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segunda-feira, janeiro 14, 2008

iDork


Nos últimos dias de 2007 eu andei com minha fabulosa Katrina (um Ka, pra quem não decifrou esse nome super enigmático) paralelamente à uma Porsche a cinquenta quilômetros por hora em uma estrada. Sim, não estou mentindo, e estava a essa velocidade pois meu vidro estava estilhaçado e não queria que ele desmoronasse lançando cacos mortais sobre os ocupantes. Eventualmente a Porsche me deixou para trás em tremendos 70 mk/h. Tenho testemunhas.

Claro que não estou contando isso para me gabar, mas sim para ilustrar uma situação extrema em que uma incrível ferramenta é usada por um completo idiota que não sabe tirar proveito dela. Vemos isso o tempo inteiro: carros caros com motoristas terríveis; computadores velocíssimos nas mãos de operadores de Word ou, para as meninas, belas jóias enterradas em cabelos e maquiagem tenebrosos.

No mercado de trabalho isso também acontece muito. Claro que com o desenvolvimento tão rápido da tecnologia fica difícil explorar ao máximo todas as ferramentas disponíveis, mas ao menos uma ou duas devemos nos dedicar a compreender plenamente, mesmo que para descartar. Um bom profissional de qualquer área não depende de sua ferramenta, ele se vira com o que tem, e mesmo que o resultado saia cru, é possível ver nele a qualidade de alguém dedicado.

Boas ferramentas facilitam o bom trabalho, claro, todos sabemos. Mas se você é um fotógrafo porcaria, não adianta comprar uma câmera melhor. E se seu gosto musical é uma merda, ter um iPod não o deixará mais cool. E é por isso que estou escrevendo isso. Hoje no metrô havia um sujeito que era o típico analista de sistemas dos anos 80, daqueles que trabalha com mainframes em porões empoeirados e não têm discernimento suficiente para usar uma camisa não-xadrez ou colocar a cintura da calça em qualquer lugar que não acima do umbigo.

Ele possuia um iPod, ou ao menos o fone de um. E provavelmente estava ouvindo Enya, Mike Oldfield, Yanni, David Arkenstone ou qualquer coisa horrenda assim. Bom, só pra dizer isso mesmo: Não importa qual embalagem feita pelos outros você dê ao seu gosto ou seu trabalho, ele continuará sendo uma porcaria se você assim o fizer.

É como em Mateus 7:6 - "Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas"

domingo, janeiro 13, 2008

namoro sobre rodas


Estou de novo namorando scooters à distância, em especial as elétricas. Depois desse video fiquei ainda mais curioso para fazer um test-trive, ainda mais abendo que a motor-z está para lançar um modelo mais potente, de 1000W.

sábado, setembro 15, 2007

vá de bike!

Morando a 10 quarteirões do Metro Sta. Cruz e trabalhando no Conjunto Nacional, em média gasto o mesmo tempo indo trabalhar de ônibus, metrô, carro ou bicicleta. Sendo que de carro é a maneira mais cara a estressante de fazê-lo, e de bicicleta a mais cansativa emocionante e saudável.

Embora eu esteja parado há algum tempo e não tenha ido de bike, essa semana reparei algo curioso: Pela vi marcas espalhadas pela Av. Paulista e pela Estados Unidos, como marcando uma faixa de bicicletas; procurei pela internet e não descobri se é alguma iniciativa governamental, parte de algum evento ou intervenção de algum grupo pro-bike.

De qualquer maneira é algo legal de se ver e é o registro de algum tipo de iniciativa, mesmo que tímida. Espero descobrir logo e que isso incentive as pessoas a usar esse meio de transporte sensacional.

Vale lembrar que o Dia Mundial Sem carro está se aproximando, e essa intervenção pode ter alguma relação com isso.


UPDATE: Cheguei a mandar um e-mail para a vereadora Soninha perguntando se ela sabia do que se tratava, até agora sem resposta. Mas meu amigo Ícaro sanou a dúvida, foi o pessoal da Bicicletada. E hoje, 18 de setembro, saiu uma nota na Folha (só para assinantes), mas lembre-se, você viu primeiro aqui ;)