sexta-feira, janeiro 25, 2008

seja gentil com estranhos 3

Hoje foi minha vez de ser gentil. Estava em um cruzamento próximo à estação Paraíso com o vidro arreganhado. Logo uma menininha pedinte se aproximou, e não podia por bem subir o vidro literalmente na cara dela. Então quando ela me pediu um trocado eu neguei, como faço de costume. Mas em seguida ela viu os dados de pelúcia que tenho pendurados em meu retrovisor, presente da minha irmã.

Ela logo os pediu, eu neguei com a mentira de que era um presente da ex-namorada, e se comprasse um novo não seria a mesma coisa. Ela então saiu dizendo que devia um presente a ela.

Foi então que me lembrei de uma Pucca do McLanche Feliz que estava perdida no carro. Procurei e logo dei para a menina, que feliz agradeceu.

Minha lógica foi: O que diabos um aliciador pode fazer com uma boneca de plástico? Não custa nada alegrar um pouco a vida da menina com um brinquedo inocente. Bem, na verdade custou, já que a Pucca não era minha, mas sim do Fábio.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

o ano do rato


Não percam a 3ª Festa do Ano Novo Chinês na Liberdade esse sábado e domingo. Estarei lá no sábado.

don't!


Para nós que não tivemos grindhouse na íntegra, aqui todos os trailers falsos. O melhor continua sendo o de Machete, que aparece no começo de Planet Terror (e vai virar filme afinal).

terça-feira, janeiro 22, 2008

keep the faith


Ontem, conversando sobre música, o papo acabou seguindo uma vertente meio gay, onde Britney Spears, Kylie Minogue e Justin Timberlake foram mencionados (e eu gritei AC/DC para me salvar). Invariavelmente caimos em Madonna, e declarei que não gosto.

Especialmente agora, mãe de dois, casada e já coroa. Ela insiste em ficar fazendo declarações e performances sensacionalistas, dignas de uma adolescente revoltada. Como esse lance da cruz espelhada que coloquei aí em cima. Me pergunto qual o nível de ridículo que uma pessoa dessa tem? Alguém que sai pulando de religião em religião tem a pachorra de ficar humilhando a religião dos outros. Se continuar assim ela vai acabar virando uma caricatura de si mesma (se já não virou) e ficar uma mala sem alça no melhor estilo Dercy Gonçalves.

Mas não é bem sobre isso que quero falar. Todos sabem (ou deveriam saber) que sou uma pessoa secular, e acredito que nossa sociedade como um todo deve ser regida por princípios seculares. Nada de falsas moralidades baseadas em mitologias. Não que mitologia não me interesse, sendo um amante de fantasia e ficção-científica, acredito que esse interesse esteja subentendido.

Entretanto, várias pessoas à minha volta, por seus próprios motivos, seguem vidas nada seculares, e escolheram suas próprias religiões para seguir. Minha avó reza para mim todos os anos, e faz questão de me dizer isso em meus aniversários. Imagino que se eu fosse Madonna acharia isso um absurdo e ficaria puto. Pelo contrário, fico muito feliz.

Não que eu acredite em sua reza. Mas essa é a maneira dela me oferecer algo, e tomar uma atitude real quanto ao meu bem estar. O efeito disso é irrelevante. O que importa é o ato em si, que demonstra compaixão e preocupação. Se ela acredita que está me fazendo bem, sem hipocrisia, e não estou sendo perturbado em qualquer esfera, do que eu tenho que reclamar?

Nesses tempos recentes, confesso que tenho sentido falta da fé em algo maior simplesmente para ter um poder mágico ao qual recorrer e pedir coisas. Não que minha vida esteja uma merda, pelo contrário, está bem movimentada e divertida, mas com o movimento vem decisões e turbulências, que as vezes são difíceis de lidar.

Então, como sempre, recorro aos meus amigos. Conto as fofocas e choro as pitangas. E ontem especificamente, pedi a um deles para rezar por mim. Pois eu não poderia fazer isso, não acreditando, seria uma mentira. Já ele, acreditando, faria alguma diferença. Talvez meu ponto esteja confuso. Não estou tentando avaliar quem está certo ou errado na questão religiosa. Mas em termos de fé, no caso dele estar certo, seus esforços serão sinceros e puros, gerando assim algo de positivo. No caso dele estar errado, ninguém sairá perdendo: ele desejará o bem ao próximo e eu me sentirei querido. De qualquer maneira, na pior das hipóteses, uma conexão humana será estabelecida.

tecnologia a favor do desperdício

Desde pequeno fui ensinado a fechar a torneira enquanto escovo os dentes, e conforme cresci, lavar o rosto e fazer a barba. Ao mesmo tempo, aperto o botão do elevador apenas em uma direção: a que me interessa ir.

Aliás, isso é algo que poucas pessoas parecem compreender. O elevador sabe onde ele está, e sabe de onde o estão chamando. Não sabe apenas para onde você quer ir. E ele irá buscá-lo quando estiver indo na mesma direção para onde você vai, assim economizando energia. Ou seja, se você vai ao 5º andar, o elevador está no 20º, e você no primeiro; não precisa apertar para baixo para ele descer, ele sabe que o térreo é para baixo, aperte para cima, pois é pra onde vamos. Já até saí no tapa com minha irmã por isso.

Dito isso, recentemente meu prédio instalou displays de andar em todos os andares. Assim você sabe qual dos elevadores está mais próximo e pode chamar apenas o que está mais próximo, assim economizando energia. Entretanto, esse simples conceito ainda não foi captado por todos do meu condomínio, já que muitos continuam chamando dois elevadores, a ponto de papel ter que ser gasto pedindo para que não se faça mais isso.

Enquanto isso, em uma determinada agência em que estou temporariamente, o mictório possui detectores de pinto para dar descarga automaticamente, e a torneira é daquelas de botão. Mas hoje mesmo testemunhei um sujeito já possuidor de cabelos brancos, segurando o botão da torneira enquanto escovava os dentes.

Moral da história: Não há tecnologia que barre o desperdício por ignorância.

thin air


Não gosto quando só fico cuspindo vídeo aqui, mas esse é muito engraçado.

double jeopardy

Pra quem ainda não se inscreveu, perdeu a promoção de fim de ano, ou não ganhou um convite meu pro CampusParty, estão rolando duas promoções simultâneas: aqui e aqui.

E corram, só tem 250 vagas sobrando, e diminuindo a cada dia. Quem ainda não entendeu o que é Campus Party está perdendo tempo.

UPDATE: Estudantes de Jornalismo e RP podem estagiar do CP com ajuda de custo.

domingo, janeiro 20, 2008

quinta-feira, janeiro 17, 2008

clean air




Agora que o MacBook Air saiu, todos estão debatendo se ele vale o preço abusivo que tem. Pessoalmente não tenho utilidade para um notebook que depende total e completamente de outro computador. Querendo ou não, ou você gasta ainda mais comprando acessórios que no fim das contas derrotam o propósito de ter algo pequeno e leve; ou regularmente precisará estar perto de outro computador para suprir a falta de um drive de DVD e a presença de uma única porta USB (e nenhuma porta de rede, apenas wi-fi).

Como regra, não acredito em pagar mais caro por algo apenas por ser pequeno (especialmente quando ele tem menos recursos que outros mais baratos). Talvez abra excessões no caso da pequeneza ser algo que de fato mude minha interação. Cabendo em um envelope ou não, o Air ainda é carregado e usado da mesma maneira que qualquer outro notebook, pode ser mesmo mais leve, mas eu não costumo sair em caminhadas com computadores à tira-colo. Se fosse algo absurdamente mágico, como um notebook que dobra todo e cabe no meu bolso, aí sim eu o consideraria mais.

Com tais recursos, o Air mais parece uma plataforma para executivos em salas de embarque ou um visualizador de slideshows em reunião. Claro, que numa roupagem ultra-chique. Na batalha entre os notebooks ultra-light, o vencedor, por incrível que pareça, é o Dell XPS.

Claro que admiro as conquistas do produto, a engenharia por trás é admirável. Em especial por um fato que as pessoas parecem não estar falando o suficiente. o MacBook Air é o computador mais amigável ao meio ambiente produzido pela Apple até hoje. Ano passado a Apple sofreu bastante no ranking de eletrônicos montado pelo Greenpeace (agora é a vez da Nintendo sofrer). O Air é uma boa reação à isso, com menos PVC e mercúrio e livre de bromo

Assim, a maior conquista do Air não é ser mais leve na sua mochila, mas mais leve na sua lata de lixo.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

iDork


Nos últimos dias de 2007 eu andei com minha fabulosa Katrina (um Ka, pra quem não decifrou esse nome super enigmático) paralelamente à uma Porsche a cinquenta quilômetros por hora em uma estrada. Sim, não estou mentindo, e estava a essa velocidade pois meu vidro estava estilhaçado e não queria que ele desmoronasse lançando cacos mortais sobre os ocupantes. Eventualmente a Porsche me deixou para trás em tremendos 70 mk/h. Tenho testemunhas.

Claro que não estou contando isso para me gabar, mas sim para ilustrar uma situação extrema em que uma incrível ferramenta é usada por um completo idiota que não sabe tirar proveito dela. Vemos isso o tempo inteiro: carros caros com motoristas terríveis; computadores velocíssimos nas mãos de operadores de Word ou, para as meninas, belas jóias enterradas em cabelos e maquiagem tenebrosos.

No mercado de trabalho isso também acontece muito. Claro que com o desenvolvimento tão rápido da tecnologia fica difícil explorar ao máximo todas as ferramentas disponíveis, mas ao menos uma ou duas devemos nos dedicar a compreender plenamente, mesmo que para descartar. Um bom profissional de qualquer área não depende de sua ferramenta, ele se vira com o que tem, e mesmo que o resultado saia cru, é possível ver nele a qualidade de alguém dedicado.

Boas ferramentas facilitam o bom trabalho, claro, todos sabemos. Mas se você é um fotógrafo porcaria, não adianta comprar uma câmera melhor. E se seu gosto musical é uma merda, ter um iPod não o deixará mais cool. E é por isso que estou escrevendo isso. Hoje no metrô havia um sujeito que era o típico analista de sistemas dos anos 80, daqueles que trabalha com mainframes em porões empoeirados e não têm discernimento suficiente para usar uma camisa não-xadrez ou colocar a cintura da calça em qualquer lugar que não acima do umbigo.

Ele possuia um iPod, ou ao menos o fone de um. E provavelmente estava ouvindo Enya, Mike Oldfield, Yanni, David Arkenstone ou qualquer coisa horrenda assim. Bom, só pra dizer isso mesmo: Não importa qual embalagem feita pelos outros você dê ao seu gosto ou seu trabalho, ele continuará sendo uma porcaria se você assim o fizer.

É como em Mateus 7:6 - "Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas"

domingo, janeiro 13, 2008

namoro sobre rodas


Estou de novo namorando scooters à distância, em especial as elétricas. Depois desse video fiquei ainda mais curioso para fazer um test-trive, ainda mais abendo que a motor-z está para lançar um modelo mais potente, de 1000W.

bye bye bill


O que me irrita em Appletards é justamente o fato de serem tards. Acreditarem que Steve Jobs é um deus perfeito sendo que ele não é capaz nem da humildade de usar roupas diferentes de vez em quando. Não que ele não seja um cara muito esperto, mas pensando bem, isso o Bill Gates também é, se não fosse, não seria podre de rico.

Mas claro, não consigo pensar em nada mais deprimente do que ser um Microtard (a não ser que você seja Gates ou Steve Ballmer).

Mas a diferença ao menos está no humor, algo do qual tenho que admitir, Gates tem; sendo capaz de tirar com a própria cara e até mesmo fazer piada com o Windows Vista. Simpático.

confissões galacticas



Não seria meu blog se não houvesse algo de BSG logo no começo do ano. Tem um outro preview com entrevistas no youtube mas não vou colocá-lo aqui pois contem spoilers descomunais. Também há outras versões desse mesmo teaser com personagens e frases diferentes.

Mais uma vez digo: quem não vê está perdendo! Só não acredite no lançamento em março no final do vídeo, pois será em abril.

sábado, janeiro 12, 2008

o que é nosso por direito


Me lembro de uma amiga que viveu por um tempo na Inglaterra, e depois de ter voltado ao Brasil recebeu uma grana do governo inglês referente aos impostos que pagara mas dos quais não tirara proveito. Não sei bem como isso funciona, mas lembro que fiquei triste (mais uma vez) pelas coisas no Brasil não funcionarem dessa maneira.

Entretanto o Estado de São Paulo começou a caminhar nessa direção. Desde o ano passado foi lançado o programa Nota Fiscal Paulista, sobre o qual eu ouvira falar marginalmente. Basicamente basta fornecer seu CPF ao pedir a nota fiscal em qualquer restaurante, e acumular créditos no estado que futuramente poderão ser utilizados em descontos no IPVA, crédito em cartão e outros usos.

Trabalhando fora de casa essa semana, tenho comido fora bastante, e no Shopping Villa-Lobos a maioria dos estabelecimentos estão já treinados para pedir seu CPF na hora da compra. Foi então que resolvi olhar melhor o programa, e embora não seja o ideal, já é algo do qual sinto orgulho de ver por nossas terras.

Uma das belezas do programa é que o consumidor não precisa fazer nada para participar fora fornecer seu CPF. Apenas para consultar e utilizar os créditos existe um pouco de trabalho, mas que pode ser realizado on-line. Residentes em outros estados fazendo compras por aqui também podem participar. Além dos restaurantes, há um cronograma de implementação para outros estabelecimentos, confira:

Outubro/07: Restaurantes
Novembro/07: Padarias, Bares, Lanchonetes e outros
Dezembro/07: Artigos Esportivos, Óptica, Fotográficos, Viagem e outros
Janeiro/08: Automóveis, Motocicletas, Barcos, Combustíveis e outros
Fevereiro/08: Materiais de Construção
Março/08: Produtos para Casa e Escritório
Abril/08: Produtos Alimentícios e Farmacêuticos
Maio/08: Roupas, Calçados, Acessórios e outros

Agora é sair cuspindo o CPF por São Paulo e denunciar os estabelecimentos que não estiverem dentro do esquema. É bom mesmo ver alguma coisa de fato voltar às nossas mãos.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

water4fuel



A imagem é ótima, mas o site é tosco demais pra ser verdade. Não dá pra acreditar. Pelo menos o tal gas mencionado é real. Quem quiser conferir tem também vídeos no YouTube.

2008

Começou! Bom, a vida continua. As mesmas decisões de sempre a serem tomadas. Em termos de blog, espero continuar falando de coisas mais interessantes do que minha vida pessoal. Pretendia fazer um post super interessante de inauguração do ano, mas a hora disso já passou, portanto fiquem só com essa porcaria.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

join up!


Não há mais romance na guerra

Tive um fim de ano militarístico. Quem me conhece sabe que me interesso por assuntos relacionados à guerras e conflitos em geral, não que eu entenda muito do assunto, e de longe creio que Guerras são a solução para qualquer questão. Mas negar que algumas guerras foram necessárias, e acreditar inocentemente que elas não ajudaram a nos moldar como uma sociedade, isso não faço.

Tendo dito isso, já era um fã de longa data do filme Starship Troopers, sem nunca ter lido o livro. E agora que o li, me tornei um fã de ambos. Para quem não sabe, Starship Troopers é um clássico da ficção científica com uma fortíssima veia militar, e é basicamente um veículo para as idéias políticas e filosóficas de seu autor: Robert A. Heinlein (de Um Estranho Numa Terra Estranha).

A idéia central do universo de STPs é que civis não são cidadãos. Para se tornar um cidadão pleno, com direito à voto e concorrer na política é preciso alistar-se nas forças militares, cumprir um termo básico de serviço e se aposentar (com honras, claro). Um fato importante na organização militar da Federação é que todos lutam. Não há serviços confortáveis em escritório, e para seguir carreira de oficial é preciso estudar muito e lutar ainda mais. Funções burocráticas, de instrução, recrutamento e manutenção são realizadas no tempo "livre", por civis contratados ou soldados incapacitados (a maioria mutilados) que se negam a sair da corporação mesmo com a óbvia dispensa médica.

A teoria por trás dessa aristocracia meritocrática voluntária é que alguém que se alista nas Forças Armadas está disposto a colocar seus interesses pessoais, ou sua própria vida, em segundo plano em relação ao bem comum. Voluntários militares possuíriam uma abnegação natural inexistente naqueles que não têm coragem de lutar. E por conseguinte também seria uma maneira de acabar todas as revoluções. Já que a revolução é resultado de insatisfação com um instinto de lutar, ela jamais aconteceria, pois todos aqueles que têm o instinto de lutar já estão na classe que detém o poder e portanto as ferramentas de mudança sem o uso da violência.

Mas não se engane, em STPs existe plena liberdade de expressão e de ir e vir. Qualquer um pode reclamar a vontade, mas não são todos que podem fazer algo a respeito. Existem outras questões levantadas por Heinlein no livro, como pena capital e como criar seus filhos, mas isso seria uma outra discussão.

Honestamente, não posso dizer que discordo. Já declarei que ao menos no papel, concordo com qualquer forma de governo: Anarquismo, Totalitarismo, Comunismo, Democracia e provavelmente outros que nem conheço. Mas isso, no papel, pois na vida real todas as formas de governo são falhas, em especial uma baseada em dar poder apenas àqueles que detém a força.

E é aí que entra o filme de Starship Troopers. Dirigido pelo mestre Paul Verhoeven (de RoboCop e Vingador do Futuro) ele é em essência uma paródia de tudo aquilo que o livro representa. E o faz com acidez e bom-humor excepcionais.

Vários elementos do livro foram mudados, o que a maioria dos fãs reclamam é a falta da Powered Armor, um ítem importante na história, ignorado pelo filme; mas ela é apenas um elemento high-tech em uma história que lida com questões muito mais profundas, e para a mensagem do filme se tornar clara ela não é necessária, talvez até distraísse do ponto (que tão poucos conseguiram capturar). Embora sua presença no livro seja um marco na história da Ficção Científica, no filme ela seria apenas um gadget numa história sobre conflitos, e não gadgets. No final o filme consegue apontar dedo e dar risada de toda a exarcebação militar presente atualmente nos EUA.

O que conecta-me a outro filme que vi recentemente, Why we Fight, documentário justamente sobre a industria de armas e sua influência em escalar o tamanho e quantidade de conflitos militares no mundo. Basicamente denunciando as indústrias que no "futuro" irão fabricar as Powered Armors. Industrias essas que por tabela enchem os bolsos de contrabandistas de armas, como no outro filme recente, Senhor das Armas.

Com Nicolas Cage e Jared Leto, dirigido por Andrew Niccol (do maravilhoso Gattaca); o filme consegue levar as questões de War on War ao seu extremo dramático, com uma acidez semelhante á de Starship Troopers, mas com um cinisismo ainda maior, já que o narrador é o vilão/herói da história.

E a maneira como a presença militar atua hoje em dia, é basicamente uma máquina de jogar tempo e dinheiro (além de vidas) no lixo, como é possível ver em Soldado Anônimo (de Sam Mendes, que nos trouxe Beleza Americana). Um conflito envolvendo 500.000 tropas em que passa-se mais tempo esquivando-se do tédio do que combatendo o inimigo.

E é exatamente isso que a máquina militar se transformou hoje. Um enorme desfile de gastar recursos que podiam ser melhor empregados simplesmente para defender interesses econômicos atravéz de Intimidação. Onde cada lado fica mostrando o tamanho de seu pinto até que o outro corra de medo de ter seu cu arrombado. Não existe mais defesa de território, liberdade ou ideologias. Os pobres soldados são tão enganados quanto os civis, e não detém poder algum. Robert A. Heinlein estava errado, Dwight D. Eisenhower estava certo.

Agora vou jogar America's Army.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

corram party


As inscrições pro Campus Party já estão à mil. Literalmente. Das 3 mil vagas, quase metade já foi. E ainda está acontecendo uma promoção de 100 ingressos grátis. Pode ser que já tenha acabado, senão, está acabando - portanto: corram.

Pena que tiraram meu nome do site. :(
Mas estarei lá!

UPDATE: A promoção já era. Mas ainda estão abertas as inscrições normais.

apple, shut me up

Bom, se a Apple quiser fechar meu blog, lá vai:

"I believe in January will be seeing a brand new device from Apple: A multi-touch notepad to wipe-out Microsoft's UPC. It shall be called MacNote"

Aguardo o contato dos advogados

sábado, dezembro 22, 2007

please don't go, FSJ

A história da Apple comprar o silêncio de webautores está crescendo como uma bola de neve. Tanto que achei que merecia um post só pra dizer isso, mesmo que pequeno (ao invés de dar um update nesse aqui).

Agora meu admirado Fake Steve Jobs está na mira dos advogados da maça também. Inicialmente confesso que fiquei confuso, já que antes de mais nada FSJ é um piadista, e não sabia se era fato ou não. Considerando que não é primeiro de abril, acho que ele está extendendo demais o assunto para ser só uma pregação de peça.

Me faz lembrar a propaganda de um computador inspirada em uma revolução anti Big-Brother (de 1984, não o reality show, sou obrigado a dizer) e controle total. Puxa, de quem era mesmo?



Xmas update: De fato os posts que preocupam a Apple têm a ver com "informações vazadas". E parece que FSJ tomou a rota nobre, se esse post for verdade, confesso que eu pensaria a respeito (ao menos em minha atual posição.