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domingo, janeiro 13, 2008

namoro sobre rodas


Estou de novo namorando scooters à distância, em especial as elétricas. Depois desse video fiquei ainda mais curioso para fazer um test-trive, ainda mais abendo que a motor-z está para lançar um modelo mais potente, de 1000W.

sábado, janeiro 12, 2008

o que é nosso por direito


Me lembro de uma amiga que viveu por um tempo na Inglaterra, e depois de ter voltado ao Brasil recebeu uma grana do governo inglês referente aos impostos que pagara mas dos quais não tirara proveito. Não sei bem como isso funciona, mas lembro que fiquei triste (mais uma vez) pelas coisas no Brasil não funcionarem dessa maneira.

Entretanto o Estado de São Paulo começou a caminhar nessa direção. Desde o ano passado foi lançado o programa Nota Fiscal Paulista, sobre o qual eu ouvira falar marginalmente. Basicamente basta fornecer seu CPF ao pedir a nota fiscal em qualquer restaurante, e acumular créditos no estado que futuramente poderão ser utilizados em descontos no IPVA, crédito em cartão e outros usos.

Trabalhando fora de casa essa semana, tenho comido fora bastante, e no Shopping Villa-Lobos a maioria dos estabelecimentos estão já treinados para pedir seu CPF na hora da compra. Foi então que resolvi olhar melhor o programa, e embora não seja o ideal, já é algo do qual sinto orgulho de ver por nossas terras.

Uma das belezas do programa é que o consumidor não precisa fazer nada para participar fora fornecer seu CPF. Apenas para consultar e utilizar os créditos existe um pouco de trabalho, mas que pode ser realizado on-line. Residentes em outros estados fazendo compras por aqui também podem participar. Além dos restaurantes, há um cronograma de implementação para outros estabelecimentos, confira:

Outubro/07: Restaurantes
Novembro/07: Padarias, Bares, Lanchonetes e outros
Dezembro/07: Artigos Esportivos, Óptica, Fotográficos, Viagem e outros
Janeiro/08: Automóveis, Motocicletas, Barcos, Combustíveis e outros
Fevereiro/08: Materiais de Construção
Março/08: Produtos para Casa e Escritório
Abril/08: Produtos Alimentícios e Farmacêuticos
Maio/08: Roupas, Calçados, Acessórios e outros

Agora é sair cuspindo o CPF por São Paulo e denunciar os estabelecimentos que não estiverem dentro do esquema. É bom mesmo ver alguma coisa de fato voltar às nossas mãos.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Perdido em Pequim - 31ª Mostra de Cinema de SP

Tenho dificuldades para escrever quando um filme é mais ou menos. Se ele é o máximo ou um desastre completo eu me esbaldo, mas no caso de Perdido em Pequim acabo ficando em cima do muro - e em se tratando da Mostra, acabo sempre em dúvida se a culpa é minha ou do filme - a sorte é que pude conferir com amigos independentes e no caso é culpa do filme mesmo.

Na verdade o filme é bom, competente. Mas não é imperdível, se você tem outro do qual está mais seguro para ver, não vale a pena mudar os planos. O mesmo que eu diria sobre O Ano do Peixe, mas aquele tem um toque a mais que o diferencia.

Uma produção bem feita, com boa história e performances muito boas, Perdido em Pequim tem tudo para ser um filmaço. Mas acaba se perdendo em sua própria narrativa, criando armadilhas para si mesmo na trama - especialmente no último terço do filme, que poderia ser completamente diferente, mais simples e mais curto, dando muito mais impacto.

Vale como um retrato da China atual, muito mais competente do que Solstício de Verão, mas ainda inferior à Dumplings. O contraste entre a classe emergente a aqueles que lutam para sair dos cortiços, e à confusão de valores que isso acarreta são temas poderosos que poderiam diferenciar este drama com toques de comédia incidental.

Eu digo, assistam, mas não percam Dumplings: Nota 3 em 5.

domingo, outubro 21, 2007

agenda

Com o Palm ainda debilitado estou usando outra ferramenta para organizar meus desejos cinematográficos, Google Calendar, totalmente web2.0. E os disponibilizo à vocês. Observem que onde há intersecções entre filmes é onde eu tenho que tomar decisões difíceis, algumas já foram tomadas, outras não.

sexta-feira, outubro 19, 2007

MOEBIUS REDUX – A VIDA EM IMAGENS (2006) - 31ª Mostra de Cinema de SP



A vida e obra de Jean Giraud, mais conhecido como Moebius desde os tempos da Metal Hurlant são expostos aqui pelo próprio e por alguns ilustres colegas de trabalho. Através de entrevistas filme traça um belo perfil geral dessa figura importantíssima na história dos quadrinhos, tanto em atitudes como em influência visual.

Iniciando com uma sequência animada inspirada no estilo gráfico Moebiano "listando" alguns de seus principais trabalhos, o documentário coloca os prós e contras da vida do personagem, do ponto de vista do próprio e daqueles que conviveram com ele.

A trilha sonora é competente, mas não impressionante, mas para compensar o filme consegue alternar bem a paisagem trocando de personagem antes que eles se tornem profusos demais; e em quase todos os momentos em que o próprio Giraud está na tela há uma troca constante do fundo, alternando entre seu local de trabalho, sua loja e exemplos de seu trabalho.

O filme peca por mencionar apenas pontualmente sua vida pessoal, deixando de fora completamente entrevistas com familiares. Mas isso não o compromete, pois transparece vir de uma decisão consciente: Analizar Moebius como artista. E ele definitivamente o é.

nota 4 em 5.

AS CRIANÇAS PERDIDAS DE BUDA (2006) - 31ª Mostra de Cinema de SP


No interior da Tailândia vive um ex-lutador de mai-thai, agora um monge budista ele recolhe crianças para educá-las e ajuda como pode os vilarejos montanheses perto de seu monastério até a fronteira com a Birmânia (você pode conhecâ-la como Myanmar agora, mas sempre será Birmânia pra mim).

O filme do Holandês Mark Verkerk mostra o dia a dia dessa figura e aqueles que estão à sua volta (destacando três crianças ao longo de um ano). O filme é competente, mostrando como crianças vão parar sob seus cuidados, o dia a dia, a maneira que o monastério se sustenta e uma viagem de 100km à cavalo até a fronteira, entre outros eventos.

A narrativa se constrói apenas pela observação dos eventos e através de algumas entrevistas diretas com o monge, sua "freira"(?) e algumas das crianças. A primeira vista o filme parece distânte e averso à interferências mais diretas, mas ao observar a maneira como algumas cenas são executadas, complexas demais, é de se questionar o quão expontâneos alguns eventos mostrados foram. Em paralelo, a ausência de um narrador, em uma história com tanta carga emocional por trás pessoalmente fez falta, todas as informações complementares são passadas através de legendas.

Interessantemente, isso traça um pequeno paralelo com a própria figura do monge, que em suas próprias palavras acredita no "tough-love" (amor durão), misturando doçura com severidade no tratamento das crianças e dos aldeões.

Nota 3 em 5.

revele-se!

A mostra começa hoje, e como o passe de 20 filmes se esgotou, comprei o passe especial desempregado: filmes ilimitados de segunda à sexta até as 17hs. Minha lógica foi: Se continuar desempregado, vejo vários filmes, se arrumar um emprego o salário compensa o preço do passe.

Hoje já tenho duas solitárias incursões cinematográficas enfileiradas, espero falar sobre elas aqui mais tarde.

Refletindo sobre minha overausência, essa seria uma boa oportunidade para retornar ao Overmundo, do qual faço parte à exatamente um ano por causa da Mostra. Mas tenho que encontrar o "ângulo certo" para os meus diários da mostra.

Para me atrapalhar, o Palm Desktop, o software que me salvou ano passado, permitindo que eu montasse uma complexa programação, resolveu dar um pau ferrado e tive que entrar em contato com o suporte da Palm para resolver o problema - aguardando resposta. Espero não ser prejudicado por esse empecilho.

Aos que participarão da odisséia cinematográfica fica aqui o convite a se juntarem à mim. Lembrando que dou preferência à seções frequentadas por aposentados...

sábado, setembro 15, 2007

vá de bike!

Morando a 10 quarteirões do Metro Sta. Cruz e trabalhando no Conjunto Nacional, em média gasto o mesmo tempo indo trabalhar de ônibus, metrô, carro ou bicicleta. Sendo que de carro é a maneira mais cara a estressante de fazê-lo, e de bicicleta a mais cansativa emocionante e saudável.

Embora eu esteja parado há algum tempo e não tenha ido de bike, essa semana reparei algo curioso: Pela vi marcas espalhadas pela Av. Paulista e pela Estados Unidos, como marcando uma faixa de bicicletas; procurei pela internet e não descobri se é alguma iniciativa governamental, parte de algum evento ou intervenção de algum grupo pro-bike.

De qualquer maneira é algo legal de se ver e é o registro de algum tipo de iniciativa, mesmo que tímida. Espero descobrir logo e que isso incentive as pessoas a usar esse meio de transporte sensacional.

Vale lembrar que o Dia Mundial Sem carro está se aproximando, e essa intervenção pode ter alguma relação com isso.


UPDATE: Cheguei a mandar um e-mail para a vereadora Soninha perguntando se ela sabia do que se tratava, até agora sem resposta. Mas meu amigo Ícaro sanou a dúvida, foi o pessoal da Bicicletada. E hoje, 18 de setembro, saiu uma nota na Folha (só para assinantes), mas lembre-se, você viu primeiro aqui ;)

segunda-feira, setembro 10, 2007

monday, monday, monday

Depois de uma "week of hell" fui pra BH no feriado como uma decisão de ultima hora (que deveria ter sido a primeira decisão na verdade) e acabou sendo um feriado estranho, uma montanha russa de emoções praticamente.

Comentei com o André como a face de BH mudou para mim ao longo dos anos. Primeiro era o lugar onde eu passei minha adolescência, em seguida era só farra, depois namoro. E agora? Olho em volta e não vejo grandes chances de ser o lugar da farra de novo. Claro que ainda dá pra fazer farra, mas não de SER farra, se é que me entendem. Ainda é uma cidade que eu gosto muito, cheia de pessoas que eu adoro, tenho certeza de que algo será resolvido a esse respeito.

Já hoje foi um dia meio estranho. Pra começar que enquanto eu tomava um café com pão de queijo na rodoviária um passarinho pousou na minha mesa duas vezes. Na primeira dei um pedacinho de pão de queijo e ele voou feliz, da segunda tentei tirar uma foto com o celular, mas ele foi mais rápido e partiu.

E no fim do dia me entreti no metrô com uma criancinha simpática e brincalhona. Ajudou a tirar o stress das coisas que ficam batucando na minha cabeça. Fora o fato de que chegou aos meus ouvidos que alguém que já caiu muito no meu conceito andou falando o que não devia...

Para fechar, deixo essa letra fantástica das meninas Tegan & Sara. Mesmo elas sendo mais velhas, gostaria que fossem minhas filhas, só pra eu me orgulhar muito. A música encaixa bem, mas não sou eu que canta todos os versos:

This week or last week
I don't really care about it anymore
I write myself this letter
I tell myself you let me go
Without me
What's wrong with you?
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Your house or mine
I don't really care about it anymore
I close my eyes
I, I make myself unhappy so you'll go
Without me
What's wrong with you
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Oh, and I
I say damn your mood swings
Damn your mood swings
Oh, and I
I say damn your mood swings
Damn your mood swings
I'm calling out
I don't really care for your city anymore
I spend the night
I lay awake and miss you when you go
Without me
What's wrong with you
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Oh, and I
I say damn your mood swings
Oh, and I
I say damn your mood swings
Damn your mood swings
Oh, and I
I say damn your mood swings
Damn your mood swings
Oh, and I
I say damn your mood swings
Damn your mood swings

terça-feira, julho 10, 2007

além da linha vermelha

No último feriado de nove de julho fiz uma pequena viagem ao estado do Rio de Janeiro. Eu e Guilherme rachamos as despesas da ida e depois eu me virei na volta, tudo embalado por Katrina, meu automóvel. Foi um feriado super família, com praticamente nada de turismo, embora os lugares visitados, principalmente Petrópolis (que eu nunca tinha visitado - onde os pais dele moram) valessem a pena.

Mas a viagem não foi livre de curiosidades, e isso com certeza tem alguma relação com o fato d'eu ter ido visitar o Bruno, sua mulher e filho.

Primeiro que a decisão de ir pro Rio, e de carro, foi feita na sexta-feira. Visto que os pneus não estavam em condições de enfrentar 1000km de estrada, providenciei a troca, balanceamento, alinhamento e cambagem na sexta. Como a DPaschoal é uma rede arcaica que não aceita cartão de crédito e meu salário ainda não tinha caído, tive que pagar com dinheiro da poupança, e agora estou me devendo (mas me permito parcelar). Ainda na sexta à noite, em uma curva leve da 23 de maio uma das calotas foi perdida por falta de colocar direito no lugar.

Como gastamos um tanque inteiro para chegar a Petrópolis, e lá a gasolina vem misturada com ouro, na hora de descer pro Rio colocamos apenas a quantidade necessária para tal. O resultado disso é que na hora de voltar pra SP na segunda, a reserva apitou no meio do túnel Rebouças, então tive que sair da via expressa antes de cair na Linha Vermelha. Aí desandou mesmo.

O lugar onde fui parar era basicamente um gigantesco cruzamento de vias expressas, com viadutos, saídas, curvas e rotatórias que não acabavam mais. Por fim acabei perto da rodoviária, um lugar desgraçado de feio, e depois de dar umas voltas sem sucesso pedi informações pra um funcionário aleatório da prefeitura, que simpaticamente me apontou pra um posto azul. Mas ao chegar, a surpresa: Era apenas de gás natural. Perguntando a um dos inúmeros taxistas presentes consegui a indicação da tão querida gasolina. Enquanto enchia o tanque, consegui direções para voltar à Linha Vermelha.

Feliz e contente (e um pouco afobado) procurando as placas de Linha Vermelha, percebi uma tarde demais, e por pouco não pego a saída seguinte, que na verdade me levaria à ponte Rio-Niterói. Por fim uma indicação conflitante: São Paulo para um lado, e Linha Vermelha para o outro. Como eu queria mesmo era voltar pra casa, mandei a Linha Vermelha pro raio que o parta e finalmente cheguei na Via Dutra.

Sendo que já eram mais de 16 horas quando finalmente estava onde queria, e na saída estava um trânsito digno de greve de metrô em SP, decidi aproveitar o máximo do pouco tempo de Sol que me restava e só fiz minha primeira parada bem depois da Serra das Araras.

Por fim cheguei em casa, cansado, torto, mas inteiro. Seis horas e vinte minutos do Leblon à Vila Mariana. Aguardo ansiosamente uma próxima oportunidade, mas sozinho de carro de novo, jamais.

Além disso tudo a bateria da minha câmera acabou e estava sem o carregador. Então só tenho fotos do carro e uma com os pais do Guilherme. E fiquei com o cinto que ele comprou pra namorada - pretendo usar, é de couro com rebites super rocker-style.

Algo a se notar: Tanto na chegada ao Rio quanto a SP, há placas indicando uma saída para Bonsucesso.

Pelo menos a primeira foto da Katrina saiu

quinta-feira, março 08, 2007

carnival

Hoje fui vizinho de dois grandes eventos:

1 - Manifestação/Confusão na Paulista. Trabalho no Conjunto Nacional mas a janela fica virada pro lado oposto da Paulista, então não deu pra ver nada. Estava com a câmera mas o João me podou e não consegui descer pra fazer umas tomadas da confusão, que com certeza teriam ficado legais, especialmente para um futuro zombie-flick.

2 - O circo A comitiva do Bush passou pela 23 de maio na frente da minha casa, mas como ninguém divulga o itinerário só fiquei sabendo quando aconteceu, e vi de longe a banda passar; se soubesse antes teria feito umas imagens também.

Agora fico aqui me remoendo.