quinta-feira, outubro 20, 2005

me mostra!

Atualizando o assunto Mostra de Cinema, desisti de ver o History of Violence, já que ele vai estrear em breve no circuito (novembro ou dezembro), por isso me concentrei em filmes asiáticos, fiz uma lista com horários, quem quiser, me ligue. Os filmes marcados com **** são os que estou querendo MUITO ver.

- O Fim do Mundo/Namorados, de Shiori Kazama ****

22/10 sábado
13:30 Unibanco Arteplex 2

23/10 domingo
22:00 Sala Cinemateca

29/10 sábado
15:10 Cinesesc

Detalhes:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_590.shtml

- Dumplings, de Fruit Chan ****

22/10 sábado
23:00 Unibanco Arteplex 2

27/10 quinta-feira
17:10 Unibanco Arteplex 1
28/10 sexta-feira
16:40 Cine Bombril Sala 1

info:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_545.shtml

- O Mundo, de Jia Zhang-ke

26/10 quarta-feira
14:30 Unibanco Arteplex 1

30/10 domingo
20:10 Espaço Unibanco de Cinema 1

31/10 segunda-feira
16:00 MIS

02/11 quarta-feira
11:00 Faap - Fundação Armando Álvares Penteado

info:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_549.shtml

- Programa de curtas - 6

curtas:
Gwendolyne, Mi Primera Amiga En La Ciudad (Gwendolyne, Mi Primera Amiga En La Ciudad), De Juan Manuel Beiro Martínez (12´). Espanha

Waverley (Waverley), De Piers Thompson (26´). Inglaterra

Taxi Driver (Taxi Driver), De Youngchul Yang (13´). Coréia

A Rotina (La Routine), De Cedric Babouche (6´). França

Suzanne (Suzanne), De Mona Achache (7´). França

Sou Alice (Sono Alice), De Peter Macias (18´). Itália

25/10 terça-feira
14:00 Centro Cultural São Paulo

26/10 quarta-feira
22:00 Cine MorumbiShopping

30/10 domingo
14:50 Cineclube Vitrine 2

info: http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_870.shtml

- Pavão, de Gu Changwei

147 23/10
domingo
17:20 Unibanco Arteplex 2
762 31/10
segunda-feira
20:50 Cineclube Vitrine 1
796 01/11
terça-feira
15:20 Unibanco Artep

info:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_451.shtml

- Balzac e a Costureirinha Chinesa, de Dai Sijie ****

28/10 sexta-feira
19:30 Vão Livre do Masp

info:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_756.shtml

- Humilhação, Masahiro Kobayashi

25/10 terça-feira
22:30 Sala UOL de Cinema

29/10 sábado
18:50 Unibanco Arteplex 1

31/10 segunda-feira
17:50 Unibanco Arteplex 2

01/11 terça-feira
18:10 Cineclube Vitrine 1

detalhes:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_570.shtml

- 2046, de Wong Kar Wai ****

29/10 sábado
20:30 Sala UOL de Cinema

1/11 terça-feira
21:40 Cine MorumbiShopping

02/11 quarta-feira
14:00 Espaço Unibanco de Cinema 1

Mais detalhes sobre o dito-cujo:
http://www2.uol.com.br/mostra/29/p_exib_filme_579.shtml

segunda-feira, outubro 17, 2005

procura-se

Alguém para ir comigo na mostra de cinema. Não estou me importando muito com o que vai estrear depois, só sei que quero ver coisas obscuras, preferencialmente cinema oriental, psicologicamente pesadas, visualmente embasbacantes, com sexo ou com horror.

Os dois filmes que mais quero ver são esses:


2046, de Wong Kar Wai



A History of Violence, de David Cronenberg

sábado, outubro 15, 2005

transubstanciação

Estava precisando de uma calça nova, e queria ir na Renner, que costuma ter umas coisas legais e tem preço de classe média pé no chão. Então fui so Shopping Morumbi, já que perto da minha casa não tem nenhuma, com a Mi (que veio passar o fim de semana aqui).

Dei umas voltas lá e não achei nada que gostasse particularmente. Coisas boas, mas nada muito legal. Como a Zara era ao lado, resolvi olhar, já que isso pelo menos não custa, já sabendo que os preços lá são mais altos (mas se houvesse algo muito legal eu levaria).

Qual não foi minha surpresa a encontrar exatamente as mesmas coisas? Bom, não literalmente, mas tudo era muito parecido, até as camisetas tinham um estilo visual semelhante à algumas em exposição na Renner. E tudo com o dobro do preço. E pensei: Será que a Renner está virando a Zara ou a Zara está virando a Renner? A Mi optou pela primeira, mas eu pendia para a segunda.

Alguns minutos depois, conclui: A Zara está virando a Renner: Na Zara havia para vender uma camiseta do Super-Homem.

terça-feira, outubro 11, 2005

espinafre

No fim de semana fiz uma visita relâmpago a BH. Foi muito boa. Não só encontrei com a Mi (obviamente) como ainda tive ilustres momentos com Rafa; Zecão; Gabi; Fofa; Serginho; Lets; Clá; Ti; Lucas; Zubreu; Bárbara e muito mais.

Além disso fui no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) onde vi as exposições e comprei o lançamento "O Espinafre de Yukiko" do Frédéric Boilet. Acontece que ele estava por lá (ia dar uma palestra à tarde) e aproveitei pra pedir um autógrafo e explicar que sou "pesquisador" e gostaria de contactá-lo futuramente.

Então na segunda, logo que cheguei em casa, vi no jornal que teria o lançamento as 19:00 na FNAC. Me empolguei e nem fui de bicicleta pro trabalho, pensando em ir direto pra lá depois. Só que quebrei a cara, já que fiquei até as 18:50 trabalhando. Fiquei preso no escritório justo no dia em que tinha compromisso. Ô zica.

Mas eu recomendo muito o quadrinho. É parte do movimento que chamam de Nouvelle Mangá. Na verdade dá pra notar claramente que o estilo é muito mais franco-belga do que japones. De japão o que marca é a natureza da história, não a linguagem. Quero ver mais coisas dessa nova onda...

quarta-feira, outubro 05, 2005

$$$$$

Recebi meu primeiro pagamento. O chefe ainda me deu cinco dias de bonus que eu não trabalhei, ou seja, ele me curtiu. Excelente.

domingo, outubro 02, 2005

zombie survival chances

Official Survivor
Congratulations! You scored 73%!

Whether through ferocity or quickness, you made it out. You made the
right choice most of the time, but you probably screwed up somewhere.
Nobody's perfect, at least you're alive.



My test tracked 1 variable How you compared to other people your age and gender:
free online datingfree online dating
You scored higher than 26% on survivalpoints
Link: The Zombie Scenario Survivor Test written by ci8db4uok on Ok Cupid

sábado, outubro 01, 2005

é CLAAAAARO


é CLAAAAARO
Originally uploaded by f_mafra.
Comprei meu ingresso, tanto eu, quanto o Marcos e a Mi temos lugar garantido.

Antes de comprar dei uma ajeitada na minha bicicleta, enchi o pneu, lavei, levei na oficina (roubaram uma manopla minha, instalei novas junto com um espelhinho e troquei o bagulho que segura o selim). Amanhã é dia de test drive!

Depois fui no aniversário do Martin (irmão do Marcos) no paintball. Nunca tinha jogado. Como imaginei, é demais. Me diverti horrores: levei poucos tiros (só um marcou); tive um duelo com o Marcos, e na partida seguinte o fuzilei com a ajuda do Milton. Fiz uma incursão totalmente furtiva no campo inimigo (sem saber que não podia) e pra fechar com chave de ouro fuzilei um menino que acabou levando um tiro na cabeça que deixou um puta galo. Ele ficou chorando, puto da vida, e não aceitou minhas desculpas não. Mas também, se eu não atirasse nele, ele atirava em mim, esse é o propósito do jogo, não trapaceei (dessa vez ;), quem tá na chuva é pra se molhar.

Obviamente minha equipe venceu (fotos no flickr)

sexta-feira, setembro 30, 2005

cat scratch


cat scratch
Originally uploaded by f_mafra.
Essa foi uma das fotos mais legais que tirei no projeto de moeda, e não tem NADA a ver com o projeto. Pode ser que vire arqueologia da região daqui a uns 50 anos, então vou guardar ;)

Postei fotos dessa segunda temporada (to devendo faz tempo). Confiram no flickr:

http://www.flickr.com/photos/f_mafra/

quinta-feira, setembro 29, 2005

working class hero

As coisas estão indo bem no trabalho. Depois de uma semana lá me sinto bem adaptado. Agora estou até tocando um projeto, está ficando legal.

Nas palavras do chefe: "Cuida que o filho é teu".

terça-feira, setembro 27, 2005

assino embaixo

Álvaro Pereira Júnior escreveu ontem:

O novo disco do Los Hermanos se chama "4". O novo disco da Maria Rita se chama "Segundo". Sugestão: os dois fazerem, juntos, um álbum chamado "Último".

Fernando Mafra

domingo, setembro 25, 2005

i solemny swear i'm up to no good

Não gosto de Harry Potter. Não tenho a menor intenção de ler seus livros. Nâo creio que seja um tipo de literatura que esteja me fazendo fatal, que fá de fato me acrescentar algo. Não duvido que seja um bom entretenimento em papel, mas existem outros títulos que também o são e ao mesmo tempo possuem uma qualidade maior. Ainda por cima considerando que sou um péssimo leitor, que já lê devagar, vários livros ao mesmo tempo, e com longas pausas entre cada sentada, misturar HP nessa equação onde já enrolo para ler livros que realmente quero, não vai dar certo.

O mesmo eu diria sobre os filmes do garoto mago (não gosto do som da palavra "bruxo" em português, então digo mago). Eu sequer consegui assistir aos dois primeiros filmes até o final. O roteiro era mal construído, o filme mal conduzido, cheio de momentinhos inúteis que só interessariam a pessoas que leram os livros e com personagens que eu não me importava nem um pouco e tudo tinha uma cara muito boba. Nem os tais grandes perigos me pareciam ameaçadores. Achei uma tosqueira.

Entretanto, o terceiro filme me cativou. Assisti parte dele por acaso na casa da Mi (a irmã dela alugou, acho) há alguns meses. Queria continuar vendo, pois estava interessado, mas por algum motivo não deu. Bem, acabei de assistí-lo do começo ao fim.

De fato é um filme muito melhor do que os outros dois. Pra começar não existe desperdício de tempo com besteirinhas que não interessam a ninguém (isso realmente me irritou nos outros); a fotografia e a edição são muito melhores, assim como o roteiro e até os efeitos. Claro que podemos dizer que é muito mais confortável contar uma história em um universo estabelecido, mas isso não é desculpa pra trabalho mal feito. Existe um mistério bem trabalhado na história, os personagens estão mais legais (com excessão daquele ruivinho, que é um saco e o ator não ajuda nem um pouco).

Eu recomendo Harry Potter e o Prisioneiro de Askhaban. Ótimo filme de entretenimento.

PS: Não vale apontar HP como "coisa pra criança" para refutar minhas críticas. Só porque é infantil não quer dizer que deva ser mal feito.

sexta-feira, setembro 23, 2005

875C

Este é o número do ônibus que pegava para ir à escola Móbile, antes de me mudar para BH em 96. Também o pegava para ir trabalhar no estúdio do Marcelo Arruda; na Confraria247; no Museu da Casa Brasileira; pra dar aulas na Estação Especial Lapa e o pego quando vou pra USP.

Agora é também o ônibus que pego pra ir ao meu novo emprego, no umstudio.com.

Estou lá de webdesigner, oficialmente Assistente de Arte. É um escritório pequeno, trabalho com mais três e o chefe/dono. Rolam clientes legais como DM9, LewLara, Motorola, Votorantim e mais uns tantos. Comecei na terça e a semana foi boa, nada de trabalho pesado, apesar de meus pequenos momentos de pavor (pensando: puta merda, como vou fazer isso que ele me pediu?!).

O salário é um dinheiro legal e veio no momento em que eu mais precisava. Quero mesmo vingar nesse emprego pois estou curtindo o ambiente e acho que vou conseguir aprender umas coisas legais.

Aproveitando: Carol, minha irmã, foi promovida ontem. Finalmente boas notícias estão dando as caras. Só vai ser dureza não ter mais a liberdade de ir pra BH no meio da semana.

segunda-feira, agosto 29, 2005

agora fudeu mesmo

E meu pai acabou de ser demitido. Vai de mal a pior.

grumpy

não passei, problemas de relacionamento, problemas familiares, visitas constantes, sem dinheiro e ainda por cima meu pai me rouba meus cigarros.

tudo vai muito bem, claro.

sábado, agosto 27, 2005

erros primários

Meu pai usa um programa pra administração agropecuária chamado GVFarm. Eu não mexi nele o suficiente para julgar se é bom ou ruim, mas o velho gosta dele, tanto que o utiliza a anos e sempre conversa com o criador do soft para dar dias de possíveis melhorias.

De fato ele pode até ser muito prático e útil em termos de utilização, mas em termos de instalação e configuração ele é uma melequinha. O pior é que quando o programa não funciona devidamente meu pai vem falar COMIGO, sendo que são problemas do programa, não do computador, como se eu pudesse resolver a situação.

E meu pai ainda acredita em misticismos da informática, como a idéia de que o GV foi projetado para "qualquer windows". Isso não existe. Sendo essa plataforma xula, e mesmo que não fosse, cada versão do Windows tem diferenças com relações às anteriores que de fato podem afetar o funcionamento de programas antigos. Aquele adesivinho "designed for windows XP" não é apenas marketing. O fato do programa rodar apenas em contas de administrador não parece ser um alerta de que há algo errado com ele, nos olhos do meu pai. Agora, que o programa nem assim está funcionando meu pai quer que eu instale de novo. E não apenas isso, mas quer eu pegue na internet o arquivo de instalação novamente (que devo acrescentar: é um zip contendo meia dúzias de pastas que representam disquetes, para sentir o grau de atraso da coisa) como se miraculosamente, o MESMO arquivo vai se curar de eventuais problemas.

Essas coisas me deixam muito nervoso. Meu pai pede minha ajuda e não ouve porra nenhuma do que eu falo, de que essas "soluções" que ele apresentam não adiantam de nada, e que eu não sei fazer o programa funcionar quando o problema está nele. Quem pode resolver é quem fez o programa, é com ele que ele deve reclamar.

ARGH

quinta-feira, agosto 25, 2005

graham bell

Minha irmã arrumou um namorado. É um carioca mudo. Ele é mudo pois jamais me cumprimenta quando vem na minha casa, e também porque ele e minha irmã gostam de partilhar longos silêncios telefônicos.

Eles estudam juntos, passam tardes juntos e ele mora perto daqui mas mesmo assim ela constantemente me interrompe no computador pra conversar com ele, ou engaja nesses silêncios movidos a pulso.

Enquanto isso eu tento falar com minha namorada que mora a 600km e não consigo porque a Elisa não desocupa. E sequer atende as chamadas em espera.

IPC, sinceramente.

quinta-feira, agosto 18, 2005

la mer

Do Omelete:

Mais uma banda foi confirmada para a movimentadíssima agenda de shows internacionais no Brasil. A organização do Claro Que É Rock acaba de anunciar a presença do Nine Inch Nails como uma das suas atrações internacionais.

O festival, que chegou a mudar de data para aproveitar a agenda da banda, está marcado para acontecer nos dias 26 e 27 de novembro, simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro.


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eu TENHO que ir nesse show! Mas eu não tenho dinheiro, não tenho emprego, não tenho renda e aparentemente NINGUÉM a minha volta entende isso! Estou gastando o dinheiro que NÃO TENHO pra pegar ônibus e as pessoas vem me falar pra "guardar". Guardar o que? Estou ficando até nervoso com a falta de sensibilidade. EU ESTOU FALIDO. É tão difícil de entender? E EU QUERO IR NO NIN!


o show de uma vida, nunca quis tanto ir a um show

sexta-feira, agosto 12, 2005

ch-ch-changes

Quando Lula foi eleito, escrevi um texto para o defunto 6emeia sobre o qual recebi um feedback de uma conhecida que eu até hoje digo que não entendeu patavinas do que eu estava querendo dizer.

Lembro, que dentre outras coisas, criticava o chavão "tem que mudar" que as pessoas defendendo sua eleição usavam à exaustão. E eu questionava: Mudar o quê? E ninguém me respondeu ao certo.

Agora, com todo esse escânda-lo eu perguntou: Mudou?

terça-feira, agosto 09, 2005

gen

Todo esse papo de bomba pode ser bastante desgastante. Cheguei a me sentir mal com uma das respostas que tive, pensei até em apagar meu posta atômico. Mas nunca achei certo isso, o que foi dito foi dito, mesmo que se retrate depois, é parte da evolução do pensamento (por isso sempre achei ridículo quando alguem zera o blog ou fotolog).

É tudo mesmo uma questão de honra, seguindo o bushido, você deve se responsabilizar por aquilo que fez.

Não sou militar, não tenho nenhum parente militar, nem algum parente que tenha vivido a guerra.

Taopouco sou Japonês, aliás, como já falei, não tenho nenhuma herança histórica clara, embora eu tenha algumas vezes estabelecer conexões com meus antepassados. E já choraminguei por conta das minhas questãoes de falta de identidade.

Mas foi justamente no Japão que encontrei um lugar que admiro, com todas as suas belezas e defeitos, a história, a arquitetura, o povo, a cultura, a comida e a língua, tudo me atrai. E eu sempre tive um enorme respeito por eles. Não é a toa que quero tanto ir pra lá e compreender exatamente como eles funcionam e o que é de fato ser um japones (algo que jamais serei, e tenho plena consciência disso antes que me chamem de louco).

O que quero dizer é que eu de fato fiz uma análise fria dos eventos, pois tenho uma certa curiosidade com relação à estratégias de guerra, e acho a segunda guerra mundial um assunto fascinante e multidisciplinar. Não a endosso, mas não viro a cabeça para ela.

Eu entendo o horror, nunca cheguei perto de algo assim, e muito menos quero. Mas já vi relatos, vídeos e fotos demonstrando bem o que de fato deve sentir alguém nessa situação: desespero. Foi de fato algo horrível, e que seja assim, algo sempre no passado.

o dia seguinte

Bem, vendo a reação do Marcos (e nossa posterior discussão) gostaria de deixar algumas coisinhas claras para que não haja um maior número de desentendimentos:

Não acho a bomba uma coisa bonitinha, e também não acho que os EUA a lançaram por compaixão. Se exibir e amedrontar a URSS talvez seja conspiratório demais, embora bastante possível, mas de fato creio que, além de economizar vidas de soldados perdidas em uma eventual invasão, lançar a bomba foi uma real maneira de testá-la, e compreender todos os seus efeitos.

Como eu falei, era outra guerra, e outros tempos. E o peso da guerra no Japão pesava sobre uma população que pouco ou nada podia fazer, apenas sofrer. Claro que houve um sofrimento gigantesco por parte de quem teve contato com a bomba, e fico deprimido quase ao ponto de chorar de pensar no horror que deve ser passar por isso.

Naturalmente, a história é escrita pelos vencedores, e como o próprio Robert McNamara disse, ele muito bem podia ter sido julgado e condenado em um tribunal de guerra pelas decisões que tomou, só não foi pois estava do lado vencedor. Na guerra, algo terrível, até o seu final vem com um gosto amargo.

A bomba não é algo fofo e legal. Eu apenas quis colocar o acontecimento em perspectiva e ver o que aconteceu depois dele: Rendição japonesa; ocupação americana; reforma no sistema de governo japones; renúncia à guerra; renascimento nipônico. Outras decisões poderiam ter o mesmo resultado, claro, mas estou tentando olhar para o que de fato aconteceu.

Bom, não sou o único que pensa dessa maneira, e tem vários que discordam. Que venham os debates!

segunda-feira, agosto 08, 2005

necessary evil

Este era o nome do avião, que junto com o Enola Gay e The Great Artiste partiu para a cidade de Horoshima em 6 de Agosto de 1945.

Não sei se foi intencional, mas é uma ironia do destino que tal avião, que foi o responsável por tirar as fotos da missão, tenha participado desse evento que, em minha opinião foi de fato um mal necessário.

Com as "comemorações" dos 60 anos da queda da bomba em Hiroshima, acabei pensando mais no assunto do que de costume. Todos são contra o uso de armas nucleares e tudo o mais, e eu me incluo entre eles. Mas a guerra no pacífico foi em uma outra época, e carregava outro peso.

É fácil apontar o dedo aos EUA e xingá-lo por resolver destruir duas cidades em um estalo de dedos (sendo que na verdade havia mais cidades na "lista negra", embora Tokyo e Kyoto estivessem de fora). Mas não imagino que tenha sido uma decisão fácil.

Guerra é guerra, e independente do motivo pelo qual se está nela, queremos vencer. O fato é que o Japão realmente não estava lutando por uma causa justa; como a Alemanha, queria anexar novos territórios, e se livrar de pessoas indesejadas (como koreanos e chineses); e ele de fato começou a guerra (não vou começar outro papo polêmico incluindo Pearl Harbour aqui).

Mas o que sempre eu quis saber a respeito da segunda guerra é como o povo alemão vivia e pensava. Como será que eles lidavam com aquela idéia colocada pelos seus governantes? Eles concordavam de fato? Como era o dia a dia da guerra? E a mesma dúvida pairava sobre mim quanto ao Japão. O que ajudou a sanar isso foi justamante Gen (cuja segunda parte li recentemente). A guerra no Japão foi uma decisão arbitraria, militar e imperial, o povo pouco ou nada podia fazer a respeito. Na verdade, a guerra custou muito ao povo japones, que seguia e venerava cegamente seu imperador e quem ousava questioná-lo sofria graves conseqüências, um panorama que compreendi graças à primeira parte de Gen, que lida com os dias antecedentes à queda da bomba.

A segunda parte, que mostra o dia seguinte, é ainda mais triste do que a primeira. Vemos o desespero e desolação da cidade depois de um ataque mosntruoso sobre o qual não houve aviso e mal se entendia.

Mas o Japão já estava perdendo a guerra, e ia com certeza perdâ-la. Não havia maneiras de sobreviver na frente russa e americana simultaneamente, e uma invasão da ilha acabaria em mais derramamento de sangue. Os militares não estavam interessados em um Japão melhor ou no bem estar da população, eles seguiam cegamente o bushido (caminho do guerreiro) e não queriam entregar a guerra; colocando inclusive uma perspectiva otimista demais no caso de uma invasão.

O fato é que mesmo com algum movimento civil pedindo o fim da guerra, o Japão não iria recuar até que o último homem estivesse em pé. Então os EUA decidiu dar um chega pra lá atômico e mostrar que eles tinham a maneira definitiva de acabar com a guerra, e que ela não seria bonita.

Claro que podemos pensar "e se", talves uma invasão não tivesse as mesmas conseqüências desastrosas que as bombas (sendo a mais visível dela os efeitos de envenenamento radioativo). Mas a vida, e a guerra não são feitas disso, são decisões absurdas e calculadas. Vendo um outro documentário, sobre Robert McNamara, vi sua participação em calculos de eficiência nos bombardeios sobre o Japão, a precisão dos números eram assustadoras, e na verdade os bombardeios convencionais e incendiários mataram muito mais gente que as duas bombas. A grande diferença é que sem as explosões, o conflito se arrastaria ainda mais, desgastando um povo já sofrido.

A bomba não é bonita, mas nem era a situação interna do Japão. E hoje ele é um exemplo, sendo o único país a sofrer esse tipo de ataque, ele deu a volta por cima, voltou o orgulho nacional para dentro de si para se reerguer e coloca em perspectiva os resultados da guerra como uma maneira de ver o futuro que não quer para si.


RESET

quinta-feira, agosto 04, 2005

bond wheels

Já imaginaram o James Bond andando nisso?



Graças a um boato, agora eu já imaginei. Só que eu não quero é ver!

quarta-feira, agosto 03, 2005

família mafra


família mafra
Originally uploaded by f_mafra.
Eu moro aqui.

Agora, além da Wikipedia, estou viciado no Google Earth, esperem só eu começar a combinar essas duas ferramentas fenomenais.

Carta aos petistas

Por Marcelo Tas. Tenho que criar o hábito de ler o blog dele.


Por não ser petista, sempre fui considerado "de direita" ou "tucano" pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.

Vejam, nunca fui "contra" o PT. Antes dessa fase arrogante mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a votar nos "cumpanheiro". A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de 80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual aliás, eu não participei.
Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido dos Trabalhadores. Vou citar duas.

Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas. Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um dos nossos.

Segunda: o nome do partido. Por que "dos Trabalhadores"? Nunca entendi. Qual a intenção?

Quem é ou não é "trabalhador"? Se o PT defende os interesses "dos Trabalhadores", os demais partidos defendem o interesse de quem? Dos vagabundos?

E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam. Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava. Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser "dirigentes do partido". Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae deles.

Repare no choro do Zé Genoníno quando foi ejetado da presidência do partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele. Ia ter "que sobreviver" sem o partido. Isso é: procurar emprego. São palavras dele, não minhas.

Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20, talvez 30 anos... Digam-me, qual foi a última vez, antes de virar presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina mole de atirar pedra em vidraça.

Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores não trabalhava!!!

Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?

Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de dólares ou o Marcos Valério. A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em Paris... misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da França... outro que tá mais enrolado que espaguete.

Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.
Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa 2... Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe) de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o filme do início jogando todos na lama.


Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca fui amigo dessa gente.

Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os "dirigentes", "conselheiros", "tesoureiros", "intelectuais" e demais cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos, todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal, peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a realidade brasileira. Vai lhes fazer muito bem. E quem sabe depois de alguns anos pegando no batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de trabalhadores.

Assinado: Marcelo Tas

terça-feira, julho 26, 2005

duas coisas que odeio e uma coisa que desejo

- Odeio quando a vaga pede pra você dizer sua pretensão salarial.
- Odeio quando acham que webDESIGNER tem que saber programar.
- Queria que o shoutcast funcionasse.

segunda-feira, julho 25, 2005

remember, remember, the 5th of november

Será o dia em que os irmãos matrix irão cagar uma excelente história. Eu sei que é babaquice falar mão do que ainda não se viu, mas eu não posso me conter. Já ouvi diversas notícias sobre o filme do V de Vingança, mas nenhuma delas é tão poderosa e emblemática quanto o próprio trailer.

Estou mais que com o pé atrás, já andei praticamente uma maratona de costas com esse filme. Mas mesmo assim tenho alguma esperança, porque amo V. Logo que saiu o poster, fiquei ressabiado pois diz que "uma visão descompromissada (será que traduz assim?) do futuro é trazida pelos criadores da trilogia matrix"; como se V não fosse uma criação do Alan Moore e seu parceiro David Lloyd . Em vista das decepções que estão acontecendo acerca do filme a Mi acha uma coisa boa, já que se o filme for uma meleca, não vão achar que é culpa do Moore.

E agora vou explicar porque o trailer fudeu tudo: Até que estava indo bem, umas imagens interessantes, boa movimentação do V e apresentação da idéia por trás da coisa (apesar de alguns exageros, como ficar rodopiando as adagas). Mas perto do final vem a bomba: V lança adagas em bullet time! ARRRRGHHHHHHH - Porrraaaaa! Puta Merdaaaa! E ainda tem gente que chama esses irmãos de criativos! Como assim?!

Bom, assistam vocês mesmos.


mas lembrem-se, bom ou ruim, o filme saiu de um quadrinho MUITO bom que é do ALAN MOORE

people who died

Na onda de LAND OF THE DEAD, peguei algumas músicas da trilha sonora do Dawn of the Dead, que são excelentes. Tem um sarcasmo fenomenal junto com um desprezo incrível. E vou postar aqui a letra de uma delas

Jim Carroll Band - People Who Died

Teddy sniffing glue he was 12 years old
Fell from the roof on East Two-nine
Cathy was 11 when she pulled the plug
On 26 reds and a bottle of wine
Bobby got leukemia, 14 years old
He looked like 65 when he died
He was a friend of mine

Refrain:
Those are people who died, died
Those are people who died, died
Those are people who died, died
Those are people who died, died
They were all my friends, and they died

G-berg and Georgie let their gimmicks go rotten
So they died of hepatitis in upper Manhattan
Sly in Vietnam took a bullet in the head
Bobby OD'd on Drano on the night that he was wed
They were two more friends of mine
Two more friends that died / I miss 'em--they died

Repeat Refrain

Mary took a dry dive from a hotel room
Bobby hung himself from a cell in the tombs
Judy jumped in front of a subway train
Eddie got slit in the jugular vein
And Eddie, I miss you more than all the others,
And I salute you brother/ This song is for you my brother

Repeat Refrain

Herbie pushed Tony from the Boys' Club roof
Tony thought that his rage was just some goof
But Herbie sure gave Tony some bitchen proof
"Hey," Herbie said, "Tony, can you fly?"
But Tony couldn't fly . . . Tony died

Repeat Refrain

Brian got busted on a narco rap
He beat the rap by rattin' on some bikers
He said, hey, I know it's dangerous,
but it sure beats Riker's
But the next day he got offed
by the very same bikers

Repeat Refrain


E agora um pouco de trivia. Jim Carroll é um músico e poeta americano, que provavelmente é mais conhecido dos leitores desse blog como o personagem principal de "Diários de Adolescente", aquele filme do Leonardo DiCaprio sobre um adolescente que vivia jogando basquete, se drogando e se prostituindo.

sexta-feira, julho 22, 2005

zerado


acabou, to precisando.

quinta-feira, julho 21, 2005

quarta-feira, julho 20, 2005

he`s dead jim


R.I.P. James Doohan.
O segundo ator regular da Série Clássica a morrer.

segunda-feira, julho 18, 2005

chinese burn

curve - chinese burn

She burns friends like a piece of wood
And she's jealous of me because she never could
Hold herself up without a spine
And she'll look me up when she's doing fine
Because the rage it burns like Chinese torture
She's just someone's favourite daughter
Spoilt and ugly as she willingly slaughters
Friends and enemies they're all the same
They'll burn her name
And crush her fame

She'll break a promise as a matter of course
Because she thinks it's fun to have no remorse
She gets what she wants and then walks away
And she doesn't give a f**k what you might say
Because it cuts her up like Irish mortar
Mother's pride is what we taught her
Soiled and petty as we happily taunt her
Friend or enemy we're all to blame

If she sits still like she knows she could
She could win this game and be the queen for good
Save herself up for the cream of the crop
Then she'll look us up when she's ready to stop
Because the rage it burns like Chinese torture
She's just someone's favourite daughter
Spoilt and ugly as she willingly slaughters
Friends and enemies are all that came
To burn her name
Crush her flame
We're all to blame

Essa música foi uma amiga da Carol que me recomendou. E até agora não consegui pegar, não a original, só um remix total frenético, que é legal, tocaria na UP fácil. E a letra é muito legal também, conheço uns (umas) torturadores (as) chineses(as) por aí.

domingo, julho 17, 2005

alfazema

Pois é, nem tudo é um mar de rosas na Google.

sexta-feira, julho 15, 2005

Beside you in time

I am all alone this time around
Sometimes on the side I hear a sound
Places parallel I know it's you
Feel the little pieces bleeding through
And on

[Chorus]
This goes on
And on
And on
And on
And on
And on
And on
This goes on
And on
And on
And on
And on
And on
And on
And on

Now I've decided not to stay
I can feel me start to fade away
Everything is back where it belongs
I will be beside you before long

[Chorus]

Ohhhh we will never die
Beside you in time
Ohhhh we will never die
Beside you in time

quinta-feira, julho 14, 2005

mutarelli

Bom, ontem fui sozinho numa das palestras do Mundo dos Quadrinhos. Os palestrantes eram bons, e mais importante ainda, entre eles estava o professor Waldomiro, com quem eu precisava falar.

A palestra foi, pra variar, muito boa. E minha conversa com Waldomiro foi breve, direta e frutífera. E eu até consegui uma carona com ele pra voltar pra casa. Mas não fui o único. No banco de trás estavam Lucimar e Lourenço Mutarelli.

Pra quem é fã, fica aí o sentimento de inveja. Até convidado pra um café eu fui, mas não havia como.

Hoje eu vou de novo ao evento, conversar com a Sônia Luyten, será que vou esbarrar com mais alguma figura importante e gente boa?

quarta-feira, julho 13, 2005

wikipedian

Bom, acabo de fazer o Are You a Wikipediholic Test. Meu resultado foi 94, que é um número bom, pois de acordo com a tabela:

0 - 79 A well-balanced attitude that may benefit by spending more time on WP.
80 - 140 This is the optimal, most productive range.
141 - 224 You are addicted to Wikipedia.
225+ Scores in this range are commonly fatal.
400+ You played a major part in creating Wikipedia or are a ghost. Good job

O simples fato d'eu estar falando sobre a Wikipedia, e estar divulgando meu resultado no teste aqui no blog influenciaram no resultado do mesmo.

Agora, se você está no meu blog e não conhece a wikipedia, nem venha me perguntar o que é. Aliás, aproveite pra visitar os dois artigos que eu comecei:

Hélio Lourenço de Oliveira (meu avô - estou trabalhando para expandir esse artigo aos poucos)

Anima Mundi



um wikipedian

quarta-feira, julho 06, 2005

back to SP


back to SP
Originally uploaded by f_mafra.
Voltei! O projeto arqueológico sofreu uma quebra no cronograma e foi dividido em duas temporadas, a segunda a ser realizada no final de agosto ou setembro.

Enquanto isso, eu até queria ficar em BH, mas alguns outros problemas e questões surgiram, inclusive financeiramente.

Como quero tentar mestrado em Agosto na USP (mais especificamente na FFLCH) acaba sendo mais vantajoso voltar pra cá, assim posso tentar ativar uns contatos acadêmicos enquanto estudo e preparo meu projeto para o escrutínio dos acadêmicos.

Portanto, aqui estou. Não foi uma decisão fácil, e só posso agradecer a Mi por ter me apoiado, e ainda estar apoiando, nisso.

quinta-feira, junho 30, 2005

go with the flow

Só pra continuar a onda de notícias ruins, a Petrobrás não aprovou meu filme e então não vai me dar 30.000 pacotes pra fazer um curta digital. O mais interessante de tudo é que todos os selecionados nessa categoria eram ou documentários ou animações.

Jogo de cartas marcadas. Não dá pra ganhar com uma idéia realmente sua, tem que se adequar aos padrões já campões pra receber um apoio. Queimem no ardente fogo do petróleo, bastardos.

quarta-feira, junho 29, 2005

quinta-feira, junho 23, 2005

encruzilhada

Qual caminho vai me beneficiar mais? Em qual deles estarei sozinho?

segunda-feira, junho 20, 2005

enter: batman

Fui ver Batman Begins ontem, finalmente! Depois de não conseguir ir no sãbado estava mais que seco.

E é um filmão! O melhor do ano até agora. E arrisco dizer que é a melhor adaptação de quadrinhos até hoje (mas tenho que ponderar mais a respeito).

O clima, a ambientação, a história, os personagens. Tudo foi muito bem feito e estruturado. A trajetória de Bruce Wayne para se tornar Batman. Os conflitos, ah, os conflitos, um dos pontos fortes da HQ, e seu maior trunfo na minha opinião, finalmente foi explorado devidamente no cinema. Vemos a fina linha que separa o Batman dos vilões que ele combate, algo apenas arranhado em Batman Returns; como ele utiliza as mesmas ferramentas e percebemos que é um pulo muito pequeno para ele tornar-se aquilo que despreza.

Antes, apenas Batman e os vilões recebiam destaque e função real na história. Agora, os personagens secundários e a própria Gotham tem uma verdadeira função. Realmente os outros filmes poderiam se passar em qualquer lugar do mundo, ser em Gotham parecia muito mais uma referência aos quadrinhos do que uma razão de ser para Batman. Em Batman Begins ele não poderia atuar em qualquer outro lugar.

Foi muito melhor do que eu esperava, e de fato estabeleceu o universo de Batman completamente, ele está pronto para continuar numa nova saga por anos e anos.

E que venham os ex-internos de Arkham!


A guy dresses up like a bat clearly has issues.

domingo, junho 19, 2005

IMG_9722


IMG_9722
Originally uploaded by f_mafra.
Tem mais fotos do projeto de Moeda no Flickr. Mas são TANTAS fotos, mais as fotos que eu tiro em BH que não dá pra colocar tudo, coloco só as mais legais e representativas, que são o suficente. A última leva é de quando eu de fato fui até o topo da Serra da Moeda.

Em breve fotos da festa de inauguração do Quartenta e Dois, a máquina de fliperama que o Hugo e o Vítor construíram.

quarta-feira, junho 15, 2005

shattered dreams

Por mudanças de prazos e falta de cuidado ao ler informativos eu basicamente rodei. E quanto a isso tenho apenas a dizer:

I have dreamed a dream, but now that dream is gone from me.

terça-feira, junho 07, 2005

v is dead

Vou colar aqui um texto do site Cinema em Cena. Leiam e chorem:

(10:30) Joel Silver e os irmãos Wachowski mentiram quando disseram que Alan Moore aprovou a adaptação de V de Vingança e ajudaria na realização do filme (leia nota de 04/03/2005). O co-criador da graphic novel disse ao site Comic Book Resources que seu nome e seu suposto endosso foram usados somente para vender o projeto para a mídia. “Mentiras grosseiras – esta é a frase que eu estava buscando,” disse o quadrinista.

Como resultado do disparate, Moore decidiu que não quer seu nome associado a mais nenhum filme baseado em sua obra e que não vai mais escrever para a DC Comics. “Diga a eles que estou a dezenove páginas de acabar meu trabalho contratual”, foi a ordem que ele deu ao editor da Wildstorm, selo da DC Comics para o qual escreve.

Moore contou à fonte que recebeu uma ligação de Larry Wachowski no começo do ano, convidando-o para trabalhar no filme. Mas Moore respondeu que não queria se envolver, pois não teria tempo, já que estava no meio de um trabalho, e não tinha interesse em Hollywood.

O autor disse que está desapontado com os filmes feitos a partir de seus quadrinhos, como Do Inferno e Constantine, ainda mais depois que acabou incluído em um processo por plágio envolvendo A Liga Extraordinária. “Depois que os filmes saíram, eu comecei a me sentir constantemente menos à vontade, eu tenho um respeito cada vez menor pelo cinema na forma como ele é atualmente expressado,” desabafou.

Mas mesmo sem ter participação em V de Vingança, Moore teve acesso ao roteiro de filmagem dos irmãos Wachowski. O que ele achou? “Era imbecil. Tinha buracos na história que você não poderia deixar passar em Whizzer & Chips (antiga revista em quadrinhos cômica sobre dois garotos rivais), nos anos 60. Buracos que ninguém tinha notado.”

Moore disse que alguns detalhes eram risíveis, como café da manhã americano servido na Inglaterra, ou o nome do serviço postal britânico, FedCo. “Eles devem ter pensado algo assim, ‘bem, qual é a versão britânica da FedEx... Que tal FedCo?’ Um amigo meu teve que dizer para eles que o ‘Fed’, em FeDex, vem de ‘Federal Express’. A América é uma república federal, a Inglaterra não é.”


Como se não bastassem as merdas que eu já tinha visto. E não pára por aí! Haverá uma cena em que o povo, fulo da vida, se veste de Guy Fawkes e tenta atacar o parlamento, e há fotos disso no site. Acompanhem as atrocidades aqui.

top 5 week

Top 5 acontecimentos da última semana, sem qualquer critério de organização:

  1. O Alastair ficou doente depois de derrubar uns cinco ninhos de carrapatos simultâneamente.
  2. Fiquei com um tendão inflamado no joelho por fadiga contínua. Fiquei de molho, fazendo compressas e tomando antiinflamatório.
  3. O Land Rover já havia estragado na semana anterior e agora a Ranger estragou. Resultado: Não fomos para Moeda nesse fim de semana (o que beneficiou meu joelho em tratamento.
  4. Busquei minha câmera no conserto.
  5. Fui vítima do golpe da fralda.
Bônus:
  • Levei quase uma semana pra tirar uma farpa que entrou no meu dedo e agora ele está com um buraco inflamado.

domingo, junho 05, 2005

about a boy

Estava assistindo a esse filme (que por sinal é muito bom) e percebi o seguinte. O que todos querem é não fazer nada e ainda sim viver numa boa, com tudo que se precisa e se quer, sem preocupações; de fato sem nada a fazer exceto o que se quer. O Alastair Crowley way of life.

Você não precisa obrigatoriamente ser um vácuo como o Wil do filme. Mas pode de fato fazer o que tiver vontade com o seu tempo.

O fato é que, todos querem tanto isso que quando de fato encontram uma pessoa que vive dessa maneira ficam fulos da vida, ultrajados. Não porque acreditamos que isso viver assim seja um absurdo, mas que seja um absurdo nós não vivermos assim. É pura inveja, ciúme de termos ao nosso lado aquela pessoa que tem tudo o que queremos.

sexta-feira, maio 27, 2005

galactica

Demorou, mas finalmente consegui assistir Battlestar: Galactica. E digo o seguinte: Assistam.

Vi apenas dois episódios, do final da primeira temporada (a segunda ainda não estreou nos EUA). Mas achei o que vi excelente. Boas seqüências de ação, história intrigante, bons diálogos e ótimas interpretações. As coisas ainda estão um pouco confusas pra mim, me parece um universo muito bem estabelecido. A desvantagem da série está justamente em sua complexidade, sempre há muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, as vezes mais do que em 24, e pra quem está embarcando agora fica difícil acompanhar, e isso também complica a dinâmica da história, com problemas de compasso entre as cenas. Mas nada grave, longe disso.

Depois dos finais de Star Trek e Star Wars terem sido tão amargos (ao menos pra mim) ficou um grande vazio em meu coração de ficção científica em termos de grandes sagas. Mas Galactica rapidamente preencheu isso. Não só é boa ficção científica, como é bom drama em geral.

A Terra acabou. Dizimada pelos Cylons, máquinas que nós criamos. Agora, uma frota de naves do que restou das colônicas humanas tenta acabar com a ameaça Cylon enquanto busca a mítica Terra e estabelecer a civilização em um planeta.

Terças e Sábados à noite na TNT. E melhor ainda, no site oficial há o primeiro episódio de graça, sem intervalos pra assistir.


e alguns parecem, e pensam que são, humanos

flickr


IMG_9479
Originally uploaded by f_mafra.
Nunca pensei que postaria a foto de um gato! Acho meio meloso demais pessoas que ficam falando o quanto seus gatos são fofos e quanto os amam.

Mas isso é só pra mostrar o novo recurso da net que estou usando, o flickr. Por ser grátis tem suas limitações, mas tem coisas muito legais como colocar tags pra organizar as fotos, esse botãozinho dinâmico aí do lado e o lance que estou usando agora, de postar a foto direto no blog.

Ah, sobre o gato: É o Horus, o gato da Bianca. Ele até que é legal, mas as vezes enche o saco.

movieline

Andei assistindo a alguns filmes essa semana.

Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate): Remake de um filme com Frank Sinatra, agora com Denzel Washington. É médio. É um thriller paranóico político. Tem uma temática interessante, que merece ser explorada, especialmente eu, que temo as corporações, mas o filme não perde seu grau de previsibilidade e um tom de ficção científica barata. Não há pressa pra assistir, mas com certeza fiquei curioso pra ver o original.

Peixe Grande (Big Fish): Eu já tinha visto no cinema, e o filme realmente é fantástico. Lindo, maravilhoso, bem escrito, bem conduzido, com boas atuações e merece ser possuído por mim. Sempre gostei de bons finais, e pra mim esse filme inteiro é sobre um final, um final para uma história espetacular.

Lisbela e o Prisioneiro: Bem legal. Sem grandes firulas. Comédia Romântica com elementos da cultura brasileira. Bem-humorado e bem feito. Merece ser visto. A Mi fez uma observação muito pertinente. Após apenas uma cena juntos acreditamos que os personagens principais estão apaixonados, algo que dois filmes e meio não fizeram em Star Wars (tá certo que a temática cômica de Lisbela ajuda nessa aceitação, mas cada gênero tem seu desafio, desafio esse que SW não chegou nem perto de vencer).

Alien vs Predador: Sou fã dos Aliens e gosto muito do Predador. Consigo até ver o valor de Alien 3. O filme é entretenimento barato. Barato mesmo. É daqueles filmes que eu sei que é ruim, mas me divirto vendo. Não no mesmo nível que Battlefield Earth ou House of the Dead. Eu genuinamente me diverti. Mas muitas oportunidades foram desperdiçadas, e o lance de fazer acordo com Predador não colou comigo nem um pouco. É uma visão muito ingênua e simplista da coisa. Tem umas boas seqüências, e o esqueleto da trama não é de matar, mas o resto deixa a desejar. Eu tenho uma idéia muito melhor pra um filme dos dois bichos, assim como uma melhor pra Resident Evil, deviam botar esse Paul WS Anderson na rua e me contratar.

terça-feira, maio 24, 2005

kanedaaaaaaaaa

Bom, não precisa ser um veículo do passado. Além de ficar namorando fuscas, ando flertando com a idéia de ter uma motoca, e então esbarrei na mais legal de todas na net:

sexta-feira, maio 20, 2005

rua augusta

Nossa, quero muito um fusca. Mas além dele, agora fico namorando lambrettas das antigas também, bicolores obviamente. Eu sou um playboy da época em que a Augusta não era um reduto de putas, mas sim o lugar que se cruzava a 120 por hora.

quinta-feira, maio 19, 2005

oh vader, where are though?

Bem, ontem eu disse pura e simplesmente que o filme era ruim. Mas talvez não seja tão simples assim.

Meu ranking Star Wars em ordem decrescente é:

Império Contra-Ataca
Nova Esperança
Retorno de Jedi
Vingança dos Sith
Ataque dos Clones
Ameaça Fantasma

As seqüências de ação são muito boas, com destaque para a luta no planeta vulcânico, não só uma boa luta, mas com um fator dramático que conseguiu se salvar no meio do roteiro mal acabadinho. A história é boa quanto os diálogos são horríveis. O amor entre o casal principal ainda não dá pra engolir e Amidala não faz nada além de engravida e parir. A revelação de Sidious é legal mas tem uns detalhes que podem instigar risadas. A transformação definitiva em Vader é decepcionante, já que culmina em um xilique.

O que me deixou meio confuso foi o tempo transcorrido no filme. Alguém que for assistir podia prestar mais atenção nisso e me iluminar, a barriga de Amidala incha em questão de minutos e as viagens interplanetárias são praticamente instantâneas (sempre foram assim na saga?).


Agora, se quiserem mais detalhes, eis alguns pitacos sobre questões específicas:

A trama: É boa. Tudo faz sentido. Até aquele engodo de midi-chlorians parece ter um propósito (apenas não digo que era realmente necessário). O arco realmente se fecha e é plausível entender como uma República bonitinha virou um Império impiedoso e como aquele que deveria ser o maior Jedi de todos os tempos acabou caindo pro Lado Negro.

Os diálogos: Seria novidade dizer que são uma porcaria? Eles realmente quebram o clima e tiram a força da história, você acaba tendo que ouvir coisas tão mal escritas e mal interpretadas que se sente incomodado.

Cenas de ação: Todas muito boas, as tretas Jedi são eficientes e as vezes meio confusas e talvez desastradas (o Mace Windu solta umas caretas), mas eu conto isso como positivo.

General Grievous: Pra quem não viu o desenho animado Clone Wars ele é algo totalmente novo, pra quem viu, pode haver um grau de decepção. O visual do bicho está realmente muito legal, os movimentos e tudo o mais, e o close-up do olho dele talvez seja o melhor enquadramento de todo o filme. Mas ele passa a maior parte do tempo fujindo e pulando do que de fato lutando sujo, mas quando a luta acontece é legal.

Darth Sidious: Se você é tão cego quando o conselho Jedi e não percebeu o óbvio ululante eu não estou aqui para entregar a trama e dizer quem é a figura. A revelação dele é interessante, e eu fiquei meio em dúvida quanto a transformação física pela qual ele passa. Só acho que o biquinho adiciona um fator cômico totalmente desnecessário.

Padmé Amidala: De uma política inexperiente ela passou pra uma gostosinha que dava tiros para terminar como a dona de casa chorona porque o marido não vem pra casa. Ela não vaz muito além de engravidar e parir. O que é extranho é que logo depois de contar a notícia pro maridão ela já está com um bucho considerável.

Obi-Wan Kenobi: Eu conclui que toda essa nova trilogia na verdade mostra o quanto ele é massa. Ele é o personagem que realmente se desenvolveu durante os três filmes e teve uma trajetória convincente. E Ewan McGregor parece tirar proveito dos bons momentos e passar por cima dos diálogos ruins como um trator.

Yoda: Ele precisa mesmo soltar a bengala e puxar um sabre de luz?

Anakin Skywalker: É um pobre coitado. Depois de se comportar como um adolescente mimado de hormônios à flor da pele (como ele continua fazendo) ele fica pulando de um lado pro outro como uma bolinha de pingue pongue e na verdade ninguém dá a mínima pra ele, todo mundo só quer saber de mantê-lo na coleira com seus poderes absurdantes. O que em termos de trama é bom, mas o roteiro faz de uma forma chinfrim. E Hayden Christensen tem as mesmas qualidades de interpretação quanto a porta do meu banheiro.

Treta no planeta vulcânico: Muito legal. Boa mesma, até o diálogo de despedida de Obi-Wan ficou legal, ajudado em muito por McGregor.

E agora o momento que todos esperavam, Darth Vader: Quando finalmente o vemos de roupa e capactece, ele anda como o monstro de frankenstein e em seguida dá um xilique!

Tentei ser o menos estraga prazeres possível. O filme merece ser visto, tirem suas próprias conclusões, e depois posso debater mais com quem viu para chegar a novas. Bom filme.

it's alive! it's alive!

Acabei de voltar da pré-estréia de Episódio III, e se você não gostou dos dois anteriores é bem possível que partilhe a minha opinião sobre esse filme: ruim!

Fui simples pois quero dormir, quem sabe depois eu falo mais. Mas já dou a dica: Palpatine não é Darth Sidious, é o Doutor Frankenstein!

quarta-feira, maio 11, 2005

captain, she's givin' all she's got!

Existe um diálogo em Star Trek III que é mais ou menos assim:

Scotty: Os reparos devem levar oito semanas senhor, mas eu consigo fazer em duas.
Kirk: Sr. Scott, você sempre multiplica seus cáclulos por quatro?
Scotty: Claro senhor, senão, como vou manter minha fama de milagreiro?


Pois então, eu não sou o Scotty, não sou milagreiro. Se me dão uma tarefa e pedem uma estimativa de tempo, eu sou sincero e tento dar o tempo em que eu realmente acredito consigo realizar tal tarefa. Existe sempre uma grande chance de que eu erre, pra baixo ou pra menos. Se eu termino antes, viro milagreiro, se eu termino depois, viro enrolador. E eu não gosto de ser enrolador, mas também não tenho a necessidade de ser milagreiro, de sair por cima, sabe? Quero ser honesto e espero o mesmo dos outros.

Pois então, fico puto quando simplesmente limam minha estimativa e a dividem pela metade como se eu fosse algum trouxa. Pior ainda, fica aquela impressão de que eu estou tentando é embromar, dar um prazo longo só pra poder ficar batendo punheta ao invés de trabalhar. O que isso diz sobre mim? Cadê a confiança?

"Mas isso é porque eu honestamente acho que dá pra fazer em menos tempo." Ah, maravilha, então eu tenho que fazer tudo correndo para satisfazer as espectativas fantasiosas alheias? Seja realista! Isso ainda por cima vindo de quem não tem a menor noção de tempo, para quem cinco minutos se esticam até uma hora.

Existem certas coisas que eu não gosto de fazer com pressa, justamente porque as chances de dar merda aumentam proporcionalmente, especialmente quando há muitos elementos sobre os quais eu não tenho controle, não posso adaptá-los, tenho é que me adaptar a eles. E ai, como faço dentro do limite de tempo? Sento e choro ou faço de qualquer jeito? E depois estou sujeito a reclamações do mesmo jeito.

Pra mim é uma questão de respeito. Pura e simplesmente. Respeito pelo meu trabalho e pelo meu caráter.

Se quiser impor limites, escolha um, ou o tempo, ou as tarefas. Alguém tem que ceder.

Nota pessoal: Aprender a escrever posts mais sucintos e instigantes e não desabafos anonimos que pra quem sabe fica bem óbvio.

sidecar

Vou contar um pouco sobre como as coisas estão indo. Pra começo de conversa, Moeda é um lugar agitadíssimo, ao menos arqueologicamente. Eu não tenho base de comparação, sequer perguntei pro Alastair e o André se eles partilhavam da minha impressão, mas o lugar é cheio de sítio pra todo lado, não teve um dia em que não encontrássemos ao menos quatro estruturas ou ocorrências relevantes.

Bom, o trabalho é puxado, tem que andar bastante carregando bastante coisa. E sempre tem bastante coisa pra registrar, tudo é bastante.

Agora o trabalho meio que se sistematizou e nos dividimos em duas equipes principais: De prospecção (que percorre faixas selecionadas em um mapa da região a ser prospectada, não dá pra andar literalmente tudo, só as faixas já tá difícil) e de registro (que após a equipe de prospecção ter percorrido uma faixa e achado coisas relevantes, vai lá e registra em fichas e fotografias).

Na verdade a equipe de registro é simplesmente eu e outra pessoa, é só isso que precisa de fato. Por enquanto a outra pessoa foi só a Janine, mas acho que vai rolar um rodízio. O que ao meu ver será ótimo, assim a pessoa que percorreu a faixa hoje, e sabe onde estão os achados, vai comigo amanhã no ponto exato pra registrarmos.

O ideal seria ter mais um GPS (temos 2, os dois na equipe de prospecção) e uma moto potente, tipo bmw, com sidecar, tudo isso só pra equipe de registro.

No geral eu estou gostando do serviço. Acho que já tenho um entendimento bem claro de como as coisas devem ser feitas e tudo o mais. Mas eu estou cheio de picadas e carrapato e formiga, tanto que até fui no dermatologista.

Repetidas vezes o André me perguntou se eu estou gostando do trabalho. E realmente estou. Mas nesse último fim de semana ele perguntou se eu preferia estar em um escritório. Na verdade eu não sei, gosto também da vida de escritório, desde que seja um lugar que preste. Sou um cara bem urbano afinal.

A grande verdade é que sempre estou indeciso. Gosto também das coisas que rolam no mato, eu só não gosto de situações extremas. E gosto de um ambiente agradável de trabalho, nada de gente fazendo intriginha ou querendo mostrar serviço à toa.

Rolam sim momentos de stress, mas pra que vou ficar fritando neles aqui. Eu acho que é um trabalho nobre com um objetivo louvável, e estou fazendo o que posso para contribuir. Ao mesmo tempo também rola camaradagem, muitas besteiras e muitas risadas. Tem um esforço coletivo entre todos para se darem bem sem parecer forçado, sem deixarmos de sermos nós mesmos.

segunda-feira, abril 25, 2005

the return

Estou em São Paulo. Mas só até quinta de manhã, sem tempo pra fazer muita (ou qualquer coisa). Vim primordialmente pro show do Placebo, mas aproveitei pra ver a família, adiantar uns trabalhinhos paralelos e fazer coisas chatas como ir no dentista.

quarta-feira, abril 20, 2005

moeda: portal para...

Apesar do conto macabro do Bruno, tudo em Moeda correu tranqüilamente. Nenhum acidente, morte ou névoa roxa por enquanto. O maior incômodo foram apenas os carrapatos, e minha maior cagada foi ter esquecido o tripé dentro da caminhonete no segundo dia de trabalho de campo.

Mas gostei bastante, se continuar nesse mesmo ritmo e clima, o trabalho vai ser mesmo muito bom. Pena que esqueci de trazer os filmes que terminei para revelar e ter uma idéia do trabalho que já foi feito. Os lugares e as descobertas são legais, acho que consegui tirar algumas fotos interessantes e criar soluções boas para situações adversas (afinal, é um trabalho de registro, não de arte, mas mesmo assim, tem que ficar com uma cara legal).

O dia começa as 5:45. Faço um alongamento muito necessário e vou tomar café com o resto do povo. Então todos se aprontam, pegam o equipamento, montamos na caminhonete e seguimos viagem. Os dois primeiros dias oficias foram dentro de uma mata mais fechada, o que é mais chato em vários sentidos. Mosquitos, carrapatos, cipós, pedras cheias de limo que escorregam, pouca luz para fotografar, essas coisas. Já no terceiro (e último dia desse bloco) a equipe se dividiu em três, eu passei metade na mesma mata, e depois fui até uma mina na encosta de uma montanha light. O desafio fotográfico foi registrar a textura interna da mina apenas iluminando-a com duas lanternas, quero só ver no que vai dar... Depois de cada dia, voltamos por volta das 4:30 da tarde, tomamos banho e jantamos e cada um faz o que quer (ou o que precisa, como limpar equipamentos, analizar fichas e ler mapas).

E essa é a rotina. Semana que vem vou pra SP super rápido pro show do Placebo. E esse feriado não vai rolar serviço em Moeda, vou poder descansar dos mosquitos. Mas na outra quinta, logo que voltar de SP tem que correr pra lá pois na sexta tenho que estar de pé antes do sol aparecer.

E também me mudei. O André foi para sua casa nova que é bem longe de centro (ou de qualquer pedaço da cidade), então vim para o apartamento da Bianca e do Ícaro, é minha primeira noite aqui, vamos ver como nos saímos como coleguinhas.

quarta-feira, abril 13, 2005

all good things...

Um post baranguinho pra vocês:

Existem muitos inícios e fins durante a vida. Todos passam por vários, e cada um deles tem sua relevância, podendo ou não gerar sentimentos ou até deixar marcas.

O fim de um namoro, da vida de um parente ou grande amigo, uma mudança de casa ou cidade, o sumiço de um amigo, o final de um bom filme ou de uma ótima barra de chocolate.

Há aqueles finais que sequer percebemos, como quando perdemos contato gradualmente com alguém, e só depois de refletir um pouco nota que algo está faltando. E há os mais pronunciados, que gritam por atenção e são bem fáceis de notar.

Tudo que é bom deixa saudade. E no ponto de virada é comum uma mistura de sentimentos como melancolia, esperança, empolgação e medo.

E mais uma pequena era terminou: O apartamento do André foi esvasiado hoje, só ficaram algumas tralhas do projeto e minhas, e outras do André que ele vai levar depois.

Não mais estarei dividindo o mesmo teto com o André e o Alastair. Nada de praticar o Inglês diariamente e ter diferentes graus de papo com seus amigos. Morar com amigos se mostrou muito saudável pra mim, espero repetir a experiência (na verdade estou indo pra casa de dois outros amigos, Bianca e Ícaro, e sei que vai massa) e recomendo para todos.

E é isso. O super point que era a casa do André chegou à um fim. Tudo está espalhado por BH novamente, não há mais uma base.

Até eu arrumar meu cafofo, né?

terça-feira, abril 12, 2005

indiana

Talvez eu não tenha falado o suficiente sobre minha razão de estar em Minas. O projeto acabou demorando bem mais pra começar, mas depois de amanhã vou fazer um curso de primeiros socorros e então partirei direto pra Moeda, onde viverei metade da semana pelos próximos dois meses.

Aos que não sabem, a casa do André deixará de ser minha morada Belo Horizontina. Como ele está indo pro Estância Serrana, que é bem longe do centro e ruim demais de pegar onibus, terei que me realocar. Se tudo correr como planejado, em uma semana serei inquilino da Bianca e do Ícaro.

Mas voltando ao projeto. Será uma prospecção, repito, prospecção, e não uma escavação como muitos pensam. Como aprendi, arqueologia não é apenas cavar buracos (ou matar nazistas e lobos) é preciso saber onde cavar (como petróleo, apesar do Maluf não entender esse conceito). A prospecção serve justamente para cobrir uma determinada área onde, através de relatos históricos e achados em outros sítios, imagina-se que haja bons locais para sítios, e então localizar exatamente onde estão esses futuros sítios, para então escavar.

Eu acho que vai ser bem legal. Somos uma equipe com pessoas de diferentes formações e com diferentes funções. Uma listagem:

André, Arqueólogo. Diretor do projeto.
Alastair, Arqueólog. Co-Diretor do projeto e gringo de plantão.
Eu!, Designer. Acumulo as funções de fotógrafo, cinegrafista e designer.
Daniele "Dani", Arquiteta. Responsável pelos Croquis.
Ricardo "Tala", fotógrafo. Abandonou o posto da fotografia, que eu assumi, e é o Administrador. Cuida de toda a burocracia, gastos e supervisão geral.
Reginaldo "Regis", Historiador. Responsável pela parte de historiografia.
"Gó", Estudante de Turismo. Faz-tudo, será nossa mãe, faz o leva e traz, cuida dos equipamentos, suprimentos e alimentação.

Todos também irão observar e catalogar de acordo todas as ocorrências cabíveis. Eu achei bem interessante e promissora essa combinação. Parece até coisa de filme de ficção científica tipo Esfera, O Enigma de Andrômeda e aquela porcaria de Núcleo.

De qualquer jeito me parece que todos tem bastante liberdade e autonomia para contribuirem da maneira que for ao projeto. E eu particularmente terei bastante responsabilidades, talvez o máximo que já tenha tido em minha vida profissional, mas estranhamente não estou nem um pouco assustado, justamente porque o clima até agora foi muito amigável (afinal o André é um amigo de longa data) e de bastante confiança e cooperação.

segunda-feira, abril 11, 2005

semi-sweet and nuts


"chewing gum is realy gross chewing gum, i hate the most"

crediário

Pobre não compra à vista nem a prazo, faz crediário mesmo e paga com o carnê. E é o que fiz nesse sábado.

Mas deixe explicar melhor. Fui na Renner comprar meias, simplesmente. Mas como estava acompanhado da Mi, e mulher não consegue comprar só o que estava precisando, acabei sendo contaminado e comecei a ver o que mais tinha de interessante na loja. E até que havia bastante coisa. Peguei mais uma jaqueta, um cinto e uma camiseta de puro rock.

Mas durante esse passeio, nada menos que cinco funcionários vieram nos oferecer o cartão Renner, que a Mi já possuía de data. Inclusive o último pareceu meio ofendido quando a Mi disse "você já é o quinto que pergunta." Mas o que eu tenho que fazer? Eu sou um consumidor reservado, gosto que me dêem atenção apenas quando quero, detesto aquele bando de gente oferendo ajuda, parece até que sofri um acidente e estou de muletas. Não, não preciso, posso olhar tudo sozinho, se eu tenho uma dúvida, pergunto, ou peço pra quem estiver comigo fazer (como acontece muito). Esses caras da Renner ficam te assediando, e ai de você se disser que não tem o tal cartão ou não quer, cometi esse erro apenas uma vez na vida, você acaba perdendo mais tempo do que se simplesmente fizesse o treco. Mas dessa vez eu simplesmente disse que já tinha.

Então a Mi pediu uma grana emprestada pra comprar uma blusa, e eu topei. Mas no Caixa, a mocinha disse que se eu fizesse o cartão na hora, ganharia 10% de desconto na primeira compra, que tinha crescido muito desde a idéia inicial de meias. Então topei e peguei meu desconto, e também não tive que emprestar grana pra mi, que vai pagar a blusa dela no crediário (ela ficou de carnê na mão).

E acho que acabou valendo a pena, devo ter economizado entre 10 e 20 reais. E agora que tenho o cartão, toda vez que entrar na Renner vou colá-lo na minha testa pra ninguém vir me encher o saco.

quinta-feira, abril 07, 2005

na mosca

Lula, Severino Cavalcanti, Renan Calheiros e três importantes líderes religiosos todos dentro do mesmo avião. Quem quer brincar de tiro ao alvo? De brinde ainda leva FHC e Sarney.

terça-feira, abril 05, 2005

hedonista

You scored as Hedonism. Your life is guided by the principles of Hedonism: You believe that pleasure is a great, or the greatest, good; and you try to enjoy life’s pleasures as much as you can.



“Eat, drink, and be merry, for tomorrow we die!”



More info at Arocoun's Wikipedia User Page...

Hedonism

95%

Existentialism

75%

Utilitarianism

70%

Justice (Fairness)

60%

Strong Egoism

45%

Kantianism

40%

Nihilism

35%

Apathy

25%

Divine Command

0%

What philosophy do you follow? (v1.03)
created with QuizFarm.com

audioscrobbler

O audioscrobbler é uma ferramenta muito legal e útil. Facilita muito aquele lance de "ao som de" e afins que muitos blogueiros usam. Na verdade, creio que falta uma tag desse tipo dentro do audioscrobbler, mas acho que é uma questão de tempo até bolarem isso.

Mas tens que tomar cuidado. Como estou na casa do André, tenho grandes chances de meu profile lá ser contaminado coisas tenebrosas somo Tristania, Moonsorrow, Iced Earth, Altan, Nighwish e sabe lá mais o que. Portanto, se se depararem com bandas de metal no audioscrobbler, não pensem menos de mim, e sim dos meus amigos ;)

sábado, abril 02, 2005

cubo 0 x 1 mafra

Agora eu detenho respostas para os maiores mistérios da humanidade. O conhecimento contido em meu cérebro levará décadas para ser descarregado e disseminado para o resto do planeta.

Mas a espera não é necessária, basta passar pela mesma experiência reveladora que eu: Montar o Cubo Mágico corretamente!

Veja o registro fotográfico.

sexta-feira, abril 01, 2005

cubo

Alguém que lê isso aqui já conseguiu solucionar um cubo mágico? Ou se quer testemunhou tal feito? Eu nunca tive um desses em casa, e sempre achei muito legal. Agora na casa do André tem um (meio vagabundo, vira e mexe ele trava e não gira, tem que dar um jeitinho).

Depois de ver a Mi brigando tanto com ele, estou eu mesmo tentando agora resolvê-lo. E tá foda.

Sendo um cheater como sou, achei na internet instruções para solucioná-lo, elas estão no meu linkblog, dê uma fuçada nele. E mesmo assim acabei de me ferrar grande. Esta indo até bem, achei que tinha pego o jeito da coisa, e foi então que notei que esmerdiei tudo por ter feito um movimento a menos ou a mais em uma seqüência.

E o segredo é justamente esse, fazer seqüências de movimentos que mexam apenas as peças que você quer e mantenham o restante no lugar. Haja concentração. Jamais subestime o cubo.

segunda-feira, março 28, 2005

santo mafra

Bom, além de ficar pirando em idéias de ficção científica, acabei entrando em uma busca religiosa. Calma, não estou entrando em nenhuma instituição, estou na verdade criando-a.

Mas com um motivo bastante nobre: Entretenimento. Durante o feriado, que passei na fazenda do André com a Mi e mais um tanto de pessoas, o Zecão manifestou suas intenções de mestrar um grupo de Ravenloft. E disse se caso houvessem Paladinos ou Clérigos, queria elaborar uma instiuição religiosa semelhante à Igreja Católica. E acabou que o Calanguinho quis fazer um Paladino e eu topei fazer um Clérigo.

Pronto, ele pediu para que eu desenvolvesse como seria essa Igreja, em termos gerais. Gostei da idéia. Tentei fugir de algumas obviedades para que não fosse apenas uma caricatura de grandes fés presentes na Terra. Misturei algumas coisas Católicas com símbolos novos que inventei e puxei de outros lugares.

Já tenho um rascunhão de tudo, e acho que está legal, ele viu ontem à noite e gostou. Gostei bastante pois essa igreja serviu para moldar melhor o personagem e vice-versa. E também acabei criando uma boa justificativa para que existam Paladinos. Acho que acabei indo além do que o Zecão pediu e escrevei um tanto de coisa, e devo escrever mais, inclusive, estou aceitando sugestões de dogmas, lendas e profecias.

terça-feira, março 22, 2005

arthur clarke dos pobres

Desde pequeno gostei de ficção científica. Mas na verdade, em termos de literatura, conheço muito pouco, li um pouco de Clarke, de Azimov e só o primeiro livro de Duna. Devo ter lido mais algumas coisas, incluindo umas besteiras como romances de Star Trek, mas não me lembro bem agora.

E é claro que durante minha adolescência tive muitos devaneios sobre escrever um romance ou novela desse tipo.

E ontem à noite, por mero acaso, comecei a contar algumas das idéias que já tive pra Mi. Eu já nem lembro mais a ordem em que elas me ocorreram. Mas já pensei em muitas coisas e em muítas mídias esses anos todos: livros, mangás, animes e mundos de RPG (tentei ser "realista" já que uma série de TV ou filme do porte das minhas pirações jamais sería algo atingível pra mim). Já pensei em costurar todas as minhas idéias diferentes em um mesmo universo, já entreguei uma das idéias pro Bruno colocar em um universo de RPG que nunca foi adiante, e etecetera e tal.

E ela empolgou total! Ficou impressionada com o tamanho e as doideras que tinham no meio. Sendo que só falei de duas grandes idéias, a que dei de presente pro Bruno e uma outra que estabelecia a base pra um anime.

Então tive a brilhante idéia de unificá-las em uma coisa só. E a Mi fica pondo a pilha em mim para eu escrever isso pra valer. E eu nem sei por onde começar. Ela diz que isso não importa, que eu devo simplesmente sentar e começar, e o resto vai se encaixar. Mas são tantos elementos que eu quero colocar, e outros tantos que irão surgir no processo que eu quero fazer mais algumas pesquisas antes de sentar e detonar.

Fora que pelo tamanho da coisa, ou eu mostro uma pequena fatia, ou escrevo tudo resumidão, ou escrevo um treco gigantesco que ninguém será louco o suficiente de publicar. Mas por enquanto estou fermentando as idéias, exercitando-as, na esperança de poder definir tudo e mostrar pro mundo.

a terra desconhecida

Vida nova, template novo! Sei lá desde quando estava o anterior. A sugestão de mudança foi da Mi, e estava precisando mesmo.

Além da cara nova, tentei explorar mais os novos recursos do blogger, como posts recentes, mostrar parte do perfil e link para o perfil completo. Além disso, ali tem os links pras minhas páginas do linkblog e do audioscrobbler. Se você não conhece, vale a pena, são ferramenteas úteis e divertidas pra tornar a convivência digital muito mais interessante.

Eu sempre quis puxar o design do blog pro lance químico, ficava pensando como seria uma molécula de um Nitrogênio e quinze Oxigênios, mas depois que descobri que ela seria impossível, desisti. Mas agora quase consegui, não tive capacidade de desenhar a estrutura dessa molécula incompleta, então só deixei a fórmula. Ela é incompleta e instável (como o sinal de mais demonstra) e precisa de mais uma ligação covalente para ficar quieta, um Hidrogênio bastaria, mas ainda não o encontrei :P

Esse é meu primeiro blog pessoal e pretendo que seja o único até o fim dos tempos, por isso os arquivos voltam tanto no tempo. Por isso mesmo, quando comecei a escrevê-lo, o blogger não tinha vários recursos que tem hoje, portanto, nos posts antigos (especialmente os antiquíssimios) algumas coisas do template podem não funcionar. O problema mais óbvio serão os títulos duplicados em vários posts anteriores a esse (estou com preguiça de explicar por que isso rola) mas daqui pra frente não vai mais ter isso.

Eu poderia criar um blog novo só pra ficar tudo mais fofinho, mas não quero ficar quebrando as idéias assim. A história da minha vida desde que comecei esse treco está toda aqui, e quero que continue tudo num soh banco de textos inúteis gigantes. Quem quiser fuçar no meu passado, esteja à vontade.

sábado, março 19, 2005

águas de março

águas de março

Está chovendo pacas esses dias aqui em Belo Horizonte. Estou aqui nos preparativos e no aguardo da expedição. Estou feliz por ter vindo pra cá e ter tomado esse que pode ser o primeiro passo para uma nova fase. Prevendo que andarei muito sob o sol resolvi comprar um chapéu. Então hoje fui com a Mi comprar um, não resisti e comprei um legítimo Chapéu Panamá (na verdade é um híbrido Equatoriano-Brasileiro :P).

Quem usava sempre esse estilosíssimo chapéu era o Tom Jobim, que eternizou as seguintes palavras:

Águas De Março


Composição: Tom Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

sexta-feira, março 18, 2005

safadezas canastra

safadezas canastra

Não, não há um erro de concordância em meu título. Acontece que Safadezas é o nome da festa que rola nas quintas na UP!, e a de ontem foi um encontro Canastra. Ou melhor, dos Canastras do Bem.

De amigos meus, foram soh os canastras e os amigos da Mi mesmo. O que foi uma pena. Mas quem saiu perdendo foi quem faltou, pois foi ótimo. Acabei na verdade esbarrando com o Lucas, o amigo da Naira que veio pra morar em BH também (há mais tempo).

Abaixo segue o set, as riscadas são as que planejei e acabaram não rolando. Em itálico (lugar original) e sublinado (lugar final) são músicas que mudei de lugar. As em negrito não estavam originalmente planejadas e incluí na hora.

michael jackson - billie jean [esqueci de gravar em CD :(]
Dick Dale & The Del-Tones - Misirlou
super furry animals - northern lites
le tigre - phanta
beastie boys - intergalactic
add n to x - total all out water
weezer - dope nose [uma menina pediu pra tocar weezer]
tom jones & the pretenders - lust for life
william shatner - common people
pulp - disco 2000

the who - my generation
david bowie - rebel rebel
white stripes - fell in love with a girl
sonic youth - teenage riot
ramones - spiderman theme
suede - animal nitrate
garbage - only happy when it rains
cardigans - my favourite game
pixies - debaser
placebo - brick shithouse
the strokes - 12:51
vitamin c - last nite
nena - 99 red baloons
the buggles - video killed the radio star
kylie minogue - slow
primal scream - city
forever young - tainted love
baha men - who let the dog's out *
junior senior - white trash go junior, go senior
iggy pop - search and destroy
raveonettes - that great love sound
judy & mary - motto
raveonettes - that great love sound
tom jones & robbie williams - are you gonna go my way **
franz ferdinand - matinee
nin - starfuckers inc.
atari teenage riot - speed racer remix
ladytron - seventeen
stereo total - l'amour a trois
seagull screaming kiss her kiss her - motor psycho
hole - celebrity skin
belle & sebastian - final day


* Quando disse pro Fael que queria tocar essa música ele protestou. Bem, pagou língua porque todo mundo pulou e latiu junto. Foi um sucesso. Entra pra minha lista de superhits. E como falei pra ele quando a galera vibrou com o som: "nem vem que essa é minha"

** O Fael pediu pra entrar um pouco antes pq estava se sentindo mal e queria ir embora logo. Pedi para colocar mais uma e acabei errando de música. Era pra ter sido Lust For Life com o Tom Jones, não esse cover de Lenny Kravitz. Fiquei tão decepcionado que deixei o Fael cortar.

Curiosidades:
>Logo no começo, um sujeito veio me pedir para fazer um set gay, e tocar placebo. Disse que tocaria Placebo sim, mas que esperasse, mas como o Fael me cortou, acabou ficando de fora; mas toquei Suede, que de acordo com o serginho é mais musicalmente gay do que Placebo, concordo, ainda mais Animal Nitrate.
> A mocinha que me pediu pra tocar Weezer depois me passou um bilhetinho pedindo especificamente The Good Life, pois tinha dito a ela que rolaria; disse que ia pensar no caso. E não pensei porra nenhuma. Que tivesse pedido essa música logo de cara. Que ficasse feliz com Dope Nose. Afinal, que tipo de pessoa promete que vai rolar uma música específica com tanta certeza? Só o DJ mais previzivel do mundo iria satisfazer isso.

Acho que foi o melhor set que já toquei. Ninguém ficou parado se olhando hora alguma. Compensou bem meu desgosto com a última festa. Fora que logo depois que toquei, fui oficialmente condecorado como um canastra do bem. Uma amostra fotográfica está no fotolog.

Resumindo: Foi ótimo. Azar de quem não foi!

terça-feira, março 15, 2005

agridoce

agridoce

Em 1995, quando me mudei de SP para BH, achei tudo uma bosta. Mas era tudo uma questão de medo do desconhecido. Eu não tinha a menor idéia do que era Belo Horizonte. E estava triste por deixar meus amigos de tantos anos para trás.

Mas em BH, rapidamente encontrei amigos que nunca vou esquecer. Que me acolheram e me mostraram coisas muito legais e com quem partilhei ótimos momentos. Ainda por cima em uma época em que sua identidade própria começa a se formar.

E então tive que voltar para SP. E eu odiei muito. Mais do que da primeira mudança. Não só eu sentia falta dos meus amigos, como também dos lugares em que íamos, das situações únicas que eu tinha em BH.

E voltei. E odiei mesmo. A adaptação foi muito mais lenta. Foram tempos difíceis. Sentia falta de companheirismo, das situações inusitadas, do sentimento de espontaneidade que tinha em BH todos os dias. Sempre buscava isso aqui, e só me decepcionava. Me decepcionava com tudo e todos. Inclusive comigo mesmo.

Mas ao mesmo tempo fui crescendo. E conheci melhor antigas figuras, e passei a explorar mais a cidade. Passei a conhecer SP, a entender de onde ela veio, porque ela é assim, o que ela tem de bom e o que ela tem de ruim. Passei a amar essa cidade. Amar vê-la, andar por ela, sentí-la todos os dias. Tanto quanto amava Belo Horizonte.

E meu coração ficou dividido. Consegui estabelecer aqui uma rede de amigos e conhecidos que me davam um gosto por aproveitar a cidade. Mas SP não era BH, e nunca seria. Mas como posso colocar uma acima da outra? Em diferentes momentos quero diferentes sentimentos.

E agora estou indo pra BH. O plano é ir pra ficar, ou ao menos tentar isso ao máximo. Eu preciso mesmo de uma mudança drástica, estou precisando há uns dois anos, e estou grato por isso. Mas foi então que pesou o tanto que SP é legal. Eu me fudi muito aqui. Mas não culpo a cidade. Também me dei bem aqui em outras ocasiões. Como posso esquecer?

O mais engraçado de tudo é que no sábado SP me apresentou uma situação muito típica de minhas experiências em BH. Isso já aconteceu antes várias outras vezes, mas o fato de ter acontecido com tanda proximidade da minha partida é que deixou a marca.

Claro que estou fazendo tempestade n'um copo d'água, mas quem se importa? Só estou melancólico por estar partindo. Mesmo visitando sempre, não é a mesma coisa do que viver.

Vou sentir falta de tanto e de tantos (mesmo aqueles de quem já estou distante).

20 anos?

20 anos?

No Jornal Hoje houve ume reportagem especial celebrando os 20 anos de democracia no Brasil. Peraí, só eu estou fazendo a conta errada?

Se não me engano, Tancredo Neves não foi eleito pelo voto popular, o que em minha consepção ingênua não contitui como uma eleição democrática. Afinal, o povo não participou dessa decisão.

É incrível como as pessoas engolem um monte de papo furado como se fosse uma conquista absurda. Não quero aqui tirar o mérito daqueles que lutaram contra a ditadura (meu avô e tantos outros conhecidos entre eles), mas quem instituiu a chamada democracia no Brasil não foram eles, foram de fato os militares.

Eu não tenho a menor idéia do que se passava na cabeça deles, mas eles simplesmente desencanaram, pularam fora e falaram "tá bom, seus pentelhos, toquem esse país."

E então surgiu um civil pra tocar o Brasil. O que, apesar de ser bem mais interessante que um general linha dura, ainda não é uma democracia.

Em outro momento da reportagem, foi dito que temos muito o que comerar com esses "20" anos. E eu me pergunto: Por que? Quando houve de fato um exercício democrático e um presidente foi eleito pelo povo ocorreu um puta escândalo político. Com certeza o mais lembrado por todos os que estão vivos, mesmo que não compreendam exatamente o que ocorreu. Comemorar? Isso é de chorar! Quando finalmente podemos escolher aquele que vai nos representar, descobrimos que é um grande filho da puta que soh pensa no ganho próprio. O que tem de democrático nisso?

Depois a poeira assentou e o Brasil seguiu com outros comandantes e eleições, cada momento tendo uma notícia de destaque para que os opositores caíssem de boca. Não estou aqui para analisar esses eventos.

Comemorou-se na reportagem também que a liberdade de expressão e de imprensa foi uma grande conquista com o fim do governo militar. Isso eu devo concordar, mesmo que muita politicagem, grana e falcatrua ainda corra no meio de comunicações por aqui (mas onde não corre?). E podem falar o que quiser de mim, mas eu tenho medo sim da ANCINAV e do CFJ, que podem fazer esses 20 anos mal contados irem pelo ralo...

segunda-feira, março 14, 2005

ilusão bélica

ilusão bélica

Sua mãe é uma juiza. Assim, ela tem dinheiro mais que suficiente para sustentar a família. E também tem direito a porte de arma, direito que ela exerce.

Ao mesmo tempo, ele não bate muito bem. Sempre foi um aluno problemático, já teve problemas por dever dinheiro a traficantes, e passou a noite na cadeia algumas vezes. Chegou até a passar algumas semanas fora de casa, nas ruas, pagando boquete em troca de comida e drogas.

Mas a mãe, negligente, sempre passava a mão em sua cabeça. E também, não dava muita atenção para onde estava a arma.

Hoje em dia, ele vive em casa, não faz nada da vida. Fica em casa, come muito, assiste TV e ocasionalmente sai para rever os amigos de outrora. Os de escola, não o aturam mais, e o evitam, interagem mais por pena do que por qualquer outro sentimento.

E tem aquela garota, que mora na mesma rua. Há muito tempo ele é apaixonado por ela, e uma vez, quando mais novos, chegou a ficar com ela. Mas ela seguiu em frente. Tornou-se outra pessoa, mais madura e mais segura de si. Hoje ela mal se lembra do episódio.

Ou não. Afinal, ele fez questão de lembrá-la. Passou a seguí-la quando esta ia pegar o ônibus para trabalhar, ligava na madrugada para falar obscenidades, tocava em sua campainha e saía correndo, entre outras atividades mais e menos vis.

Foi então que ela arrumou um namorado. Ele continuou seguindo-a, inclusive quando ela estava com o seu companheiro. O companheiro não sabia como lidar com a situação, sentia-se mal por não poder tomar uma atitude, não que ela exigisse uma da parte dele, mas mesmo assim, era uma situação que não agradava ninguém.

Foi então que ele decidiu tirar satisfações, foi à casa dela, tocou a campainha e dessa vez não fugiu. Quando o namorado abriu a porta, recebeu rispidez e ofensas. Logo a garota veio ao socorro dele. Mas foi recebida com um tapa na cara. Então o namorado decidiu agir em defesa da honra, e deu um soco no estômago dele.

Mas havia um motivo especial para o garoto estar confiante o suficiente para não fugir depois de tocar a campainha. E ele logo revelou o motivo, descarregando a arma de sua mãe no casal à sua frente.

bla bla bla bla bla

bla bla bla bla bla

Até tem rolado diferentes assuntos sobre os quais seria muito saudável ou interessante postar. Mas ando com tanta preguiça de mexer com isso. São tantas possibilidades ao mesmo tempo, acho que tenho que resolver um monte de coisa e ao mesmo tempo não tenho certeza se estou só pirando mesmo.

Uma coisa é certa:

Estou de mudança pra BH.

Até mais Sampa City.

terça-feira, março 08, 2005

queimando sutiãs para jogar video-game

queimando sutiãs para jogar video-game

Hoje é o dia da mulherada. E que belo dia para ficar sabendo que a SEGA desenvolveu uma maneira fantástica de atrair mais mulheres para o fabuloso mundo dos video-games. Trata-se de Rez, um jogo que não entendi bem do que se trata, só percebi que é bastante frenético. Mas o que isso tem a ver com mulheres? Bem, se você comprar a edição especial dele, ele vem com um trance vibrator. Se você não imagina pra que isso sirva, eu não vou me desgastar aqui explicando, mas alguém já fez isso pra mim aqui.

E uma curiosidade: A autora do texto é a vocalista da banda Dealership.

domingo, março 06, 2005

the reason why

the reason why

Para que e para quem fazemos o que fazemos?

quinta-feira, março 03, 2005

uma chamada não atendida

uma chamada não atendida

Mais uma vez passei na frente de Holywood e assisti a um Horror Japones que está prestes a ser remakado pelos gringos. Fiz isso em The Ring; Dark Water (que está sendo refeito por Walter Sales) e The Grudge (cujo remake ainda não vi).

Antes de mais nada, o filme se chama na verdade Chakushin ari (One Missed Call), ainda sem título em português, mas dá pra entender, né? E é foi dirigido por Takashi Miike, um diretor japones muito louco. Louco de pedra mesmo. Assisti apenas um outro filme dele, Audition, mas foi o suficiente para rotulá-lo como o filho japones de David Lynch e David Cronenberg.

O filme é bem legal, mas ao mesmo tempo decepciona. Depois de Audition, eu esperava algo melhor. Tá certo que para ser refeito por americanos, a versão original não poderia ser tão bizarra quando Audition, assim eu imaginava que seria um terror um pouco mais tradicional (para padrões nipônicos). Mas mesmo com isso em mente, senti falta de alguma coisa.

Na minha opinião, de todos os filmes japoneses do gênero que eu vi, é mesmo o melhor. Mas mesmo assim, alguns elementos presentes nos outros que eu mencionei, são bem óbvios no filme. Algumas temáticas mais sutis como a relação de amor e medo com a tecnologia são bem exploradas; mas outras coisas como meninas cabeludas parecem um tanto quanto repetitivos.

Não quero entregar a trama. Em termos de realização, acho que é mesmo o melhor, pois foi o que tem os melhores valores de produção, melhor roteiro e montagem (mesmo que tradicional, coisa que a de Ju-On [The Grudge] não é, e de Audition muito menos). A montagem não linear em Ju-On dava mais profundidade ao sentimento de inesperado, mas descartava aquela clássica ferramenta de acompanhar a donzela em perigo em sua jornada, coisa que Chakushin ari faz, e faz bem.

Mas tudo é realmente muito bem trabalhado e explorado, e é um filme bom. E ainda por cima tem um dos melhores zumbis do mercado.



moshi moshi

quem espera sempre alcança

quem espera sempre alcança

Bom, estou esperando 8 notícias diferentes. Notícias importantes que vão me permitir tomar algumas decisões estratégicas. O problema é que essas notícias simplesmente não chegam, só chegam promessas de resposta.

Em algumas estou sendo descaradamente enrolado, o que me emputece. Em outras, acho que é mesmo uma questão de tempo, e espero que pouco. Só sei que esperar é um pé no saco, e além disso, situações desconfortáveis para mim e para outros queridos começam a surgir e se agravar.

quarta-feira, março 02, 2005

metatrailer

metatrailer

Depois de ficar empolgado com o trailer de Sin City, fui mais uma vez abençoado por mentes criativas. Agora é a vez do trailer de "Hitchhiker's Guide to the Galaxy" (O Guia do Mochileiro das Galáxias).

Acaba de sair um segundo trailer, e é desse que estou falando. Pode ser que o filme seja uma decepção, mas o trailer em si é realmente genial. E ele conseguiu condensar de uma maneira excelente o espírito do livro. Se o mesmo tipo de mentalidade foi usada para realizar o filme final, estaremos bem servidos.

Não quero descrevê-lo para não entregar nada, mas realmente vale a pena assistir. Outro que se equipara em genialidade é o trailer de Comediant, o filme do Jerry Seinfeld do qual nunca mais ouvi falar nada a respeito.

E uma pequena observação: Vemos o Marvin atuando, e eu gostei bastante.