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domingo, março 25, 2007

amores estressados

O universo literário nacional está balançadinho por conta do tal projeto Amores Expressos. Para quem está por fora vou resumir: Enviar 16 escritores para 16 cidades do mundo, e de lá devem voltar com histórias de amor que serão publicadas pela companhia das letras.

O projeto é de Rodrigo Teixeira, que usou a lei de incentivo à cultura para angariar fundos, e para quem também não sabe: Com ela empresas patrocinam projetos culturais e ganham abate do imposto de renda. Em essência os contribuintes subsidiam projetos culturais dos quais não necessariamente tirarão proveito, e em muitos casos têm que pagar de novo para tirar proveito.

Tem vários escritores (todos não convidados para o projeto) achando tudo um absurdo, acusando de abuso e de panelinha, falando que os idealizadores só chamaram os amiguinhos. Mas não é assim? Quando você vai realizar qualquer projeto você vai chamar quem? Os caça-fantasmas? Vai fazer concurso público pra selecionar o cenografista do seu filme? Ou o curador da sua mostra? Não! Você convida alguém cujo trabalho conhece e confia e pronto! Sua obrigação dentro da lei é prestar contas. Enquanto isso estiver sendo feito eu não estou vendo nada de absurdo.

O que eu acho um absurdo são pessoas como Guilherme Fontes que usurpam milhões e não produzem nada! O que eu quero é ver Amores Expressos nas prateleiras!

Agora, a outra discussão que deveria haver é justamente o que falei: Nós pagamos duas vezes! Assim como patrocinar um projeto abate imposto de uma empresa, eu deveria poder mostrar meu IPVA na bilheteria e ver o filme de graça! Enquanto não tivermos QUALQUER industria cultural solidificada seguiremos assim, pagando tudo duas vezes.

au au

Acho que foi o Higor Assis que disse no encontro do Overmundo que postar colaborações numa quinta feira é uma má idéia, pois ela entra em votação no fim de semana e o número de votantes sempre é baixo.

Ele tem toda razão, soltei dois textos lá, um sobre o Cão Sem Dono e o outro sobre Até o dia em que o cão morreu, e estão correndo o risco de não serem publicados.

O esquema é mesmo publicar na sexta pra ser votado a partir de segunda.

É calculista, mas o importante é ser lido, e não tem nada como um bom timming para atingir esses objetivos.

sábado, março 17, 2007

sou do povão

Graças à Mi estou meio imerso no Daniel Galera nesse momento. Depois de ver "Cão Sem Dono" na segunda passada, nessa quinta fui no lançamento da nova edição do livro no qual ele é baseado: "Até o dia em que o cão morreu".

Além disso agora estou elaborando umas perguntinhas para uma entrevista que resolvi fazer com ele para publicar no Overmundo. Mandei um e-mail falando disso pra ele, e não recebi resposta, o confrontei no lançamento e ele jurou que respondeu positivamente, sei... ;)

Estou no cursto de Tableless e para matar o tédio estou me adiantando nessa "pauta", lendo um monte de coisas no blog dele e espiando o da mulher(ou namorada?) Tainá, tudo isso de uma vez só me fez novamente pensar em como minha vida poderia ser mais emocionante, cheia de coisas interessantes e curiosas para contar para os outros. Por enquanto fico vendo o que há de interessante na vida alheia e desejando pra mim, fica um gosto amargo na boca (acentuado pelo café da Impacta) e aspirações melancólicas voltam à mente.

Em paralelo, o lugar onde ocorreu o lançamento, a tal Mercearia São Pedro, é meio tricky de chegar, mas me pareceu um lugar bem interessante, mesmo que rapidamente, uma livraria/botecão. Não é taaaanta novidade para quem conhece o Café com Letras em BH, mas o Café é muito mais pedante e chiquetoso do que a Mercearia, espero voltar lá, de preferência num dia menos lotado.

terça-feira, março 13, 2007

prêmio jairo ferreira: aftermath

Acabo de chegar em casa da primeira edição do Prêmio Jairo Ferreira. Ainda estou digerindo a experiência e em especial o filme "cão sem dono", que foi exibido e tenho a obrigação de fazer uma crítica.

Nem foi tão cara dura quanto imaginei que seria, a entrada estava liberadíssima e foi super tranqüilo. Mas uma reflexão que tive como consequência do evento é de que preciso decidir melhor como quero continuar fazendo minhas "coberturas": ou eu me posiciono totalmente como o espectador-repórter e fico na minha relatando a experiência do homem comum; ou mergulho totalmente no personagem e aprendo a tomar notas direito além de tirar fotos direito e também entrevistar alguns presentes (mas para isso seria bom eu lembrar os nomes das pessoas para as quais olho e penso "já vi esse cara, ele fez alguma coisa importante").

Dada a minha timidez, em especial quando estou sem alguém à tira-colo, acho que vou seguir com um híbrido disso, pelo menos anotar eu tenho que aprender a fazer.

Mas não se preocupem, a cobertura não ficará deficitária!

quarta-feira, março 07, 2007

sons creative commons

Estava querendo gravar uns efeitos sonoros pra usar em um vídeo meu quando a Mi deu a sugestão de caçar na internet alguma coisa pronta e gratuíta. Meio cético, já que raramente encontro bons efeitos sonoros em sites, ou tenho que baixar coletâneas enoooooormes no BitTorrent ou Soulseek, resolvi procurar mesmo assim.

E não é que me deparei com um ótimo site? O Freesound Project. Encontrei os dois efeitos que precisava, apesar da lerdeza da minha conexão e de um deles ser tão peculiar que sequer sabia como descrevelo em texto.

O que um usuário comum pode achar chato é que é preciso se registrar (gratuitamente) para baixar os sons. Mas fiz de bom grado, ainda mais considerando que o Freesound é um projeto Creative Commons, uma iniciativa que apóio 100%.

E não sou só eu que estou tirando proveito desse recurso para um projeto audiovisual, o filme Children of Men (Filhos da Esperança - muito bom por sinal) usou um som do site, e deu o devido crédito (como podem ver na imagem abaixo).

segunda-feira, março 05, 2007

cara dura

Hoje recebi um email destinado a profissinais de imprensa, assim mesmo, escrito com destaque, convidando para a entrega da primeira ediçao do Prêmio Jairo Ferreira (com direito a exibição antecipada do filme Cão sem dono). É o segundo email que recebo desse tipo, o outro era para uma pré-estréia do filme Antonia, que eu não tinha como ir.

O curioso é que eu não sou um profissional de imprensa, o mais perto que chego disso é falar o que me dá na telha no Overmundo (que eu levo muito à sério, não se enganem), mas o e-mail no qual recebi o convite não é o que está cadastrado no Overmundo. Não entendi como chegaram a mim.

Mas o que importa é que dessa vez eu posso ir, e confirmei presença, sendo ou não um profissional. Aguardem no Overmundo minha cobertura e crítica.

dúvida cruel

Toda vez que começa uma nova novela eu me pergunto a mesma coisa:
"Qual a diferença entre elas?"

Para mim todas contém os mesmos elementos, os mesmos personagens e as mesmas falas ridículas.