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sábado, fevereiro 16, 2008

hostilizando a imprensa

Enquanto não crio vergonha na cara para postar algo de verdade, vou soltar aqui um vídeo do qual participo. Gostaria de lembrar que isso foi feito com bom humor e para saber minha verdadeira opinião sobre bloggers e jornalistas leiam aqui ou perguntem pra mim.



AVISO: Nenhum jornalista foi ferido na produção deste vídeo.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

bloggers vs jornalistas


A richinha entre blogger e jornalistas não é novidade. O debate sobre se o conteúdo publicado por bloggers é válido ou não como fonte de informações não terminou. A imprensa tradicional, embora tenha seu lugar, como uma criança amedontrada se sente extremamente ameaçada por aqueles que escrevem por gosto (e com alguma sorte e qualidade conseguem unir isso a remuneração).

E como todos aqueles que se sentem ameaçados, assume uma posição defensiva, de coitadinho e começa a difamar numa tentativa de descreditar bloggers como classe.

Ao mesmo tempo, blogger que levam a sério seu papel como fornecedores de informação (seja de qual tipo) e formadores de opinião (embasadas ou não) estão em uma constante luta para se legitimizar. É a velha batalha dos profissionais contra os diletantes.

Um momento curioso aqui na Campus Party ocorreu hoje à tarde, quando uma reporter da globo, acompanhada de um cinegrafista passou ao lado da área CampusBlog exclamou: "Não, não. Eles sao profissionais, são imprensa" quando o cinegrafista ameaçou fazer uma tomada dos blogueiros. Essa pequena confusão me causou uma certa satisfação, e é um ótimo exemplo de que jornalista não é significado de bom jornalismo. A tal (me desculpem, não lembro o nome) fez um julgamento superficialíssimo e negligenciou uma área do evento ainda por cima confundindo-nos com sua própria laia.

Mas vamos tomar um caminho mais light, ou ao menos bem humorado. Confiram as fotos da intervenção artística de protesto que eu, Duende e sua companheira fizemos na área de imprensa. Detalhe, a ideia de "não alimentar os animais" partiu de uma certa blogueira/jornalista.

terça-feira, janeiro 22, 2008

double jeopardy

Pra quem ainda não se inscreveu, perdeu a promoção de fim de ano, ou não ganhou um convite meu pro CampusParty, estão rolando duas promoções simultâneas: aqui e aqui.

E corram, só tem 250 vagas sobrando, e diminuindo a cada dia. Quem ainda não entendeu o que é Campus Party está perdendo tempo.

UPDATE: Estudantes de Jornalismo e RP podem estagiar do CP com ajuda de custo.

sábado, dezembro 22, 2007

please don't go, FSJ

A história da Apple comprar o silêncio de webautores está crescendo como uma bola de neve. Tanto que achei que merecia um post só pra dizer isso, mesmo que pequeno (ao invés de dar um update nesse aqui).

Agora meu admirado Fake Steve Jobs está na mira dos advogados da maça também. Inicialmente confesso que fiquei confuso, já que antes de mais nada FSJ é um piadista, e não sabia se era fato ou não. Considerando que não é primeiro de abril, acho que ele está extendendo demais o assunto para ser só uma pregação de peça.

Me faz lembrar a propaganda de um computador inspirada em uma revolução anti Big-Brother (de 1984, não o reality show, sou obrigado a dizer) e controle total. Puxa, de quem era mesmo?



Xmas update: De fato os posts que preocupam a Apple têm a ver com "informações vazadas". E parece que FSJ tomou a rota nobre, se esse post for verdade, confesso que eu pensaria a respeito (ao menos em minha atual posição.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

another one bites the apple




Resuminho da situação: A Apple entrou num acordo com o site Think Secret, um site de fãs que fofoca sobre possíveis lançamentos da companhia. Uma batalha judicial tem sido travada desde que os sites PowerPage, Apple Insider e Think Secret vazaram informações sobre o lançamento do MacMini em 2005. A Apple queria desesperadamente que as fontes dos sites fossem reveladas. No acordo foi estipulado o desligamento do site e provavelmente uma polpuda soma em dinheiro.

Não discuto que manter segredos industriais seja importante para a sobrevivência de uma companhia, assim como o boca-a-boca/hype. A questão era que os blogueiros citavam o direito jornalístico de manter suas fontes em sigilo, enquanto a Apple argumenta que blogueiros e donos de sites não são jornalistas e portanto não têm os mesmos direitos.

Desenvolvo esse argumento(canalha) para concluir que quem não está protegido pelos mesmo direitos não está atrelado às mesmas obrigações. O que para mim é algo pior ainda, e que coloca aqueles que levam a sério sua posição como jornalistas livres em uma posição vulnerável e de maior descrédito.

Até grandes veículos se pronunciaram em favor dos autores durante o caso. O que pra mim é uma notícia feliz que ajuda a colocar essa história sob um ponto de vista agridoce.

Serem reconhecidos e defendidos por veículos tradicionais é uma conquista importante para os fornecedores independentes de informação (proclamo direitos autorais sobre este termo!). Infelizmente isso se deu sob a luz de um processo feio, onde uma corporação mais uma vez se coloca à frente do direito de um indivíduo. Essa é a diferença entre um jornalista tradicional e um fornecedores independente de informações, ele dá pessoalmente sua cara a tapa constantemente, e não tem uma empresa por trás que pode ajudá-lo (se caso for de seu interesse, claro).

Outro problema desse caso é que ele pode gerar um precedente legal (no caso dos EUA) ou moral (no caso do resto do mundo), estipulando que blogueiros, donos de site e jornalistas cidadãos em geral, não são jornalistas e são obrigados a revelar tudo que uma grande companhia quiser (A Apple chegou a ter acesso a e-mails). Todo tipo de situação em que o poder de corporações é legitimado em detrimento do poder e liberdade individual me assusta e me enraivece, especialmente num caso como esse, contemplando uma atividade da qual (mesmo que levemente) faço parte.

Como foi feito um acordo, não há precedente legal. Mas a mensagem que a Apple manda é "te dou uma grana, e você cala a sua boquinha pra sempre". De fato colocando uma etiqueta de preço na liberdade de expressão de um sujeito que só queria partilhar sua curiosidade por algo que gosta.

No fim das contas, com o acordo o ThinkSecret conseguiu manter sua fonte anônima, ao custo de sua "vida". Espero que essa decisão tenha sido considerada como a única alternativa para proteger uma fonte (a alternativa nobre) e não como uma chance de tirar uma grana extra (a alternativa podre). Mas parece que estou enganado, já que o advogado do ThinkSecret está falando por aí que a Apple saiu perdendo e a liberdade de expressão venceu, não consigo entender como aceitar um suborno para calar a boca é uma vitória. Honestamente, me parece que ninguém saiu ganhando, já que o site foi calado e a Apple não conseguiu a informação que queria.

Como disse, concordo que o vazar de informações constitui um problema para a Apple (como para qualquer empresa), mas esmagar um agente externo por causa de um problema claramente interno me soa bastante injusto. A Apple deveria de fato rever internamente como a informação e o treinamento de seus funcionários atua para evitar que esse tipo de coisa se repita, já que ela preza tanto pelo sigilo.

Jornalistas por opção, uni-vos!

quinta-feira, dezembro 06, 2007

liberte-se

Quando forem falar de mim, eis um pequeno release:
FERNANDO MAFRA é designer na área de web e membro do Núcleo de Pesquisas em Histórias em Quadrinhos da ECA. Entusiasta da web 2.0, está na internet há mais de 10 anos, comandando um blog sobre o cotidiano desde 2002 e contribuindo com a Wikipedia. Colaborador assíduo do site Overmundo, já cobriu eventos como a Mostra de Cinema, a Virada Cultural e o Motomix; além de elaborar crônicas e dicas culturais para o guia.

Para medidas corporais, entre em contato em PVT.

quinta-feira, novembro 29, 2007

the best night of your life?


Jesse kiss, originally uploaded by f_mafra.

Seria um exagero. Mas que foi boa, isso foi. Pra começo de conversa não estava muito animado pra ir, pelos seguintes motivos:

1- Era longe
2 - Não ia nenhum conhecido meu;
3 - Eu ia lá fazer algo que mesmo me achando no direito, outros discordam e eu poderia ser desmascarado como uma fraude; já que não tenho tanta experiência em cobertura assim.
4 - Não tinha certeza se teria que pagar para entrar ou não.
5 - Não conhecia nenhuma das bandas.

Ok, até agora não disse o que eu faria e onde ia. Fui cobrir mais um dia de Motomix, agora no Clash, durante o show do Eagles of Death Metal. Já que se eu não fosse iria ficar em casa de bobeira resolvi arriscar.

E como valeu a pena. Na entrada achei que teria problemas pois o segurança de nada sabia sobre produtora ou overmundo ou o raio que o parta. Mas logo fui socorrido por um dos produtores que estavam no Ibirapuera domingo. E não, não paguei entrada. Inicialmente fiquei zanzando que nem barata tonta, tirando umas fotinhos bestas do lugar.

Enquanto nada acontecia encostei num canto, e foi quando a fotógrafa da Rolling Stone veio trocar uma idéia. Se eu fosse mais tiete teria deixado transparecer, e se fosse mais escroto teria dispensado. Papinho à toa mesmo, coisa de colegas de trabalho. Fiquei surpreso ao saber que ela não conhecia nenhuma das bandas de todo o Motomix, que vergonha!

Com o decorrer da noite virei coleguinha de outros dois fotógrafos, uma delas do omelete, super gente fina que me deu umas diquinhas do ofício. De todas as pessoas que conversei, só esses dois (que não incluem a Rolling Stoner) conheciam o Overmundo.

Não podíamos usar flash nas fotos, e só ficamos no fosso no começo do show. Depois de umas cinco músicas: Expulsos. O motivo é simples: ira da platéia, que eu senti na pele com alguns tapas na minha cabeça. Ainda levei uma baquetada na cabeça, quando o baterista lançou a baqueta; a qual eu dei na mão de uma menina na esperança de suborná-la e conseguir um aliado que evitasse maiores espancamentos.

Acabei por esbarrar com Paulo Castilho, um conhecido da TV Cultura. Fui entrevistado para o Metrópolis, quando descobrir digo quando irá passar. E bem no final ainda esbarrei com outros dois amigos.

Querem saber como foi o show? ANIMAL. Jesse, o líder do Eagles, é um dos maiores showmen que já vi. Em breve a crítica em si. Essa noite mostrou como é bom as vezes fechar os olhos e pular...



UPDATE: O texto já está no Overmundo.

quarta-feira, novembro 07, 2007

carreira não-carreira

Há um tempo atrás rolou um papo de Agência Overmundo, não sei se mencionei aqui no blog. Mas seria um esquema dentro do Overmundo onde alguns colaboradores seriam selecionados para integrar uma sub-rede de correspondentes para produzir conteúdos específicos, cobrir eventos e coisas do tipo. Eu seria um dos integrantes.

O tempo passou e o assunto morreu. Por um lado eu tinha ficado empolgado e por outro procupado. Overmundo é algo que gosto muito, mas que faço realmente por amor, não ganho nada pra isso, então faço quando posso e sobre o que eu quero. Integrando uma agência interna eu talvez fosse convidado para fazer algo que não gosto, e a questão que entraria é: Eu ganharia para isso?

Bem, com ou sem Agência, acabei de conseguir o primeiro trabalho no estilo. Cobrir a Campus Party Brasil e ser pago por isso. É um evento muito doido, que eu iria como usuário, mas conseguir um esquema desses é sensacional, estou ansioso.

Em paralelo também fui contatado pelo MOTOMIX para ajudar na divulgação, mas não sei se isso irá se estender para algum tipo de cobertura do festival. Veremos como se desenvolve.

À época em que apareci no Estadão, meus parentes queriam entender exatamente o que era esse tal de Overmundo e o que eu fazia nele; quando eu dizia que era por esporte e não ganhava nada por isso, só o prazer de ser lido, alguns ficavam levemente chocados. Portanto, vale mencionar que os dois contatos foram por contatos Overmundianos. O que mostra que fazer algo apenas pelo fazer pode depois trazer benefícios extras.

domingo, maio 06, 2007

paulicéia desvirada


Consegui virar durante a virada! Eu e o Adriano andamos pra todos os cantos do centro conferindo vários naipes de acontecimentos durante a Virada Cultural 2007. Balpe de Rapel;Cauby Peixoto; Serguei; Golpe de Estado e Psytrance estavam entre os melhores momentos.

Agora preciso organizar tudo na minha cabeça os eventos e o material colhido pra soltar no Overmundo.

Antes que perguntem: Sim, eu vi parte da confusão. Mas não participei de nada. Apenas corri de uma galera no São Bento e quase tive minha câmera levada por policiais no Anhangabaú. Infelizmente não tenho foto ou vídeo de nada carnudo para postar ou encaminhar à imprensa. Mas tudo deu certo, editei um clipe que em breve irei colocar no ar também.


Cauby: Momento alto da celebração.

sábado, março 17, 2007

sou do povão

Graças à Mi estou meio imerso no Daniel Galera nesse momento. Depois de ver "Cão Sem Dono" na segunda passada, nessa quinta fui no lançamento da nova edição do livro no qual ele é baseado: "Até o dia em que o cão morreu".

Além disso agora estou elaborando umas perguntinhas para uma entrevista que resolvi fazer com ele para publicar no Overmundo. Mandei um e-mail falando disso pra ele, e não recebi resposta, o confrontei no lançamento e ele jurou que respondeu positivamente, sei... ;)

Estou no cursto de Tableless e para matar o tédio estou me adiantando nessa "pauta", lendo um monte de coisas no blog dele e espiando o da mulher(ou namorada?) Tainá, tudo isso de uma vez só me fez novamente pensar em como minha vida poderia ser mais emocionante, cheia de coisas interessantes e curiosas para contar para os outros. Por enquanto fico vendo o que há de interessante na vida alheia e desejando pra mim, fica um gosto amargo na boca (acentuado pelo café da Impacta) e aspirações melancólicas voltam à mente.

Em paralelo, o lugar onde ocorreu o lançamento, a tal Mercearia São Pedro, é meio tricky de chegar, mas me pareceu um lugar bem interessante, mesmo que rapidamente, uma livraria/botecão. Não é taaaanta novidade para quem conhece o Café com Letras em BH, mas o Café é muito mais pedante e chiquetoso do que a Mercearia, espero voltar lá, de preferência num dia menos lotado.

terça-feira, março 13, 2007

prêmio jairo ferreira: aftermath

Acabo de chegar em casa da primeira edição do Prêmio Jairo Ferreira. Ainda estou digerindo a experiência e em especial o filme "cão sem dono", que foi exibido e tenho a obrigação de fazer uma crítica.

Nem foi tão cara dura quanto imaginei que seria, a entrada estava liberadíssima e foi super tranqüilo. Mas uma reflexão que tive como consequência do evento é de que preciso decidir melhor como quero continuar fazendo minhas "coberturas": ou eu me posiciono totalmente como o espectador-repórter e fico na minha relatando a experiência do homem comum; ou mergulho totalmente no personagem e aprendo a tomar notas direito além de tirar fotos direito e também entrevistar alguns presentes (mas para isso seria bom eu lembrar os nomes das pessoas para as quais olho e penso "já vi esse cara, ele fez alguma coisa importante").

Dada a minha timidez, em especial quando estou sem alguém à tira-colo, acho que vou seguir com um híbrido disso, pelo menos anotar eu tenho que aprender a fazer.

Mas não se preocupem, a cobertura não ficará deficitária!

segunda-feira, março 05, 2007

cara dura

Hoje recebi um email destinado a profissinais de imprensa, assim mesmo, escrito com destaque, convidando para a entrega da primeira ediçao do Prêmio Jairo Ferreira (com direito a exibição antecipada do filme Cão sem dono). É o segundo email que recebo desse tipo, o outro era para uma pré-estréia do filme Antonia, que eu não tinha como ir.

O curioso é que eu não sou um profissional de imprensa, o mais perto que chego disso é falar o que me dá na telha no Overmundo (que eu levo muito à sério, não se enganem), mas o e-mail no qual recebi o convite não é o que está cadastrado no Overmundo. Não entendi como chegaram a mim.

Mas o que importa é que dessa vez eu posso ir, e confirmei presença, sendo ou não um profissional. Aguardem no Overmundo minha cobertura e crítica.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

a espera

Os dias estão corridos e estressantes. A matéria no Estadão saiu, e embora minha foto esteja grande, fui citado rapidamente (assim como um monte de outras pessoas). Pra quem não viu no papel, tem na net.

Meu texto está andando, e já está enorme, acho que vou podar. Mas não estou com cabeça pra terminar, stress demais em várias frentes. Mas não está perdido, provavelmente a matéria sairá de novo no Jornal da Tarde de quinta.

jornal fama

Uma pequena nota:

Hoje sairá no Estadão uma entrevista comigo no caderno link como parte de uma reportagem sobre jornalismo colaborativo, por conta do Overmundo. Estou escrevendo um texto sobre a experiência e minhas opiniões sobre o assunto e espero terminar até o final do dia.

Fiquem à postos!