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sexta-feira, janeiro 25, 2008

seja gentil com estranhos 3

Hoje foi minha vez de ser gentil. Estava em um cruzamento próximo à estação Paraíso com o vidro arreganhado. Logo uma menininha pedinte se aproximou, e não podia por bem subir o vidro literalmente na cara dela. Então quando ela me pediu um trocado eu neguei, como faço de costume. Mas em seguida ela viu os dados de pelúcia que tenho pendurados em meu retrovisor, presente da minha irmã.

Ela logo os pediu, eu neguei com a mentira de que era um presente da ex-namorada, e se comprasse um novo não seria a mesma coisa. Ela então saiu dizendo que devia um presente a ela.

Foi então que me lembrei de uma Pucca do McLanche Feliz que estava perdida no carro. Procurei e logo dei para a menina, que feliz agradeceu.

Minha lógica foi: O que diabos um aliciador pode fazer com uma boneca de plástico? Não custa nada alegrar um pouco a vida da menina com um brinquedo inocente. Bem, na verdade custou, já que a Pucca não era minha, mas sim do Fábio.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

o ano do rato


Não percam a 3ª Festa do Ano Novo Chinês na Liberdade esse sábado e domingo. Estarei lá no sábado.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Da necessidade de civilidade aérea nacional

Esse texto foi originalmente publica no Overmundo e removido poucas horas depois.



A crise aérea aparentemente passou, e essa semana o assunto entre as companhias aéreas e a Infraero é a possível aquisição do novo Airbus A-380, o recém-lançado maior avião de passageiros do mundo. Mas com ou sem crise aérea, a questão maior é: Temos a capacidade de suportar o uso de uma aeronave desse tamanho?
Estive no aeroporto de Cumbica na terça-feira para conhecer esse mamute dos céus, apenas um dia depois de voltar de uma viagem não livre de incidentes de incompetência. O ponto que quero fazer é simples, mas para compreendê-lo terão que me aturar nesse pequeno diário de viagem:

Na sexta-feira em que parti já houve problemas, não por parte da companhia, mas por parte dos próprios passageiros. Após aguardar cerca de 15 minutos em uma organizada fila, tive o desprazer de ser passado para trás por um trio de passageiros que deixara seu amigo na banheira da fila enquanto eles iam fazer sabe-se lá o que. Quando terminaram seus afazeres simplesmente se juntaram a ele e passaram na minha frente como se não houvesse problema algum. Quando chego ao aeroporto, minha primeira atitude é o check-in, todo o resto pode esperar, afinal estou ali para pegar um avião, não para fazer compras, navegar na internet ou flertar com atendentes de companhias aéreas.

Sempre há um espertinho. Quando se trata de filas e esperas, os adeptos da “lei de Gerson” sempre saem de suas tocas. No recente programa “Aeroporto 24/7” retratando o aeroporto de Cumbica não faltam exemplos de passageiros impacientes sem motivo algum que não conseguem compreender que existem outras centenas de pessoas ali com os mesmos direitos e restrições.

Após alguns atrasos de praxe, a aeronave onde estava ainda foi atrasada ainda mais pois uma misteriosa passageira despachou suas malas mas não embarcou. Tivemos que aguardar enquanto sua suspeita bagagem era removida do porão. Obviamente diversos resmungos de indignação foram proferidos pelos que estavam no avião, sem parar para pensar um minuto no possível risco que uma mala sem dono pode representar para suas vidas. Não sou paranóico, e acho difícil acontecer algum atentado a bordo no Brasil, mas é melhor prevenir do que remediar. E a espera nem foi tão longa, mal terminou o aviso do capitão, já estávamos em movimento.

Mas a experiência mais indignante foi o regresso à São Paulo. Não vem ao caso anunciar qual de aeroporto eu parti, apenas que ele existe, e pertence a uma capital. No check-in, duas filas: Uma modesta e outra ofensivamente quilométrica. A lógica aplicada era a seguinte: Aguarde na fila absurda, quando o check-in para seu vôo estiver perto do fechamento, vá para a fila menor. Ou seja, se você chegar civilizadamente cedo e esperar na fila que mais parece um xingamento, você corre o risco de ter que mudar para a outra depois de esperar umas duas horas e ficar atrás de um sujeito que acabou de chegar.

Com esse sistema estupendo, em um vôo marcado para partir as 11:35, meu check-in foi realizado as 11:15, e o horário de embarque no cartão era de 11:05. Procurei mas não encontrei a máquina do tempo. Na sala de embarque sequer encontrei bancos o suficiente para comportar a quantidade de pessoas esperando, acomodei-me no chão frio e duro como muitos outros. No alto-falante, dois anunciantes diferentes brigavam por atenção em um sistema de som com péssima qualidade e quase incompreensível, em diversos momentos falando ao mesmo tempo. Após a troca de portões, afobados formaram uma fila inútil ao saber que a aeronava estava em solo. Me acomodei novamente no chão, e levantei-me apenas ao abrir das portas, e embarquei junto com aqueles que decidiram ficar meia hora em pé.

O resultado final foi que cheguei a São Paulo apenas as 14:30. Acordando no mesmo horário e pisando fundo, teria gasto o mesmo tempo de carro. E na chegada, mais papelão dos passageiros: Mesmo sendo avisados da não-permissão todos sacaram seus celulares para conversas importantíssimas do tipo “já cheguei, estou no avião.” Com total conivência dos comissários. No trajeto da aeronave até o terminal, um sujeito teve a proeza de realizar quatro ligações telefônicas, todas as quais poderiam ter sido feitas enquanto aguardava sua bagagem ou no táxi. Na esteira, famílias de cinco pessoas tinham a necessidade de ficaram inteiras na beirada da esteira, afinal, apenas uma pessoa não pode pegar as malas enquanto os outros aguardam confortavelmente; e surpresa: ninguém falava ao celular. E na saída das bagagens não havia viva alma para me assegurar de que não estava roubando a mala de ninguém.
Isso tudo aconteceu em um Boeing 737-800, com capacidade para 189 passageiros. Em sua configuração mais folgada um A-380 carrega 525 pessoas, e na mais apertada, 853. Além disso, o 737 é o avião mais popular do mundo, com um pousando a cada a cada cinco segundos com mais de 1,250 aeronaves sempre no ar. Se não possuímos a capacidade de manejar um vôo na aeronave mais comum de todas, como faremos para a maior e mais incomum?

É uma questão de ostentação. Coisa que nós brasileiros adoramos. Antes de arrumar o vazamento do banheiro, compramos um iPod. Antes de reformar os aeroportos e treinar os profissionais, compramos um avião monumental.

Tudo que se discute sobre a adoção nacional do A-380 são questões como tamanho da pista ou quantidade de rampas de acesso, mas e a educação? Visitando a aeronave tive a oportunidade de conhecer os bastidores de Cumbica, e notei o bom-humor e boa vontade de inúmeros funcionários, que entendem as limitações e riscos envolvidos em se estar em um aeroporto. E quanto aos passageiros?

Se um vôo de 200 pessoas atrasou tanto, imagine um com 800. Com ou sem A-380 os passageiros brasileiros ainda precisam aprender muito sobre civilidade. O sistema aeroviário tem um equilíbrio delicado a ser mantido, com questões logísticas e de segurança a serem observadas. Claro que uma ligaçãozinha depois que o avião pousou não o fará cair, mas se você dá a mão, logo querem o braço. Quanto mais permissões você dá, e mais complexas as regras, mais fáceis elas são de quebrar.

Passageiros se comportam como crianças, furando filas, dando chiliques, se achando mais importantes que todos os outros à sua volta. E não irão mudar esse comportamento facilmente. A responsabilidade disso está com os profissionais ali presentes, controladores, comissários, pilotos e atendentes. Eles não são isentos de culpa, e a desorganização do meu regresso é a prova disso. Respeito se adquire com excelência, faça sua parte bem e exija o mesmo dos outros.

domingo, dezembro 02, 2007

banalizando o oriente


Quando criança adorava comida chinesa. Ia sempre com meus pais no restaurante Golden Palace, em moema, ficava ao lado de um bizarro estabelecimento em forma de castelo - com fosso e tudo, que nunca entendi o que era. Foi lá que adquiri minhas habilidades com o hashi na tenra idade de 6 anos.

Com o passar dos anos fui conhecendo outras cozinhas, inclusive a japonesa. Essa que de uns tempos se alastrou como catapora pela cidade, com algumas especulações de que agora há mais restaurantes japoneses do que pizzarias ou churrascarias em São Paulo. Isso levou a uma queda considerável na quantidade e qualidade dos restaurantes chineses.

Hoje em dia chinês é quase sinônimo de fast food: quilo no shopping (nos quais só tive más experiências) ou China In Box. Fica cada vez mais difícil encontrar um chinês de qualidade, e quando se encontra não é raro o lugar estar às moscas.

Pois bem, hoje comi china in box. Considerando as limitações do serviço, cheguei a uma conclusão importante: Não peçam yakisoba (que por todo o direito é um prato japonês, o equivalente chinês seria macarrão chop suey). Considere os seguintes fatores:

1 - O Yakisoba tem grande tiragem no China In Box. Sem dúvida é o prato mais pedido.
2 - Existem várias opções de "mistura" nele: Com ou sem carne, camarão, frango, porco ou sei lá mais o que.
1 + 2 = 3 - Assim, o yakissoba é preparado da seguinte maneira: Uma panela cheia de macarrão, e panelas separadas com diferentes misturas. Quando chega o pedido eles tacam o macarrão na caixinha e depois cobrem com mistura. Isso é fácil de se notar quando o pedido chega.
4 - O tempero é muito doce e grosso, o que torna a refeição pesada.
5 - Não é raro o macarrão estar mole demais, passado do ponto.

Portanto recomendo o bifum. É um macarrão leve e branco, feito de arroz. A mistura é um pouco diferente e também mais leve. Como a tiragem é menor, as chances de ser preparado na hora são maiores, e como o macarrão é mais fino, está sempre mais bem integrado com a mistura na caixinha.

E jamais peçam o guyoza, sempre está uma droga.

segunda-feira, novembro 05, 2007

walk the walk and talk the talk



O Bruno fica comentando sobre zumbis em um post nada relacionado ao assunto, então acho por bem fazer uma menção no blog à Zombie Walk. Pronto, está mencionado. É que os relatos principais estão no YouTube (nesse video aí de cima), no Flickr e no Overmundo.

Enjoy, and run!

quarta-feira, outubro 31, 2007

segunda-feira, outubro 22, 2007

O Ano do Peixe - 31ª Mostra de Cinema de SP

Acabei perdendo cerca de 20 minutos do início do filme, portanto podem considerar minha opinião incompleta. Mesmo assim consegui pegá-lo em um ponto aceitável para compreendê-lo e envolver-me.

Ao perceber que se trata basicamente da história de Cinderella em Chinatown, achei que estava fazendo algum tipo de descoberta - mas é isso que dá não ler a sinopse direito, já que isso está claramente explícito nela.

O filme utiliza uma técnica de rotoscopia digital semelhante à de "O Homem Duplo" e "Waking Life", não com o mesmo efeito cartunesco, mas numa tentativa de aproximar-se de uma pintura impressionista. Mas o resultado ainda é parecido, ainda mais considerando o tom de fábula da história, que quase a coloca como um quadrinho de Neil Gaiman.

Ye Xian é uma imigrante sofrida que padece nas mãos de uma chefe cruel, e atravéz de encontros fugazes com Johnny e figuras bizarras nas ruas de Nova Yorque consegue encontrar um fio de esperança para sua situação. Seu único amigo é um peixe mágico que cresce demais para seu próprio bem.

A trilha sonora é exagerada em alguns momentos, assim como a narração ao final do filme - nos beneficiaríamos com algo mais sutil. Mas o filme não tenta mascarar seu positivismo em momento algum, assumindo o que é: quase infantil. Um dos pontos positivos é ver diversos atores orientais que estamos acostumados a ver como coadjuvantes em produções hollywoodianas como os protagonistas da história.

Acabei por dar 4 em 5, mas ainda estou na dúvida se vale tanto. É provável, mas considerando que não vi o filme todo deveria ter me abstido.

Perdido em Pequim - 31ª Mostra de Cinema de SP

Tenho dificuldades para escrever quando um filme é mais ou menos. Se ele é o máximo ou um desastre completo eu me esbaldo, mas no caso de Perdido em Pequim acabo ficando em cima do muro - e em se tratando da Mostra, acabo sempre em dúvida se a culpa é minha ou do filme - a sorte é que pude conferir com amigos independentes e no caso é culpa do filme mesmo.

Na verdade o filme é bom, competente. Mas não é imperdível, se você tem outro do qual está mais seguro para ver, não vale a pena mudar os planos. O mesmo que eu diria sobre O Ano do Peixe, mas aquele tem um toque a mais que o diferencia.

Uma produção bem feita, com boa história e performances muito boas, Perdido em Pequim tem tudo para ser um filmaço. Mas acaba se perdendo em sua própria narrativa, criando armadilhas para si mesmo na trama - especialmente no último terço do filme, que poderia ser completamente diferente, mais simples e mais curto, dando muito mais impacto.

Vale como um retrato da China atual, muito mais competente do que Solstício de Verão, mas ainda inferior à Dumplings. O contraste entre a classe emergente a aqueles que lutam para sair dos cortiços, e à confusão de valores que isso acarreta são temas poderosos que poderiam diferenciar este drama com toques de comédia incidental.

Eu digo, assistam, mas não percam Dumplings: Nota 3 em 5.

domingo, agosto 05, 2007

seja gentil com estranhos 2

Em meu outro post sobre gentilezas esqueci de fazer um update dizendo que aquele dia se tratava do "dia do amigo", o que explica muita coisa.

Mas hoje não era qualquer data especial que eu saiba e ocorreu algo de bom também.

Katrina tem um pequeno problema na luz de placa: uma delas está quebrada e fica pendurada, algo que já tentei arrumar sem sucesso. É possível prender de novo, mas depois de um tempo cai, hoje quando saí de casa reparei que ela estava caída e não me importei em arrumar.

Mas na volta percebi que algum estranho se importou, pois ela estava encaixada de novo. Com certeza ganha de roubarem o som ou riscarem a lataria...

sexta-feira, julho 20, 2007

seja gentil com estranhos

Na estação Consolação, indo para casa com o Bruno e o Fábio, um deles reparou que sentada do lado de fora da escada rolante de acesso à estação, ao lado do vidro, estavam duas meninas "dando oi" para quem descia pela escada.

Descrentes eu e o Fábio voltamos para conferir. De fato estavam lá, duas meninas de uns 15 anos no máximo, segurando uma plaquinha dizendo "oiê". Nós demos um tchauzinho que foi correspondido com outro tchauzinho e dois largos sorrisos.

Não sei nem dizer o quão legal achei isso.

sábado, maio 12, 2007

resgate

Hoje minha família, ou melhor, a Jaq, foi vítima de um falso sequestro. Ligaram aqui em casa com aquela velha fórmula: Um sujeito se passando por seqüestrado, em prantos, chamou por socorro e em seguida um negociador entrou na linha. O azar é que Jaq, a empregada, entregou meu nome e daí a coisa desandou.

Deu o celular dos meus pais, ficou fuçando na casa a mando dos bandidos procurando alguma coisa de valor, quase saiu de casa com o telefone sem fio na mão pra comprar cartão telefônico com o próprio dinheiro.

Por sorte Adriana, a vizinha, a impediu. Enquanto isso, tinha acabado de mandar um e-mail pro meu pai quando ele recebeu a chamada no celular:

- Estamos aqui com seu filho Fernando!
- Fernando?
- Você não tem um filho Fernando?
- Eu não!

Em seguida ele me ligou pra ter certeza que não tinha feito merda. Depois Adriana ligou e falei com a Jaq, em prantos, coitada, muito assustada. Depois toquei a ligar pra todos de casa.

Ou seja: Além de apagar dados do Orkut e títulos familiares do Celular, crie uma palavra-chave secreta com sua família e sempre PERGUNTE o nome da vítima, não dê. Mas na hora do susto, a gente sempre deixa de ser razoável...