concurso 2.0
Agora o Flickr deu mais uma dentro. É o concurso Apresente o seu Brasil para o Flickr. Basta usar os recursos normais de um grupo e dos mapas do Flickr para participar com quantas fotos quiser.
Estou nessa com certeza.
Agora o Flickr deu mais uma dentro. É o concurso Apresente o seu Brasil para o Flickr. Basta usar os recursos normais de um grupo e dos mapas do Flickr para participar com quantas fotos quiser.
Estou nessa com certeza.
Tags: concurso, fotografia, web
Kosta, o greco-libanês, está há uma semana em SP. Temos nos falado e nos encontrado bastante, vários programas e tudo o mais. E agora o André está aqui em casa também. A grande notícia é que graças a sua fascinação por picanha e o atraso/sumiço do Bruno na quinta feira acabamos sofrendo de intoxicação alimentar nessa sexta.
Enquanto isso as pressões para terminar o portfolio continuam, ai meu coraçãozinho...
Thanks for your interest in Last.fm Your email has been forwarded to the appropriate hiring manager, who will be in touch shortly if an interview makes sense.
Na Graphic Novel V de Vingança, sobre a qual já falei várias vezes, a Inglaterra, por uma série de eventos é tomada por um governo totálitário e opressor, onde a liberdade é inexistente e as restrições e vigilancia do povo são intermináveis.
Bem, até a algum tempo eu estava testemunhando esse mesmo tipo de transformação em uma escala menor. Quando minha voz começa a perder cada vez mais a força ante as autoridades, mesmo quando o povo clama, tive duas opções:
1- Iniciar uma revolução.
2- Cair fora.
Como a revolução era financeiramente e matematicamente impossível, já que não estamos de fato falando de um governo a ser derrubado; e a opção do "ame-o ou deixe-o" foi claramente estipulada por aqueles com o poder, escolhi a segunda opção.
Sinto-me mais leve, apenas triste pois estou abandonando alguns amigos nesse navio que está obviamente afundando, espero encontrar um porto seguro em breve, e que eles façam o mesmo. É triste ver algo que você já gostou muito deixar esse gosto amargo na boca, poderia ter sido mais consistente na minha luta, mas tenho certeza de que no fim o resultado seria o mesmo.
Espero que essa manobra signifique o primeiro passo de muitos para resolver meus problemas de atitude, ainda mais porque ela exigirá várias outras manobras subseqüentes para estabilizar minha situação.
Estou pronto para novas aventuras e aberto a propostas e sugestões, só tenho que cumprir o aviso prévio...
Deixo vocês com Suburban Kids With Biblical Names:
Loop Duplicate My Heart
And it's bigger than everything i have ever done before
And it's bigger than everything i have ever done before
I've found a reason for staying home tonight
just by myself tonight - all by myself
i'm gonna loop duplicate my heart into a million songs
I've found a reason for going out tonight
i'm making out tonight - with my computer
I'm bringing guitars on hold on my multitrack - goes around
And is it really so?
So many interesting effects
I wanna try,
I wanna try them more on you
And it's bigger than everything I have ever done before
Can't get no sleep tonight - feels so good tonight
damn it feels so sweet tonight! - all by myself
the neighbours can't complain 'cause i got my head phones on
Can't get no sleep tonight - damn it feels so good tonight!
everything is allright now (my computer)
I'm gonna sing a million songs for you
so i hope you enjoy it
And is it really so? So many interesting effects
I wanna try,
I wanna try them more on you
And it's bigger than everything I have ever done before
And it's bigger than everything I have ever done before
And it's bigger than everything I have ever done before
Tags: honra, publicidade, quadrinhos, stress, studio, trabalho
Já falei sobre as maravilhas do Flickr duas vezes, e também sobre as maravilhas do last.fm. Agora é hora de uní-los. Como deveriam saber, na quinta estive no show do Nouvelle Vague, e lá fiz algo que não fazia a algum tempo: tirei fotos do evento.
Prontamente as postei no Flickr e em seguida usei um recurso que para mim é novidade. Ao organizá-las online acrescentei uma tag recomendada pelo last.fm que linkam as fotos diretamente à página do evento do site; que juntamente com o review que fiz, ajudam àqueles curiosos por opiniões e registros encontrá-los mais facilmente.
Mais um ponto para o last.fm. Bem, além das fotos fiz dois breves vídeos com trechos da última música tocada: Just Can't Get Enough, em uma versão diferente da que conhecia. Estão no YouTube, enjoy.
Tags: fotografia, musica, show, video, web
Morando a 10 quarteirões do Metro Sta. Cruz e trabalhando no Conjunto Nacional, em média gasto o mesmo tempo indo trabalhar de ônibus, metrô, carro ou bicicleta. Sendo que de carro é a maneira mais cara a estressante de fazê-lo, e de bicicleta a mais cansativa emocionante e saudável.
Embora eu esteja parado há algum tempo e não tenha ido de bike, essa semana reparei algo curioso: Pela vi marcas espalhadas pela Av. Paulista e pela Estados Unidos, como marcando uma faixa de bicicletas; procurei pela internet e não descobri se é alguma iniciativa governamental, parte de algum evento ou intervenção de algum grupo pro-bike.
De qualquer maneira é algo legal de se ver e é o registro de algum tipo de iniciativa, mesmo que tímida. Espero descobrir logo e que isso incentive as pessoas a usar esse meio de transporte sensacional.
Vale lembrar que o Dia Mundial Sem carro está se aproximando, e essa intervenção pode ter alguma relação com isso.
UPDATE: Cheguei a mandar um e-mail para a vereadora Soninha perguntando se ela sabia do que se tratava, até agora sem resposta. Mas meu amigo Ícaro sanou a dúvida, foi o pessoal da Bicicletada. E hoje, 18 de setembro, saiu uma nota na Folha (só para assinantes), mas lembre-se, você viu primeiro aqui ;)
Tags: bike, são paulo, saude, transporte
Bom, um ínfimo passo rumo ao futuro foi dado, na forma de fmafra.com. Não tem nada demais ainda, só uma telinha teaser e uns links para minhas atividades web2.0 mais respeitáveis. Espero dar notícias maiores a esse respeito em breve.
Por enquanto fiquem com "El Perro Del Mar"
god knows
I've been taking a lot without giving back
god knows
I've been taking a lot without giving back
you gotta give to get
you gotta give to get back
you gotta give to get
you gotta give to get back
you gotta give to get
you gotta give to get back to the love
god knows
I've been taking a lot without giving back
god knows
I've been taking a lot without giving back
god knows
I've been asking a lot without giving back
you gotta give to get
you gotta give to get back
you gotta give to get
you gotta give to get back
you gotta give to get
you gotta give to get back to the love
get back got to get back
get back got to get back
get back got to get back
get back got to get back
Em alguns casos pra mim é o contrário...
Depois de uma "week of hell" fui pra BH no feriado como uma decisão de ultima hora (que deveria ter sido a primeira decisão na verdade) e acabou sendo um feriado estranho, uma montanha russa de emoções praticamente.
Comentei com o André como a face de BH mudou para mim ao longo dos anos. Primeiro era o lugar onde eu passei minha adolescência, em seguida era só farra, depois namoro. E agora? Olho em volta e não vejo grandes chances de ser o lugar da farra de novo. Claro que ainda dá pra fazer farra, mas não de SER farra, se é que me entendem. Ainda é uma cidade que eu gosto muito, cheia de pessoas que eu adoro, tenho certeza de que algo será resolvido a esse respeito.
Já hoje foi um dia meio estranho. Pra começar que enquanto eu tomava um café com pão de queijo na rodoviária um passarinho pousou na minha mesa duas vezes. Na primeira dei um pedacinho de pão de queijo e ele voou feliz, da segunda tentei tirar uma foto com o celular, mas ele foi mais rápido e partiu.
E no fim do dia me entreti no metrô com uma criancinha simpática e brincalhona. Ajudou a tirar o stress das coisas que ficam batucando na minha cabeça. Fora o fato de que chegou aos meus ouvidos que alguém que já caiu muito no meu conceito andou falando o que não devia...
Para fechar, deixo essa letra fantástica das meninas Tegan & Sara. Mesmo elas sendo mais velhas, gostaria que fossem minhas filhas, só pra eu me orgulhar muito. A música encaixa bem, mas não sou eu que canta todos os versos:
This week or last week
I don't really care about it anymore
I write myself this letter
I tell myself you let me go
Without me
What's wrong with you?
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Your house or mine
I don't really care about it anymore
I close my eyes
I, I make myself unhappy so you'll go
Without me
What's wrong with you
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Oh, and I
I say damn your mood swings
Damn your mood swings
Oh, and I
I say damn your mood swings
Damn your mood swings
I'm calling out
I don't really care for your city anymore
I spend the night
I lay awake and miss you when you go
Without me
What's wrong with you
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Monday Monday Monday
Oh, and I
I say damn your mood swings
Oh, and I
I say damn your mood swings
Damn your mood swings
Oh, and I
I say damn your mood swings
Damn your mood swings
Oh, and I
I say damn your mood swings
Damn your mood swings
Hoje vou falar sobre o iPhone. Ou quase. Vou basicamente dizer que ele tem 8GB de memória interna custando US$400 (na Apple Store).E para comprá-lo é preciso fazer um contrato com a AT&T de dois anos; como o telefone é selado você não pode simplesmente trocar o chip pelo de outra operadora. Além disso todas suas funções são bloqueadas por software até que o telefone seja ativado pela operadora (embora já tenham encontrado métodos de burlar isso e usar o telefone como um PDA/iPod multitouch).
Ou seja, se você mora em um país como o Brasil, o máximo que pode fazer com seu iPhone é usá-lo como iPod de luxo, gastando no mínimo 400 dólares e mais umas contas da AT&T para isso.
Hoje saiu o novo iPod touch - tocador multimedia multitouch com funções de PDA e Wi-Fi. É basicamente um iPhone sem as funções de telefone, em versões de 8GB e 16GB, a partir de US$299.
Isso explica porque a Apple não reclamou quando desbloquearam os iPhones mundo afora. Mais grana no bolso deles, e ainda aposto que uma boa parte dos que fizeram essa manobra iPhone também vai comprar um iPod touch. Parabéns aos apressadinhos.
Tags: burrice, computadores, dinheiro, insane, tecnologia
Eu estou agora licensiando a minha pessoa como:
This work is licensed under a
Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.5 License.
Você pode:
Tags: creative commons, pessoal
Meu amigo comprou hoje um motofone, aquele celular feijão com arroz da motorola, que até agora eu achava algo aquém das minhas necessidades e cujo único atrativo era ser fino e barato.
Pois bem, comentando sobre o celular eu disse algo como "ah, esse seu celular com display de e-paper...", e o assunto e-paper entrou em pauta. "quando esse e-paper vai sair comercialmente, hein?", perguntou ele, então resolvemos checar no receptáculo universal de conhecimento.
Qual não foi a surpresa ao descobrir que o display do telefone é de fato feito de e-paper? Para quem não sabe e-paper é uma tecnologia que re-inventa o papel, projetando imagens em uma superfície fina e flexível; a imagem fica "impressa" indefinidamente e energia só é gasta quando a imagem muda. A leitura de maneira geral é menos cansativa que uma tela CRT ou LCD e mais fácil em ambientes muito iluminados. Visualmente a textura parece de fato mais com papel do que com uma tela (meio como aquelas lousinhas mágicas).
Agora pensem, o motofone é projetado e marketado como um celular simples e barato, voltado para aqueles que não se importam com muitas funções ou não tem como pagar por elas (a maior parte do menu é falado, para ajudar aqueles que não sabem ler). Levando isso em consideração, e-paper é de fato a escolha ideal, pois é barato e gasta pouca energia.
O telefone continua aquém das minhas necessidades, mas ganhou meu respeito pelo uso dessa tecnologia que eu considero do futuro. Está em evolução, e-paper colorido já é possível e não vou me surpreender quando as versões touchscreen começarem a surgir....
Tags: geek, genial, tecnologia
Os detratores de projetos colaborativos como a Wikipedia deviam dar uma lida nessa página antes de falarem bobagem. Em especial os ítens:
1 Não estamos à venda.
Se você espera que a Wikipédia seja comprada por alguma gigante da internet, não se preocupe. A Wikipédia é gerida pela Fundação Wikimedia, uma organização sem fins lucrativos baseada em São Petersburgo, Flórida - EUA. Somos sustentados por doações e nossa missão é trazer o conhecimento livre ao planeta inteiro.
Mais informações: http://wikimediafoundation.org/wiki/Main_Page
5 Nós zelamos muito pela qualidade do conteúdo.
A Wikipédia possui uma complexa relação de políticas e processos de controle de qualidade. Editores monitoram as modificações assim que elas acontecem, monitoram, também, tópicos específicos de seu conhecimento, as contribuições de um usuário, marcam artigos com problemas para que outros editores trabalhem neles, e discutem a pertinência de cada artigo e a sua permanência ou não dele na Wikipédia. Artigos com problemas são propostos para eliminação e os melhores são destacados na página principal. "WikiProjetos" focam o desenvolvimento de artigos em uma determinada área de conhecimento. Nós preocupamos sempre em fazer as coisas corretamente, e nunca deixaremos de pensar novas formas de fazê-lo.
Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portal_comunit%C3%A1rio
6 Não queremos que acredite em nós.
É próprio de um trabalho dinâmico, como a Wikipédia, enquanto alguns artigos são de qualidade extremamente superior, outros são incompletos e mal desenvolvidos. Temos conhecimento e admitimos isso. Tentamos sempre manter um nível elevado dos artigos, é claro, e tentamos encontrar maneiras de deixar o leitor a par do nível em que cada artigo se encontra. Mesmo no seu melhor, a Wikipédia tal qual uma enciclopédia, não é uma fonte primária, e possui limitações. Nós pedimos que você não condene a Wikipédia, mas use-a compreendendo o que ela é e representa.
Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Avisos_gerais
Tags: conhecimento, creative commons, livre, web, wiki
Antes de mais nada devo dizer que considero o filme Gladiador uma obra inferior. Considerando isso, de acordo com um de seus roteiristas, William Nicholson, o astro Russell Crowe teria dito "Your lines are garbage but I’m the greatest actor in the world, and I can make even garbage sound good." ("suas falas são um lixo mas sou o maior ator do mundo e posso fazer até lixo soar bem.") a respeito de uma das falas do filme.
Bem, quando me forçam a fazer algo da maneira errada, e acaba funcionando, faço minhas as sábias palavras de Russel Crowe.
Quando você retomar o amor por algo então perdido, você sempre pode contar com sua família para cortar o seu barato homericamente.
Tags: família, fotografia, pessoal
Depois de ficar babando ovo do Flickr, é hora de falar do Last.fm. Ele faz pela música o que o flickr faz pela fotografia, mas mais inteligente.
Ele sabe as músicas que você ouve e assim vai detectando padrões no seu gosto, através disso gera estatísticas das músicas que você ouve, pareia você com pessoas com gostos semelhantes e recomenda artistas. Há um sistema de rádio embutido para que você ouça coisas sem precisar baixar ou comprar e vários outros recursos como páginas de bandas, grupos de interesse, blog e eventos.
Ah, os eventos. Você marca os eventos aos quais vai e o lasf.fm te diz quem também vai, cada evento tem uma página onde você pode debater o assunto com outros comparecedores, ler críticas e postar as fotos (que são puxadas automaticamente do flickr).
Pois eu estava de bobeira ontem de manhã quando vi que o local do show do Nouvelle Vague finalmente tinha saído, que os ingressos estavam sendo vendidos a partir de ontem, e que estavam terminando. Liguei pro Marcos e fomos correndo. Acabei comprando três ingressos na esperança de que a Mi e o Nisfer vão comigo. E algumas horas depois eles de fato acabaram.
Bem, a Mi já disse que não vai poder ir ao Show, e o Nisfer disse um talvez. Alguém tá afim?
Quando descobri o Flickr há um tempo atrás fiquei maravilhado com o simples recurso das tags, algo pra mim ainda muito novo. Para mim hoje tudo tem que envolver tags, não consigo pensar mais na internet ou no meu computador sem isso, e se você não sabe o que é isso está no mínimo uns tres anos atrasado - a falta de conhecimento mínimo das pessoas a respeito dos recursos que a web2.0 proporciona me deixa estarrecido, pretendo falar mais sobre isso no futuro aqui.
Mas quanto Flickr, agora estou brincando mais com ele de novo, explorando os outros recursos, como grupos e mapas os fantásticos brinquedinhos do BigHugeLabs.
O Flickr é um ótimo exemplo de como a web2.0 pode ser divertida. Não é apenas uma página para colocar suas fotos do ultimo chá de bebê para que seus parentes as vejam (embora eu use bastante pra esse tipo de coisa), é também para você ver e ser visto por inúmeras pessoas. Descobrir novas formas de tirar fotos.
Na minha entrevista sobre o Overmundo eu falei que uma das satisfações de participar do site era ver minhas idéias sendo apreciadas (ou depreciadas) por completos estranhos, pessoas que não tem qualquer obrigação de serem legais comigo, ou de tentarem me educar. Mostrar seu trabalho para os amigos é fácil, difícil é mostrar para todos. E foi em um dos brinquedinhos o BigHugeLabs, o DNA, que descobri que algumas fotos minhas (mesmo que porcaria) estão se espalhando pelo mundo afora.
Mas é preciso algum cuidado. Atente-se à licensa que estão aplicadas nas fotos e que você aplica às suas, para se assegurar de não estar roubando trabalho dos outros ou liberando o uso de trabalho seu que não deve ser liberado. Há também a preocupação da privacidade, com a qual muitos ficam preocupados, e ela é válida até certo ponto, só não acredito em paranóia.
Flickr, como tudo na web2.0, é uma experiência coletiva, onde todos contribuem para o conteúdo de todos. É preciso achar o equilibrio entre o que deve ou não ser mostrado, basta sempre lembrar o ponto comum: o amor por imagens. E take back the web!
Tags: fotografia, web
Acabo de ganhar um presente do Fábio "insane" TNT: Uma conta Pro no Flickr. Agora todas as minhas fotos foram liberadas, tenho tudo ilimitado.
Toca organizar tudo em sets e geotags (algo que já falei no blog e precisa ser mais explorado por todos). Aqui uma das primeiras fotos que subi no flickr que estava escondida e agora retornou. Aproveitem!
Enquanto isso, depois de aprender um pouco de ActionScript na raça para um job, já que o Fábio não podia me ajudar 100%, tirei licensa por causa da super-catapora (vide post anterior), já que a dor é bizarra e os remédios dão barato. Estou trabalhando de casa agora.
Tags: amigos, fotografia, pessoal, saude, trabalho
Alguns dos parcos leitores devem saber que senti dores constantes no lado direito do tórax durante a semana passada. O que todos com certeza ainda não sabem é que lesões surgiram na mesma região durante o sábado.
O diagnóstico: Herpes Zoster. Que já aviso não está relacionada à herpes simplex, o tipo mais comum transmitido via oral e/ou sexual. O vírus zoster é na verdade o vírus da catapora. Inclusive é uma condição que só se manifesta naqueles que já tiveram catapora.
É um vírus que ataca o sistema nervoso e causa variáveis graus de dor (geralmente intensa). Eu já tive os sintomas da dor três vezes nos últimos cinco anos, da primeira vez fiz eletro e ecocardiograma; que nada acusaram. Da segunda, ano passado, fiz outro eletro e tirei raio-x do peito, nada também. Semana passada fui indicado a um gastrologista antes do surgimento das lesões.
Basicamente meus nervos estão fritando por baixo da pele. Tenho que tomar um remédio para restaurá-los ao normal, outro para controlar o dano da lesão na pele e mais um outro para a dor (que é terrível durante a manhã). Além disso tenho que repousar, já que o vírus costuma se manisfestar quando o sistema imunológico está enfraquecido (tive gripe mês passado, tenho trabalhado bastante e comecei a fazer fisioterapia a base de choque e ultrasom - que frita os nervos). Se não tratado propriamente posso ter dores crônicas por longos anos.
Para aqueles que acham uma pessoa estressada demais, elétrica demais e com hábitos estranhos e insanos; apresento Steve Ballmer, CEO da Microsoft com um patrimônio estimado de 15 bilhões de dólares:
Sei que muitos de vocês estão pensando da mesma maneira que a relatada no post abaixo: "Ah, ele pode."
Quando Marília, a insane, entrou no escritório, logo no começo a peguei bebendo na minha caneca de café. No melhor estilo de deboche, falei alto: "Quem está com a minha caneca?!"; em seguida me proximei dela e disse "Se minha namorada souber que você está tomando da minha caneca, ela te mata."
Pobre Marília assustou-se e logo me devolveu-a.
Um novo funcionário cometeu esse mesmo erro semana passada. E eu delicadamente (mesmo) disse "com licensa, mas essa caneca foi presente da minha namorada.", e ele também rapidamente devolveu. Mas os outros funcionários ficaram horrorizados com minha atitude, como se eu tivesse sido um monstro em pedir minha caneca de volta (de uma maneira simples e original, devo acrescentar) e ficaram me enchendo o saco.
Pois bem, hoje o chefe fez a mesma coisa com o tal funcionário novo, também a respeito de uma caneca. Ninguém comentou nada...
"Devem-se escolher os amigos pela beleza, os conhecidos pelo caráter e os inimigos pela inteligência", o site Pensador credita esta frase a Oscar Wilde, embora eu não encontre outra fonte confiável para corroborar. Eu usava tal frase em certas ocasiões para justificar algumas companias e desafetos, e se pararmos para pensar ela tem de fato uma lógica louvável.
Mas a longo prazo a verdade é que ter amigos apenas bonitos cansa. A estupidez é banal, nos cerca a todo momento, tanto que sequer a notamos mais. A inteligência se sobressai muito mais, e então ela nos salta aos olhos.
Em uma linha do tempo mais longa, é mais estimulador ter amigos inteligentes, e agradeço muito a sorte que tenho, pois tenho um bom punhado deles.
Quando digo inteligentes, não estou me referindo ao quanto eles sabem sobre determinado assunto, mas sim a capacidade e disposição que têm para desvendar qualquer assunto que lhes interessar.
O Bruno está no estagio final de sua tese, e publicou o início de sua introdução. Confesso que não compreendi completamente, mas acredito que tenha captado a mensagem. Tanto que ousei fazer comentários editoriais gramaticais e de conteúdo, que para minha satisfação pessoal foram levados em consideração. Mesmo eu, um leigo vindo da área da estética (de fato um esteta) que trabalha no ramo da publicidade, tive capacidade de interpretar algo de alto nível acadêmico e me senti capaz de elaborar críticas (além de dúvidas) - algo a se orgulhar.
Assim, o texto cosmológico levou a um pequeno debate entre eu e um amigo da área de programação com parcos conhecimentos no assunto do qual ele se trata. Um debate saudável e produtivo, entre eu e um amigo que como eu, aprecia sentir-se desafiado por mundos inexplorados. Mesmo diante do fracasso do aprendizado, há o deslumbre e a empolgação de desvendar novos mares, e aí está a beleza dos amigos inteligentes, eles não se intimidam pelo fracasso, se deixam levar pela aventura.
Assim, a todos vocês recomendo uma outra citação de Wilde: "Não tenho nada a declarar exceto minha genialidade." (embora haja dúvidas sobre se ele realmente teria dito isso em uma alfândega).
Esses casamentos, encontros familiares, encontros e papos de bebês estão me tornando melancólico.
Ando extremamente relapso com minha escrita. Meu karma no Overmundo nunca esteve tão baixo desde o começo do ano. Não tenho freqüentado o núcleo direito e não consigo escrever direito nem aqui (o que não é novidade).
Mas acabo de receber um e-mail me convidando para colaborar para um novo site sobre quadrinhos. Fiquei honrado e intrigado, pois não sei de onde surgiu o convite, já que nenhum texto meu sobre quadrinhos está publicado em lugar algum. Não conheço a pessoa que me convidou nem em orkut, então é realmente um mistério.
Mesmo assim é o tipo de convite legal de receber. Vamos ver se vai pra frente.
Tags: honra, pessoal, quadrinhos, textos
Em meu outro post sobre gentilezas esqueci de fazer um update dizendo que aquele dia se tratava do "dia do amigo", o que explica muita coisa.
Mas hoje não era qualquer data especial que eu saiba e ocorreu algo de bom também.
Katrina tem um pequeno problema na luz de placa: uma delas está quebrada e fica pendurada, algo que já tentei arrumar sem sucesso. É possível prender de novo, mas depois de um tempo cai, hoje quando saí de casa reparei que ela estava caída e não me importei em arrumar.
Mas na volta percebi que algum estranho se importou, pois ela estava encaixada de novo. Com certeza ganha de roubarem o som ou riscarem a lataria...
Clube da Luta é mesmo um filme sensacional. E pretendo ler o livro eventualmente, mas para isso meu marasmo literário tem que ter passado há um bom tempo (e isso é outro problema). Lembro há um tempo atrás que o filme era uma febre entre meus conhecidos, todo mundo falava dele, e o quão incrível é.
Mas o que sempre me fascinou é como a maioria das pessoas que gosta do filme não entende do que o filme está falando. Claro que eu posso estar enganado quanto à minha interpretação, pode ser que como no caso de Tyler Durden, Clube da Luta se passe por uma coisa para falar de outra tão obscura que apenas um grupo muito seleto seria capaz de compreender.
O problema é que eles adorariam pagar R$50,00 em uma barra de sabão de plástico escrito "clube da luta" ou mesmo sabonetes de verdade da Paper St. Soap Company por R$20 ou mais a barra.
Calvin Klein, DKNY, IKEA, Macintosh, Microsoft, Starbucks, VISA, MasterCard, New Beetle; são todos símbolos que o filme destrói especificamente, entretanto muitos de seus fãs ainda os perseguem com afinco. Como se ter Windows Vista instalado no computador irá torná-los iluminados.
"Trabalhamos em empregos que odiamos para comprar coisas que não precisamos" é uma citação direta de Tyler. Quantas pessoas você conhece que odeiam seus chefes e em seguida dizem "Mas está tudo bem, comprei um celular com câmera agora." Concordo que as coisas não são tão simples quanto Tyler diz, e que muitas vezes é necessário ceder à máquina e escapar um pouco da banalidade da vida com aquisições fúteis; eu faço isso também, somos todos humanos afinal. Só não podemos fazer do escapismo uma dependência, e depois rotina.
É como a cena de Maria Antonieta em que a personagem título está experimentando sapatos e entre eles há um Converse All-Star (que eu não vi :P). Todo que tem all-stars achou esse detalhe absolutamente sensacional, não pelo que Sofia Coppola estava tentando mostrar, mas porque Maria Antonieta tinha um All-Star.
No fim das contas, acho que o principal é saber o que estamos fazendo, porque estamos fazendo e se não é aquilo que queremos fazer, agir para equilibrar a balança. Senão torna-se apenas inércia.
Cada vez mais percebo o quanto as pessoas desvalorizam relações e atitudes que não tenham um valor monetário envolvido. Se você faz algo apenas por fazer ou por amor, costuma ser questionado.
Lembro de uma semana em que trabalhei na campanha para uma operadora de celular, promovendo um "artista" musical que desprezo. No sábado seguinte participei de uma manifestação bem-humorada diante de uma de suas lojas. Fiz a campanha para ganhar meu salário e comprar DVDs, e fiz a manifestação para comprar minha alma de volta. Preciso de mais semanas desse tipo.
Tags: cinema, conhecimento, consumismo, trabalho
Searchin' for fun
Where do you go?
Got your leather boots on
What do you know?
And they're playing garbage on the radio
Enter the dark
You wanna run
Enter the night
Where nobody knows you
Where the boys are and everybody's high
If enough is never enough
And you're down at heart
If the world is getting you down
Then come with us
If enough is never enough
And you're down at heart
If the world is getting you down
Then come with us
Back to the bar
Where the place is slamming
All the pretty queens and the sluts are dancin'
And the conscience of politcians sly
All sweat and lust and filthy habits
All the wannabes are going to sell their package
At the carnival of lonely broken hearts
If enough is never enough
And you're down at heart
If the world is getting you down
Then come with us
If enough is never enough
And you're down at heart
If the world is getting you down
Then come with us
If enough is never enough
And you're down at heart
If the world is getting you down
Then come with us
Come with us
Come with us
Come with us
Come with us
Na estação Consolação, indo para casa com o Bruno e o Fábio, um deles reparou que sentada do lado de fora da escada rolante de acesso à estação, ao lado do vidro, estavam duas meninas "dando oi" para quem descia pela escada.
Descrentes eu e o Fábio voltamos para conferir. De fato estavam lá, duas meninas de uns 15 anos no máximo, segurando uma plaquinha dizendo "oiê". Nós demos um tchauzinho que foi correspondido com outro tchauzinho e dois largos sorrisos.
Não sei nem dizer o quão legal achei isso.
Há muito imagino para mim mesmo que filmes, quadrinhos e livros dariam bons filmes. Mas uma franquia que jamais tinha fantasiado sobre é Transformers. Nunca parei para pensar no assunto, mas imagino que seja devido à complexidade de convencer em live-action com uma história a respeito de robôs extra-terrestres que se transormam em carros.
Agora dê um passo para trás e imagine esses três elementos:
- Extra-terrestres
- Robôs
- Carros
Existe algo mais legal do que um carro que vira um robô?!!!!
Claro que não! Por isso fazer um filme sobre os transformers é absolutamente genial. Mas a responsabilidade que mencionei acima permanece.
Pois quando o filme foi anunciado irei registrar aqui que achei a escolha de Michael Bay corretíssima, pra não dizer excelente. As pessoas me olham tortoa quando falo qualquer coisa boa a respeito desse sujeito, e irei me explicar: Os filmes dos Bad Boys são divertidos; acho "A Rocha" um ótimo filme de ação e "A Ilha" é um guilty pleasure total (pelas seqüências de ação, o visual futurista e a Scarlett Johansson - totalmente compreensível, vai).
Querendo ou não o cara sabe criar ótimas seqûências de ação com um toque de bom humor inocente e algumas referências à cultura pop. O que falta nele é: Ser comedido, ser modesto, tato dramático e construir tramas inteligentes. E esses defeitos ficam claros em seus filmes mais ambiciosos (incluindo "A Ilha" ;).
É aí que entra Steven Spielberg, um ótimo produtor - que em algum grau concorda comigo, pois ele escolheu Michael Bay. Afinal, para que diabos precisamos ser comedidos quando estamos falando de Robôs que se transformam em carros?!
Assim combinamos a máquina que é Bay, com toda sua frieza, e o coração mole de Spielberg para um filme sensacional, de ação non-stop e muito bom-humor.
A partir do momento em que você convence sua platéia de que um carro pode se transformar em um robô inteligente e com emoções, nada mais é proibido. Acho que o último filme que aguardei com tamanha expectativa e fui correspondido foi "A Sociedade do Anel". Transformers me transformou em um adolescente novamente, como o personagem principal; um nerd louco para arrumar um carro e assim conseguir a garota.
E a novidade fica por conta dos humanos, já que a história do filme não tem segredo algum e deve ter sido decidida em uma reunião de 15 minutos. O pitaco de Bay fica claro no lado militar da coisa, cheio dos jargões, protocolos e testosterona exacerbada; e o de Spielberg também, com o garoto empolgado e ao mesmo tempo petrificado ao descobrir que seu primeiro carro é um Transformer.
Há um ritmo bom, e em termos de narrativa a primeira seqüência do filme foi uma decisão muito inteligente (mesmo que com uma veia marketeira). Temos diversas referências á detalhes que só os fãs irão captar, bem como à outros aspectos da cultura pop. Há sim escorregões em alguns momentos, como cenas que duram demais e outras que faltaram (meu amigo sugeriu uma excelente que não podia mesmo faltar) mas nada comprometedor. Nem vou falar dos efeitos pois seria covardia, por isso preste atenção nos efeitos sonoros, que são excelentes. Confesso que não prestei muita atenção na trilha sonora, mas a música durante os créditos é um lixo.
Um detalhe interessante de Transformers é que seu poster não leva o nome de nenhum ator, você ira assistir aos Transformers. Para aqueles que se importam com isso, como eu, há vários rostos e nomes para reconhecer; para os fãs há várias referências às séries de desenho; e para os que querem algo mais, tem humor na dose certa e muita simpatia tanto dos humanos quanto dos Autobots.
De qualquer maneira, basta prestar atenção no carinha correndo com a câmera que diz: "Nossa, muito mais legal que Armageddon" - Pode repitir isso vezes mil. Mesmo sendo estruturalmente simples, é um prazer inocente assistir ao filme, Transformers é "more then meets the eye".
Quando um filme ganha os tubos de dinheiro na estréia e na semana seguinte tem uma queda de 60% na renda, é sinal de algo muito simples: Ele não fez jus à antecipação.
Quarteto Fantástico 2 é assim. O filme é basicamente um saco. Se você achou o primeiro um filme fraco, vai querer se matar assistindo ao segundo. E aviso: A presença do Surfista não vale o preço do ingresso.
O filme se sustenta basicamente nas piadinhas estilo sitcom ruim que permeiam o filme inteiro, e são na verdade sua única constante. Elas são divertidas nos primeiros 10 minutos, mas depois da ponta de Stan Lee (que é a única coisa inteligente do filme) elas cansam, e muito.
O roteiro é risível, a tentativa descarada de mostrar uma tragetória "engrandecedora" nos personagens é mais uma piada de tão óbvia; tanto que só faltava ao final do filme aparecer o Gorpo ou o Mentor dando a lição de moral do dia. As explicações pseudo-científicas dadas para justificar o Surfista e Galactus são piores do que o technobable de um episódio ruim de Voyager. E como se não bastasse ainda temos um close ridículo no símbolo da Dodge quando surge o Fantasticarro.
Aliás, o Fantasticarro: Que merda. Se os executivos do estúdio não quiseram colocar Galactus em sua forma original dos quadrinhos pois pareceria bobo, qual a justificativa para o Fantasticarro? - Ah, eu mesmo respondi.
Falando em carros, a ação é besta. Quando você pensa que vai ver uma seqüência absurda, ela acaba no instante seguinte, e logo em seguida vem uma piadinha fora de lugar. Os efeitos especiais são competentes, especialmente para o Surfista, mas algumas seqüências pecam inexplicavelmente.
A presença e (falta de) lógica no raciocínio do Dr. Destino são um desserviço ao personagem. E o pobre Surfista (a verdadeira razão d'eu ter ido ao cinema) mal fala e não toma decisão alguma, ele é apenas uma ferramenta na mão dos outros imbecis personagens.
Eu até agora estou mesmo é embasbacado com a falta de coerência de um roteiro tão chinfrim.
Tags: cinema, quadrinhos
Um site é composto de três coisas básicas: Conteúdo, forma (layout) e sistema.
Agora suponha que você trabalha com desenvolvimento para internet, fazendo layouts. Você faz um layout e o submete à aprovação. Ele é aprovado, mas ajustes e adições no conteúdo do trabalho também são enviados. Então você percebe detalhes do layout que não lhe agradam, então é hora de ajustar esses detalhes. Assim você modifica o layout até ficar satisfeito, mas sem sequer olhar as observações que foram feitas a respeito do conteúdo.
Eu preciso apontar onde está o erro no processo?
Desde que ouvi falar de Flickr Maps no excelente vídeo sobre web2.0 que a Mi postou fiquei com aquilo na cabeça e agora resolvi testar, e embora um pouquinho chato, é muito legal e vale muito a pena.
Lembram quando a internet estava começando a crescer pra valer? Sempre falavam: "Puxa, você pode visitar o Louvre e vários lugares do mundo sem sair de casa!". Quando finalmente consegui internet em casa, fui atrás dessa história e nunca entendi qual era a graça. Não me sentia no louvre ou em qualquer outro lugar, me sentia no meu quarto mesmo. Muito broxante.
Bem, com as geotags do Flickr! nos aproximamos um pouco mais dessa idéia. O dono das fotos simplesmente arrasta as ditas cujas para um ponto no globo (como um Google Maps) e o sujeito curioso que quer conhecer outros lugares além de ver fotos de satélite simplesmente fuça nesse mapa depois e acessa as fotos tiradas nos diferentes pontos.
Bem, eu fui o primeiro a postar uma foto de petrópolis, e o Flickr! lista São Paulo como tendo "lots" de fotos. Está na hora de outros usuários começarem a explorar e contribuir mais (web 2.0 pra mim é isso, uma constante experiência colaborativa). Para todos aqueles que adoram viajar ou sentem orgulho do lugar onde vivem creio ser essa uma ferramenta obrigatória.
Tags: fotografia, web
Um chefe é algo imposto. Você chega em um lugar e ele já está lá esperando, confortavelmente nessa posição, sua predileção para o cargo não é obrigatória.
Já um lider atinge esse título por merecimento. Ele é reconhecido entre a massa pela própria massa, e é elevado à uma posição moral que chefe algum pode derrubar. Aliás, na tentativa de derrubada o chefe vai mesmo é se queimar.
Todos sonhamos em fazer uma diferença na vida. Seja como um herói único ou como um anônimo em um evento de suma importância. Considerando a insignificância da raça humana como um todo perante a magnitude do universo conhecido (e desconhecido) e a insignificância de um mero indivíduo dentre tantos outros, as chances de você fazer diferença sendo um anônimo é muito maior do que sendo um herói.
Considerando essa lógica, por que não vestir a camisa e ajudar astrônomos na compreensão do nosso universo e expandir ainda mais o universo conhecido?
Para isso temos o Galaxy Zoo, onde você contribui com a pesquisa astronômica classificando galáxias, apenas distinguindo-as entre elípticas ou espirais. Basta olhar uma foto e clicar no botão de acordo e pronto, você contribuiu para diminuir a massiva carga de dados a serem analizados.
É como um seti@home mais pró-ativo. Vale a pena para matar o tempo e ainda faz bem pra alma coletiva.
Tags: astronomia, ciencia, conhecimento, cultura, mundo
No último feriado de nove de julho fiz uma pequena viagem ao estado do Rio de Janeiro. Eu e Guilherme rachamos as despesas da ida e depois eu me virei na volta, tudo embalado por Katrina, meu automóvel. Foi um feriado super família, com praticamente nada de turismo, embora os lugares visitados, principalmente Petrópolis (que eu nunca tinha visitado - onde os pais dele moram) valessem a pena.
Mas a viagem não foi livre de curiosidades, e isso com certeza tem alguma relação com o fato d'eu ter ido visitar o Bruno, sua mulher e filho.
Primeiro que a decisão de ir pro Rio, e de carro, foi feita na sexta-feira. Visto que os pneus não estavam em condições de enfrentar 1000km de estrada, providenciei a troca, balanceamento, alinhamento e cambagem na sexta. Como a DPaschoal é uma rede arcaica que não aceita cartão de crédito e meu salário ainda não tinha caído, tive que pagar com dinheiro da poupança, e agora estou me devendo (mas me permito parcelar). Ainda na sexta à noite, em uma curva leve da 23 de maio uma das calotas foi perdida por falta de colocar direito no lugar.
Como gastamos um tanque inteiro para chegar a Petrópolis, e lá a gasolina vem misturada com ouro, na hora de descer pro Rio colocamos apenas a quantidade necessária para tal. O resultado disso é que na hora de voltar pra SP na segunda, a reserva apitou no meio do túnel Rebouças, então tive que sair da via expressa antes de cair na Linha Vermelha. Aí desandou mesmo.
O lugar onde fui parar era basicamente um gigantesco cruzamento de vias expressas, com viadutos, saídas, curvas e rotatórias que não acabavam mais. Por fim acabei perto da rodoviária, um lugar desgraçado de feio, e depois de dar umas voltas sem sucesso pedi informações pra um funcionário aleatório da prefeitura, que simpaticamente me apontou pra um posto azul. Mas ao chegar, a surpresa: Era apenas de gás natural. Perguntando a um dos inúmeros taxistas presentes consegui a indicação da tão querida gasolina. Enquanto enchia o tanque, consegui direções para voltar à Linha Vermelha.
Feliz e contente (e um pouco afobado) procurando as placas de Linha Vermelha, percebi uma tarde demais, e por pouco não pego a saída seguinte, que na verdade me levaria à ponte Rio-Niterói. Por fim uma indicação conflitante: São Paulo para um lado, e Linha Vermelha para o outro. Como eu queria mesmo era voltar pra casa, mandei a Linha Vermelha pro raio que o parta e finalmente cheguei na Via Dutra.
Sendo que já eram mais de 16 horas quando finalmente estava onde queria, e na saída estava um trânsito digno de greve de metrô em SP, decidi aproveitar o máximo do pouco tempo de Sol que me restava e só fiz minha primeira parada bem depois da Serra das Araras.
Por fim cheguei em casa, cansado, torto, mas inteiro. Seis horas e vinte minutos do Leblon à Vila Mariana. Aguardo ansiosamente uma próxima oportunidade, mas sozinho de carro de novo, jamais.
Além disso tudo a bateria da minha câmera acabou e estava sem o carregador. Então só tenho fotos do carro e uma com os pais do Guilherme. E fiquei com o cinto que ele comprou pra namorada - pretendo usar, é de couro com rebites super rocker-style.
Algo a se notar: Tanto na chegada ao Rio quanto a SP, há placas indicando uma saída para Bonsucesso.
Como alguns podem ter percebido e outros já sabem, estava com um grave problema no meu teclado. Alguns acentos específicos, como crase e circunflexo não estavam funcionando corretamente, a tentativa de digitar "ê" resultava em "~e" e outas bizarreiras do tipo.
Fucei a internet como um doido e achei outras pessoas (inclusive o ombudsman da Folha online) com o mesmo problema mas nenhuma solução. O máximo de ajuda que encontrei foi "rode um anti-virus".
Bem, rodei o AVG, o Ad-Aware, o RegClean e o AVG Anti-Rootkit. Esse último deu algum resultado: Apontou um rootkit chamado eomd.exe. Mandei arrancar na semana passada e o problema cessou por alguns dias, mas depois voltou. Nem mesmo o ponto de restauração do sistema que eu criei ajudou em voltar as coisas ao normal.
Hoje resolvi arrancar essa merda de uma vez por todas, então cacei informações sobre o tal eomd e descobri que trata-se de um maldito keylogger que eu não sei como diabos veio parar aqui. Minha solução para o problema foi:
Rodar de novo o Anti-Rootkit e remover o eomd. Mas antes de reiniciar, rodei o regedit e mandei fazer uma busca por todas as instâncias do eomd e as apaguei manualmente. Pronto! Foi-se. Espero assim ter ajudado alguma pobre alma com o mesmo problema.
Ah, sim, mais uma dica: Como se trata de um keylogger, não se esqueça de trocar todas as suas senhas. E crie um ponto de restauração antes de mexer no registro!!
Tags: bug, informatica, rootkit, vírus
"O cliente paga seu salário, não pode falar mal dele assim." Será? Pelas costas eu falo o que quiser. Posso tratá-lo muito bem, mas isso não significa que eu goste dele. Dinheiro não compra minha empatia. Se você tem um serviço disponível, e alguém que precisa dele, esse alguém irá pagar. É puramente negócio, não há sentimento.
Mesmo prostitutas, cujo negócio é o prazer, separam os negócios dos sentimentos. Porque outras relações comerciais seriam diferentes? O mínimo de educação existe, mas é uma via de mão dupla, e no final não tem beijo na boca, é cada um pro seu lado e dinheiro na mão.
Não há porque florear algo baseado em dinheiro, ou muito menos achar que aquele que lhe paga em troca de trabalho está te fazendo algum tipo de caridade. Se voce é um profissional não há porque se portar ou ser tratado como um mendigo.
Afinal, o que voce está vendendo? Seus serviços ou sua servidão?
Bom, a funcionalidade principal que queria implementar aqui foi bem-sucedida! Agora a coluna de posts varia de largura de acordo com o tamanho do navegador ou a resolução de tela. Também acrecentei mais umas bobeirinhas ali do lado e espero essa semana acrescentar mais algumas.
A má notícia para 60% dos meus visitantes é que o blog não funciona direito no IE6 (não sei ainda como está no 7), mas quem manda não usar um navegador que preste? Estou sendo babaca mesmo, está na hora de tomar a web de volta! Eu visto a camisa total, Firefox mudou minha maneira de navegar e trabalhar.
Firefox, mais que um navegador, uma ferramenta de descoberta da Web.
Firefox + Developer Toolbar + Firebug; mais que um navegador, uma ferramenta de desenvolvimento.
O layout mudou, e os widgets do Blogger estão funcionando. Mas tem vários detalhes que quero mudar, um deles nem é tão detalhe, se eu aprender como fazer funcionar, vocês leitores irão reparar.
Enquanto isso na sala de (in)justiça falam mal de mim pelas costas por causa de outra situação desagradável não criada por mim, enquanto eu vou ao médico me tratar das seqüelas causadas por essas situações desagradáveis.
Depois da série de cancelamentos sociais de ontem resolvi montar o meu template novo. Pois bem, o que eu não sabia é que o código do Blogger Novo é totalmente diferente do anterior, e muda até umas coisas no CSS, variáveis, widgets e o escambau a quatro.
Como quero tudo o mais legal possível, quero um template compatível com o sistema novo. Então toca aprender sobre as novas variáveis.
O problema é que está dando tudo errado, meu código está totalmente estragado. Está tão errado que sem querer mudei o template pra um antigo de novo, e não cheguei perto de um avanço no meu template custom.
Pra quem ficou todo orgulhosinho de criar classes em Ajax, isso é um passo para trás!
Tags: blog, programação, trabalho, webdesign
São Paulo é uma cidade fria, não há como negar. As pessoas em geral são mais arredias a contato social com estranhos, ou mesmo uma continuação de contato com pessoas que conheceram recentemente.
Isso na verdade é meio que esperado, mas tenho percebido isso em um âmbito prático pois tenho tido contato maior com amigos vindos do interior, mais hospitaleiros e dispostos a dedicarem seu tempo.
As vezes questiono também o quão frio sou. E se penso demais acabo ficando louco. Mas espero que as pessoas não me levem a mal e façam comigo o mesmo que faço com elas: Continuem aparecendo.
I can't afford to breathe in this time
Nowhere to sit with out a gun in my hand
Look back up to the cathode ray
I'm better off dead
I'm better off dead
I'm better off...
Prove yourself
Prove yourself
Prove yourself
I want to breathe, I want to grow
I say I want it, But I don't know how
I look, I bleed, I beg and pray
I'm better off dead
I'm better off dead
I'm better off..
Prove yourself
(Why.............?)
Prove yourself
Prove yourself

Falei ontem que precisava fazer algo para estravazar, como ir no Jockey, no clube de tiro ou torturar animais.
Pois como ninguém quis ir comigo ao jockey e eu não tenho dinheiro ou coragem de fazer as outras duas opções, acabei indo ao cinema assistir Lady Vingança com o Marcos. Um filme excelente, que considerando as doses de tortura e desforra apresentados, foi quase como ir no clube de tiro.
Depois de comprar o ingresso fomos dar um pulo na Comix e comer alguma coisa, e nesse meio-tempo perdi o ingresso. Refizemos os passos e eventualmente, quando eu já tinha desistido, o Marcos achou-o.
Considerei que a perda do ingresso foi o último instante de mal agouro que anda rolando em tudo que eu faço, e que tê-lo encontrado foi o sinal de uma virada, de que agora as coisas vão progredir. Bem, a gente precisa achar esperança em algum lugar.
A terceira temporada de Battlestar Galactica (sem spoilers) foi focada no quão auto-destrutivos somos, e que no fim das contas não precisamos de outra força para nos aniquilar.
Do jeito que as coisasa andam, e olhando a maioria das pessoas ao meu redor, eu não vejo a hora dos Cylons chegarem na Terra. Os receberei de braços abertos...

Nessa semana, além do meu aniversário, passou o aniversário de José Antonio Mafra, meu avô, que morreu em 1997. Quando pequeno me lembro de sentir medo da hora em que meus avós morressem, pois eu gostava muito deles.
Depois que aconteceu, metade tornou-se verdade. Não tenho mais contato com minha "avó" desde a morte dele, mas dele eu sinto muita falta. Gosto da minha família, especialmente minha família extendida, e se há alguém de quem eu gostaria de dar orgulho e receber aprovação é dele. Já infernizei vários amigos contando as circunstancias da morte dele e falando o quanto eu tenho saudades.
Estou falando tudo isso pois hoje é dia dos pais nos EUA, e o postsecret está "especial dia dos pais". Um segredo que me chamou atenção foi esse:
Isso porque acho de suma importancia estimular a imaginação infantil. Participar na construção das ilusões. Lembro-me que um vizinho nosso, tio Sérgio me fazia acender um isqueiro perto do assento traseiro do carro pra "ligar o turbo" e ao mesmo tempo ele ligava o ventilador e pisava fundo. Além disso há a clássica história que minha mãe me contou no meu aniversário de 8 anos, de que éramos alienígenas e que meu vô era um cúmplice nosso que escondera nossa nave sob a represa da fazenda - fato que ele me confirmou ao telefone.
Essas bobagens nos ajudam a enxergar quando mais velhos que ainda é possível pensar em bobagens e passá-las para frente. E a quem melhor passar do que nossos filhos?
No caso já está tudo arranjado para passá-las ao meu afilhado, que receberá muitas pílulas de sabedoria direto do prof. Xavier.
Meu carro fica em um estacionamento ao lado do meu prédio. Quando está fechado, os mensalistas como eu tem uma chave para o cadeado.
Ontem à noite fui sair e segui o procedimento, mas na hora de abrir o portão de correr usei minha tosco-força e ele lançou-se além da barreira ridícula que segura suas rodas, descendo minha rua (que é uma ladeira).
Por sorte ele não virou em cima de nenhum carro que estava parado no meio-fio nem pegou em ninguém, e acabou parando em cima do portão do prédio. Um cara em um carro estacionado me ajudou a colocar no lugar e no fim das contas o portão ficou melhor, pois agora o cadeado está mais fácil de trancar.
PS: Este post é uma homenagem ao bruno e suas histórias anedotais absurdas.
Levantar da cama pela manhã está se tornando cada vez mais difícil.
E não tem nada a ver com o tempo.
Tags: pessoal
Para um futuro projeto Overmundiano meu, acabei indo parar no site da Academia Brasileira de Letras. E lá conferi a lista dos imortais. E foi então que descobri alguns nomes que muito me surpreenderam, apenas entre os atuais temos:
Ivo Pitangy
José Sarney
Marco Maciel
Agora, se formos buscar na lista completa, temos outro Presidente da República entre os imortais, o suicida Getúlio Vargas.
Bem, me surpreenderam não apenas pela presença deles, mas por minha ignorância do fato. Para jogar sal na ferida, dentre os Atuais, tenho certeza de ter lido textos apenas de Lygia Fagundes Telles, Zélia Gattai e Carlos Heitor Cony.
O conforto é que em terra de cego, quem tem um olho é rico. Eu ao menos sei quem são essas pessoas, mesmo que por outros "méritos".
Tags: ignorancia, literatura, overmundo
Hoje minha família, ou melhor, a Jaq, foi vítima de um falso sequestro. Ligaram aqui em casa com aquela velha fórmula: Um sujeito se passando por seqüestrado, em prantos, chamou por socorro e em seguida um negociador entrou na linha. O azar é que Jaq, a empregada, entregou meu nome e daí a coisa desandou.
Deu o celular dos meus pais, ficou fuçando na casa a mando dos bandidos procurando alguma coisa de valor, quase saiu de casa com o telefone sem fio na mão pra comprar cartão telefônico com o próprio dinheiro.
Por sorte Adriana, a vizinha, a impediu. Enquanto isso, tinha acabado de mandar um e-mail pro meu pai quando ele recebeu a chamada no celular:
- Estamos aqui com seu filho Fernando!
- Fernando?
- Você não tem um filho Fernando?
- Eu não!
Em seguida ele me ligou pra ter certeza que não tinha feito merda. Depois Adriana ligou e falei com a Jaq, em prantos, coitada, muito assustada. Depois toquei a ligar pra todos de casa.
Ou seja: Além de apagar dados do Orkut e títulos familiares do Celular, crie uma palavra-chave secreta com sua família e sempre PERGUNTE o nome da vítima, não dê. Mas na hora do susto, a gente sempre deixa de ser razoável...
In the middle of the night
Head on my pillow
Looking like a little ghost
Seems like all of the things
That you I gave me mother you
Have all gone up in smoke
In the middle of the night
You don't know what I'm thinking
But still the stars do sparkle and shine
Seems like all of the time
Our boat was slowly sinkingYou didn't even seem to mind
Now all I want to do is sleep
Now all I want to do is sleep
Now all I want to do is sleep

Toda semana espio o Post Secret; e já me identifiquei com vários segredos. Aqui replico um que me dá vergonha, mas acho que admitir já é um passo adiante.
Consegui virar durante a virada! Eu e o Adriano andamos pra todos os cantos do centro conferindo vários naipes de acontecimentos durante a Virada Cultural 2007. Balpe de Rapel;Cauby Peixoto; Serguei; Golpe de Estado e Psytrance estavam entre os melhores momentos.
Agora preciso organizar tudo na minha cabeça os eventos e o material colhido pra soltar no Overmundo.
Antes que perguntem: Sim, eu vi parte da confusão. Mas não participei de nada. Apenas corri de uma galera no São Bento e quase tive minha câmera levada por policiais no Anhangabaú. Infelizmente não tenho foto ou vídeo de nada carnudo para postar ou encaminhar à imprensa. Mas tudo deu certo, editei um clipe que em breve irei colocar no ar também.
Agora senti em primeira mão o que é viver em uma ditadura e não poder tomar o poder mesmo quando o povo assim o quer.

Bom, já escrevi meu super texto sobre o Rio, foi uma jogada meio arriscada no Overmundo, beirando um blog pessoal, vamos ver a receptividade, ainda mais com esse novo piso de 60 pontos para a publicação pode ser meu primeiro texto não publicado. Por mim beleza.
O feriado foi excelente, fora a parte do Rio em si, passar um tempo direto assim com a Ceci, o Bruno e o Gabriel foi ótimo. Logo que eu e a Mi chegamos já fomos botando a banca e mostrando pro afilhado quem é que manda, e ele está ótimo, muito risonho, brincalhão e receptivo.
Chegou ao ponto d'eu descer no prédio para brincar com ele sozinho. No meio da empreitada ele caiu feito uma pedra e desatou a chorar, daqueles choros com uma tomada de fôlego enorme e silenciosa, que assusta parecendo que a criança nunca mais vai respirar. Foi emocionante, ele chorou abraçado em mim e dali pra frente toda vez que ficava assustadinho ficava junto de mim. Já no final da estada, ele ter tentado chamar minha atenção repetidas vezes dizendo "tio" foi extra-fofo.
Como se isso não bastasse eu a Mi saímos com ele sozinhos pelas ruas e praia do Leblon, enquanto os pais da criança dormiam. E ele não deu trabalho em momento algum, até dormiu nos braços da Padrinha.
Pra variar fizemos uma comilança excelente, com uma nova versão da minha Salada Oriental. Só bobeei mesmo de não gravar um CD da Tigarah para ser a trilha sonora da viagem.
Há um tempinho saiu no Overmundo um texto falando sobre a falta de qualidade do livro Até o dia em que o cão morreu e a dificuldade que isso acarretou em adaptá-lo ao superior filme Cão sem dono. O fato do autor do texto (Fábio Godoh) não ter gostado do livro de longe não me incomodou tanto quanto o fato dele ter sido tão anti-ético nessa empreitada, pois como é explicado no texto e nos comentários, ele estava envolvido no processo de adaptação.
Eu trabalho com material de grandes clientes e grandes agências (e pequenos também - não os desmereço) e já mencionei aqui no blog como vira e mexe eles fazem uma zona com tudo que é trabalho, de detalhes a decisões importantes. Na verdade é um prazer pessoal meu corrigir os erros dos clientes.
Entretanto eu não os menciono por nome, por não achar isso ético. Eu estou inserido no contexto e é muito fácil ficar pondo a culpa nos outros, mesmo quando é dos outros. Mesmo quando fazemos algo que achamos menor, é um esforço coletivo para torná-lo maior, mas nem todas as batalhas se vencem.
Estou falando isso tudo porque hoje fiz um dos trabalhos mais perturbadores da minha vida. Transformei a foto de uma garota de biquini em uma menina pelada, para colocar um quadriculado censurando em cima; isso tudo para uma "campanha" anti-pedofilia. Quando terminei a alteração na foto, me senti muito mal e envergonhado, não queria que ninguém visse (e não porque ficou mal-feito, isso ficou, e tenho que retocar bastante) mas porque não tive orgulho do resultado final em qualquer aspecto.
O que me deixa mais abalado é a razão de ter posto aspas na palavra "campanha". Não será veiculado, é uma peça falsa para que a agência em questão entre em Cannes e concorra a um prêmio. Eu estou me segurando muito para não falar o nome da tal agência.
Um amigo que permanecerá anônimo acabou de me mostrar uma imagem desconcertante de um pênis esmagado e furado. Ele disse que não vai dormir por causa disso, eu não fiquei tão impressionado, porque eu não esmigalhei o meu pinto, eu desenhei aquela menina, e isso me perturba.
Um assunto grave como pedofilia, que poderia ser uma campanha séria, usado para simplesmente afagar os egos de uma agência. Minhas mãos estão muito sujas. Eu mantive a ética, e o cliente?
Depois acham estranho eu não gostar de publicitários...
Tags: ética, pedofilia, publicidade, studio, trabalho
Assista e leia:
Eu uso muito o cartão de débito. Não gosto de ter que ficar tirando dinheiro (e pagando a mais por isso, quando passo do meu limite de saques) e prefiro pagara aquele imposto safado do que só dar a grana pro banco. Mas essa propaganda agora me fez odiar cartões de débito.
Sim, é muito fofa e engraçadinha. Mas será que ninguém mais percebe o retrato podre que ele faz de nós, pessoas. Me lembra o THX 1138: Buy more, and be happy.
Tags: corporações, dinheiro, publicidade
O universo literário nacional está balançadinho por conta do tal projeto Amores Expressos. Para quem está por fora vou resumir: Enviar 16 escritores para 16 cidades do mundo, e de lá devem voltar com histórias de amor que serão publicadas pela companhia das letras.
O projeto é de Rodrigo Teixeira, que usou a lei de incentivo à cultura para angariar fundos, e para quem também não sabe: Com ela empresas patrocinam projetos culturais e ganham abate do imposto de renda. Em essência os contribuintes subsidiam projetos culturais dos quais não necessariamente tirarão proveito, e em muitos casos têm que pagar de novo para tirar proveito.
Tem vários escritores (todos não convidados para o projeto) achando tudo um absurdo, acusando de abuso e de panelinha, falando que os idealizadores só chamaram os amiguinhos. Mas não é assim? Quando você vai realizar qualquer projeto você vai chamar quem? Os caça-fantasmas? Vai fazer concurso público pra selecionar o cenografista do seu filme? Ou o curador da sua mostra? Não! Você convida alguém cujo trabalho conhece e confia e pronto! Sua obrigação dentro da lei é prestar contas. Enquanto isso estiver sendo feito eu não estou vendo nada de absurdo.
O que eu acho um absurdo são pessoas como Guilherme Fontes que usurpam milhões e não produzem nada! O que eu quero é ver Amores Expressos nas prateleiras!
Agora, a outra discussão que deveria haver é justamente o que falei: Nós pagamos duas vezes! Assim como patrocinar um projeto abate imposto de uma empresa, eu deveria poder mostrar meu IPVA na bilheteria e ver o filme de graça! Enquanto não tivermos QUALQUER industria cultural solidificada seguiremos assim, pagando tudo duas vezes.
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Acho que foi o Higor Assis que disse no encontro do Overmundo que postar colaborações numa quinta feira é uma má idéia, pois ela entra em votação no fim de semana e o número de votantes sempre é baixo.
Ele tem toda razão, soltei dois textos lá, um sobre o Cão Sem Dono e o outro sobre Até o dia em que o cão morreu, e estão correndo o risco de não serem publicados.
O esquema é mesmo publicar na sexta pra ser votado a partir de segunda.
É calculista, mas o importante é ser lido, e não tem nada como um bom timming para atingir esses objetivos.
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Antes de ir pra cama resolvi dar uma espiada no Google Analytics. Além de descobrir que o Daniel Galera andou passando aqui, olhei os resultados de pesquisas que trazem as pessoas ao meu blog.
"fotos meninas fudendo" continua gerando visitas, mas a novidade mais legal da listinha é "dj penelope+vintage set"
Alguém está caçando os sets da Gabi e caiu aqui!
Agora é oficial! Tenho dois curtas no meu currículo! E mandei ambos para o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá e o Festival de Curtas de BH. Agora é esperar pra ver se algum deles é selecionado para exibição, são meio estranhos e bobos, mas já vi tanta coisa besta em festivais que acho que existe uma chance.
Tudo graças à Mi que ficou me lembrando do festival de BH até eu terminar de editar e mandar.
É muito brochante quando você começa a fazer algo diferente no trabalho, uma nova maneira de fazer as coisas, algo que você queria tentar há muito tempo e acaba se perdendo tanto naquilo que não percebe o tempo passar, ao ponto de perder a hora de ir embora porque está de fato entregue ao que está fazendo e o seu chefe chega e diz para você: "fez só isso?"
Graças à Mi estou meio imerso no Daniel Galera nesse momento. Depois de ver "Cão Sem Dono" na segunda passada, nessa quinta fui no lançamento da nova edição do livro no qual ele é baseado: "Até o dia em que o cão morreu".
Além disso agora estou elaborando umas perguntinhas para uma entrevista que resolvi fazer com ele para publicar no Overmundo. Mandei um e-mail falando disso pra ele, e não recebi resposta, o confrontei no lançamento e ele jurou que respondeu positivamente, sei... ;)
Estou no cursto de Tableless e para matar o tédio estou me adiantando nessa "pauta", lendo um monte de coisas no blog dele e espiando o da mulher(ou namorada?) Tainá, tudo isso de uma vez só me fez novamente pensar em como minha vida poderia ser mais emocionante, cheia de coisas interessantes e curiosas para contar para os outros. Por enquanto fico vendo o que há de interessante na vida alheia e desejando pra mim, fica um gosto amargo na boca (acentuado pelo café da Impacta) e aspirações melancólicas voltam à mente.
Em paralelo, o lugar onde ocorreu o lançamento, a tal Mercearia São Pedro, é meio tricky de chegar, mas me pareceu um lugar bem interessante, mesmo que rapidamente, uma livraria/botecão. Não é taaaanta novidade para quem conhece o Café com Letras em BH, mas o Café é muito mais pedante e chiquetoso do que a Mercearia, espero voltar lá, de preferência num dia menos lotado.
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Acabo de chegar em casa da primeira edição do Prêmio Jairo Ferreira. Ainda estou digerindo a experiência e em especial o filme "cão sem dono", que foi exibido e tenho a obrigação de fazer uma crítica.
Nem foi tão cara dura quanto imaginei que seria, a entrada estava liberadíssima e foi super tranqüilo. Mas uma reflexão que tive como consequência do evento é de que preciso decidir melhor como quero continuar fazendo minhas "coberturas": ou eu me posiciono totalmente como o espectador-repórter e fico na minha relatando a experiência do homem comum; ou mergulho totalmente no personagem e aprendo a tomar notas direito além de tirar fotos direito e também entrevistar alguns presentes (mas para isso seria bom eu lembrar os nomes das pessoas para as quais olho e penso "já vi esse cara, ele fez alguma coisa importante").
Dada a minha timidez, em especial quando estou sem alguém à tira-colo, acho que vou seguir com um híbrido disso, pelo menos anotar eu tenho que aprender a fazer.
Mas não se preocupem, a cobertura não ficará deficitária!
Tags: cinema, curta, jornalismo, literatura, overfeed, overmundo, video
Hoje fui vizinho de dois grandes eventos:
1 - Manifestação/Confusão na Paulista. Trabalho no Conjunto Nacional mas a janela fica virada pro lado oposto da Paulista, então não deu pra ver nada. Estava com a câmera mas o João me podou e não consegui descer pra fazer umas tomadas da confusão, que com certeza teriam ficado legais, especialmente para um futuro zombie-flick.
2 - O circo A comitiva do Bush passou pela 23 de maio na frente da minha casa, mas como ninguém divulga o itinerário só fiquei sabendo quando aconteceu, e vi de longe a banda passar; se soubesse antes teria feito umas imagens também.
Agora fico aqui me remoendo.
Estava querendo gravar uns efeitos sonoros pra usar em um vídeo meu quando a Mi deu a sugestão de caçar na internet alguma coisa pronta e gratuíta. Meio cético, já que raramente encontro bons efeitos sonoros em sites, ou tenho que baixar coletâneas enoooooormes no BitTorrent ou Soulseek, resolvi procurar mesmo assim.
E não é que me deparei com um ótimo site? O Freesound Project. Encontrei os dois efeitos que precisava, apesar da lerdeza da minha conexão e de um deles ser tão peculiar que sequer sabia como descrevelo em texto.
O que um usuário comum pode achar chato é que é preciso se registrar (gratuitamente) para baixar os sons. Mas fiz de bom grado, ainda mais considerando que o Freesound é um projeto Creative Commons, uma iniciativa que apóio 100%.
E não sou só eu que estou tirando proveito desse recurso para um projeto audiovisual, o filme Children of Men (Filhos da Esperança - muito bom por sinal) usou um som do site, e deu o devido crédito (como podem ver na imagem abaixo).
Hoje recebi um email destinado a profissinais de imprensa, assim mesmo, escrito com destaque, convidando para a entrega da primeira ediçao do Prêmio Jairo Ferreira (com direito a exibição antecipada do filme Cão sem dono). É o segundo email que recebo desse tipo, o outro era para uma pré-estréia do filme Antonia, que eu não tinha como ir.
O curioso é que eu não sou um profissional de imprensa, o mais perto que chego disso é falar o que me dá na telha no Overmundo (que eu levo muito à sério, não se enganem), mas o e-mail no qual recebi o convite não é o que está cadastrado no Overmundo. Não entendi como chegaram a mim.
Mas o que importa é que dessa vez eu posso ir, e confirmei presença, sendo ou não um profissional. Aguardem no Overmundo minha cobertura e crítica.
Tags: cinema, filme, jornalismo, overfeed, overmundo
Toda vez que começa uma nova novela eu me pergunto a mesma coisa:
"Qual a diferença entre elas?"
Para mim todas contém os mesmos elementos, os mesmos personagens e as mesmas falas ridículas.
Estou fascinado pelo Google Analytics, tanto que coloquei pilha no escritório pra colocarmos ele em todos os sites que fizermos.
Coloquei há alguns dias aqui no blog e já estou colhendo resultados interessantes. Claro que esse é um blog super comum, mas alguns relatórios são surpreendentes. Alguns exemplos: o mito de que mais pessoas usam resolução 800x600 não vale para este blog, esses usuários são menos da metade (mesmo estando em segundo lugar); o navegador mais usado é IE6, mas o Firefox 2 está na frente do IE7 (eu especulo: Quem usa firefox é um grupo menor, mas mais consciente de sua navegação, e portanto mais exigente. Assim eles fazem questão de estarem atualizados no software) e outras tantas coisas mais.
Um dos dados mais curiosos no meu caso é o mapa de visitantes. Sou relativamente popular na Europa, depois do Brasil é o lugar com mais visitantes, especialmente em Portugal (incluindo Ilha da Madeira) e na espanha. Mas já tive acessos dos EUA, México e até República Tcheca. Mais curioso ainda, em paralelo, é que depois do Português, a língua nativa que mais acessa meu blog é o inglês, e na minha lista tenho apenas duas visitas somando EUA e Reino Unido.
O google continua detonando, agora com essa ferramente super útil para desenvolvedores/designers ou apenas para curiosos em geral.
Das 09:00 de quinta-feira até depois das 10:00 de sexta-feira trabalhei ininterruptamente em um mesmo site no escritório. Não saí do escritório nem para almoçar e o único sono que tive foi um cochilo de meia horinha.
Queria poder dizer que foi por causa de um puuuuuuta trabalho legal, mas não foi. Muita coisa deu errado e não foi feita da maneira que deveria ter sido por falta de comunicação do cliente e falta de planejamento. Pensei em colocar o link para o site aqui, mas depois do que já falei imagino que não seria ético. Quem tiver curiosidade posso mostar em off pessoalmente.
Esse tipo de stress é justamente o que eu não curto, como eu gostaria de poder fazer coisas com um planejamento melhor e poupar dor de cabeça para todo mundo.
Os dias estão corridos e estressantes. A matéria no Estadão saiu, e embora minha foto esteja grande, fui citado rapidamente (assim como um monte de outras pessoas). Pra quem não viu no papel, tem na net.
Meu texto está andando, e já está enorme, acho que vou podar. Mas não estou com cabeça pra terminar, stress demais em várias frentes. Mas não está perdido, provavelmente a matéria sairá de novo no Jornal da Tarde de quinta.
Tags: entrevista, jornalismo, mafra, overmundo, stress
Uma pequena nota:
Hoje sairá no Estadão uma entrevista comigo no caderno link como parte de uma reportagem sobre jornalismo colaborativo, por conta do Overmundo. Estou escrevendo um texto sobre a experiência e minhas opiniões sobre o assunto e espero terminar até o final do dia.
Fiquem à postos!
Tags: entrevista, fama, jornalismo, mafra, overmundo
Outro passo para retomar esse blog. Mudança para o Novo Blogger.
Estou em um curso de Tableless, na primeira aula, e o que rola agora é um monte de coisas sobre HTML básico que já estou por dentro. O Tédio impera, então não custa nada começar a mexer de novo nessa bagaça.