Quando você retomar o amor por algo então perdido, você sempre pode contar com sua família para cortar o seu barato homericamente.
Tags: família, fotografia, pessoal

Nessa semana, além do meu aniversário, passou o aniversário de José Antonio Mafra, meu avô, que morreu em 1997. Quando pequeno me lembro de sentir medo da hora em que meus avós morressem, pois eu gostava muito deles.
Depois que aconteceu, metade tornou-se verdade. Não tenho mais contato com minha "avó" desde a morte dele, mas dele eu sinto muita falta. Gosto da minha família, especialmente minha família extendida, e se há alguém de quem eu gostaria de dar orgulho e receber aprovação é dele. Já infernizei vários amigos contando as circunstancias da morte dele e falando o quanto eu tenho saudades.
Estou falando tudo isso pois hoje é dia dos pais nos EUA, e o postsecret está "especial dia dos pais". Um segredo que me chamou atenção foi esse:
Isso porque acho de suma importancia estimular a imaginação infantil. Participar na construção das ilusões. Lembro-me que um vizinho nosso, tio Sérgio me fazia acender um isqueiro perto do assento traseiro do carro pra "ligar o turbo" e ao mesmo tempo ele ligava o ventilador e pisava fundo. Além disso há a clássica história que minha mãe me contou no meu aniversário de 8 anos, de que éramos alienígenas e que meu vô era um cúmplice nosso que escondera nossa nave sob a represa da fazenda - fato que ele me confirmou ao telefone.
Essas bobagens nos ajudam a enxergar quando mais velhos que ainda é possível pensar em bobagens e passá-las para frente. E a quem melhor passar do que nossos filhos?
No caso já está tudo arranjado para passá-las ao meu afilhado, que receberá muitas pílulas de sabedoria direto do prof. Xavier.

Bom, já escrevi meu super texto sobre o Rio, foi uma jogada meio arriscada no Overmundo, beirando um blog pessoal, vamos ver a receptividade, ainda mais com esse novo piso de 60 pontos para a publicação pode ser meu primeiro texto não publicado. Por mim beleza.
O feriado foi excelente, fora a parte do Rio em si, passar um tempo direto assim com a Ceci, o Bruno e o Gabriel foi ótimo. Logo que eu e a Mi chegamos já fomos botando a banca e mostrando pro afilhado quem é que manda, e ele está ótimo, muito risonho, brincalhão e receptivo.
Chegou ao ponto d'eu descer no prédio para brincar com ele sozinho. No meio da empreitada ele caiu feito uma pedra e desatou a chorar, daqueles choros com uma tomada de fôlego enorme e silenciosa, que assusta parecendo que a criança nunca mais vai respirar. Foi emocionante, ele chorou abraçado em mim e dali pra frente toda vez que ficava assustadinho ficava junto de mim. Já no final da estada, ele ter tentado chamar minha atenção repetidas vezes dizendo "tio" foi extra-fofo.
Como se isso não bastasse eu a Mi saímos com ele sozinhos pelas ruas e praia do Leblon, enquanto os pais da criança dormiam. E ele não deu trabalho em momento algum, até dormiu nos braços da Padrinha.
Pra variar fizemos uma comilança excelente, com uma nova versão da minha Salada Oriental. Só bobeei mesmo de não gravar um CD da Tigarah para ser a trilha sonora da viagem.