exxxtreme
Quero ver isssoooo!!!!!
Há um tempinho saiu no Overmundo um texto falando sobre a falta de qualidade do livro Até o dia em que o cão morreu e a dificuldade que isso acarretou em adaptá-lo ao superior filme Cão sem dono. O fato do autor do texto (Fábio Godoh) não ter gostado do livro de longe não me incomodou tanto quanto o fato dele ter sido tão anti-ético nessa empreitada, pois como é explicado no texto e nos comentários, ele estava envolvido no processo de adaptação.
Eu trabalho com material de grandes clientes e grandes agências (e pequenos também - não os desmereço) e já mencionei aqui no blog como vira e mexe eles fazem uma zona com tudo que é trabalho, de detalhes a decisões importantes. Na verdade é um prazer pessoal meu corrigir os erros dos clientes.
Entretanto eu não os menciono por nome, por não achar isso ético. Eu estou inserido no contexto e é muito fácil ficar pondo a culpa nos outros, mesmo quando é dos outros. Mesmo quando fazemos algo que achamos menor, é um esforço coletivo para torná-lo maior, mas nem todas as batalhas se vencem.
Estou falando isso tudo porque hoje fiz um dos trabalhos mais perturbadores da minha vida. Transformei a foto de uma garota de biquini em uma menina pelada, para colocar um quadriculado censurando em cima; isso tudo para uma "campanha" anti-pedofilia. Quando terminei a alteração na foto, me senti muito mal e envergonhado, não queria que ninguém visse (e não porque ficou mal-feito, isso ficou, e tenho que retocar bastante) mas porque não tive orgulho do resultado final em qualquer aspecto.
O que me deixa mais abalado é a razão de ter posto aspas na palavra "campanha". Não será veiculado, é uma peça falsa para que a agência em questão entre em Cannes e concorra a um prêmio. Eu estou me segurando muito para não falar o nome da tal agência.
Um amigo que permanecerá anônimo acabou de me mostrar uma imagem desconcertante de um pênis esmagado e furado. Ele disse que não vai dormir por causa disso, eu não fiquei tão impressionado, porque eu não esmigalhei o meu pinto, eu desenhei aquela menina, e isso me perturba.
Um assunto grave como pedofilia, que poderia ser uma campanha séria, usado para simplesmente afagar os egos de uma agência. Minhas mãos estão muito sujas. Eu mantive a ética, e o cliente?
Depois acham estranho eu não gostar de publicitários...
Tags: ética, pedofilia, publicidade, studio, trabalho
Assista e leia:
Eu uso muito o cartão de débito. Não gosto de ter que ficar tirando dinheiro (e pagando a mais por isso, quando passo do meu limite de saques) e prefiro pagara aquele imposto safado do que só dar a grana pro banco. Mas essa propaganda agora me fez odiar cartões de débito.
Sim, é muito fofa e engraçadinha. Mas será que ninguém mais percebe o retrato podre que ele faz de nós, pessoas. Me lembra o THX 1138: Buy more, and be happy.
Tags: corporações, dinheiro, publicidade
O universo literário nacional está balançadinho por conta do tal projeto Amores Expressos. Para quem está por fora vou resumir: Enviar 16 escritores para 16 cidades do mundo, e de lá devem voltar com histórias de amor que serão publicadas pela companhia das letras.
O projeto é de Rodrigo Teixeira, que usou a lei de incentivo à cultura para angariar fundos, e para quem também não sabe: Com ela empresas patrocinam projetos culturais e ganham abate do imposto de renda. Em essência os contribuintes subsidiam projetos culturais dos quais não necessariamente tirarão proveito, e em muitos casos têm que pagar de novo para tirar proveito.
Tem vários escritores (todos não convidados para o projeto) achando tudo um absurdo, acusando de abuso e de panelinha, falando que os idealizadores só chamaram os amiguinhos. Mas não é assim? Quando você vai realizar qualquer projeto você vai chamar quem? Os caça-fantasmas? Vai fazer concurso público pra selecionar o cenografista do seu filme? Ou o curador da sua mostra? Não! Você convida alguém cujo trabalho conhece e confia e pronto! Sua obrigação dentro da lei é prestar contas. Enquanto isso estiver sendo feito eu não estou vendo nada de absurdo.
O que eu acho um absurdo são pessoas como Guilherme Fontes que usurpam milhões e não produzem nada! O que eu quero é ver Amores Expressos nas prateleiras!
Agora, a outra discussão que deveria haver é justamente o que falei: Nós pagamos duas vezes! Assim como patrocinar um projeto abate imposto de uma empresa, eu deveria poder mostrar meu IPVA na bilheteria e ver o filme de graça! Enquanto não tivermos QUALQUER industria cultural solidificada seguiremos assim, pagando tudo duas vezes.
Tags: cultura, literatura, overfeed
Acho que foi o Higor Assis que disse no encontro do Overmundo que postar colaborações numa quinta feira é uma má idéia, pois ela entra em votação no fim de semana e o número de votantes sempre é baixo.
Ele tem toda razão, soltei dois textos lá, um sobre o Cão Sem Dono e o outro sobre Até o dia em que o cão morreu, e estão correndo o risco de não serem publicados.
O esquema é mesmo publicar na sexta pra ser votado a partir de segunda.
É calculista, mas o importante é ser lido, e não tem nada como um bom timming para atingir esses objetivos.
Tags: cinema, literatura, overfeed, overmundo
Antes de ir pra cama resolvi dar uma espiada no Google Analytics. Além de descobrir que o Daniel Galera andou passando aqui, olhei os resultados de pesquisas que trazem as pessoas ao meu blog.
"fotos meninas fudendo" continua gerando visitas, mas a novidade mais legal da listinha é "dj penelope+vintage set"
Alguém está caçando os sets da Gabi e caiu aqui!
Agora é oficial! Tenho dois curtas no meu currículo! E mandei ambos para o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá e o Festival de Curtas de BH. Agora é esperar pra ver se algum deles é selecionado para exibição, são meio estranhos e bobos, mas já vi tanta coisa besta em festivais que acho que existe uma chance.
Tudo graças à Mi que ficou me lembrando do festival de BH até eu terminar de editar e mandar.
É muito brochante quando você começa a fazer algo diferente no trabalho, uma nova maneira de fazer as coisas, algo que você queria tentar há muito tempo e acaba se perdendo tanto naquilo que não percebe o tempo passar, ao ponto de perder a hora de ir embora porque está de fato entregue ao que está fazendo e o seu chefe chega e diz para você: "fez só isso?"
Graças à Mi estou meio imerso no Daniel Galera nesse momento. Depois de ver "Cão Sem Dono" na segunda passada, nessa quinta fui no lançamento da nova edição do livro no qual ele é baseado: "Até o dia em que o cão morreu".
Além disso agora estou elaborando umas perguntinhas para uma entrevista que resolvi fazer com ele para publicar no Overmundo. Mandei um e-mail falando disso pra ele, e não recebi resposta, o confrontei no lançamento e ele jurou que respondeu positivamente, sei... ;)
Estou no cursto de Tableless e para matar o tédio estou me adiantando nessa "pauta", lendo um monte de coisas no blog dele e espiando o da mulher(ou namorada?) Tainá, tudo isso de uma vez só me fez novamente pensar em como minha vida poderia ser mais emocionante, cheia de coisas interessantes e curiosas para contar para os outros. Por enquanto fico vendo o que há de interessante na vida alheia e desejando pra mim, fica um gosto amargo na boca (acentuado pelo café da Impacta) e aspirações melancólicas voltam à mente.
Em paralelo, o lugar onde ocorreu o lançamento, a tal Mercearia São Pedro, é meio tricky de chegar, mas me pareceu um lugar bem interessante, mesmo que rapidamente, uma livraria/botecão. Não é taaaanta novidade para quem conhece o Café com Letras em BH, mas o Café é muito mais pedante e chiquetoso do que a Mercearia, espero voltar lá, de preferência num dia menos lotado.
Tags: jornalismo, literatura, overfeed, overmundo
Acabo de chegar em casa da primeira edição do Prêmio Jairo Ferreira. Ainda estou digerindo a experiência e em especial o filme "cão sem dono", que foi exibido e tenho a obrigação de fazer uma crítica.
Nem foi tão cara dura quanto imaginei que seria, a entrada estava liberadíssima e foi super tranqüilo. Mas uma reflexão que tive como consequência do evento é de que preciso decidir melhor como quero continuar fazendo minhas "coberturas": ou eu me posiciono totalmente como o espectador-repórter e fico na minha relatando a experiência do homem comum; ou mergulho totalmente no personagem e aprendo a tomar notas direito além de tirar fotos direito e também entrevistar alguns presentes (mas para isso seria bom eu lembrar os nomes das pessoas para as quais olho e penso "já vi esse cara, ele fez alguma coisa importante").
Dada a minha timidez, em especial quando estou sem alguém à tira-colo, acho que vou seguir com um híbrido disso, pelo menos anotar eu tenho que aprender a fazer.
Mas não se preocupem, a cobertura não ficará deficitária!
Tags: cinema, curta, jornalismo, literatura, overfeed, overmundo, video
Hoje fui vizinho de dois grandes eventos:
1 - Manifestação/Confusão na Paulista. Trabalho no Conjunto Nacional mas a janela fica virada pro lado oposto da Paulista, então não deu pra ver nada. Estava com a câmera mas o João me podou e não consegui descer pra fazer umas tomadas da confusão, que com certeza teriam ficado legais, especialmente para um futuro zombie-flick.
2 - O circo A comitiva do Bush passou pela 23 de maio na frente da minha casa, mas como ninguém divulga o itinerário só fiquei sabendo quando aconteceu, e vi de longe a banda passar; se soubesse antes teria feito umas imagens também.
Agora fico aqui me remoendo.
Estava querendo gravar uns efeitos sonoros pra usar em um vídeo meu quando a Mi deu a sugestão de caçar na internet alguma coisa pronta e gratuíta. Meio cético, já que raramente encontro bons efeitos sonoros em sites, ou tenho que baixar coletâneas enoooooormes no BitTorrent ou Soulseek, resolvi procurar mesmo assim.
E não é que me deparei com um ótimo site? O Freesound Project. Encontrei os dois efeitos que precisava, apesar da lerdeza da minha conexão e de um deles ser tão peculiar que sequer sabia como descrevelo em texto.
O que um usuário comum pode achar chato é que é preciso se registrar (gratuitamente) para baixar os sons. Mas fiz de bom grado, ainda mais considerando que o Freesound é um projeto Creative Commons, uma iniciativa que apóio 100%.
E não sou só eu que estou tirando proveito desse recurso para um projeto audiovisual, o filme Children of Men (Filhos da Esperança - muito bom por sinal) usou um som do site, e deu o devido crédito (como podem ver na imagem abaixo).
Hoje recebi um email destinado a profissinais de imprensa, assim mesmo, escrito com destaque, convidando para a entrega da primeira ediçao do Prêmio Jairo Ferreira (com direito a exibição antecipada do filme Cão sem dono). É o segundo email que recebo desse tipo, o outro era para uma pré-estréia do filme Antonia, que eu não tinha como ir.
O curioso é que eu não sou um profissional de imprensa, o mais perto que chego disso é falar o que me dá na telha no Overmundo (que eu levo muito à sério, não se enganem), mas o e-mail no qual recebi o convite não é o que está cadastrado no Overmundo. Não entendi como chegaram a mim.
Mas o que importa é que dessa vez eu posso ir, e confirmei presença, sendo ou não um profissional. Aguardem no Overmundo minha cobertura e crítica.
Tags: cinema, filme, jornalismo, overfeed, overmundo
Toda vez que começa uma nova novela eu me pergunto a mesma coisa:
"Qual a diferença entre elas?"
Para mim todas contém os mesmos elementos, os mesmos personagens e as mesmas falas ridículas.
Estou fascinado pelo Google Analytics, tanto que coloquei pilha no escritório pra colocarmos ele em todos os sites que fizermos.
Coloquei há alguns dias aqui no blog e já estou colhendo resultados interessantes. Claro que esse é um blog super comum, mas alguns relatórios são surpreendentes. Alguns exemplos: o mito de que mais pessoas usam resolução 800x600 não vale para este blog, esses usuários são menos da metade (mesmo estando em segundo lugar); o navegador mais usado é IE6, mas o Firefox 2 está na frente do IE7 (eu especulo: Quem usa firefox é um grupo menor, mas mais consciente de sua navegação, e portanto mais exigente. Assim eles fazem questão de estarem atualizados no software) e outras tantas coisas mais.
Um dos dados mais curiosos no meu caso é o mapa de visitantes. Sou relativamente popular na Europa, depois do Brasil é o lugar com mais visitantes, especialmente em Portugal (incluindo Ilha da Madeira) e na espanha. Mas já tive acessos dos EUA, México e até República Tcheca. Mais curioso ainda, em paralelo, é que depois do Português, a língua nativa que mais acessa meu blog é o inglês, e na minha lista tenho apenas duas visitas somando EUA e Reino Unido.
O google continua detonando, agora com essa ferramente super útil para desenvolvedores/designers ou apenas para curiosos em geral.
Das 09:00 de quinta-feira até depois das 10:00 de sexta-feira trabalhei ininterruptamente em um mesmo site no escritório. Não saí do escritório nem para almoçar e o único sono que tive foi um cochilo de meia horinha.
Queria poder dizer que foi por causa de um puuuuuuta trabalho legal, mas não foi. Muita coisa deu errado e não foi feita da maneira que deveria ter sido por falta de comunicação do cliente e falta de planejamento. Pensei em colocar o link para o site aqui, mas depois do que já falei imagino que não seria ético. Quem tiver curiosidade posso mostar em off pessoalmente.
Esse tipo de stress é justamente o que eu não curto, como eu gostaria de poder fazer coisas com um planejamento melhor e poupar dor de cabeça para todo mundo.
Os dias estão corridos e estressantes. A matéria no Estadão saiu, e embora minha foto esteja grande, fui citado rapidamente (assim como um monte de outras pessoas). Pra quem não viu no papel, tem na net.
Meu texto está andando, e já está enorme, acho que vou podar. Mas não estou com cabeça pra terminar, stress demais em várias frentes. Mas não está perdido, provavelmente a matéria sairá de novo no Jornal da Tarde de quinta.
Tags: entrevista, jornalismo, mafra, overmundo, stress
Uma pequena nota:
Hoje sairá no Estadão uma entrevista comigo no caderno link como parte de uma reportagem sobre jornalismo colaborativo, por conta do Overmundo. Estou escrevendo um texto sobre a experiência e minhas opiniões sobre o assunto e espero terminar até o final do dia.
Fiquem à postos!
Tags: entrevista, fama, jornalismo, mafra, overmundo
Outro passo para retomar esse blog. Mudança para o Novo Blogger.
Estou em um curso de Tableless, na primeira aula, e o que rola agora é um monte de coisas sobre HTML básico que já estou por dentro. O Tédio impera, então não custa nada começar a mexer de novo nessa bagaça.