para elevar a qualidade dessa experiência decepcionante. As limitações de tempo e orçamentárias são visíveis, mas em princípio eu não considero isso um defeito, a questão é que como Robert Rodriguez diz: Quando não se tem recursos é preciso compensar com mais criatividade e inventividade - qualidades em falta neste filme.

A história tem um potencial incrível, mostrando as dificuldades da China contemporânea, e que o lema de "New York, New York" na verdade se aplica aqui: If you can make it there, you'll make it anywhere. E no caso nenhum dos personagens é capaz de "make it" - um paralelo do próprio filme. Confesso que até agora não entendi se é inspirada em fatos reais, nenhuma informação que encontrei sobre o filme na web diz isso, mas uma legenda ao final dá esse tom.

A edição e o som são sofríveis, em especial no final do filme, a trilha sonoroa é totalmente ausente e as atuações são bestas. O único apelo que o filme tem está na pequena LiuXiao, que infelizmente é sub-aproveitada. Durante a meia-hora final estava considerando fugir do filme, especialmente porque já estava atrasado para o filme seguinte (calculei errado a duração deste), e só não o fiz pois estava sentado ao centro da fileira e acabaria atrapalhando outros espectadores.

O ponto mais baixo da mostra até agora: nota 2 em 5.

domingo, outubro 21, 2007

agenda

Com o Palm ainda debilitado estou usando outra ferramenta para organizar meus desejos cinematográficos, Google Calendar, totalmente web2.0. E os disponibilizo à vocês. Observem que onde há intersecções entre filmes é onde eu tenho que tomar decisões difíceis, algumas já foram tomadas, outras não.

sexta-feira, outubro 19, 2007

MOEBIUS REDUX – A VIDA EM IMAGENS (2006) - 31ª Mostra de Cinema de SP



A vida e obra de Jean Giraud, mais conhecido como Moebius desde os tempos da Metal Hurlant são expostos aqui pelo próprio e por alguns ilustres colegas de trabalho. Através de entrevistas filme traça um belo perfil geral dessa figura importantíssima na história dos quadrinhos, tanto em atitudes como em influência visual.

Iniciando com uma sequência animada inspirada no estilo gráfico Moebiano "listando" alguns de seus principais trabalhos, o documentário coloca os prós e contras da vida do personagem, do ponto de vista do próprio e daqueles que conviveram com ele.

A trilha sonora é competente, mas não impressionante, mas para compensar o filme consegue alternar bem a paisagem trocando de personagem antes que eles se tornem profusos demais; e em quase todos os momentos em que o próprio Giraud está na tela há uma troca constante do fundo, alternando entre seu local de trabalho, sua loja e exemplos de seu trabalho.

O filme peca por mencionar apenas pontualmente sua vida pessoal, deixando de fora completamente entrevistas com familiares. Mas isso não o compromete, pois transparece vir de uma decisão consciente: Analizar Moebius como artista. E ele definitivamente o é.

nota 4 em 5.

AS CRIANÇAS PERDIDAS DE BUDA (2006) - 31ª Mostra de Cinema de SP


No interior da Tailândia vive um ex-lutador de mai-thai, agora um monge budista ele recolhe crianças para educá-las e ajuda como pode os vilarejos montanheses perto de seu monastério até a fronteira com a Birmânia (você pode conhecâ-la como Myanmar agora, mas sempre será Birmânia pra mim).

O filme do Holandês Mark Verkerk mostra o dia a dia dessa figura e aqueles que estão à sua volta (destacando três crianças ao longo de um ano). O filme é competente, mostrando como crianças vão parar sob seus cuidados, o dia a dia, a maneira que o monastério se sustenta e uma viagem de 100km à cavalo até a fronteira, entre outros eventos.

A narrativa se constrói apenas pela observação dos eventos e através de algumas entrevistas diretas com o monge, sua "freira"(?) e algumas das crianças. A primeira vista o filme parece distânte e averso à interferências mais diretas, mas ao observar a maneira como algumas cenas são executadas, complexas demais, é de se questionar o quão expontâneos alguns eventos mostrados foram. Em paralelo, a ausência de um narrador, em uma história com tanta carga emocional por trás pessoalmente fez falta, todas as informações complementares são passadas através de legendas.

Interessantemente, isso traça um pequeno paralelo com a própria figura do monge, que em suas próprias palavras acredita no "tough-love" (amor durão), misturando doçura com severidade no tratamento das crianças e dos aldeões.

Nota 3 em 5.

revele-se!

A mostra começa hoje, e como o passe de 20 filmes se esgotou, comprei o passe especial desempregado: filmes ilimitados de segunda à sexta até as 17hs. Minha lógica foi: Se continuar desempregado, vejo vários filmes, se arrumar um emprego o salário compensa o preço do passe.

Hoje já tenho duas solitárias incursões cinematográficas enfileiradas, espero falar sobre elas aqui mais tarde.

Refletindo sobre minha overausência, essa seria uma boa oportunidade para retornar ao Overmundo, do qual faço parte à exatamente um ano por causa da Mostra. Mas tenho que encontrar o "ângulo certo" para os meus diários da mostra.

Para me atrapalhar, o Palm Desktop, o software que me salvou ano passado, permitindo que eu montasse uma complexa programação, resolveu dar um pau ferrado e tive que entrar em contato com o suporte da Palm para resolver o problema - aguardando resposta. Espero não ser prejudicado por esse empecilho.

Aos que participarão da odisséia cinematográfica fica aqui o convite a se juntarem à mim. Lembrando que dou preferência à seções frequentadas por aposentados...

sábado, julho 14, 2007

galaxy quest

Todos sonhamos em fazer uma diferença na vida. Seja como um herói único ou como um anônimo em um evento de suma importância. Considerando a insignificância da raça humana como um todo perante a magnitude do universo conhecido (e desconhecido) e a insignificância de um mero indivíduo dentre tantos outros, as chances de você fazer diferença sendo um anônimo é muito maior do que sendo um herói.

Considerando essa lógica, por que não vestir a camisa e ajudar astrônomos na compreensão do nosso universo e expandir ainda mais o universo conhecido?

Para isso temos o Galaxy Zoo, onde você contribui com a pesquisa astronômica classificando galáxias, apenas distinguindo-as entre elípticas ou espirais. Basta olhar uma foto e clicar no botão de acordo e pronto, você contribuiu para diminuir a massiva carga de dados a serem analizados.

É como um seti@home mais pró-ativo. Vale a pena para matar o tempo e ainda faz bem pra alma coletiva.


Galáxia espiral em sentido Anti-Horário

quarta-feira, julho 04, 2007

o que está à venda afinal?

"O cliente paga seu salário, não pode falar mal dele assim." Será? Pelas costas eu falo o que quiser. Posso tratá-lo muito bem, mas isso não significa que eu goste dele. Dinheiro não compra minha empatia. Se você tem um serviço disponível, e alguém que precisa dele, esse alguém irá pagar. É puramente negócio, não há sentimento.

Mesmo prostitutas, cujo negócio é o prazer, separam os negócios dos sentimentos. Porque outras relações comerciais seriam diferentes? O mínimo de educação existe, mas é uma via de mão dupla, e no final não tem beijo na boca, é cada um pro seu lado e dinheiro na mão.

Não há porque florear algo baseado em dinheiro, ou muito menos achar que aquele que lhe paga em troca de trabalho está te fazendo algum tipo de caridade. Se voce é um profissional não há porque se portar ou ser tratado como um mendigo.

Afinal, o que voce está vendendo? Seus serviços ou sua servidão?

domingo, maio 06, 2007

paulicéia desvirada


Consegui virar durante a virada! Eu e o Adriano andamos pra todos os cantos do centro conferindo vários naipes de acontecimentos durante a Virada Cultural 2007. Balpe de Rapel;Cauby Peixoto; Serguei; Golpe de Estado e Psytrance estavam entre os melhores momentos.

Agora preciso organizar tudo na minha cabeça os eventos e o material colhido pra soltar no Overmundo.

Antes que perguntem: Sim, eu vi parte da confusão. Mas não participei de nada. Apenas corri de uma galera no São Bento e quase tive minha câmera levada por policiais no Anhangabaú. Infelizmente não tenho foto ou vídeo de nada carnudo para postar ou encaminhar à imprensa. Mas tudo deu certo, editei um clipe que em breve irei colocar no ar também.


Cauby: Momento alto da celebração.