quinta-feira, agosto 30, 2007

critica infundada

Os detratores de projetos colaborativos como a Wikipedia deviam dar uma lida nessa página antes de falarem bobagem. Em especial os ítens:

1 Não estamos à venda.

Se você espera que a Wikipédia seja comprada por alguma gigante da internet, não se preocupe. A Wikipédia é gerida pela Fundação Wikimedia, uma organização sem fins lucrativos baseada em São Petersburgo, Flórida - EUA. Somos sustentados por doações e nossa missão é trazer o conhecimento livre ao planeta inteiro.
Mais informações: http://wikimediafoundation.org/wiki/Main_Page

5 Nós zelamos muito pela qualidade do conteúdo.

A Wikipédia possui uma complexa relação de políticas e processos de controle de qualidade. Editores monitoram as modificações assim que elas acontecem, monitoram, também, tópicos específicos de seu conhecimento, as contribuições de um usuário, marcam artigos com problemas para que outros editores trabalhem neles, e discutem a pertinência de cada artigo e a sua permanência ou não dele na Wikipédia. Artigos com problemas são propostos para eliminação e os melhores são destacados na página principal. "WikiProjetos" focam o desenvolvimento de artigos em uma determinada área de conhecimento. Nós preocupamos sempre em fazer as coisas corretamente, e nunca deixaremos de pensar novas formas de fazê-lo.
Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portal_comunit%C3%A1rio

6 Não queremos que acredite em nós.

É próprio de um trabalho dinâmico, como a Wikipédia, enquanto alguns artigos são de qualidade extremamente superior, outros são incompletos e mal desenvolvidos. Temos conhecimento e admitimos isso. Tentamos sempre manter um nível elevado dos artigos, é claro, e tentamos encontrar maneiras de deixar o leitor a par do nível em que cada artigo se encontra. Mesmo no seu melhor, a Wikipédia tal qual uma enciclopédia, não é uma fonte primária, e possui limitações. Nós pedimos que você não condene a Wikipédia, mas use-a compreendendo o que ela é e representa.
Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Avisos_gerais

gladiator digital

Antes de mais nada devo dizer que considero o filme Gladiador uma obra inferior. Considerando isso, de acordo com um de seus roteiristas, William Nicholson, o astro Russell Crowe teria dito "Your lines are garbage but I’m the greatest actor in the world, and I can make even garbage sound good." ("suas falas são um lixo mas sou o maior ator do mundo e posso fazer até lixo soar bem.") a respeito de uma das falas do filme.

Bem, quando me forçam a fazer algo da maneira errada, e acaba funcionando, faço minhas as sábias palavras de Russel Crowe.

drama adolescente


Quando você retomar o amor por algo então perdido, você sempre pode contar com sua família para cortar o seu barato homericamente.

domingo, agosto 26, 2007

música 2.0

Depois de ficar babando ovo do Flickr, é hora de falar do Last.fm. Ele faz pela música o que o flickr faz pela fotografia, mas mais inteligente.

Ele sabe as músicas que você ouve e assim vai detectando padrões no seu gosto, através disso gera estatísticas das músicas que você ouve, pareia você com pessoas com gostos semelhantes e recomenda artistas. Há um sistema de rádio embutido para que você ouça coisas sem precisar baixar ou comprar e vários outros recursos como páginas de bandas, grupos de interesse, blog e eventos.

Ah, os eventos. Você marca os eventos aos quais vai e o lasf.fm te diz quem também vai, cada evento tem uma página onde você pode debater o assunto com outros comparecedores, ler críticas e postar as fotos (que são puxadas automaticamente do flickr).

Pois eu estava de bobeira ontem de manhã quando vi que o local do show do Nouvelle Vague finalmente tinha saído, que os ingressos estavam sendo vendidos a partir de ontem, e que estavam terminando. Liguei pro Marcos e fomos correndo. Acabei comprando três ingressos na esperança de que a Mi e o Nisfer vão comigo. E algumas horas depois eles de fato acabaram.

Bem, a Mi já disse que não vai poder ir ao Show, e o Nisfer disse um talvez. Alguém tá afim?

sexta-feira, agosto 24, 2007

foto 2.0

f_mafra. Get yours at bighugelabs.com/flickr

Quando descobri o Flickr há um tempo atrás fiquei maravilhado com o simples recurso das tags, algo pra mim ainda muito novo. Para mim hoje tudo tem que envolver tags, não consigo pensar mais na internet ou no meu computador sem isso, e se você não sabe o que é isso está no mínimo uns tres anos atrasado - a falta de conhecimento mínimo das pessoas a respeito dos recursos que a web2.0 proporciona me deixa estarrecido, pretendo falar mais sobre isso no futuro aqui.

Mas quanto Flickr, agora estou brincando mais com ele de novo, explorando os outros recursos, como grupos e mapas os fantásticos brinquedinhos do BigHugeLabs.

O Flickr é um ótimo exemplo de como a web2.0 pode ser divertida. Não é apenas uma página para colocar suas fotos do ultimo chá de bebê para que seus parentes as vejam (embora eu use bastante pra esse tipo de coisa), é também para você ver e ser visto por inúmeras pessoas. Descobrir novas formas de tirar fotos.

Na minha entrevista sobre o Overmundo eu falei que uma das satisfações de participar do site era ver minhas idéias sendo apreciadas (ou depreciadas) por completos estranhos, pessoas que não tem qualquer obrigação de serem legais comigo, ou de tentarem me educar. Mostrar seu trabalho para os amigos é fácil, difícil é mostrar para todos. E foi em um dos brinquedinhos o BigHugeLabs, o DNA, que descobri que algumas fotos minhas (mesmo que porcaria) estão se espalhando pelo mundo afora.

Mas é preciso algum cuidado. Atente-se à licensa que estão aplicadas nas fotos e que você aplica às suas, para se assegurar de não estar roubando trabalho dos outros ou liberando o uso de trabalho seu que não deve ser liberado. Há também a preocupação da privacidade, com a qual muitos ficam preocupados, e ela é válida até certo ponto, só não acredito em paranóia.

Flickr, como tudo na web2.0, é uma experiência coletiva, onde todos contribuem para o conteúdo de todos. É preciso achar o equilibrio entre o que deve ou não ser mostrado, basta sempre lembrar o ponto comum: o amor por imagens. E take back the web!

quinta-feira, agosto 23, 2007

quarta-feira, agosto 22, 2007

o profissional


IMG_9692, originally uploaded by f_mafra.

Acabo de ganhar um presente do Fábio "insane" TNT: Uma conta Pro no Flickr. Agora todas as minhas fotos foram liberadas, tenho tudo ilimitado.

Toca organizar tudo em sets e geotags (algo que já falei no blog e precisa ser mais explorado por todos). Aqui uma das primeiras fotos que subi no flickr que estava escondida e agora retornou. Aproveitem!

Enquanto isso, depois de aprender um pouco de ActionScript na raça para um job, já que o Fábio não podia me ajudar 100%, tirei licensa por causa da super-catapora (vide post anterior), já que a dor é bizarra e os remédios dão barato. Estou trabalhando de casa agora.

segunda-feira, agosto 20, 2007

mafra's burning in st. anthony's fire

Alguns dos parcos leitores devem saber que senti dores constantes no lado direito do tórax durante a semana passada. O que todos com certeza ainda não sabem é que lesões surgiram na mesma região durante o sábado.

O diagnóstico: Herpes Zoster. Que já aviso não está relacionada à herpes simplex, o tipo mais comum transmitido via oral e/ou sexual. O vírus zoster é na verdade o vírus da catapora. Inclusive é uma condição que só se manifesta naqueles que já tiveram catapora.

É um vírus que ataca o sistema nervoso e causa variáveis graus de dor (geralmente intensa). Eu já tive os sintomas da dor três vezes nos últimos cinco anos, da primeira vez fiz eletro e ecocardiograma; que nada acusaram. Da segunda, ano passado, fiz outro eletro e tirei raio-x do peito, nada também. Semana passada fui indicado a um gastrologista antes do surgimento das lesões.

Basicamente meus nervos estão fritando por baixo da pele. Tenho que tomar um remédio para restaurá-los ao normal, outro para controlar o dano da lesão na pele e mais um outro para a dor (que é terrível durante a manhã). Além disso tenho que repousar, já que o vírus costuma se manisfestar quando o sistema imunológico está enfraquecido (tive gripe mês passado, tenho trabalhado bastante e comecei a fazer fisioterapia a base de choque e ultrasom - que frita os nervos). Se não tratado propriamente posso ter dores crônicas por longos anos.

terça-feira, agosto 14, 2007

quando se tem dinheiro, se é ridículo?

Para aqueles que acham uma pessoa estressada demais, elétrica demais e com hábitos estranhos e insanos; apresento Steve Ballmer, CEO da Microsoft com um patrimônio estimado de 15 bilhões de dólares:



Sei que muitos de vocês estão pensando da mesma maneira que a relatada no post abaixo: "Ah, ele pode."

quinta-feira, agosto 09, 2007

dois pesos, duas medidas

Quando Marília, a insane, entrou no escritório, logo no começo a peguei bebendo na minha caneca de café. No melhor estilo de deboche, falei alto: "Quem está com a minha caneca?!"; em seguida me proximei dela e disse "Se minha namorada souber que você está tomando da minha caneca, ela te mata."

Pobre Marília assustou-se e logo me devolveu-a.

Um novo funcionário cometeu esse mesmo erro semana passada. E eu delicadamente (mesmo) disse "com licensa, mas essa caneca foi presente da minha namorada.", e ele também rapidamente devolveu. Mas os outros funcionários ficaram horrorizados com minha atitude, como se eu tivesse sido um monstro em pedir minha caneca de volta (de uma maneira simples e original, devo acrescentar) e ficaram me enchendo o saco.

Pois bem, hoje o chefe fez a mesma coisa com o tal funcionário novo, também a respeito de uma caneca. Ninguém comentou nada...

terça-feira, agosto 07, 2007

da amizade e da inteligência

"Devem-se escolher os amigos pela beleza, os conhecidos pelo caráter e os inimigos pela inteligência", o site Pensador credita esta frase a Oscar Wilde, embora eu não encontre outra fonte confiável para corroborar. Eu usava tal frase em certas ocasiões para justificar algumas companias e desafetos, e se pararmos para pensar ela tem de fato uma lógica louvável.

Mas a longo prazo a verdade é que ter amigos apenas bonitos cansa. A estupidez é banal, nos cerca a todo momento, tanto que sequer a notamos mais. A inteligência se sobressai muito mais, e então ela nos salta aos olhos.

Em uma linha do tempo mais longa, é mais estimulador ter amigos inteligentes, e agradeço muito a sorte que tenho, pois tenho um bom punhado deles.

Quando digo inteligentes, não estou me referindo ao quanto eles sabem sobre determinado assunto, mas sim a capacidade e disposição que têm para desvendar qualquer assunto que lhes interessar.

O Bruno está no estagio final de sua tese, e publicou o início de sua introdução. Confesso que não compreendi completamente, mas acredito que tenha captado a mensagem. Tanto que ousei fazer comentários editoriais gramaticais e de conteúdo, que para minha satisfação pessoal foram levados em consideração. Mesmo eu, um leigo vindo da área da estética (de fato um esteta) que trabalha no ramo da publicidade, tive capacidade de interpretar algo de alto nível acadêmico e me senti capaz de elaborar críticas (além de dúvidas) - algo a se orgulhar.

Assim, o texto cosmológico levou a um pequeno debate entre eu e um amigo da área de programação com parcos conhecimentos no assunto do qual ele se trata. Um debate saudável e produtivo, entre eu e um amigo que como eu, aprecia sentir-se desafiado por mundos inexplorados. Mesmo diante do fracasso do aprendizado, há o deslumbre e a empolgação de desvendar novos mares, e aí está a beleza dos amigos inteligentes, eles não se intimidam pelo fracasso, se deixam levar pela aventura.

Assim, a todos vocês recomendo uma outra citação de Wilde: "Não tenho nada a declarar exceto minha genialidade." (embora haja dúvidas sobre se ele realmente teria dito isso em uma alfândega).

está nos detalhes...


Novo iMac, agora menos gay.

domingo, agosto 05, 2007

chinese children


xi-chin-la, originally uploaded by f_mafra.

Esses casamentos, encontros familiares, encontros e papos de bebês estão me tornando melancólico.

the comeback?

Ando extremamente relapso com minha escrita. Meu karma no Overmundo nunca esteve tão baixo desde o começo do ano. Não tenho freqüentado o núcleo direito e não consigo escrever direito nem aqui (o que não é novidade).

Mas acabo de receber um e-mail me convidando para colaborar para um novo site sobre quadrinhos. Fiquei honrado e intrigado, pois não sei de onde surgiu o convite, já que nenhum texto meu sobre quadrinhos está publicado em lugar algum. Não conheço a pessoa que me convidou nem em orkut, então é realmente um mistério.

Mesmo assim é o tipo de convite legal de receber. Vamos ver se vai pra frente.

seja gentil com estranhos 2

Em meu outro post sobre gentilezas esqueci de fazer um update dizendo que aquele dia se tratava do "dia do amigo", o que explica muita coisa.

Mas hoje não era qualquer data especial que eu saiba e ocorreu algo de bom também.

Katrina tem um pequeno problema na luz de placa: uma delas está quebrada e fica pendurada, algo que já tentei arrumar sem sucesso. É possível prender de novo, mas depois de um tempo cai, hoje quando saí de casa reparei que ela estava caída e não me importei em arrumar.

Mas na volta percebi que algum estranho se importou, pois ela estava encaixada de novo. Com certeza ganha de roubarem o som ou riscarem a lataria...

sábado, julho 28, 2007

as coisas que você possui acabam possuindo você



Clube da Luta é mesmo um filme sensacional. E pretendo ler o livro eventualmente, mas para isso meu marasmo literário tem que ter passado há um bom tempo (e isso é outro problema). Lembro há um tempo atrás que o filme era uma febre entre meus conhecidos, todo mundo falava dele, e o quão incrível é.

Mas o que sempre me fascinou é como a maioria das pessoas que gosta do filme não entende do que o filme está falando. Claro que eu posso estar enganado quanto à minha interpretação, pode ser que como no caso de Tyler Durden, Clube da Luta se passe por uma coisa para falar de outra tão obscura que apenas um grupo muito seleto seria capaz de compreender.

O problema é que eles adorariam pagar R$50,00 em uma barra de sabão de plástico escrito "clube da luta" ou mesmo sabonetes de verdade da Paper St. Soap Company por R$20 ou mais a barra.

Calvin Klein, DKNY, IKEA, Macintosh, Microsoft, Starbucks, VISA, MasterCard, New Beetle; são todos símbolos que o filme destrói especificamente, entretanto muitos de seus fãs ainda os perseguem com afinco. Como se ter Windows Vista instalado no computador irá torná-los iluminados.

"Trabalhamos em empregos que odiamos para comprar coisas que não precisamos" é uma citação direta de Tyler. Quantas pessoas você conhece que odeiam seus chefes e em seguida dizem "Mas está tudo bem, comprei um celular com câmera agora." Concordo que as coisas não são tão simples quanto Tyler diz, e que muitas vezes é necessário ceder à máquina e escapar um pouco da banalidade da vida com aquisições fúteis; eu faço isso também, somos todos humanos afinal. Só não podemos fazer do escapismo uma dependência, e depois rotina.

É como a cena de Maria Antonieta em que a personagem título está experimentando sapatos e entre eles há um Converse All-Star (que eu não vi :P). Todo que tem all-stars achou esse detalhe absolutamente sensacional, não pelo que Sofia Coppola estava tentando mostrar, mas porque Maria Antonieta tinha um All-Star.

No fim das contas, acho que o principal é saber o que estamos fazendo, porque estamos fazendo e se não é aquilo que queremos fazer, agir para equilibrar a balança. Senão torna-se apenas inércia.

Cada vez mais percebo o quanto as pessoas desvalorizam relações e atitudes que não tenham um valor monetário envolvido. Se você faz algo apenas por fazer ou por amor, costuma ser questionado.

Lembro de uma semana em que trabalhei na campanha para uma operadora de celular, promovendo um "artista" musical que desprezo. No sábado seguinte participei de uma manifestação bem-humorada diante de uma de suas lojas. Fiz a campanha para ganhar meu salário e comprar DVDs, e fiz a manifestação para comprar minha alma de volta. Preciso de mais semanas desse tipo.

quarta-feira, julho 25, 2007

quem vai me levar?

Searchin' for fun
Where do you go?
Got your leather boots on
What do you know?

And they're playing garbage on the radio

Enter the dark
You wanna run
Enter the night
Where nobody knows you
Where the boys are and everybody's high

If enough is never enough
And you're down at heart
If the world is getting you down
Then come with us

If enough is never enough
And you're down at heart
If the world is getting you down
Then come with us

Back to the bar
Where the place is slamming
All the pretty queens and the sluts are dancin'
And the conscience of politcians sly
All sweat and lust and filthy habits
All the wannabes are going to sell their package
At the carnival of lonely broken hearts

If enough is never enough
And you're down at heart
If the world is getting you down
Then come with us

If enough is never enough
And you're down at heart
If the world is getting you down
Then come with us

If enough is never enough
And you're down at heart
If the world is getting you down
Then come with us

Come with us
Come with us
Come with us
Come with us

sexta-feira, julho 20, 2007

seja gentil com estranhos

Na estação Consolação, indo para casa com o Bruno e o Fábio, um deles reparou que sentada do lado de fora da escada rolante de acesso à estação, ao lado do vidro, estavam duas meninas "dando oi" para quem descia pela escada.

Descrentes eu e o Fábio voltamos para conferir. De fato estavam lá, duas meninas de uns 15 anos no máximo, segurando uma plaquinha dizendo "oiê". Nós demos um tchauzinho que foi correspondido com outro tchauzinho e dois largos sorrisos.

Não sei nem dizer o quão legal achei isso.

aula de cinema 2: como fazer um filme de ação - transformers

Há muito imagino para mim mesmo que filmes, quadrinhos e livros dariam bons filmes. Mas uma franquia que jamais tinha fantasiado sobre é Transformers. Nunca parei para pensar no assunto, mas imagino que seja devido à complexidade de convencer em live-action com uma história a respeito de robôs extra-terrestres que se transormam em carros.

Agora dê um passo para trás e imagine esses três elementos:
- Extra-terrestres
- Robôs
- Carros

Existe algo mais legal do que um carro que vira um robô?!!!!
Claro que não! Por isso fazer um filme sobre os transformers é absolutamente genial. Mas a responsabilidade que mencionei acima permanece.

Pois quando o filme foi anunciado irei registrar aqui que achei a escolha de Michael Bay corretíssima, pra não dizer excelente. As pessoas me olham tortoa quando falo qualquer coisa boa a respeito desse sujeito, e irei me explicar: Os filmes dos Bad Boys são divertidos; acho "A Rocha" um ótimo filme de ação e "A Ilha" é um guilty pleasure total (pelas seqüências de ação, o visual futurista e a Scarlett Johansson - totalmente compreensível, vai).

Querendo ou não o cara sabe criar ótimas seqûências de ação com um toque de bom humor inocente e algumas referências à cultura pop. O que falta nele é: Ser comedido, ser modesto, tato dramático e construir tramas inteligentes. E esses defeitos ficam claros em seus filmes mais ambiciosos (incluindo "A Ilha" ;).

É aí que entra Steven Spielberg, um ótimo produtor - que em algum grau concorda comigo, pois ele escolheu Michael Bay. Afinal, para que diabos precisamos ser comedidos quando estamos falando de Robôs que se transformam em carros?!

Assim combinamos a máquina que é Bay, com toda sua frieza, e o coração mole de Spielberg para um filme sensacional, de ação non-stop e muito bom-humor.

A partir do momento em que você convence sua platéia de que um carro pode se transformar em um robô inteligente e com emoções, nada mais é proibido. Acho que o último filme que aguardei com tamanha expectativa e fui correspondido foi "A Sociedade do Anel". Transformers me transformou em um adolescente novamente, como o personagem principal; um nerd louco para arrumar um carro e assim conseguir a garota.

E a novidade fica por conta dos humanos, já que a história do filme não tem segredo algum e deve ter sido decidida em uma reunião de 15 minutos. O pitaco de Bay fica claro no lado militar da coisa, cheio dos jargões, protocolos e testosterona exacerbada; e o de Spielberg também, com o garoto empolgado e ao mesmo tempo petrificado ao descobrir que seu primeiro carro é um Transformer.

Há um ritmo bom, e em termos de narrativa a primeira seqüência do filme foi uma decisão muito inteligente (mesmo que com uma veia marketeira). Temos diversas referências á detalhes que só os fãs irão captar, bem como à outros aspectos da cultura pop. Há sim escorregões em alguns momentos, como cenas que duram demais e outras que faltaram (meu amigo sugeriu uma excelente que não podia mesmo faltar) mas nada comprometedor. Nem vou falar dos efeitos pois seria covardia, por isso preste atenção nos efeitos sonoros, que são excelentes. Confesso que não prestei muita atenção na trilha sonora, mas a música durante os créditos é um lixo.

Um detalhe interessante de Transformers é que seu poster não leva o nome de nenhum ator, você ira assistir aos Transformers. Para aqueles que se importam com isso, como eu, há vários rostos e nomes para reconhecer; para os fãs há várias referências às séries de desenho; e para os que querem algo mais, tem humor na dose certa e muita simpatia tanto dos humanos quanto dos Autobots.

De qualquer maneira, basta prestar atenção no carinha correndo com a câmera que diz: "Nossa, muito mais legal que Armageddon" - Pode repitir isso vezes mil. Mesmo sendo estruturalmente simples, é um prazer inocente assistir ao filme, Transformers é "more then meets the eye".

aula de cinema 1: como não fazer um filme de ação - quarteto fantástico e o surfista prateado

Quando um filme ganha os tubos de dinheiro na estréia e na semana seguinte tem uma queda de 60% na renda, é sinal de algo muito simples: Ele não fez jus à antecipação.

Quarteto Fantástico 2 é assim. O filme é basicamente um saco. Se você achou o primeiro um filme fraco, vai querer se matar assistindo ao segundo. E aviso: A presença do Surfista não vale o preço do ingresso.

O filme se sustenta basicamente nas piadinhas estilo sitcom ruim que permeiam o filme inteiro, e são na verdade sua única constante. Elas são divertidas nos primeiros 10 minutos, mas depois da ponta de Stan Lee (que é a única coisa inteligente do filme) elas cansam, e muito.

O roteiro é risível, a tentativa descarada de mostrar uma tragetória "engrandecedora" nos personagens é mais uma piada de tão óbvia; tanto que só faltava ao final do filme aparecer o Gorpo ou o Mentor dando a lição de moral do dia. As explicações pseudo-científicas dadas para justificar o Surfista e Galactus são piores do que o technobable de um episódio ruim de Voyager. E como se não bastasse ainda temos um close ridículo no símbolo da Dodge quando surge o Fantasticarro.

Aliás, o Fantasticarro: Que merda. Se os executivos do estúdio não quiseram colocar Galactus em sua forma original dos quadrinhos pois pareceria bobo, qual a justificativa para o Fantasticarro? - Ah, eu mesmo respondi.

Falando em carros, a ação é besta. Quando você pensa que vai ver uma seqüência absurda, ela acaba no instante seguinte, e logo em seguida vem uma piadinha fora de lugar. Os efeitos especiais são competentes, especialmente para o Surfista, mas algumas seqüências pecam inexplicavelmente.

A presença e (falta de) lógica no raciocínio do Dr. Destino são um desserviço ao personagem. E o pobre Surfista (a verdadeira razão d'eu ter ido ao cinema) mal fala e não toma decisão alguma, ele é apenas uma ferramenta na mão dos outros imbecis personagens.

Eu até agora estou mesmo é embasbacado com a falta de coerência de um roteiro tão chinfrim.