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quarta-feira, setembro 19, 2007

a terra do faça o que quiser


Na Graphic Novel V de Vingança, sobre a qual já falei várias vezes, a Inglaterra, por uma série de eventos é tomada por um governo totálitário e opressor, onde a liberdade é inexistente e as restrições e vigilancia do povo são intermináveis.

Bem, até a algum tempo eu estava testemunhando esse mesmo tipo de transformação em uma escala menor. Quando minha voz começa a perder cada vez mais a força ante as autoridades, mesmo quando o povo clama, tive duas opções:

1- Iniciar uma revolução.
2- Cair fora.

Como a revolução era financeiramente e matematicamente impossível, já que não estamos de fato falando de um governo a ser derrubado; e a opção do "ame-o ou deixe-o" foi claramente estipulada por aqueles com o poder, escolhi a segunda opção.

Sinto-me mais leve, apenas triste pois estou abandonando alguns amigos nesse navio que está obviamente afundando, espero encontrar um porto seguro em breve, e que eles façam o mesmo. É triste ver algo que você já gostou muito deixar esse gosto amargo na boca, poderia ter sido mais consistente na minha luta, mas tenho certeza de que no fim o resultado seria o mesmo.

Espero que essa manobra signifique o primeiro passo de muitos para resolver meus problemas de atitude, ainda mais porque ela exigirá várias outras manobras subseqüentes para estabilizar minha situação.

Estou pronto para novas aventuras e aberto a propostas e sugestões, só tenho que cumprir o aviso prévio...

Deixo vocês com Suburban Kids With Biblical Names:

Loop Duplicate My Heart

And it's bigger than everything i have ever done before
And it's bigger than everything i have ever done before

I've found a reason for staying home tonight
just by myself tonight - all by myself
i'm gonna loop duplicate my heart into a million songs

I've found a reason for going out tonight
i'm making out tonight - with my computer
I'm bringing guitars on hold on my multitrack - goes around

And is it really so?
So many interesting effects
I wanna try,
I wanna try them more on you

And it's bigger than everything I have ever done before

Can't get no sleep tonight - feels so good tonight
damn it feels so sweet tonight! - all by myself
the neighbours can't complain 'cause i got my head phones on

Can't get no sleep tonight - damn it feels so good tonight!
everything is allright now (my computer)

I'm gonna sing a million songs for you
so i hope you enjoy it

And is it really so? So many interesting effects
I wanna try,
I wanna try them more on you

And it's bigger than everything I have ever done before
And it's bigger than everything I have ever done before
And it's bigger than everything I have ever done before

quinta-feira, agosto 09, 2007

dois pesos, duas medidas

Quando Marília, a insane, entrou no escritório, logo no começo a peguei bebendo na minha caneca de café. No melhor estilo de deboche, falei alto: "Quem está com a minha caneca?!"; em seguida me proximei dela e disse "Se minha namorada souber que você está tomando da minha caneca, ela te mata."

Pobre Marília assustou-se e logo me devolveu-a.

Um novo funcionário cometeu esse mesmo erro semana passada. E eu delicadamente (mesmo) disse "com licensa, mas essa caneca foi presente da minha namorada.", e ele também rapidamente devolveu. Mas os outros funcionários ficaram horrorizados com minha atitude, como se eu tivesse sido um monstro em pedir minha caneca de volta (de uma maneira simples e original, devo acrescentar) e ficaram me enchendo o saco.

Pois bem, hoje o chefe fez a mesma coisa com o tal funcionário novo, também a respeito de uma caneca. Ninguém comentou nada...

segunda-feira, abril 02, 2007

foda-se a ética

Há um tempinho saiu no Overmundo um texto falando sobre a falta de qualidade do livro Até o dia em que o cão morreu e a dificuldade que isso acarretou em adaptá-lo ao superior filme Cão sem dono. O fato do autor do texto (Fábio Godoh) não ter gostado do livro de longe não me incomodou tanto quanto o fato dele ter sido tão anti-ético nessa empreitada, pois como é explicado no texto e nos comentários, ele estava envolvido no processo de adaptação.

Eu trabalho com material de grandes clientes e grandes agências (e pequenos também - não os desmereço) e já mencionei aqui no blog como vira e mexe eles fazem uma zona com tudo que é trabalho, de detalhes a decisões importantes. Na verdade é um prazer pessoal meu corrigir os erros dos clientes.

Entretanto eu não os menciono por nome, por não achar isso ético. Eu estou inserido no contexto e é muito fácil ficar pondo a culpa nos outros, mesmo quando é dos outros. Mesmo quando fazemos algo que achamos menor, é um esforço coletivo para torná-lo maior, mas nem todas as batalhas se vencem.

Estou falando isso tudo porque hoje fiz um dos trabalhos mais perturbadores da minha vida. Transformei a foto de uma garota de biquini em uma menina pelada, para colocar um quadriculado censurando em cima; isso tudo para uma "campanha" anti-pedofilia. Quando terminei a alteração na foto, me senti muito mal e envergonhado, não queria que ninguém visse (e não porque ficou mal-feito, isso ficou, e tenho que retocar bastante) mas porque não tive orgulho do resultado final em qualquer aspecto.

O que me deixa mais abalado é a razão de ter posto aspas na palavra "campanha". Não será veiculado, é uma peça falsa para que a agência em questão entre em Cannes e concorra a um prêmio. Eu estou me segurando muito para não falar o nome da tal agência.

Um amigo que permanecerá anônimo acabou de me mostrar uma imagem desconcertante de um pênis esmagado e furado. Ele disse que não vai dormir por causa disso, eu não fiquei tão impressionado, porque eu não esmigalhei o meu pinto, eu desenhei aquela menina, e isso me perturba.

Um assunto grave como pedofilia, que poderia ser uma campanha séria, usado para simplesmente afagar os egos de uma agência. Minhas mãos estão muito sujas. Eu mantive a ética, e o cliente?

Depois acham estranho eu não gostar de publicitários...

terça-feira, março 20, 2007

the office

É muito brochante quando você começa a fazer algo diferente no trabalho, uma nova maneira de fazer as coisas, algo que você queria tentar há muito tempo e acaba se perdendo tanto naquilo que não percebe o tempo passar, ao ponto de perder a hora de ir embora porque está de fato entregue ao que está fazendo e o seu chefe chega e diz para você: "fez só isso?"

quinta-feira, março 08, 2007

carnival

Hoje fui vizinho de dois grandes eventos:

1 - Manifestação/Confusão na Paulista. Trabalho no Conjunto Nacional mas a janela fica virada pro lado oposto da Paulista, então não deu pra ver nada. Estava com a câmera mas o João me podou e não consegui descer pra fazer umas tomadas da confusão, que com certeza teriam ficado legais, especialmente para um futuro zombie-flick.

2 - O circo A comitiva do Bush passou pela 23 de maio na frente da minha casa, mas como ninguém divulga o itinerário só fiquei sabendo quando aconteceu, e vi de longe a banda passar; se soubesse antes teria feito umas imagens também.

Agora fico aqui me remoendo.

sábado, março 03, 2007

24 hour working people

Das 09:00 de quinta-feira até depois das 10:00 de sexta-feira trabalhei ininterruptamente em um mesmo site no escritório. Não saí do escritório nem para almoçar e o único sono que tive foi um cochilo de meia horinha.

Queria poder dizer que foi por causa de um puuuuuuta trabalho legal, mas não foi. Muita coisa deu errado e não foi feita da maneira que deveria ter sido por falta de comunicação do cliente e falta de planejamento. Pensei em colocar o link para o site aqui, mas depois do que já falei imagino que não seria ético. Quem tiver curiosidade posso mostar em off pessoalmente.

Esse tipo de stress é justamente o que eu não curto, como eu gostaria de poder fazer coisas com um planejamento melhor e poupar dor de cabeça para todo mundo.