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quarta-feira, julho 04, 2007

o que está à venda afinal?

"O cliente paga seu salário, não pode falar mal dele assim." Será? Pelas costas eu falo o que quiser. Posso tratá-lo muito bem, mas isso não significa que eu goste dele. Dinheiro não compra minha empatia. Se você tem um serviço disponível, e alguém que precisa dele, esse alguém irá pagar. É puramente negócio, não há sentimento.

Mesmo prostitutas, cujo negócio é o prazer, separam os negócios dos sentimentos. Porque outras relações comerciais seriam diferentes? O mínimo de educação existe, mas é uma via de mão dupla, e no final não tem beijo na boca, é cada um pro seu lado e dinheiro na mão.

Não há porque florear algo baseado em dinheiro, ou muito menos achar que aquele que lhe paga em troca de trabalho está te fazendo algum tipo de caridade. Se voce é um profissional não há porque se portar ou ser tratado como um mendigo.

Afinal, o que voce está vendendo? Seus serviços ou sua servidão?

sábado, junho 23, 2007

sinais


Falei ontem que precisava fazer algo para estravazar, como ir no Jockey, no clube de tiro ou torturar animais.

Pois como ninguém quis ir comigo ao jockey e eu não tenho dinheiro ou coragem de fazer as outras duas opções, acabei indo ao cinema assistir Lady Vingança com o Marcos. Um filme excelente, que considerando as doses de tortura e desforra apresentados, foi quase como ir no clube de tiro.

Depois de comprar o ingresso fomos dar um pulo na Comix e comer alguma coisa, e nesse meio-tempo perdi o ingresso. Refizemos os passos e eventualmente, quando eu já tinha desistido, o Marcos achou-o.

Considerei que a perda do ingresso foi o último instante de mal agouro que anda rolando em tudo que eu faço, e que tê-lo encontrado foi o sinal de uma virada, de que agora as coisas vão progredir. Bem, a gente precisa achar esperança em algum lugar.

quinta-feira, junho 07, 2007

estacionamento, são paulo

Meu carro fica em um estacionamento ao lado do meu prédio. Quando está fechado, os mensalistas como eu tem uma chave para o cadeado.

Ontem à noite fui sair e segui o procedimento, mas na hora de abrir o portão de correr usei minha tosco-força e ele lançou-se além da barreira ridícula que segura suas rodas, descendo minha rua (que é uma ladeira).

Por sorte ele não virou em cima de nenhum carro que estava parado no meio-fio nem pegou em ninguém, e acabou parando em cima do portão do prédio. Um cara em um carro estacionado me ajudou a colocar no lugar e no fim das contas o portão ficou melhor, pois agora o cadeado está mais fácil de trancar.

PS: Este post é uma homenagem ao bruno e suas histórias anedotais absurdas.