quarta-feira, maio 31, 2006

mafra in hell


flyer
Originally uploaded by f_mafra.
Nada de inferno astral, isso é bobagem pura. Vai ter sim balada, ao menos em BH, aqui em SP ainda não resolvi o que fazer.

Discotecagem na Mary In Hell, de meu querido Fael. Começo a tocar 23:30, não se atrasem pois não tocarei a noite inteira.

segunda-feira, maio 29, 2006

surtos literários

Sou um péssimo leitor, demoro horrores pra terminar um livro e leio vários ao mesmo tempo misturado com quadrinhos e revistas. Hoje conclui que os livros que leio mais rápido (que demoram umas duas semanas) são justamente os livros que eu não planejo ler, que por algum impulso ou apenas para ter algo pra ler eu pego emprestado e acabo ficando preso.

Foi o caso do livro que terminei de ler hoje cedo quando voltei de BH, "O Dia em que o cão morreu", do Daniel Galera; que conheci pessoalmente numa seção de autógrafos do livro novo em que fui obrigado a dizer que não tinha nenhum livro dele, apenas lia emprestado da namorada, para quem os autógrados eram afinal.

No fim das contas é um livro bem rápido e gostoso de ler, e o personagem central é, apesar de nulo em vários aspectos, bem interessante, e me identifiquei especialmente com seu talento para nomear cachorros e admissão de que não sabe ler direito.

quinta-feira, maio 25, 2006

O vôo da Pegasus e a Queda de Bagdá


Battlestar Galactica
Originally uploaded by f_mafra.
Venho dizendo há um tempo que Battlestar Galactica é a melhor série dramática da televisão, e o episódio transmitido pela TNT essa semana não só corrobora essa afirmação como eleva a qualidade da série a um patamar ainda mais alto.

Antes de tudo, digo aos desavisados que o nome indica o gênero da série: Trata-se de ficção científica. Mas não se deixe levar por isso, continue lendo ao menos. Entendo como isso pode ser um desestímulo para muitas pessoas, difícil de vencer. Mas também devemos lembrar que o trunfo do gênero é a capacidade de abstrair, extrapolar e intensificar questões muito palpáveis e apresenta-las sob um véu de fantasia um pouco mais fácil de engolir. Lembrando de filmes como 2001, Blade Runner, Alien, Gattaca e Exterminador do Futuro fica mais fácil entender o que quero dizer.

Nos idos anos 60, quem carregava a tocha da “ficção científica inteligente” era Jornada nas Estrelas. Pode parecer bastante ridículo para as platéias de hoje, e requerer um grau maior de suspensão de descrença aos vermos os fiozinhos segurando a Enterprise no espaço; mas a série detém muitos méritos por apresentar questões polêmicas, personagens instigadores e tecnologias inexistentes até então que hoje consideramos padrão (para não usar o inglês “take for granted”). E se você não tem um gosto especial pelo gênero ou pela história da cultura pop é perfeitamente compreensível que não se sinta atraído pelo Spock de pijamas.

O tempo passou, Star Trek continuou em outras encarnações mas não é mais um sucesso, diluiu-se e perdeu a graça até mesmo para fãs. Várias séries passaram pela telinha desde então, inclusive roubando o título de inovadora que Star Trek costumava ter.

Agora é a vez de Galactica. Relativamente desconhecida no Brasil, ela tem um sucesso respeitável nos EUA, lá, séries produzidas por canais não costumam vingar (o sistema de syndication reina, onde uma produtora faz tudo e vende para diversos canais), com nobres exceções, entre elas praticamente todas as séries da HBO. Galactica é uma delas, e não é à toa.

As séries que estão na boca do povo são Desperate Housewives, LOST e 24 horas. Um triunvirato massacrante e que tomou conta do Brasil também. Mas é uma pena que Galactica não esteja na grade da população.

Embora essas três séries tenham seus méritos e tenham momentos de brilhantismo que as tornem únicas, elas passam longe da nobreza de Galactica. E eis o porque: Galactica é uma série para adultos. Realmente o é. Não deixe seu filho de 10 anos vendo aquelas naves dando tirinhos umas nas outras, pois a cena seguinte pode marcá-lo para o resto da vida. Ficção Científica é um gênero que carrega um estigma semelhante ao de Histórias em Quadrinhos e Desenhos animados. E quando surge um representante que consegue romper as barreiras daquilo que é esperado, ao invés do público reconhecer a qualidade e o mérito, ataca, pois teme que aquilo irá fazer mal para as criancinhas. Sim, pode até fazer, mas não é para elas que é feito, é para você.

O que separa Galactica dessas Três (com T maiúsculo mesmo) está em uma simples palavra: Entretenimento. As Três não vão muito além disso. Entretenimento bem feito, como James Bond ou Piratas do Caribe, mas ainda sim puro entretenimento. Depois que você desliga a TV pode até continuar pensando, mas pensará dentro do universo da série, em Galactica, você pensa no mundo a sua volta.

Alguns podem dizer que LOST leva você a pensar em questões como destino e outras porcarias de nova era, e isso pra mim é papo de geração Matrix. Esse tipo de assunto até é coberto em Galactica, mas ele não é o fim, é apenas um meio para falar de algo maior. Quando falei que era uma séries de adulto, não estava falando de senas de sexo gratuito ou violência descomedida, estava falando de reflexão.

Vejo por aí pessoas falando na importância dos personagens nas mais diversas produções, como eles são a chave para o sucesso delas. E em boa parte é verdade. E a força de Galactica também está aí, em personagens críveis e em roteiros bem feitos. Roteiros muito bem feitos. E não se tratam de inúmeros heróis que são apenas caricaturas de si mesmo ou dos grupos que representam (como “o cara negro”, “o gordo bonachão”, “o cara árabe”, “a mulher mandona”, “o covarde”, “o nerd”, e por aí vai), são pessoas, como aquelas que encontramos em qualquer lugar. Apesar da história ser completamente mirabolante, os protagonistas dela são muito mais verossímeis do que qualquer personagem de novela ou de livro do Jorge Amado.

E chegamos ao episódio dessa semana, “Pegasus part I”, quem não viu vai ter que caçar na internet ou esperar a TNT reprisar. E esse episódio me deixou de queixo caído, literalmente. Eu costumo me empolgar diante da TV com as séries que gosto, confesso, vibro com Jack Bauer torturando alguém, mas durante Galactica essa semana, eu fiquei completamente silencioso. Não havia o que dizer, não havia reação, foi como se um punho saísse da tela e me desse um soco na cara.

Não irei dar Spoilers, se esse texto serviu de alguma coisa, você irá tentar ver essa maravilha da telinha. Mas tenho que comentar. A moral da história é: Abu Ghraib. Fazia muito tempo que eu não via uma peça de ficção (não necessariamente científica) tratar um tema atual de forma tão contundente e bem expressada, o filme V de Vingança tentou e falhou miseravelmente, Galactica saiu triunfante. E você pode ser perguntar: O que um seriado sobre naves espaciais tem em comum com o Iraque? Muito.

O que acontece quando você coloca sua gente em um lugar hostil e desconhecido, em que tudo que ela sabe ou pode fazer é lutar sem parar, sem saber exatamente o por que, nem com que propósito? O que virá depois da vitória? O que será construído? Sua gente sabe construir alguma coisa, ou apenas lutar? A luta acaba se tornando uma justificativa para si própria, luta-se para manter a mente ocupada, pois se parar para pensar no assunto, percebe que não há esperanças. Se um dia a guerra acabar, o que você vai fazer? Se o inimigo se rende, você demonstra misericórdia?

A cabeça fica tão condicionada, bitolada, que qualquer outro traço de humanidade vai pelos ares, e quando a oportunidade de se demonstrar maior que seu inimigo se apresenta, você sequer lembra que pode fazer isso, você aproveita para provar que o inimigo não é humano, não é digno de compaixão, e no processo perde sua própria humanidade.

Isso é uma ponta de Galactica, e até agora, o ápice, ao menos na minha opinião. O patamar acaba de ser elevado, e tenho firme esperança de que não serei decepcionado. Se você ficou curioso, vá atrás, o DVD da mini-série piloto e da primeira temporada está pra sair no Brasil, e a segunda temporada está rolando na TNT e na internet. Pegar a série andando será confuso no começo, especialmente se pegar este episódio, portanto corra e descubra você mesmo, mas aviso que “Pegasus Part I” não é para os de estômago fraco ou mente vazia, se você assistir passar batido você ou é insensível ou um burro.

domingo, maio 21, 2006

a grande virada mikada


hipiti-hop
Originally uploaded by f_mafra.
Estava ciente da Virada Cultural desde quinta-feira, mas não pesquisei o assunto até depois que ela já tinha começado (18:00 de ontem). E foi então que achei aquilo que me empolgou total de participar, uma peça chamada A Raposa, o Monge e o Mikado dos Sonhos, baseada no Dream Hunters do Sandman, que começaria à 1:30 da manhã.

Continuei caçando companhia até que a Aline topou ir comigo. Como eu tinha que ir na peça de qualquer maneira, não me importei com o que faria no resto do tempo lá e não fiz muito cú doce, portanto quando encontrei com ela e um bando de amigos dela, topei ir num show de hip hop. Vou dizer que me diverti, não sei porra nenhuma de hip hop, mas de vez em quando esbarro em umas músicas realmente legais, e o evento lá era real, não era hip hop da MTV. Perifa na veia, mano! Tirei até umas fotos, confiram o flickr.

Então andamos um bocado até chegar no Casarão, onde rolaria a peça. CANCELADA pelo grupo teatral. Que grande saco de merda. Desse ponto em diante nada mais me importava e acabei seguindo por inércia, devia mesmo ter ido pra casa.

Acabamos vendo uma apresentação teatral na Ladeira da Memória, que na verdade nem era teatro, eram uns sketches de comédia, com humor mediano.

Valeu por ter conferido essa manifestação de disposição cultural, ver gente andando pela madrugada no centrão, ainda mais depois dos ataques da semana passada. Tivesse eu me programado melhor, e até mesmo ido sozinho de bicicleta, teria me divertido mais. Inclusive, na próxima, se a Mi não vier pra cá, vou conferir de bicicleta, em constante movimento.

sábado, maio 20, 2006

les diaboliques

Estava assistindo agora a um pedacinho de Top Top. Aquele programa de listas da MTV. Dessa vez era uma lista de artistas soturnos, e eu peguei só um pedacinho, Nick Cave, Nine Inch Nails, Black Sabbath e Bauhaus.

Achei interessantíssimo, especialmente com o Cave e o Sabbath, que apesar de serem cheios de músicas macabrinha, não tinham nada de ficar só vestindo preto, usar penduricalhos, milhões de anéis ou toneladas de maquiagem. Porra, no clipe do black sabbath o baterista estava com uma camiseta cheia de estrelinhas! Estrelinhas!!!!

Achei absolutamente sensacional.

quinta-feira, maio 18, 2006

self preservation society

Ir de bike pro escritório fez toda a diferença nessa segunda feira de Beirute que São Paulo viveu. Enquanto todos os carros se degladiavam por espaço usando suas buzinas para tal, eu usava minhas pernocas para avançar sem parar.

Estamos todos bem, nos auto-preservando.

domingo, maio 14, 2006

missão alias


mi3
Originally uploaded by f_mafra.
Assisti o novo filme do Tom loucão essa semana. Achei bem legal. Boa ação, bom desenvolvimento de personagem e boa edição.

No entando, me senti assistindo uma versão anabolizada de Alias. Temos até um técnico nerd freak e mesmo o gorducho gente boa de todas as séries do JJ Abrams estava lá, pra nada, devo acrescentar. Se bem que ele desdenhou o Cruise, e isso é muito legal.

Pra quem tá por fora, o diretor é o criador de Felicity (aquela coisa mela cueca), Alias (aquela coisa doida que pode levar nerds a melarem a cueca) e co-criador de LOST (aquela coisa manía que levam alguns a mijarem na cueca).

O filme realmente lembra muito Alias, com seqüências de ação absurdas, disfarçes e mulheres em roupas reveladoras misturados com piadas, atenção a coadjuvantes e momentos melosos regados à música pop.

O que achei bem legal foi que finalmente temos uma equipe trabalhando nas missões, que é sobre o que a série missão impossível se tratava. No primeiro filme também tinha, mas durou pouco (como é do Brian De Palma eu perdôo), enquanto no segundo havia uma patética tentativa de tornar Ethan Hunt em um Bond americano com sorriso abobalhado.

Inclusive concluí que o único filme do John Woo que eu gosto é Face/Off, de resto, nada me agrada.

A boa atenção aos cadjuvantes é um trunfo, especialmente com atores que eu curto (Jonathan Rhys-Meyres, Lawrence Fishburne, Billy Crudup, Philip Seymour-Hoffman e Ving Rhames). Fora quer uma das personagens que quebra pau é nada menos que a própria Felicity. O ponto fraco fica por conta da namoradinha/mulher de Cruise no filme, que tem cara e aje como uma retardada.

Vale o ingresso pra quem gosta de ação.

domingo, maio 07, 2006

caché

O título pouco tem a ver com o conteúdo do Post. Mas acabo de assistir a esse filme com a Xú. E tão logo saímos do cinema fomos abordados por um sujeito perguntando se falávamos inglês.

Me esqueci o nome da figura, mas sua história é de que era um sul-africano que foi assaltado na Praça da República (nos mostrou o B.O. datado de 20 de Abril) e perdeu dinheiro e passaporte. Tendo ido ao consulado, eles só conseguiriam emitir os papéis na segunda feira, e sem os documentos não consegue tirar dinheiro no banco.

Então ele nos humildemente, como os garotos que fazem malabarismo nos sinais, pediu algum dinheiro pra comprar comida e arrumar um lugar pra dormir. Depois de trocarmos algumas impressões sobre o centro de SP, o Rio de Janeiro, cachaça e caipirinha, sermos interrompidos por um pedido de cigarro, uma distribuição de folhetos de teatro e um cara perguntando se ainda estava passando ônibus, acabei dando dois reais pro cara, a Xú não deu nada.

Segundo ela o inglês dele era muito limpo, ou muito certinho para engolir a história. Eu discordo, ele tinha sim um sotaque, um que eu não era capaz de identificar a origem (podendo muito bem ser sul-africano, afinal ouvi pouquíssimos sul-africanos falando na vida - devo acrescentar: Afrikander, pois ele era branco). A minha teoria é que ele foi na república comprar crack e levou a pior, e agora precisa de dinheiro pra comprar mais crack.

Todo esse movimento na Av. Paulista as 2 horas da manhã.

quinta-feira, maio 04, 2006

katamari na sapucaí

Soh pra avisar que ainda tenho esse blog.

E que ando jogando muito Katamari e Poderoso Chefão. Dois jogos incríveis pro PS2. katamari e Shadow of The Colossus são dois jogos que entraram pra história dos video games.

quinta-feira, abril 27, 2006

ciclosombra


ciclosombra
Originally uploaded by f_mafra.
Ir de bicicleta pro escritório é ótimo, ainda mais agora que ela está toda calibrada e parece nova.

Outra diversão é checar as estatísticas do ciclocomputador. Ontem estabeleci outro recorde de tempo para chegar no trabalho: 12 minutos. E hoje, voltando as 22:00, marquei novo recorde de velocidade: 37km/h.

para o alto e avante


escalando a torre
Originally uploaded by f_mafra.
Este sou eu escalando um paredão. O mais alto que já escalei (não que tenha escalado muitos). Resultou em dores musculares profundas sentidas até hoje.

Outro feriado em BH. Encerrado com escalada e katamari damacy na casa do Colchão.

Próximo feriado: Mi em SP. Liguem-me e vamos sair!

A de Adolescente


V de Vingança o Filme
Originally uploaded by Mi Cortielha.
Não poderia deixar de comentar sobre o filme do V de Vingança. Amo o quadrinho, é um dos meus favoritos de todos os tempos.

Li quando adolescente e achei legal. Li de novo quando "adulto" e achei absolutamente sensacional.

Aparentemente os irmãos Wacca-Wacca leram e escreveram o roteiro ainda adolescentes. Pois o filme é incapaz de capturar toda a densidade presente em sequer uma página do quadrinho.

Claro que há momentos interessantes, mas só os achei interessantes pois me lembrei do original e a lembrança me deixou empolgado.

A ação (muito dela desnecessária) e a fotografia são legais, já o roteiro é fraquíssimo. O que salva mesmo é a atuação de Hugo Weaving, que fez um V bem próximo daquilo que eu imaginava.

Lendo o quadrinho lembro de pensar que ele tinha um potencial cinematográfico enorme, e ver isso desperdiçado dessa maneira é triste.

O filme não é atroz, mas também não é forte. Para você que só o conhece nessa forma, corra e compre o relançamento do quadrinho, que tem realmente algo a dizer.

quarta-feira, abril 12, 2006

lua de fel

Acabou a lua de mel. Caí na rotina e fico frustrado com trabalhos caseiros pequenos, além disso, quando as coisas atrasam e tenho que ficar até mais tarde, fico estressado, louco pra jogar um video-game ou fazer qualquer outra coisa.

Mas sei que dias melhores virão, e melhor uma rotina que ocupa a cabeça. Mente vazia, casa do diabo...

segunda-feira, abril 10, 2006

uma linda surfistinha

Sim, eu acabo de ler o livro da Bruina Surfistinha. E não me arrependo de maneira alguma. É curioso notar que, ao falar-se do livro, logo pensamos apenas em literatura barata e/ou putaria desenfreada. Quando surfistinha é na verdade uma mistura de Christiane F. com Memórias de uma Gueixa dos pobres.

O livro não é ruim, mas também não é excepcionalmente bom. Sou longe de crítico literário, e demoro pacas pra ler um livro (surfistinha foi quase um recorde, dois dias, só perde pro "Menino do dedo verde", um dia). Mas eu fiquei satisfatóriamente surpreendido com a história e a maneira como ela é contada, e a putaria também está lá para quem quer. Recomendo, acho uma leitura válida sim.

Eu sempre achei curiosíssimo o quanto algumas pessoas (especialmente mulheres) acham lindo o filme "Uma linda mulher". Eu acho um porre. A idéia básica do filme tem potencial, mas só seria bom mesmo se fosse dirigido pelo Tarantino ou pelo Kubrick (por méritos diferentes, naturalmente)

A questão aqui é: enquanto todos torcem pela Vivian (sim, eu lembro o nome dela) no filme; muitos torcem o nariz para a Surfistinha. Na febre de reality shows em que vivemos, a fábula nesse caso prevalesce.

Realmente não podemos comparar os méritos de uma ficção holywoodiana contra as crônicas da alameda franca. Mas o que me deixa indignado é a hipocrisia do publico em lidar com duas peças que tratam de um mesmo assunto.

Mas a hipocrisia não é exclusiva do público, ela também cabe aos autores de ambos exemplos. Pois a mensagem que tiramos no final dos dois é: "Puta só é feliz quando deixa de ser puta."

sábado, abril 08, 2006

pac mac

Eu gosto de macintosh, e gostaria ainda mais de ter um. De maneira alguma eu questiono a qualidade de um produto Apple, de maneira geral. Claro que eles já pisaram na bola, mas isso faz parte. Não duvido que em termos gerais um computador Apple seja melhor que um PC em termos de performance.

Entretanto, eles são muito caros. Principalmente os que fazem a maior diferença no desepenho. O único apple com boa relação custo benefício, na minha opinião, é o iBook (acho inclusive que é o notebook com a melhor relação custo benefício de todos). E um notebook é justamente o tipo de produto onde uma plataforma fechada dá a confiabilidade necessária. Talvez o macmini também seja uma boa, embora não conheça bem a máquina.

O que realmente me tira o tesão em Macintosh's são os macmaníacos. Haja paciência pra ficar ouvindo buzinação na orelha. Um professor meu disse uma vez que o pior tipo de público que se identifica com um produto são os macmaníacos, e concordo plenamente. Há raras exceções. Mas mesmo pessoas que gosto muito conseguem ser muito chatas quando o assunto é Macintosh.

Dito isso vou elocubrar aqui o motivo pelo qual tenho um lugar no meu coração para os PC's: Anarquia.

PC é uma plataforma aberta. Você pode montar o seu da maneira que quiser. Qualquer empresa pode desenvolver software e hardware diferenciado para ele. Isso gera competitividade, o que sempre traz produtos cada vez melhores e/ou mais baratos. O desempenho, claro, sofre com isso, pois a falta de padrões em alguns aspectos não permite o total aproveitamento do hardware, mas é um dos preços que você acaba pagando pela "liberdade".

Enquanto a Apple é uma ditadura. Ou você paga o preço da etiqueta, ou não tem um. Um ótimo exemplo disso é o iPod, cujo preço é um assalto.

Quando a Microsoft fez uma parceria com a Apple alguns applemaníacos disseram algo como "Jobbs fez um pacto com Darth Vader." Acho o oposto, claro que Bill Gates não é flor que se cheire, mas ele não é dono da PClândia, você pode ter um PC sem windows, embora isso signifique que você estará de fora do maior círculo de usuários e de compatibilidade de programas e jogos, mas isso não é inerente ao PC; já com Macs, você estará sempre sujeito à Apple. Ou a apple faz, ou autoriza, ou você não tem.

Se todos tivessem Mac, como os macmaníacos teoricamente gostariam (mas no fundo não, pois assim não seriam pessoas tão superiores) teríamos um belo monopólio.

É como diz aquela comunidade do orkut: Designer macho usa PC.

terça-feira, abril 04, 2006

roots, bloody roots

Finalmente dei início a um projeto que estava afim faz uns anos. A árvore genealógica da minha família. E garanto que será algo bastante complicado, e tenho que aproveitar os membros mais velhos enquanto eles ainda estão por aí e com memória.

Estou usando a WikiTree, um projeto WikiMedia que pretende fazer uma árvore, ou floresta, genealógica gigante da humanidade. O projeto ainda está nas fases iniciais, tem alguns engates técnicos e poucas entradas, Mafra, por exemplo, por enquanto eu coloquei todos.

Mas vale a pena contribuir e ir aumentando.

quinta-feira, março 30, 2006

fly marcos to the moon

Numa tentativa de manter esse blog atualizado e antenado no que está acontecendo, vamos comentar a viagem de nosso ilustríssimo cosmonauta, Marcos Pontes.

Não estou empolgadíssimo nem achando a coisa mais sensacional que aconteceu à um brasileiro. Se fosse comigo ou com algum amigo/parente, aí pode apostar que eu estaria radiante.

Mas a questão é que tampouco sou contra essa viagem. Na verdade acho bastante importante. Ouvi um papo sobre o Lula ter feito questão de pagar a viagem com os russo só para que Pontes não fosse com a Nasa, mas ouvi na forma de boato, e não de notícia, mas se for verídico concordo que é uma grande palhaçada.

Analisando a situação apenas do ponto de vista de que o gasto dos 10 milhões não foi uma escolha, e sim algo totalmente necessário, creio que a palhaçada é da parte de quem critica esse tipo de atitude, que ao meu ver não é um gasto, e sim um investimento. Aliás, palhaçada não, ignorância.

Entra aquele caquético argumento de que “tem tanta gente passando fome no Brasil e gastam 10 milhões com isso”. Haja bonequinho pra ouvir a mesma coisa tantas vezes. Isso não é um argumento, é uma desculpa para a ignorância, falta de visão ampla, ou mesmo para a hipocrisia.

Uma missão astronáutica brasileira (mesmo que englobada por uma missão russa ou estadounidense) é sim algo de valor. Para aqueles que não sabem, existe um campo do conhecimento humano chamado ciência, em que o Brasil luta para achar e manter seu lugar. Ciência não é apenas pessoas indo pra lua ou catalogar espécies desconhecidas de animais, é o que possibilita termos toda essa tecnologia sensacional à nossa volta, e por mais que você se diga averso à ela, usa computadores, telefones, eletricidade, carros e o escambau a quatro, tecnologia não significa computadores de última geração, um monjolo é tecnologia. E na ciência existe uma parte dedicada à pesquisa pura. É sim um tiro no escuro, é um salto de fé, em que um assunto é estudado apenas por ser estudado, os frutos serão colhidos depois.

Assim o é com a missão de Pontes. É difícil justificar com números um gasto de 10 milhões de reais. Mas eu mesmo, em minha imensa ignorância já sou capaz de encontrar argumentos para tal. E o maior deles é a inspiração. Antigamente uma criança brasileira se contentava em comemorar o pouso de americanos na lua ou lamentar a perda de um ônibus espacial americano, as crianças da nova geração poderão se lembrar do nosso marco no espaço. Claro que comparando o histórico das outras nações ele é ridículo, mas só porque já foram lá primeiro não devemos nos preocupar mais em ir? O assunto gera debate e perguntas dentro da comunidade científica e dentro da sala de aula, causa interesse em um assunto morto na mente dos brasileiros e do mundo: conhecimento e conquista.

Acreditar que a viagem de Pontes é um desperdício de dinheiro é o mesmo tipo de mentalidade que povoa a mente das mulheres sem-terra que destruíram um laboratório de pesquisas. Está certo que o laboratório era de uma companhia privada que pode ter muitos podres, mas por que não destruir as casas dos donos que enriquecem com isso? Destruindo o laboratório dano maior é para o conhecimento. Raiva mal direcionada não dá resultados.

Vejo o assistencialismo e o sindicalismo lutando pela manutenção da servidão. Não há um interesse em mudar a situação, apenas em remenda-la. “Sou cobrador de ônibus e não quero catracas eletrônicas pois elas me tiram o emprego.” – Porra, a máquina é que não muda de função, o sujeito pode fazer qualquer outra coisa da vida, e pode contribuir realmente para o mundo, com criatividade e inventividade. Existe um medo da liberdade e da descoberta que agrilhoa a nação. É uma luta pela continuidade do marasmo. Eu sei que não é tão simples assim, mas ao menos eu percebo que o ser humano é uma entidade pensante e criativa, e não precisa ficar no mesmo emprego repetitivo, escravizante e enfadonho para o resto da vida.

Na verdade achei bastante irônico que essa missão tenha sido financiada pelo partido do assistencialismo. Um conhecido resumiu bem nossa situação: “Plantamos laranja e importamos suco de caixinha”. Nesse bate e boca sobre padrões de televisão digital a adotar, eu acho triste que não exista o padrão brasileiro, e não para que ele fosse eleito apenas por esse critério, mas porque ele seria de fato o melhor de todos. Mas não, tecnologia não é com a gente, temos que importar. Pesquisa não é com a gente, temos que sentar e ver os outros fazerem.

Marcos Pontes ir ao espaço não vai ajudar em nada a vida de Juvenal, o cobrador, isso é óbvio. Mas é uma semente plantada para que no futuro não sejam mais necessários cobradores. Os Juvenais ainda o serão necessário, mas em ramos em que eles serão conhecidos como Juvenal, não como “o cobrador”. A função não dita o homem, o homem dita a função.

A humanidade tem uma vasta gama de exemplos em que fizemos algo apenas para provar que podemos faze-lo. A presença de Marcos é isso. È mostrar que não somos um país de plantadores de laranja, mas de pilotos, engenheiros, cientistas e muito mais.

quinta-feira, março 16, 2006

it's my party

Vendo as fotos da minha festa Glam fui capaz de resumir a situação fraternal paulistana que vivo. Há alguns anos eu me sentia confortável para dar uma festa e saber que pessoas viriam e que seria legal, hoje não.

segunda-feira, março 13, 2006

diversidade

Li numa reportagem sobre a Bienal do Livro uma mulher dizendo que comprara muitas coisas "Tenho de Paulo Coelho à Nárnia."

Essa afirmação me intrigou. Ela por acaso estava se referindo à pluralidade temática de sua coleção? Como assim? Ambos exemplos citados são livros de fantasia infantil. Fiquei confuso.

Mas então me dei conta, a diferença é que Nárnia é um ótimo exemplo de literatura infantil bem-feita, enquanto Paulo Coelho é uma merda com capa dura.

quarta-feira, março 08, 2006

jogo dos 7 erros

Se você é de BH, esteve recentemente no bar do Gibi e se deparou com um postal da festa CENSURADA todo rabiscado, quem rabiscou fui eu. Sinto um certo desdém pelo CENSURADO e sua companheira CENSURADA (e o fato de já terem me perguntado várias vezes se eu sou ele não ajuda).

CENSURADA é uma relaxada. Ela é uma designer badaladinha em BH, e tem bastante envolvimeto na noite mineira. Entretanto, apesar de alguns momentos de inspiração, ela sempre se envolve em erros crassos de falta de atenção, falta de esmero, falta de consistência, falta de conceituação e sobra de arrogância.

Paralelamente trabalho em um pequeno escritório que lida com clientes grandes e agências grandes. Uma em particular (puxa, será que um dia mencionarei seu nome aqui?) é bastante confusa. Essa semana em particular tive que fazer um projeto que foi e voltou varias vezes por problemas de decisão e hierarquia da agência, que pouco ou nada tinham a ver com a minha capacidade de realizar o trabalho.

No longo tempo que fiquei sem trabalhar realmente na área de design, e também no começo desse emprego me questionei muito. Ficava me perguntando se eu realmente sabia o que estava fazendo, se eu tenho algum talento ou disciplina necessários na área. E honestamente ainda não sei, o que me orgulho é da minha consistência e ética, e da constante necessidade de fazer algo embasado.

Independente disso o que mais me revoltou em toda essa questão foi o fato de que eu fiz o meu trabalho bem constantemente, mas tinha que refazê-lo pois desde o primeiro momento ele saiu da agência confuso e mal acabado. Tentei apenas manter a consistência que achei necessária para que tudo ficasse coeso. Mas nada disso adianta quando aqueles que estão "acima" colocam o carro na frente dos bois. E que autoridade eles tem de questionar minha dedicação e qualidade se o nível de excelência exigido de mim é muito maior do que o exigido deles mesmos?

Por isso creio que na verdade minha implicância com CENSURADA é valida, e pretendo continuar com o Jogo dos 7 erros até que eu encontre algo que realmente me satisfaça.

Da agência, além de serviços constantes, eu pelo menos ganhei um elogio pela qualidade e agilidade do trabalho. Ainda bem que alguém reconhece que sou bom.