quinta-feira, março 11, 2004

young americans

Fui ver Dogville hj com a Michelle, que voltou da labuta náutica.

Grande filme mesmo, não há como negar. É um ótimo exemplo para mostrar como a mensagem a ser passada pode ser altamente influenciada pela forma em que ela é passada. Ou seja, a história é muito boa, o que ela tem a dizer é muito boa e a forma como ela é contada é também muito boa e foi sabiamente escolhida. Não vou entregar nada, quem estiver afim, deve satisfazer a vontade.

Pessoalmente, o filme me revelou algo sobre eventos recentes. Mas o aprendizado adquirido justamente com esses eventos me impossibilitam de explicar isso aqui nessa coisa. Me sentiria tão exposto quanto os habitantes de Dogville.

Para colocar lenha na fogueira, o filme também me fez pensar sobre o tratamento dado aos Quadrinhos (algo que pretendo expor na reunião de amanhã do Núcleo de Pesquisas de Quadrinhos). E vc vai perguntar: Que merda que esse filme tem a ver com Quadrinhos? Bem, eu fiquei pensando sobre esses lances de linguagem e discurso. Quando filme usa (bem) e faz referências (bem) à linguagem do Teatro e/ou Literatura, como claramente é o caso de Dogville, a crítica e o público apreciador acha absolutamente genial e incrível. Quando um filme faz o mesmo tipo de coisa com Quadrinhos (como no caso de Hulk, Matrix - e dependendo da interpretação filmes desde os primórdios do cinema) essas referências/usos são ou ridicularizados ou completamente ignorados. Isso é que é uma injustiça dogvilliana....



Some things you have to do yourself.(a melhor citação do filme seria um SPOILER gigantesco)


Acontecimentos divertidos relacionados à sessão:

- Eu tinha comprado um massageador de pés na liberdade e durante o filme fiquei massageando meu pé!
- O celular da Michelle tocou e eu quase bati nela
- No final do filme, numa cena que muitos podem considerar cruel, um cara soltou uma risada. Eu e a Michelle demos gargalhadas da reação do cara.
- Na saída encontramos com o Ricardo, e enquanto deixávamos o local, Marta Suplicy, Luis Favre e mais uma meia-duzia estavam entrando. Queria ter tido alguma reação hostil, mas fiquei tão chocado com a visão de tanto Botox que não consegui reagir.

quarta-feira, março 10, 2004

playground love

Lembro que antigamente o AXN era um dos canais mais cocô mole da TV por assinatura, no mesmo nível do canal Hallmark. Agora os caras investiram pesado e tão passando umas séries boas (Alias e Enterprise) e outra de sucesso que ainda num vi, tipo The Shield. Ainda tem umas melecas como Mutant X; mas isso é normal. O pior é que agora os caras tão passando uns filmes muito fodas também. Em três dias es seguidas teve Thelma & Louise; Cabo do Medo e Virgens Suicidas (!), que me surpreendeu muito, já que AXN sempre se auto-intutulou canal de ação, e o máximo de ação em VG é quando eles andam de carro.


you're my playground love


Paralelamente tive notícias do HD. Bom, a coisa tá tão preta com ele que pra saber se tem mesmo como recuperar os dados seria necessária uma operação altamente complexa que me custaria mais de 300 reais, e DEPOIS disso é que viria um segundo orçamento que poderia chegar a mais de 1.000. Conclusão: Adeus, dados!

Fotos; Roteiros; Ilustrações; Trabalhos....

segunda-feira, março 08, 2004

the game

Quem me conhece sabe que curto jogos dos mais diversos tipos. Por isso to afim de ir na Festa do Peão de Tabuleiro, que o Ricardo me indicou.

É uma festa com vários jogos de tabuleiro dos mais diversos tipos e origens (a esmagadora maioria deles eu nunca ouvi falar). Me lembrou um lance com jogos de vários lugares do mundo que rolou no SESC há um tempinho atrás.

Dia da festa: 20/3/2004
Local: R. Nhandirobas, 388 - Jabaquara - Săo Paulo, SP
Valor da Inscriçăo: R$ 5,00

Tem mais informações no site e precisa se registrar on-line. O que eu acho bom, assim fica controlada a quantidade de pessoas, dando chance de todo mundo jogar. Quem estiver afim de ir tb fala comigo!


segura, peão!

sexta-feira, março 05, 2004

evil

Não há honra entre ladrões.

Todo mundo é um prostituto.

Essas duas frases eu venho dizendo faz alguns meses (sendo que a ultima eu tirei diretamente da m?sica Exterminator do Primal Scream) e elas nunca fizeram tanto sentido para mim como agora. Antes eu as dizia com alguma base, mas em boa parte era tamb?m porque eram frases legais de se dizer (que bobeira, não?). E ao inv?s de entrar em detalhes, vou falar em termos vagos como em tantos outros blogs pelo mundo, e como j? fiz antes tamb?m, alguns de vocês podem saber do que estou falando e outros não, faz parte dos mistérios da vida.

Pensei tantas coisas que nem sei mais. Na verdade não devia ter pensado nada. Quando eu não tinha coração era mais fácil, descobri que ter coração seria um caminho que melhoraria as coisas pra mim. Mas de que adiante se os outros não tem? Ou ao menos não tem para comigo. Já me expus a várias pessoas de várias maneiras, espalhando diferentes aspectos da minha complexa personalidade pelo mundo afora. E em boa parte sou um tanto paranóico com isso, especialmente em relação às minhas "criações". Já tive várias idéias mirabolantes na vida, e o que mais me emputece é que nenhuma delas (até agora) foi levada até o fim, continuo tentando, mas com repetidos fracassos e recuos, um padrão infeliz vai se formando, do qual não tenho orgulho nenhum e me pergunto se irei me livrar, e não só isso, mas se alguma parte estranha de mim simplesmente não é capaz de se livrar.

O que me sempre me tranquilizou foi que em boa parte dos casos não se usou esses momentos de exposição diretamente contra mim (existe aquela famosa história da MTV, mas não é disso que estou falando aqui) até recentemente. Houve excessões, claro, mas reamente nada direto ou vindo de pessoas com as quais já não me importava. É estranho mesmo, quando você gosta de alguém, seja da maneira que for, imagina que algo desse tipo jamais acontecerá; é justamente essa fé que nos faz depositar confiança nos outros e nos abrirmos.

Mas devo dizer que não foi totalmente inesperado, vários sinais já vinham sendo mostrados por um bom período de tempo; minha fé cega naqueles que eu considero amigos não me permitiu prever tal evento. Na verdade, o evento em si nem foi grande coisa, mas a capacidade desastrosa que ele me revelou é o que realmente me preocupou.

Estranhamente isso mais ou menos coincidiu com um papo que eu tive com a Debbie pelo ICQ esses dias. E me pegei me lamentando por coisas pelas quais eu deveria ficar impassível em vista das minhas afirmações naquela conversa. Vou colocar aqui uns trechos, espero que a Debbie não se sinta exposta por isso, e se sentir, é só pedir que eu tiro (eliminei minha compaixão apenas por algumas pessoas, não por ela)

é q tao me isolando lá no senai e ela pelo menos continua falando comigo, mas num vou tb forçar sei lá
pq tao te isolando?
Putz.. pq tem uma tosqueira lá acho q era afim do Daniel, sei lá,(...) E eu SEI que é por minha causa pq ela nunca foi com a minha cara...
é, isso aconteceu um pouco na faculdade comigo; foi bom no fim
Pq?
nossa, te isolavam e tal? Devia ser um poco de inveja, vc sempre se destaca e tal..."

era mais ou menos por isso.
lembra qdo eu tava BEM arrogante? bem asuka?

Ah lembro... mas aquilo era sério? Pq parecia uma espécie de máscara... sei lá, quem quer ver além, vê... :)
claro q num era sério.
Eu falava de tudo como se eu fosse o gostosão, e as pessoas num encararam aquilo como uma piada.
me achavam convencido e pulavam fora.

E foi um pouco bom no fim pq me manteve longe dos idiotas e falsos, os mais legais e verdadeiros falam comigo até hj
Bah, sei lá, cheguei na obvia conclusão que se alguém quer te julgar mal, num é fingindo que vc é menos do que é ou se forçando aser simpático que vc vai CATIVAR a pessoa: ela vai pensar mal do memso jeito... entao dane-se :)
sim, existe também seleção natural social...
do tipo: só os fortes sobrevivem?
não, aqueles não adequados a vc serão eliminados automaticamente
hm.. verdade... mas é triste qdo uma das pessoas eliminadas vc considerava mto :/
isso são baixas de guerra. sempre há exceções. tb tem os chatos que não são eliminados.
Ai vc tem que correr atrás pra compensar

Pois é.. mas é ruim qdo num é reciproco... tipo,. vc vai atras da pessoa mas ela some de novo.. e vc sabe lá qual é o problema.. mas enfim..

Só depois de um tempinho fui lembrar desse papo (que está resumido aqui). Me liguqie que já fui atrás mais de uma vez, e que existem chances de eu ser "o chato que num é eliminado" visto pela perspectiva do outro. Realmente existem, e se é o caso, paciência.

Coisas que eu disse e fiz foram usadas contra mim. É parte do dilema do ouriço.

N?o tenho muito mais o que fazer do que continuar tocando a vida e lamentar, mesmo que pouco.


This is happening for your pleasure, at your leisure
Use your evil, when you want

quinta-feira, março 04, 2004

the great below

Durou 4.5 meses.

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

leaving hope

E mais uma vez perdi tudo que tinha em meu HD pessoal. Ser relapso e não fazer back-ups finalmente deixou conseqüências. Se alguém que lê isso aqui tiver algum trabalho meu que eu tenha mandado, ou que tenha feito junto comigo, por favor me avisa pq eu gostaria muito de ter de volta.

big fish

Vi esse filme ontem. É muito muito legal. Tim Burton se redimiu depois da Cagada dos Macacos com esse.

Achei bem simples e direto, mas ainda dá pra tirar alguma coisa. Claro que se vc tem um coração de pedra num vai tirar nada. Me fez pensar numas cosias. Especialmente depois de recentes eventos.

O que é a sua vida, afinal? De que ela valhe? Qual foi sua contribuição pro mundo? E praqueles que estavam bem ali do seu lado? Quem gosta mesmo de você vai sempre te entender? E vice-versa? Não necessariamente, mas espera-se sempre o esforço.

O que é a verdade? O que você conta é mais ou menos importante de como você conta? Ouvi dizer que um bom contador de histórias é aquele que conta a história que quer ser ouvida. Se sua história é um saco, mesmo que você entupa de palavras bonitas ela continuará um saco. Mas se você mudar a história, com as mesmas palavras pode ter outro efeito.

O que é mais importante, ser compreendido ou ser amado?


Most men, they'll tell you a story straight true. It won't be complicated, but it won't be interesting either.

and all that could have been

Só pra dizer que esse CD é muito melhor do que eu esperava.

Sempre que vejo CDs ao vivo eu lembro do André reclamando, dizendo que é algo muito tosco, e que em estúdio tudo fica muito melhor e bla bla bla (que eu acho um argumento válido pra discos ao vivo gravados nos anos 60 onde a tecnologia era limitada e num dava pra ter realmente a mesma qualidade de som). E me faz pensar também como é apenas uma muleta pros pobres coitados que não foram no show; ou algo para fãs absurdos que precisam ter tudo comprarem. Outra coisa que sempre pensei de CDs ao vivo é que eles são uma forma de vc perceber como a banda resolve situações facilmente solúveis em estúdio, onde pode-se refazer a mesma coisa mil vezes, acrescentar zilhões de efeitos e mixagens, mas que numa performance em tempo real pode ser um grande problema; e nada eu fico muito satisfeito quando vejo que a banda resolve o que seria uma merda, de uma maneira muito boa.

No caso desta banda, Nine Inch Nails, ou desse cara, Trent Reznor; o CD ao vivo é uma mistura perfeita de tudo isso que eu penso, e nada daquilo que o André pensa. É deveras excelente pra quem ama a banda, e pra quem ainda não conhece direito também, fora que ajuda nós pobres brasileiros que jamais tiveram sequer uma chance de ver Reznor no palco.

Me lembro quando lançaram o CD Pulse do Pink Floyd, cuja caixinha tinha uma luzinha vermelha que piscava no que seria o mesmo ritmo de uma pulsação humana. Eu devia ter uns 12 anos, lembro que foi uma pagação de pau e era meio que um objeto de desejo de várias pessoas (inclusive meu, mesmo que, confesso, não tinha certeza do porque). Fui comprar o tal Pulse na galeria, usado, quando tinha uns 18 anos. Gostei realmente, mas aquilo foi o final da minha fase de curtir Pink Floyd (embora ainda ache legal). Pois bem, foi mais ou menos nessa idade que conheci NIN, e sempre curti, e meu gosto por Reznor só veio crescendo ao longo dos anos. Ele é pra mim o que Floyd deve ter sido pro meu pai; nesse mundo de música barulhenta NIN é o equivalente do Pink Floyd, na nova ordem, Industrial substitui Progressivo.

10 anos depois de PULSE, compro All That Could Have Been, e ele é para uma nova legião tudo que PULSE foi para a geração anterior; e possívelmente muito mais. Enquanto eu vibro com Reznor hoje, me pergunto ao som de que meu filho vai refletir...


for all we could have done
and all that could have been

sábado, fevereiro 07, 2004

dark water

Farei um resumão dos eventos dessa semana:

- Fui colocado em férias forçadas do escritório, por conta de falta de clientes, pouca grana e isso sendo agravado pelo roubo dos PCs na semana anterior (o prédio foi arrombado e roubaram todos os conjuntos). - Eles chamaram de férias, eu chamei de demissão mesmo.

- Decidi me auto-promover como designer gráfico e fotógrafo free-lance. Espero poder atualizar meu portfolio e lançar uma versão on-line brevemente.

- Um amigo de longa data está tendo problemas com uma perda.

- Fui pela primeira vez na reunião do núcleo de estudos de quadrinhos na ECA. Interessante. Manter um estudo paralelo apenas pelo prazer da pesquisa ajuda a manter o cérebro maquinando.

- Estou com dois contatos para um possível novo emprego. Vamos ver se algum decola.

- Assisti aquele filme japa, o Dark Water; muito bom. E também revi "A Lenda de Billy Jean", quem se lembra desse?

- Tenho uma reunião hoje. Dependendo do desfecho, teremos novidades interessantíssimas.

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

lost in translation


everyone wants to be found.


Só da Japão e cinema. Vi esse filme no sábado com a Ivy. Realmente muito muito bom. A tal Sofia Coppola realmente manda bem (quem não viu, recomendo As Virgens Suicidas). Num farei uma review, já existem o suficente pela rede afora. Mas vou dar um pitaco aqui.

Uma das questões do filme se passar no japão é justamente para criar a situação na qual os personagens uma vez se encontrando, desenvolveriam tal relação. Em qualquer outra situação um teria passado desapercebido aos olhos do outro. Na verdade acho que isso é bem óbvio, talvez.

Mas o que quero dizer é que sem esse isolamento visível em um lugar tão estranho, aquilo que acontecia dentro deles não ficaria tão evidente, não apenas para o espectador, mas na cabeça dos próprios personagens. Charlotte diz a Bob que ele esta tendo uma crise de meia-idade, mas ela também está passando por uma crise (bem parecida com a minha e de outros tantos amigos meus).

São crises opostas. Bob com certeza já passou pela indecisão de que caminho seguir, e sua crise agora gira em torno de rever o caminho que segiui. O interessante é que ele em momento algum tenta ser o sabichão e fica dando conselhos prontos pra Charlotte. Mesmo na grande pergunta de "fica mais fácil?" o filme e os personagens acham soluções mais originais, mais simples e interessantes.

E é tudo isso e muito mais que torna esse filme maravilhoso. Eu ando muito bicha emo então eu dei uma choradinha no final, que fecha com chave de platina a questão. Ah, e a trilha sonora ainda é detonante.

A Karla também escreveu umas coisas legais sobre ele no blog dela, assino embaixo também.


for relaxing times, make it santori time..."

ghost in the machine

Só quero fazer umas declarações:

Odeio teclado de Macintosh
Odeio mouse redondinho de iMac antigo
Odeio internet explorer de Macintosh
Odeio ICQ de Macintosh

zankoku na tenshi no thesis

Ainda de cinema e agora na Terra do Sol Nascente, vamos pra umas notícias interessantes. Mais dois filmes de terror japa estão sendo refilmados para o público ocidental.

Um deles, chamado "The Grudge" será dirigido pelo mesmo diretor dos filmes originais (um tal de Takashi Shimizu); o que é bastante interessante. Fora isso, alguns atores do original irão se juntar ao time de atores norte-americanos. E como se isso não bastasse, o filme será rodado em Tokyo. Vamos ver se isso vai dar um resultado positivo.

O filme parece bem esquisitinho e é sobre quando uma pessoa amaldiçoada num momento de extremo ódio; então sua alma busca outro pobre-coitado para iniciar sua própria maldição.



O outro remake de terror japa será dirigido por Walter Salles. Isso que é globalização. Diretor brasileiro refilmando um filme japonês em Hollywood.

O tal filme se chama Dark Water e é sobre uma uma mãe divorciada e sua filha. Elas se mudam para um apartamento que logo apresenta infiltrações e estranhas aparições de uma bolsa infantil. E depois de um tempo surge a dona da tal bolsa.

O original anda passando no Max Prime e eu vi alguns pedaços, parece interessante.


immortel (ad vitam)

Agora de cinema, e vamos pra França. Pra falar de um filme esquisitão chamado Immortel (ad vitam). Escrito e dirigido por um quadrinhista chamado Enki Bilal; baseado em uma trilogia de quadrinhos dele mesmo.



Nunca li nada nem nunca tinha ouvido falar do cara até agora. O filme se passa na Nova York do futuro vai falar sobre uma jornalista que descobre que seus artigos estão sendo enviados ao passado de alguma maneira, ao mesmo tempo que tem que lidar com a morte de seu namorado alienígena.

Tem uma mistura de computador e gente, espiem só essas imagens. Tem dois teasers aqui.





sexta-feira, janeiro 30, 2004

battlefield earth part iii: dianetics


Dianética: a Ciência Moderna da Saúde Mental é um livro escrio por L. Ron Hubbard na década de 50 e contém diversos conceitos relacionados ao funcionamento da mente humana, bem como métodos de disciplina baseados nesse conceitos voltados para tornar os seres humanos pessoas melhores.

A idéia básica é que a mente humana é baseada em duas partes:
Analitica - que como o nome diz analiza cada situação em busca da solução apropriada.
Reativa - que apenas responde instintivamente à determinados instintos.

Até aí sem grandes problemas, inclusive são idéias bem parecidas com o Ego e o Superego de Freud. Mas agora é hora de expandir.

A questão é que a mente reativa grava todas as experiências (não tenho certeza, mas talvez ela grave apenas as situações de grande stress mental) pelas quais passamos em unidades de memória chamadas engramas. Isso é algo que ocorre desde que somos apenas um feto, gravando inclusive experiências ruins de nossa mãe e nossa vida uterina.

Tudo fica armazenado no subconsciente e não damos muita atenção para essas lembranças. Entretanto, deveríamos, já que todas as vezes que passamos por algo estressante ou ruim, nossa mente analítica se desliga deixando a reativa assumir.

O problema é que a mente reativa trabalha por associação. Se por exemplo fomos chutados no rim por nossos pais enquanto Bohemian Rhapsody tocava no rádio, toda vez que ouvirmos Bohemian Rhapsody futuramente sentiremos uma estranha dor renal. Possivelmente gerando problemas psicossomáticos graves como pedras ou insuficiência renal.

Para se livrar desses males terríveis Hubbard propõe uma solução fantástica: Realocar suas memórias para a mente analítica, desativando permanentemente a mente reativa. Para isso atende-se a sessões de "audição" (auditing). O indivíduo vai falando coisas para um "auditor" ou "ouvinte" (auditor) - geralmente um pastor ou pastor em treinamento da Cientologia - e com a ajuda de um e-meter (um aparelho que mede a atividade mental do sujeito) cada engrama é explorado e re-alocado. O auditor não aconselha a pessoa em maneira alguma - ao contrário do que se faz na psicologia - e fala muito pouco.

Uma pessoa que passa por diversas sessões de audição e consegue re-alocar seus engramas com sucesso é então chamada de "livre" ou "limpa" (clear) e pode se considerar um sujeito muito feliz e muito mais sortudo que milhões de pobres coitados que não conheceram os benefícios da Dianética.

Sem muitas bases científicas esse livro está corretamente classificado como auto-ajuda em grande parte das livrarias. O tal do e-meter é nada mais que um detector de mentiras bastante rudimentar.

É possível ler e praticar Dianética sem ser um membro real da Cientologia, sendo que a maioria dos leitores procede dessa maneira, mas a ligação existe e é bem forte. Como será visto mais adiante, Dianética é o ponto de partida para toda a mitologia Cientológica.

The Hubbard is Bare[inglês]: Ótimo artigo explicando de gênio Hubbard tem muito pouco, e de plagiador, tem bastante. Suas teorias "revolucionárias" da Dianética podem não ser tão suas.

amazon[inglês]: Veja opiniões (a maioria favoráveis) sobre o livro.

submarino: Opiniões brazucas.

religious movements homepage[inglês]: Site sobre diversos movimentos religiosos descrevendo os diversos aspectos da Cientologia.

quinta-feira, janeiro 29, 2004

capitalism stole my virginity

Lembrando que esse FDS tem FestComix. Vai ser sábado e domingo. Estou pretendendo ir no sábado e ir no playcenter no domingo com a Ivy.

Eu sei que PC é tosqueira, especialmente no domingo. Mas metade da graça vai estar aí. ;D Alguém quer ir?

loaded

Bom, falarei um pouco da estadia da Sara, a iraquiana. Foi tranquilo. No sábado ela chegou e logo fomos pra Santos comer carangueijo e dar uma volta guiados pela Ana Elisa. Fomos no mirante da Ilha Porchat e até o Guarujá em seguida andar na praia e deixar a garota árabe molhar os pézinhos em mares brazucas. Tudo isso com o carro emprestado da minha mãe.

No domingo rolou mais viagem, dessa vez para a Festa da Uva em Jundiaí. Fomos mais pa ver o show do Zeca Baleiro, que a Ivy adora e a Sara ficou curiosa pra conhecer. Sendo que a Elisa participou das duas viagens.

Na segunda ela ficou por conta da minha família, já que eu tinha que trabalhar. Favor observar que não trabalhei quase nada, já que o prédio foi invadido no FDS e meu PC foi roubado, junto com mais um PC, o scanner e uma digicam. À noite fomos jogar fliperama com o Marcos, mto engraçado, e em seguida encontramos com o Nisfer pra tomarmos um chopp.

Na terça foi a vez do Marcos tomar conta dela e de noite ela ficou com a família toda na festa da Luiza, a filha da minha madrinha. Depois disso ela pegou o onibus pra BH e fim. Mais pra frente ela volta antes de ir embora pra Inglaterra.

Enquanto isso tudo continua bem torto aqui no escritório, já que os chefes quase não ficam aqui e eu tenho q ficar anotando mil recados, fora discutir com as outras pessoas aqui do prédio sobre o que vamos fazer a respeito do roubo.

Eu que tive que pagar as cópias das chaves novas...

quinta-feira, janeiro 22, 2004

misato

Vamos falar agora de filmes. E de animes. Pra ser mais preciso, de um filme baseado em um anime. E não é qualquer anime. É meu anime preferido de longe. Não, não sou um otaku (fanático por animes), mas tenho um relativo contato com esse universo, mesmo não tendo assistido tanta coisa assim.

Estou falando de Neon Genesis Evangelion, um anime que eu simplesmente amo. Ele não é tão difícil de acompanhar como outros animes, já que é composto de apenas uma temporada e "um filme e meio".

Acontece que um filme live-action (com pessoinhas) está atualmente em estágio de pré-produção, e os responsáveis pelos efeitos especiais são os caras da WETA, a mesma companhia Neo-Zelandesa que fez os efeitos do Senhor dos Anéis. Vou colocar aqui algumas imagens do Aint it Cool News pra vocês sentirem a epicidade (o grau épico :) e o drama da bagaça.


Tokyo 3 ou New City


É aqui que a ação acontece. Note que em primeiro plano tem uns prédios detonados no meio da água. Isso é por conta de uma catástrofe global que aconteceu em 2000 (EVA se passa em 2015) e Tokyo 3/New City é uma cidade novinha em folha e está no fundo da imagem.


Asuka Langley Soryu ou Kate Ross


Essa é uma das personagem principais e minha preferida. Ela tem 14 anos e é uma das três combatentes. Você pode se perguntar por que uma criança estaria lutando. Bem, em Eva há uma razão para tudo. Inclusive essa é sua roupa especial para a treta.


Sala de controle da NERV


NERV é a responsável por proteger toda a humanidade. E aqui é a sala de controle principal e onde se operam os mega-computadores MAGI e se coordena as tretas.


Depósito de armas


Essas são algumas das armas usadas nas lutas. Por favor repare que aqueles risquinhos ali embaixo são pessoas.


EVA-02. Pilotado pela Asuka



Os três EVAs em strand-by


Antes que você diga: Mas outro anime de robos gigantes! Que bosta! Vou dizendo já que EVAs não são robôs, pra saber o que eles são, tem que assistir, e mesmo os que assistem nem descobrem o que eles realmente são.

O grande trunfo de EVA é seu final. Seus dois finais, aliás. Ambos são excelentes (o filme animado do EVA foi feito para substituir o final da série, mal recebido pelos fãs japoneses; mas eu gostei dos dois). E a série toda é a preparação para esse final. Relações humanas complicadas, mistério, conspirações, religião, profecias, joguetes políticos, ação e sangue, muito sangue. Se vocês acham que Evil Dead e Fome Animal eram filmes com muito sangue é porque ainda não viram Evangelion realmente. E é bastante complicado realmente entender EVA, muita gente que já viu tudo ainda não entende nada. Não que seja chato, você consegue ver numa boa e se divertir, mas não necessariamente absorver.

Claro que tudo que estou falando se refere à série. Eu vou chutar que o filme irá se concentrar na ação, já que EVA é um universo realmente muito complexo.

Vocês devem ter reparado que algumas coisas tem dois nomes. Bem, os nomes japas são do anime, e os em inglês são os nomes que aparecem nas legendas dos desenhos, bem pequeno no canto, meio ruim de ler. E com certeza são os nomes que serão usado no filme.

O Marcos reclamou disso, falando que a alopração já começou. Bem, eu não iria tão longe. Claro que eu, como fã da parada, fico um pouco triste de ver os nomes sendo estuprados, e provavelmente algumas outras características também serão. Mas isso não significa que será uma adaptação ruim, existem muitos outros fatores a serem considerados.

Basta pensarem em Alta Fidelidade. O filme ficou uma bosta por se passar em Chicago e não em Londres? Ou pelo nome do personagem ter sido trocado de Rob Flemming para Rob Gordon? Eu acho o filme excelente!

Adaptação não é algo simples, e não se resume a transcrever literalmente os eventos de um meio para outro. De longe é isso. Recomendo que dêem uma espiada no meu trabalho do Batman, pois é disso que ele trata realmente; e o assunto pode ser expandido ainda mais.

keep your dreams

O The Wake despertou para 2004. Finalmente postei um sonho lá depois de meses de jejum. Visitem e comentem.

quarta-feira, janeiro 21, 2004

Ainda falando de carros, eu estou cada vez mais sentindo a necessidade de possuir
um. Mas como todas as decisões de minha vida eu fico pensendo e repensando a idéia.
Mesmo que eu não compre um carro, eu sempre acabo visualizando situações e tudo
mais, pensando em possibilidades. E estou sempre em conflito entre estilo e praticidade.
São poucos os carros que reúnem isso. Vou aqui colocar as fotos carros que mais
seriamente considero adquirir, e seus prós e contras, quem sabe alguém pode me
dar uma força.




Prós: É LINDO. É estiloso, é VW, é histórico.
Simples, confiável e durável. Qualquer mecânico em qualquer
lugar sabe consertar. Fácil de achar no mercado e de conseguir peças

Contrea: Pode ser barulhento e pouco confortável. Pouco espaço
pra bagagem, uma viagem com 4 pessoas fica complicada. É relativamente
visado por causa de peças,. mas nada que uma trava carneiro não
resolva.

Preço: 2.000 a 15.000 - não paga IPVA




Prós: É um carro muito simpático. É como o fusca só que com mais espaço interno
pra colocar tralhas. Mecânica simples. Refrigerado à ar.

Contras: É um pouco mais difícil conseguir peças.

Preço: 4.000 a 15.000 - não paga IPVA






Prós: É lindo. É VW, então é durável e confiável. É refrigerado à ar. Mecânica
simples. Se for conversível é a coisa mais estilo do mundo.

Contras: É frágil. Está fora de linha e achar peças pode ser complicado. Só
cabem 3 pessoas e pouca bagagem.

Preço: 5.000 a 15.000 - não paga IPVA



Prós: É enorme, cabe bastante coisa. Quatro portas. É bem estiloso, especialmente
esses de duas cores. Modelos 4x4 existem e são os que eu quero, agüenta muita
pancada. Mecânica simples.

Contras: É enorme. Dependendo da motorização tem um consumo desgraçado. Não
me parece muito seguro no caso de um acidente.

Preço: 7.000 a 20.000 - não paga IPVA



Prós: Mecânica simples. Quatro portas. Boa disponibilidade de peças. Refrigerado
à ar.

Contras: Só quero se for o 4 portas, que é raro; o que apresenta outro problema
com relação a encontrar portas traseiras. Preço: Nunca vi uma pra vender.



Prós: Mecânica simples. Quatro portas. Refrigerado à ar.

Contras: É relativamente raro, encontrar peças pode ser complicado.

Preço: 3.000 a 12.000.



Prós: Mecânica simples. Refrigerado à ar. Estiloso e histórico,
foi o primeiro modelo de série totalmente projetado no Brasil. Contras: Um pouco
raro, meio ruim de achar peças. Só cabem duas pessoas e sem muito espaço pra
bagagem.

Preço: 5.000 a 10.000.




Prós: Confortável. Confiável. Tanto faz se for esse modelo ou
o anterior quadradão. Bastante ítens opcionais de luxo. Se for Quantum
(que eu prefiro) tem mais espaço ainda. Boa disponibilidade no mercado.

Contras: Dependendo da motorização pode ter um consumo que não me apetece.

Preço: 4.000 a 16.000.










Prós: Espaço a dar com pau. Consumo relativamente baixo. Mecânica
simples. Não paga IPVA.

Contras: É meio trambolho. Peças específicas de modelos antigos podem ser
complicadas de achar.

Preço: 3.000 a 12.000 - Não paga IPVA








Prós: Motor espertinho. Confortável e com bom acabamento.
Espaço legal pra bagagem. Eu quero é o XR3 conversível
ou as versões perua (SW) recentes.

Contras: Manutenção da capota pode ser chata. Em caso de capotamento
é quase morte na certa.

Preço: 6.000 a 18.000.

Preço SW: 10.000 a 16.000.



Bom, é mais ou menos isso. Vocês devem ter notado minha predileção pela Volkswagen e por carros antigos. Bem, eu amo carros antigos. E até aqueles que muitos aculturados consideram feios ou sem naipe eu acho que tem muita coisa interessante por trás. Eu não quero ser mais um que paga 18.000 num carro que num tem nem desembaçador traseiro só pq ele é novo. Não quero ser só mais um dirigindo um palio, um corsa ou um gol por aí, não mesmo. Não digo que sejam carros ruim, só não sou o que eu quero.

Se alguém tem alguma crítica ou sugestão automobilística, é só mandar ae.

attack of the ghost riders

Dando um break na Cientologia e em Hubbard vamos falar de automóveis. Automóveis nos quais eu jamais colocarei minhas mãos, claro.

Range Stormer


pouco foda...


Esse é o primeiro carro-conceito da Land Rover, e eles já saíram detonando. As portas são basculantes sendo jogadas para frente (como nas lamborghinis countach e diablo) tem um motor absurdo, um novo sistema de adaptação ao terreno onde o motorista controla vários recursos do carro eletronicamente; uma cacetada de ítens de conforto, uns bancos animais super-ergonômicos, sky window e sabe-se lá mais o que. Fora que tem um visual absurdo.

tem até um site só pra ele.

VW Concept T


absurdante


Esse é outro carro-conceito, mas da minha amada Volkswagen. Mistura vários recursos de off-road com esportivo, pra ser um carro útil em confortável nas duas condições. Tem mais info aqui.

Ford Bronco


simpático


Esse aqui parece que vai ser produzido pra valer e retoma um modelo mega-robusto (até no nome, que eu acho meio engraçado) produzido nas décadas de 60 e 70. Ele é montado sobre a plataforma do EcoSport (que só é fabricado no Brasil, injetem a dose de orgulho agora). E é basicamente um quatro por quatro animal, com vários recursos novos, um deles sendo a falta de lâmpadas nas lanternas traseiras; são uma espécie de LCD. Outro lance legal é que o teto é dividido em duas partes, e você pode tirar a parte de trás.

terça-feira, janeiro 20, 2004

battlefield earth - parte II: sci-fi

Bom, resolvi incluir outra parte na minha saga sobre Cientologia. Creio que será a mais curta de todas.

Só quero explicar um pouco mais sobre a Ficção Científica de L. Ron Hubbard. Como disse ela é bem estranha e ingênua, ele trabalhou como escritor principalmente durante a década de 30, se não em engano. Mas o estilo das histórias dele é realmente única: Bela porcaria.

Dentre os entusiastas da Ficção Científica, existem várias maneiras de sub-classificar o gênero. Inclusive existe uma noção de que coisas como Star Trek e Star Wars não poderiam nem ser chamadas de ficção científica pois são tão distantes do lado científico da coisa que não lhes caberia essa honra (embora vários trekkers hardcore discordem), mas creio que isso é um pouco demais.

Como um mero apreciador do gênero (do qual estou meio afastado faz um tempo, especialmente em termos literários), posso fazer umas divisões mais simplistas. Existe uma ficção-científica ingênua, mas que ainda entretém, que usa elementos de sci-fi apenas como pano de fundo para uma divertida história famíliar como Perdidos no Espaço. Ou Ficção-Científica bem distante do lado científico, mas bem próximo do lado de heroísmo e aventura, como Star Wars (antigo, per favore). Há também aquela que tenta usar de metáforas para explorar questões presentes hoje, extrapolando situações e substituindo negros por robôs e russos por alienígenas e coisas do tipo como Star Trek fez. E existe aquela ficção científica mais hardcore, que tenta realmente criar e explorar diferentes teorias envolvendo tecnologias inexistentes, como Asimov.

Isso dito, direi agora que Hubbard é algo ingênuo, com grandes toques de aventura e heroísmo, que usa metáforas pobres e acha que está fazendo algo hardcore.

O mais famoso de seus livros é justamente Battlefield Earth. Publicado no Brasil como A Reconquista - Campo de Batalha: Terra. Que na verdade foi escrito em 1980, décadas depois da chamada Era de Ouro da Ficção Cientifica (que clamam Hubbard ser um grande representante).

Nesse livro, a Terra foi dominada por alienígenas possuidores de altíssima tecnologia chamados Psychlos; que mineram todo o ouro possível do planeta, e escravizam os humanos que encontram. Os que não foram escravizados vivem como homens das cavernas, com medo e tudo mais. É então que o herói, com o ridículo nome de Jonnie Goodboy Tyler, decide sair das cavernas em busca de algo melhor. Ele acaba se deparando com um Psychlo com um plano egoísta e diabólico, mas que é na verdade tão burro como uma porta e dá a Jonnie tudo que ele precisa para libertar a humanidade.

Não vou dar muitos detalhes pq cansa e se alguém quiser ler essa meleca, vá em frente. Vale lembrar que a ciência mencionada no livro é altamente inverossímil, o livro é extremamente machista, um tanto quanto fascista e usa sim conceitos Cientológicos em sua trama (a começar com o nome dos vilões: Psychlos).

Talvez vocês se lembrem que John Travolta estreou um filme baseado nesse livro. Pois é, e o filme já dá pano pra manga de tão ruim que é. Na verdade, o que ele faz é destacar absurdamente tudo que o livro tem de pior, e o final do filme (que é a metade do livro) não ajuda nem um pouco.

link interessante:
amazon.com[inglês]: Reviews de leitores sobre o livro, que oscilam bastante entre os que detestaram e adoraram.
imdb [inglês]: Informações e fórum sobre o mair desperdício de dinheiro da história do cinema.
imdb [inglês]: Informações sobre a cancelada série animada.

quinta-feira, janeiro 15, 2004

battlefield earth - parte I: l. ron hubbard

Guarde esse nome, e sempre que ouví-lo saia correndo. Nascido em 1911, Lafayette Ronald Hubbard, como diversas pessoas, teve várias ocupações diferentes. Sempre se mostrando exímio em tudo que fazia, sempre se superando e deixando um legado de qualidade de serviços prestados.

Uma das ocupações, bastante destacada por seus seguidores, foi escrevendo contos e romances de ficção científica; outra também destacada foi ter servido na marinha durante a II Guerra.

Supostamente durante o serviço na marinha ele sofreu um acidente que o deixou com problemas na coluna e com um olho danificado (talvez completamente cego, não me lembro) e esse detalhe é importante pois foi a partir desse incidente que ele passou a se auto-doutrinar em um método desenvolvido por ele mais tarde conhecido como Dianética.

Com o tempo a Dianética foi crescendo, mais e mais pessoas a usavam para melhorar suas vidas (fiquem tranquilos, mais tarde vou explicar melhor o que é Dianética), mas ainda sim tinham dúvidas, portanto passaram a tentar esclarecê-las com Hubbard. Vendo o potencial ele passou a escrever mais livros com novas técnicas de melhoria de vida e passou também a dar cursos e palestras. Mais tempo passou e ele aglutinou tudo isso na filosofia da Cientologia, que mais tarde se tornou de fato uma Religião.

E isso é mais ou menos a história oficial dada pela Cientologia.

Entretanto o que eles não falam é que todas essas ocupações nada mais eram do que tentativas de Hubbard de achar uma ocupação real na vida. Nada mais normal, muitas pessoas pulam de atividade em atividade. E o que eles também não falam é que ele era no máximo medíocre e ordinário em tudo o que fazia, resultado de suas flutuações de humor e outros problemas psicológicos mais graves.

Inclusive, ele era um autor bem fraco. Seus livros são ingênuos demais e se levam a sério demais. Se fossem curtos e ingênuos, poderiam ser infantis; mas são todos pomposos. A título de comparação entre fantasia e ficção; imagine que os cientologistas elevem Hubbard ao mesmo nível de Tolkien quando ele na verdade não chega nem a ser uma J.K. Rowling (que é uma autora razoável). Ele é de Paulo Coelho pra baixo.

E essa história da Guerra. Bem, não sei se o tal acidente realmente aconteceu e ele realmente ficou detonado. Todas as fotos que vejo ele parece normal e saudável dos olhos. É bem provavel que seja uma história inventada. E um incidente que nunca é mencionado por seus discípulos é que ele quase disparou contra um navio amigo, e que seu posto era bem irrisório. Existem documentos da marinha comprovando o fiasco.

Com a Dianética e a Cientologia Hubbard não apenas conseguiu vários seguidores como conseguiu grandes quantias de dinheiro. Com um time de advogados, sonegando impostos, destruindo documentos, se refugiando na Inglaterra e mais tarde em um navio (onde passou os ultimos anos de sua vida) ele se esquivava da justica e da receita federal.

A história não termina aqui, aguarde as continuações....

alguns links úteis sobre Hubbard

Instituto de pesquisas Imagick [português]: Site de uns místicos ae que puxam saco do Hubbard pra caramba.
Bare Faced Messias [inglês]: Pedaço de um site muito interessante que desce a lenha na Cientologia.
imdb [inglês]: Listagem das realizações em cinema e vídeo do grande mestre. Notem como a esmagadora maioria está relacionada à cientologia e dianética.

battlefield earth - prelúdio

Seguindo a tendência do ultimo post, vou começar agora um serviço de utilidade pública aqui no fotolog. Vou então postar, ou talvez apenas começar a postar, já que o assunto é extenso, a respeito da Igreja da Cientologia (The Church of Scientology).

Alguns de vocês já me ouviram falar nela, outros nem um pouco e mesmo aqueles que ouviram podem estar se perguntando: Que porra é essa? Bom, galerinha, vocês num tem nem idéia de como a coisa é bizarra, pra dizer o mínimo.

Pelo nome alguns podem pensar que é algum tipo de culto onde a ciência e/ou o método científico são exaltados e seguidos como um dogma inviolável e inalienável. E que por isso, eu, como um bom cético, faço parte da parada. Ledo engano! Pois as coisas que a Cientologia prega são recheadas da mais picareta pseudo-ciência e enganação pura. E isso é apenas um dos problemas.

E agora já percebo que a história vai dar pano pra manga. Então vou dividi-la em partes, que a priori serão:

L. Ron Hubbard
Dianética
Cientologia
Terror
Celebridade

Os tópicos se entrecruzam, e talvez eu encontre a necessidade de criar novos ou apagar alguns, ai vou ter que dizer: Paciência. Lembrando que o que farei aqui é apenas a ponta do Iceberg, existe uma extensão enorme de material sobre o assunto, mas muito pouco em português; quem quiser saber mais, recomendo que cace na net.

man on the moon

O Bush anunciou a favorabilidade dele a novas missões para a Lua, inclusive como um pontapé para a tão esperada missão tripulada a Marte. Pra isso ele anunciou umas idéias gerais de cronogramas e aumentou um pouquinho o orçamento da NASA.

Alguns críticos do cara já estão que isso é conversa pra boi dormir e que a NASA precisa é de um empurrão pra deixar toda a burocracia pra tras e fazer as coisas progredirem. Também reclamam de toda a empolgação ao redor da Estação Espacial Internacional (que também aparece na declaração de Bush) dizendo que ela não é empolgante, afinal ficamos só dando voltas na Terra mesmo, sem grandes avanços, progressos e descobertas (no sentido de desbravamento mesmo).

Acho que essas críticas são válidas, mas outra coisa que me passou pela cabeça foi: Eleição. Ele declara um grande avanço, faz bem pouco pra embasar esse avanço e assim acaba caindo nas graças de dois grupos simultaneamente, arrebanhando mais alguns eleitores sem perder os antigos. Canalha.

Se for sincera a tal declaração, ainda bem, finalmente alguma coisa benéfica. Vira e mexe eu ouço gente reclamando (inclusive a respeito do Programa Espacial Brazuca) que esse tipo de coisa gasta muita grana, grana que podia ser usada pra dar comida pros famintos e outras cositas mas. Bom, eu acho que esse é um uso benéfico do dinheiro de qualquer maneira, pois está sendo usado pra pesquisar e descobrir coisas, coisas essas que servem para aumentar a compreensão das coisas; fora que muitas vezes, tecnologias desenvolvidas nesse tipo de situação acabam indo parar na vida das pessoas comum, tornando-as melhor.

Com certeza é um uso mais benevolente de recursos do que aloprar um pais para torná-lo uma colônia de estração de petróleo.

quarta-feira, janeiro 14, 2004

high fidelity

Ano novo, listas novas no Top5. O Marcos começou com a primeira lista dos "melhores de 2003", eu já dei meu pitaco, vamos ver se os outros membros, inclusive a recém-agregada Ivy, vão entrar na brincadeira.

Ela até já deu uma idéia lá: Top5 músicas para surto. Vou ter que dar uma endoidada aqui e já volto....

sexta-feira, janeiro 09, 2004

Boa Noite no Albergue

boa noite no albergue

Pego o metro para a rodoviária. Estou lendo. Qual livro? Não importa. Pra mim é um livro importante, de que adianta esfregar na cara dos outros o quanto leio e o que leio? Isso pode até me fazer eu me sentir importante, e no pedaço do blog com mais detalhes sobre mim até tem os livros que estou lendo lá, mas está desatualizado, é sem propósito. Eu leio pouco mesmo, eu posso mentir também, se eu falar que estou lendo um livro muito absurdo poucos dos meus amigos terão saco de ler e muito menos irão ficar fazendo um quiz.

Lendo meu livro eu estava. E interessado também, grifando passagens. Chegou um grupo de mulheres jovens, o lugar ao meu lado está vago e elas discutem sobre quem irá tomá-lo, em uma falsa cordialidade, oferecendo o assento na esperança de que seja negado podendo assim tomá-lo para si. A discussão demora, aparentemente é necessário ouvir multiplas negativas para aceitar sentar-se, e é então que um mendigo entrou no vagão e lancou a mão sobre meu braço apoiado no metal ao lado do meu banco. Ele balbuiciou algo que não entendi, sequer fiz esforço para tal. Sem hesitação ele encerrou a discussão feminina e sentou-se ao meu lado.

Visivelmente alcoolizado ele não parava de falar. Fosse bradando qualquer coisa que lhe viesse à cabeça (mais constantes eram as referências ao corinthians) ou se dirigindo às pessoas em volta, principalmente duas moças sentadas nos bancos adjacentes.

Em dado momento ele se levantou até a porta, e no caminho tropeçou levemente no meu pé esquerdo, então abaixou, acariciou-o, levantou, colocou a mão sobre minha mochila e me disse algo, que não entendi ou me esforcei para tal. O mendigo seguiu seu caminho para a porta, onde conversou rapidamente com um homem parado lá. Voltou a sentar-se ao meu lado e foi quando começou a rasgar seda.

"Você é um dos maiores e melhores brasileiros que existe". Foi algo nesse estilo que ele me disse, talvez tenha dito até que eu era o maior. Me disse outras coisas, mas eu sempre ficava voltado para meu livro.

Então ele despediu-se, segurou-me pelo pulso direito e beijou meu braço "até logo". Passando pelo meu lado para sair pela porta à minha esquerda ainda beijou minha cabeça, dizendo tchau, ao qual eu finalmente respondi. Troco olhares com outros passageiros, que respondem com um sorriso equivalente ao meu.

Ah, ele disse também que estava dormindo num albergue: boa noite.

receptacle for the respectable

Eu olho esse blog e não vejo nada. Blog diarinho do dia a dia? Contando os filmes que vi, onde fui e o que comprei? Quem vai se interessar em ler isso exceto amigos que num tem muito o que fazer? O que há de desafiador em escrever sobre isso?

Fama? Não estou mais obsecado pela idéia. Posso me arrepender de escrever essas palavras aqui, pois o que é escrito não é esquecido. Está marcado. Mas isso também não é uma promessa, não é um ponto final, uma pedra sobre o assunto. É uma continuação dele, assim como foi a idéia inicial de busca pela fama. Não me sinto mais motivado a assinar comentários como no15min_of_fame_boy; não me identifico tanto com essa alcunha.

Talvez meus 15 minutos tenham realmente passado. Já apareci na televisão, já dei uma pequena palestra, já fiz uma pergunta pro Quino. Talvez seja só isso mesmo. Não me sinto triste, tampouco realizado. Estou indiferente. O motivo pode ser realmente a falta de interesse nessa conquista.

Quero me conquistar. Conquistar meu lugar. É isso que busco agora. Busco me encontrar nesse mar de indecisão. Quando entramos na faculdade, tudo é novo e empolgante, as possibilidades são infinitas; depois de formado, todas possibilidades parecem iguais. Com raras excessões (que seres felizes!) tudo parece sem graça, sem brilho. A empolgação se foi. Um padrão novo parece estar surgindo dentro de mim: Desilusão. Não espero muito mais dos outros. Não há honra entre ladrões, todos são prostitutos.

Acabar com o blog? Não mesmo. Blog é loser, mas é legal. Mudar de blog? Talvez. Outras pessoas que conheço já fizeram isso. Mas qual seria o propósito, afinal? De que adianta mudar o que está na barra de endereços se o que está na janela do browser continua igual? A mudança virá, disso não duvido, mas estou inclinado a ficar onde estou, e ser o que não sou.

quinta-feira, janeiro 08, 2004

the lord of the rings: the return of the king

Mais de 2 anos se passaram desde que eu fui um dos primeiros no Brasil e até no mundo a assistir ao primeiro filme do Senhor dos Anéis; para então me tornar um dos últimos. Finalmente assisti ao filme ontem à noite. Adiei chances de assisti-lo para passar tempo com pessoas, fossem meus primos em Ribeirão ou amigos em BH (alguns dos quais me crucificavam por não ter visto o filme, afinal, o que as pessoas preferem: Que a gente se divirta juntos ou que eu fiquei gastando meu precioso tempo de viagem em um cinema?)

Quando voltei decidi que iria na quarta, já que esperei tanto tempo, alguns dias pra pagar (infimamente) mais barato não é nada. Combinei com a Debbie e o Marcos e comprei meu ingresso ontem no começo da tarde pra pegar a seção das 20:00. Passei a tarde com a Marina e logo que me despedi dela recebi uma ligação da Ivy dizendo que tinha sido demitida da loja, que queria me ver e perguntando se podia dormir la em casa. Por mim beleza, mas as 20:00 tem LOTR.

Quem se lembra de um post mais antigo onde eu dizia que ela não gostava de LOTR? Ela lembra. Portanto, ela foi comigo ver o filme sem ter visto os anteriores. A Debbie acabou doente e o Marcos chegou super em cima da hora e não conseguiu ingresso, mas me deu o cd da Yuki que estou ouvindo agora (valeu!). Fomos só nós dois.

O filme realmente é muito muito bom. Tem um ritmo muito mais acelerado que os outros. Mesmo sendo o mais longo, parece correr mais rápido; as coisas não param de acontecer, sempre tem uma informação nova. O final dá uma esticada mesmo, e não é ruim, houve uma preocupação em mostrar o "e depois"; incluindo mais informações interessantes dos apêndices também. Fora que esse é o filme em que a Arwen Vomito-da-Manhã menos aparece, praticamente resumida a sua participação original do livro.

No fim das contas a Ivy gostou! Tive que dar um background básico da história antes de vermos o filme e fazer diversos comentários durante (o que perturbou a mulher ao meu lado, que deu umas bufadas, acho q ela pensou que eu já tinha visto o filme). Mesmo tendo lido o livro ha muito tempo e parado de correr atrás de informações tolkenianas por algum tempo eu fiquei surpreso com o tanto de coisas que eu lembrava. A Ivy ficou com medo do Senhor dos Nazgûl e toda comovida com o Sam, e concluimos que Sam não é bicha: Ele é emo. Sim, hobbits são emo, e emo são hobbits sifarçados de pessoas moderninhas.

Ela já havia pedido, mas em aparente retribuição devo ir à verdurada esse fds. Alguém se habilita?


olha o gordinho emo ae

domingo, janeiro 04, 2004

day of the dead

Voltei! Sem nenhum arranhão! E ainda trouxe uma encomenda: Marina, uma colega da Gabi no Café com Letras que eu conheci em Julho passado quando as duas vieram aqui, e que se provou ser uma pessoa muito interessante e divertida. (como sou tonto, já mencionei-a no post sob o reveillon, mas bem, aqui vai um backgroundzinho)

Agora nos encontramos livres de intermediários e ela está aparentemente se tornando uma intermediária ela própria; vamos ver se os eventos se desenvolvem nesse sentido. Em BH, relacionamentos não são buscados, eles simplesmente são ou não são.

sábado, janeiro 03, 2004

Silent Sigh
Badly Drawn Boy


Come see what we all talk about
People moving to the moon
Stop baby don't go stop here
Never stop living here
Till it eats the heart from your soul
Keeps down the sound of your
Silent sigh
Silent sigh, silent sigh silent sigh
Keeps down all move me down
Could we love each other

Come see what we all talk about
People moving to the moon
Stop baby don't go stop here
Never stop living here
Till it eats the heart from your soul
Keeps down the sound of your
Silent sigh
Silent sigh, silent sigh silent sigh
Keeps down all move me down
But don't love each other
No don't love each other
Never gonna be the same


No fim das contas sempre tudo é o mesmo. Os mesmos erros, as mesmas empolgaçõezinhas, as mesma desencanações e as mesmas decepções. Não basta só se culpar, afinal, não somos também o resultado do hambiente em que vivemos? O ambiente não muda, nomes podem trocar, mas não os eventos, como em um loop infinito a vida segue entupida de deja vus que tentamos disfarçar nos entupindo de pessoas e coisas à nossa volta.

A mudança pé possível. Mas se você não abandona o meio, o que fazer então? E não adianta ir para o bairro ao lado, trocar de emprego ou fugir para a próxima capital. Como a poucos meses, a dura verdade bate. Aquela verdade da qual passamos tanto tempo tentando fugir um dia irá invariavelmente nos alcançar. Talvez já tenha alcançado você, mas existe grande chance também que você, como uma criança assustada vendo um filme de horror, tenha simplesmente tampado os olhos, na esperança que na próxima cena o monstro vá embora.

Mas o monstro sempre volta na continuação.


*suspiro*

quinta-feira, janeiro 01, 2004

silent sigh

Acabei chegando em BH apenas dois dias atrás. Saindo de Ribeirão dia 26 decidi fazer um pit stop em Passos para encontrar com a Mariana Frost e eu e a Naira acabamos foi passando a noite lá; foi bem legal, a família da Mari foi gente finíssima como era de se esperar, pouco antes de retomarmos a jornada ainda passamos em uma cachoeira que cai no Rio Grande na represa de Furnas, bem legal.

Finalmente chegando em BH, descubro que o André não está na cidade, mas que foi até a fazenda, o que não é nada estranho. Dou uma passadinha na cidade, um abraço no Colchão e seguimos pra Moeda. Lá fico semi-isolado do mundo até a volta pra BH no dia 30. Muita confusão, desencontros e desentendimentos depois, a tal festa tão esperada muda constantemente de faceta.

É aí que no dia 30 à noite vou ao Café com Letras encontrar a Gabi e a Marina pra tentarmos encontrar uma solução válida. Há muitos outros pormenores nessa história, mas que não valem a pena serem esmiuçados nesse relato. Mal fico 10 minutos no café, pois vou com a Marina até a casa de um amigo dela, o Manel, com mais algumas figurinhas. Bebemos vodka, brincamos de clube da luta e assistimos um documentário sobre o Robert Crumb, do qual eu tenho pouquíssima lembrança pois estava bêbado e dormindo. Acabo passando a noite lá e só volto para a casa do André lá pras 1700 depois de jogar duck hunt e ver vingador do futuro.

Por pouco num ataco de DJ na virada também, mas acabou nem rolando. No fim das contas, o mais simples é o que acaba funcionando, assim, eu, Naira, André, Rafa, Alastair, Gabi, Marina, Manel e Chico vamos para a festa na casa de um amigo de uma mulher que trabalha na TV e frequenta o café (!) Lá tudo corre como pode se imaginar, cerveja, gin, vodka, absinto e chandon na mão pra virar. É então que após meramente tocar na rolha que ela estoura na minha mão antes da hora; apenas descoberto por Rafa e Alaistar, disfarçadamente aguardo a virada pra beber total. Depois de calorosamente cumprimentar amigos e amigas, os fogos estouram em vários pontos da cidade e temos uma visão legal. Mais tarde Kaori aparece gritando por mim na porta da parada, muito legal econtrar ela depois de todo esse tempo; e no meio do papo com ela é que chega o Zecão e o Rafinha.

Fiquei bem bebinho e troquei idéias com estranhos. O Alastair bobeou horrores em não catar uma mina que se esfregou nele, mas não quis recriminar tanto o cara pois posso imaginar bem como ele está se sentindo. Tenho saudades da minha gatae espero que dona anne a esteja tratando bem.

E é isso. BH segue em frente e 2004 não promete tanto quanto não decepciona.

quinta-feira, dezembro 25, 2003

i can´t win

E é natal. Ontem rolou tudo como de costume. Conheci a nova chácara da família, essa sendo da Tia Cri, que está bem legal. E á noite ceia e presentes com todo mundo. Uma das novidades do ano foi justamente o novo agregado: Fábio, o marido da minha prima.

Na verdade eles, como um bom casal moderno, juntaram os trapos e pronto. E por mim beleza, mas é claro que pelos representantes da geração anterior e pela minha avó num é beleza. Mas td mundo já acolheu o cara e ele tá em casa. Fora que ele tem uma digicam mto foda e me deixa brincar com ela, além de prestativamente descarregar as fotos aqui no computador da minha tia. Se eu não estivesse limitado por uma falta de FTP até colocaria aqui algumas fotos, mas vc´s podem conferir no meu fotolog e no da minha irmã.

Então eu decidi conversar um pouco com a matriarca e justamente perguntei sobre esse história do ajuntamento. Ela disse que chorou, que num acha bom, que meu tio até passou mal e que meu pai tb num curtiu muito a história. Bom, meu pai num tem que achar nada, o pai e a vó, ascendentes diretos, eu até compreendo, mas meu pai só tem que achar ruim qdo acontecer com os filhos dele.

Então eu questionei dois outros primos meus que tb juntaram e que estão morando na frança e na inglaterra. Obviamente minha avó pegou leve na Marina, pq segundo ela ela disse que vai casar. Mas falou que "vão todos é pro inferno mesmo. Demonstrei uma leve indignação e ela falou: Vc´s vão mesmo, ué! Ninguém tem religião, é tudo festa! Tão aqui celebrando o Natal, que é o nbascimento de Jesus e eu num vi nada de Jesus até agora, num tem um santo nessa casa." Então eu falei: Mas vó eu venho aqui pra ver vc's. Eu me divirto aqui. E ela falou que nós somos um bando de pagãos.

Claro q eu não ia brigar com minha avó. Ela é legal. Nunca tinha ouvido ela expressar as frustrações religiosas dela, que eu imaginei que existissem. E claro que não a corrigi dizendo que ela estava confundindo paganismo com ateísmo.

Ganhei um editor de filmes Super8; uma camiseta feita de garrafa pet reciclada; uma lata pra guardar filmes Super8 e do amigo secreto os CDs novos do Strokes e do Belle & Sebastian.

segunda-feira, dezembro 22, 2003

exterminator

Finalmente terminei meu trabalho do Batman. Não consegui encontrar normas para referências de filmes, DVDs e séries de Tv então acabei misturando umas coisas e inventando umas regras próprias. Como descobri que só vou poder entregar ano que vem de qualquer jeito, se até lá alguém ler e sacar alguma merda, é só me falar.

E quem quiser ler o trabalho é só me pedir que eu mando uma cópia em PDF. Não tenho certeza se vou disponibilizar o arquivo livremente na net, sou meio reservado quando a soltar isso assim. Mas quem estiver interessado é só falar.

E eu falei com a Naira, conferi o caminho no mapa e o veredito é: BH de carro. Vamos sair de Ribeirão dia 26 bem cedo, eu quero sair quando ainda estiver escuro e a viagem dura cerca de 5 horas. Também descobri que o Andre desistiu de seu reveillon hippie em tabuleiro e vai ficar em BH mesmo, aproveitando que tanta gente vai estar por lá; mas ainda há vagas nesse evento fenomenal e quem estiver afim, me dê um toque por qq meio de comunicação.

sexta-feira, dezembro 19, 2003

mulholland drive

Aos poucos os americanos vão aprendendo a criar atravéz da subtração. Algo que os orientais sabem fazer bem faz tempo. Eis aqui um bom exemplo no campo publicitário:


adivinhem de que filme é

on the road again

Bom, a Debbie pediu mais detalhes sobre o reveillon em BH. Bom, vou ficar na casa do André, mesmo ele não estando lá. Ele ofereceu a casa pra festa e estou contando com a ajuda de umas pessoas de BH tb. Vai ser uma festa simples, nível de estudante, mas pra mim o que importa é quem vai estar lá.

E todos terão que contribuir, claro. Quem de SP estiver a fim de ir está convidado e sabe que o André sempre fala pro povo ir ficar na casa dele, q eh só dele e é grande.

Irei pra BH direto de Ribeirão no dia 25 ou 26. Ainda não sei se vou de onibus ou se com a Naira de carro, que já confirmou a presença na viagem e na festa. Quem quiser ir, é só falar comigo, a gente combina um esquema pra pegar na rodoviária (se eu for de carro) ou então eu passo o endereço do André pra pegar um taxi, que em BH eh barato.

Vou voltar dia 4 de janeiro, fiquem ligadinhos. Seria bem legal se mais pessoas fossem.

quinta-feira, dezembro 18, 2003

i robot

Desencanei de comprar meu Fusca; vou juntar a grana pra comprar um NS-5. É o primeiro andróide totalmente autônomo para o lar. É animal. Dêem uma conferida no site.


e é 3 laws safe!

terça-feira, dezembro 16, 2003

the lord of the rings: the fellowhip of the ring

Hoje no site do cinemark sairam os horários de exibição das versões extendidas. Eu vou no sabado e no domingo no primeiro horário com o Talha. E ele vai comprar os ingressos amanhã. Se alguém quiser ir conosco é só dar o toque.

millennium

Bom, quem num recebeu o email pode ter a notícia por aqui. Estou indo pra BH logo após o natal e vou passar o reveillon por lá mesmo numa festa que estou organizando no apartamento do André. Como ele sempre ressalta, meus amigos de SP também estão convidados a se hospedarem lá e comparecerem ao convescote.

Se alguém está encalhado no reveillón é só me dar um toque. Vai ser da hora.

segunda-feira, dezembro 15, 2003

dear catastrophe waitress

Então, como fiz o favor de arrumar uma namorada que não gostou de O Senhor dos Anéis (sim, perguntem-se: O Mafra namorando alguém q não gosta de LOTR??) e ela deve dormir lah em casa no fds a partir de sexta, não vou assistir as edições extendidas na sexta a noite como pretendia.

Portanto, só posso ver no sabado e no domingo a tarde. Mas por um infeliz desencontro, nenhum dos meus amigos pode ou quer ir nesses dias comigo. To afinzão de ver isso e existe grandes chances deu ir sozinho. Estou dando preferencia pra ver só o Duas Torres, pois já vi o primeiro extendido; mas se possível verei os dois (em ordem, claro).

Se alguma alma bondosa se comover com minha situação, entre em contato.

quinta-feira, dezembro 11, 2003

the ring

Me encheram o saco pra eu não publicar o telefone da Pri, a amiga vadia desocupada da minha irmã. Mas isso não me impede de xingar aquela filha da puta. Então vou postar pedaços do telefone dela, e se alguém estiver tão a toa quanto aquela vagabunda, já tem aqui uma possibilidade:

XX51-X92X

the lord of the rings: the two towers

Nesse sábado vou fazer como a maioria das pessoas que trabalham: Sair pra comprar presentes de natal. Que sina... Estou querendo ir na Liberdade, na Galeria e no Stand Center. Quem estiver a fim de se juntar a mim nessa empreitada me dê um toque.

Na sexta, dia 19, vão rolar as versões extendidas do Senhor dos Anéis. E vai passar lá no Saint Croix; os horários serão divulgados na terça e adivinhem só que dia eu vou comprar meu ingresso. Se bobear eu peço pra Elisa ir lá comprar pra mim, assim num preciso esperar até sair do trabalho pra garanti-los.

Obviamente só poderei assistir uma seção noturna. E espero q não sozinho...


Even the smallest person can change the course of the future.

quarta-feira, dezembro 10, 2003

orient express

Ainda não consegui ir pra casa para colocar aqui o telefone da "stalker", mas não esqueci disso não. Enquanto isso fui no noivado do pai da Ivy lá em Jundiaí ontem. A sorte foi encontrar minha madrinha no transito enquanto eu ia a pé pro Villa Lobos pra que eu conseguisse uma carona com a Ivy e o novo irmão dela até lá; então ela me deu uma carona.

Quando eu saí da casa da Ivy eu liguei o cronometro do celular e desliguei logo que cheguei aqui no meu notebook. Deu exatamente 3:14:38.88 Pois te falo que essa menina é louca. Ela tava super cansada, não sei como ela vai aguentar essa rotina até janeiro não. Vou falar pra ela dormir lá em casa alguns dias da semana.

terça-feira, dezembro 09, 2003

i wanna 1-2-1 with you

Comprei um celular novo, agora é um TIM, então o número mudou; e é um Nokia então agora eu tenho aquele toque Nokia mega-legal que tem no site do phone-bashing, não comprei um Ericsson pq os suecos cobram mais caro.. Claro que não vou publicar o número aqui, quem quiser arrume um jeito de me perguntar. Vai que me aparece algum(a) stalker.

E falando nisso, descobri o tal mistério da Cx. Postal. Foi uma amiga da minha irmã que ligou, enquanto estava do lado dela na casa de não sei quem. Vou publicar o numero aqui depois para que quem se sentir desocupado na madrugada como essa menina, possa ter alguém com quem falar.

O celular velho vai continuar funcionando por algum tempo, mas não conte com o fato deu estar com ele ao meu lado já que não pretendo colocar mais créditos. A TIM e a VIVO tem problemas em se enviarem mensagens de texto, mas vc pode me enviar mensagens pelo site da TIM.


smash your phone away

segunda-feira, dezembro 08, 2003

stalker

Na sexta fui num buteco com o Alastair, o André e a Naira. Meu celular como sempre se auto-desligou, mas eu nem liguei.
No sabado qdo acordei liguei o bichinho e vi q tinham duas mensagens na caixa postal, deixadas lá pras 2 da madrugada. Inocentemente resolvi ouvir, no máximo imaginei que fosse o Pedro bêbado ou a Ivy.

1ªa msg:
"Oi Mafra, aqui é a Pri. To loca pra te conhecer. Meu telefone é [deu um numero]*, me liga. Um beijo."
2ª msg:
"Ai, liguei pra sua casa e a vaca da sua irmã Carol que atendeu. Me liga, um beijo."

Perguntei pra Carol e ela disse que nem estava em casa nessa hora. Obviamente vou ligar pro tal número, só estou tentando angariar mais informações, mas está difícil. Só sei mesmo o que dá pra deduzir do recado. Ela me conhece por Mafra, tem meu celular e sabe o nome da minha irmã. É bem possivel que não saiba o telefone de casa, que só é um blefe.

Não reconheci a voz, mas ela parecia ser de SP ou de alguma cidade aqui perto, e parecia meio bêbada também. Eu não conheço nenhuma Pri e ninguém que seja próximo de mim (especialmente quem me conhece por Mafra) conhece também; com excessão da Ivy, que conhece uma e segundo ela seria até capaz de algo do tipo, mas acha improvável.

Estou realmente curioso, mas ainda num resolvi se estou assustado. Será que a mina pegou essas informações atravéz da net? Talvez seja tudo um trote de não-sei-quem, mas de qualquer maneira pretendo ligar no tal número em breve.

OBS: Decidi agora que os titulos dos meus posts vão ser inspirados não apenas em músicas, mas também em filmes.
*não estou em casa, onde o número está anotado, mas depois irei colocá-lo aqui.

quarta-feira, dezembro 03, 2003

the sadness of after

A apresentação ontem correu bem. Uma pena que o tempo era tão curto, só 15min. O pessoal falou que gostou, mas só eu sei o tanto de outras coisas que eu poderia ter explicado ontem. O trabalho escrito está cuidando desse problema, só me pergunto quem terá o saco de ler.

A debatedora também gostou, e tocou em alguns pontos pra eu expandir e explicar melhor. Nada que desmereca meu trabalho, pelo contrário. O interessante é que ela destacou um parágrafo em que eu falava da Batgirl e eu estava basicamente elucidando o ponto de vista machista da série de 66, mas num é isso que meu trabalho se propõe, a debatedora achou que é um assunto a ser expandido. Realmente pra quem é acusado de ser machista, um trabalho a esse respeito seria bastante interessante mesmo, quem sabe no futuro? Só não tenho certeza se quero continuar estudando sobre o Batman.

Depois fomos eu, a Ivy, o Marcos e o Muzza no Outback. Como sempre eles estavam era doidos pra aproveitarem promoções e tomamos um chopp grátis no happy hour. Nunca tinha ido lá. Achei bom e legal, mas não muito diferente do Friday's ou do Hooters, apenas mais mal iluminado, eu diria.

sexta-feira, novembro 28, 2003

dark star

Está confirmado, galera: O seminário será aberto ao público. Para maiores detalhes, leiam os posts abaixo. Será na Terça-Feira dia 2/12 a partir das 14:00 no auditório do prédio central da ECA, na USP. O meu seminário é intitulado "Batman de Beehoven: Um olhar sobre as adaptações televisivas do Homem-Morcego", e pra entender essa relação bizarra precisa ver o seminário, e meu horário de apresentação é as 17:00. Mas eu acho meio feio soh chegar nesse horário, quem estiver afim rola de chegar no horário certo, os outros seminários também estão bem interessantes, os temas que eu lembro são:

Herois Marvel dos Anos 60
Quadrinhos como forma de leitura
O uso de gíria nos quadrinhos
Quadrinhos como informação
Quadrinhos como informação histórica atravéz da ficção
Olhar geográfico Norte-Americano sobre o Brasil atravéz dos Quadrinhos: Wolverine e Batman no Brasil.
Ken Parker, um mito
Quadrinhos como adaptação de literatura: Cidade de vidro.
Quadrinhos de Horror Brasileiros e Estadounidenses e sua relação com a religião

E acho que só. Quem estiver afim aparece lá, e qq dúvida é só me dar um toque.


A fitting end for his kind

quinta-feira, novembro 27, 2003

he took her to a movie

Estava aqui conversando com a Kaori sobre Quadrinhos e preconceito e achei legal o que eu disse (embora eu já tenha dito inúmeras vezes) e vou colar aqui um pedaço da conversa:

kaori:
Ah sim... mas este eu nem pensei em te dar... odeio hulk...
hal_jordan:
num fala besteira. o filme do hulk eh uma dos melhores do mundo. e nao soh de filmes de quadrinhos
kaori:
Ah... aquele primeiro sim... este último.. sei lá! Tá mais para uma mutação de Golias do que Hulk!!! hehehe
hal_jordan:
q primeiro, guria? soh existe esse filme do hulk
hal_jordan:
aquilo era serie de TV
kaori:
Isso isso isso!!! Eu jurava que era filme!!! Viajei!!! hahahaha
hal_jordan:
cara, vc tah falando mta besteira.
julgar o filme soh pq vc num gostou de um efeito especial é a maior prova de falta de capacidade de julgamento q tem
kaori:
Não... não é por causa do efeito... sei lá... eu não curto muito mesmo, bem os quadrinhos, nem o filme!!!! X men eu assistí só porque meu irmão comprou o DVD... nem fui no cimena para assistir! Pq se fosse assim, eu teria odiado matrix e todos os outros filmes que sei lá... usaram efeitos... entende? Não né... fica difícil explicar...
hal_jordan:
isso se chama preconceito
kaori:
Não uai... isso chama não gosto mesmo uai!!!! Tenho certeza que tem algo que não gosta e que fala pros outros que não gosta uai!
hal_jordan:
quais quadrinhos vc leu?
kaori:
Nenhum! Por isso que falo!!!! Não é algo que me atrai... algo que não gosto!
hal_jordan:
se vc nunca leu, como pode saber? isso é preconceito.
julgar algo sem conhecer
kaori:
Não... então vou me corrigir: Algo que não me chama a atenção! Igual batman! Nunca lí um quadrinho, nunca ví um desenho animado... mas assistí altos filmes!!!! É só questão de chamar ou não minha atenção!!!
hal_jordan:
tá. isso eh diferente. mas hulk eh um puta filme. num falo do quadrinho dele pq nunca li.
tem varios quadrinhos q num gosto tb. só q o q as pessoas nunca sabem eh que existe um universo MUITO mais amplo do que disney, monica e super-herois.
eh como dizer que desenho japones eh só olho arregalado pq japones eh traumatizado.
kaori:
Realmente... e tem gente que acha um absurdo eu não gostar de Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball e coisas do gênero!!!
hal_jordan:
eu num gosto de dragon ball tb. cavaleiros tem um lugar no meu coração.
hal_jordan:
esse eh o problema q HQ, manga, anime e animação enfrentam.
todos julgam pelos esteriotipos, num é totalmente legitimado. Aquela minha frase eh justamente sobre isso. Assistir novela todo dia nao te torna um fanatico por TV, mas ler UM mangá te torna um NERD bizarro.
hal_jordan:
e dentro desses meios, existem varias coisas que realmente soh interessam aos fas. Mas existem tantas outras de uma qualidade tão impar, que se tornam simplesmente cultura de massa de qualidade, que pode ser apreciada por qq um, desde que abaixe a guarda.

Pra vocês não ficaram totalmente por fora, vou colar aqui a tal frase que falei, eh um trecho do meu trabalho do Batman:

"É comum ouvir falar de “fãs de quadrinhos”, e uma pessoa ser referida como tal, ainda que apenas acompanhe um ou dois títulos, ao passo que raramente se ouve o termo “fã de televisão”, mesmo no caso de alguém que diariamente assiste uma telenovela ou telejornal."

E o que eu disse aí também vale para qualquer outra coisa, como cinema, rádio e jornal. Eu leio jornal todos os dias praticamente, mas ninguem fala que sou um fã de jornal. Uma pessoa que esporadicamente vai ao cinema, também não é considerada uma movie freak. Quadrinhos, uma cultura de massa tão ou mais antigas que algumas dessas que falei, e uma linguagem mais antiga ainda, continua sendo tratada como coisa de nicho, inclusive pelos próprios integrantes do nicho.

quarta-feira, novembro 26, 2003

batman

Eu deveria mudar o template de 'V' para o Batman. Não paro de mexer com esse assunto, em diversas manifestações e níveis. Estou pirando aqui. Pra quem não sabe, ou sabe torto, eu assisto como ouvinte a uma matéria de mestrado na USP, e agora no fim do semestre, todos tem que entregar um trabalho e apresentar um seminário baseado nesse trabalho.

O meu trabalho será um estudo sobre o Batman e suas adaptações para a televisão. Não quero entregar muitos detalhes pq adoro surpresas, mesmo as pessoas que me deram uma força, como a Debbie e o Marcos têm poucos detalhes. Quem mais sabe acho que é a Ivy (isso chama NAMORO!) que foi cobaia de uma pseudo-apresentação (q me ajudou bastante a definir os rumos do trabalho).

E ontem aconteceu a apresentação-teste para a sala. Sem recurso nenhum (na final vou com certeza usar power point - queria fazer em flash, mas num dah tempo de pesquisar direito e fazer uma apresentação legal e bem acabada - e talvez apresente uns trechinhos de séries, depende do tempo). Só fiquei falando minhas teorias bizarras e acho que correu bem, o pessoal parecia interessado, acabei vendo nas apresentações e comentários anteriores dos outros alunos algumas coisas que me serviam e incorporei também. O professor Waldomiro só fez um comentário acerca do fator "popularidade da televisão", dizendo q no Brasil ela num era tão difundida assim ateh uma certa época, mas a referência que importa é a americana, pois a fonte de produção é lá, e ele concordou comigo. Um outro aluno, que eu acho muito crânio, e que inclusive foi que me recomendou um livro a mto tempo, livro que eu uso como base pra muitos dos meus devaneios, quando foi comentar disse algo tipo "Num sou expert no assunto [Batman e TV] como vc, mas...". Mto engraçado ouvir isso.

Então, semana que vem, dia 2, vai acontecer a apresentação final de todos os seminários, que por sinal todos me pareceram bons, o pessoal pegou temas q curtem bastante, então pesquisaram e falam com gosto. Vai ser com convidados que irão debater as apresentações (inclusive uma das convidadas estava ontem e em vários momentos eu reparei que ela concordava com a cabeça com o que eu falava, um bom sinal).

Então, TALVEZ seja aberto ao público. Mas eu não tenho certeza. Mandei um e-mail pro professor e estou aguardando a resposta dele pra poder chamar todo mundo de verdade. Mas quem estiver afim, já fica de sobre-aviso.


santa linha ocupada!

segunda-feira, novembro 24, 2003

i just called to say i love you

Estou postando ninjamente do escritório. Pra quem não sabe, a Nokia lancou um celular video-game, o N-Gage. Tem várias funções, jogos e custa os olhos da cara. Mas tem um lance bastante peculiar que os geeks supremos estão tirando o maior sarro: Você segura o telefone de lado pra falar. É o chamado side-talking.

Existe até um site dedicado a essa prática com um monte de fotos de geeks do mundo inteiro praticando side-talking com diferentes aparalhos eletrônicos (grande maioria video-games e celulares, ou celulares colados com durex a video-games) e objetos.


aqui tem um cara falando no tal n-gage mesmo


E tem um monte de outras fotos no site, mas eu resolvi dedicar esse post a isso pois já estão praticando side-talking com o Guaraná Jesus!


o verdadeiro néctar dos deuses do olimpo! merecidamente um ícone a ser usado como item de side-talking


O Ricardo até ficou horrizado com o tanto que os Geeks são feios. E ainda por cima fazem caretas.

quarta-feira, novembro 19, 2003

anarchy in the uk

Se liguem, vi hoje no jornal que um Festival de Cultura Inglesa vai rolar em maio e ele será composto de projetos brasileiros inspirados em originais ingleses. Com destaque para os voltados para o público jovem. As categorias são teatro, dança, artes visuais, curta-metragem digital e música eletrônica. Eu já estou com uma idéia bem legal que até comentei com o Marcos, assim que eu terminar o seminário da ECA vou cair matando em cima disso e me inscrever.

Mais detalhes no site da Cultura Inglesa.

tear me down

Bom, se alguém se interessa, direi aqui: Na segunda fui finalmente no médico. Acontece que estou com amidalite e sinusite. Tomei uma injeção na bunda na farmácia (credo, à quanto tempo eu num levava injeção na bunda!) e agora estou tomando um antibiótico, pingando uma formula no nariz, gargarejando com agua quente e sal e usando uma pastilha doidona que tem até paracetamol. Ainda me sinto meio grogue, acho que é o antibiótico.

O pior é que ontem comecei a ter uns ataques bizarros de soluço, que não paravam por nada, eu tentava de tudo que sempre funcionou e o que não funcionava também. Nada. Hoje detectei: O antibiótico. Uma das reações adversas é hipercinesia e convulsões. Que maravilha, vou soluçar por 10 dias.

Minha voz está estranha, minha garganta dói e tudo tem um gosto meio esquisito. Muito sem graça.

domingo, novembro 16, 2003

zed's dead baby

Eu to doente desde quinta à noite. Vários sintomas diferentes. Desde segunda estou com dor de cabeça. Na terça e na quarta andei demais debaixo de sol forte (acho que posso ter pego uma insolação). Na quinta comecei a trabalhar e quando cheguei em casa tava com 38 de febre. Na sexta cedo tava melhor, mas de noite piorei de novo. Acabei nem indo pra casa da Ivy ontem e fiquei aqui, andando pela casa com dores de velho, dor de garganta, febre, dor de cabeça, mijando laranja e tomando água.
Melhorei um pouco agora, mas ainda num to 100%. O Dr. Tio Sérgio falou pra eu só tomar Naldecon de 8 em 8 horas que vai passar. Mas to ficando de saco cheio, estou com uma cara horrível e meu olho está tão inchado que pareço um chinês. Se amanhã de manhã eu não estiver melhor vou pro hospital. Quero uma injeção que me deixe zerado.

Enquanto isso, saquem esses bonequinhos do Pulp Fiction que vão lançar, que bem locos:


"now i guess you'll have to wake hm up now, won't you?"

quinta-feira, novembro 13, 2003

autobahn 66

Comecei a trabalhar na Cofraria 247. O lugar da amiga da Sandra. Bastante coisa pra fazer, mas sem muta pilha de nervos, por mim parece beleza por enquanto. Vou ganhar bem pouco, mas as chances de conseguir algo legal que pague mais nessa velocidade são ínfimas. O acordo é eu ficar até o Natal e vermos no que dá. Aí em janeiro rola uma renegociação.

O bom é que posso continuar com meu estágio no Sta. Cruz e minhas aulas na ECA. Aliás daqui a umas 3 semanas vai rolar a apresentação dos seminários finais dos alunos e haverá convidados e um debate tb, se não me engano, vai ser público, seria legal se as pessoas fossem. Num tenho certeza ainda, eu dou mais informações quando as tiver.

domingo, novembro 09, 2003

angry inch

Chega. Cansei. Depois de 7 anos de guerra, finalmente vou entregar os ponto e me deixar assimilar pelo inimigo. Nessa altura da vida irei me submeter totalmente aos seus caprichos e requintes, sem contestação. É triste, mas demorou todo esse tempo para perceber que estava dando murro em ponta de faca. Já era mais que hora não. Parabéns, vocês venceram, espero que se sintam satisfeitos. Vejo vocês no fim.

quinta-feira, novembro 06, 2003

glory box

Hoje rolou a abertura do 17º Premio de Design do Museu da Casa Brasileira. Fui lá com a minha mãe e foi um tanto quanto interessante. De acordo com o Chris (um dos funcionários do Museu) eu tava agitando em várias rodinhas (quem vê, pensa!). Rolou umas bebidinhas e umas comidinhas, mas as baladas suecas que aconteceram foram bem mais potentes, garanto.

Reencontrei o pessoal do Museu, que é bem gente fina e a Sandra Sobral me passou um contato, uma amiga dela que está precisando de alguém pra trabalhar.

quarta-feira, novembro 05, 2003

hell club

Como um dos presentes na primeira sessão de Matrix Revolutions, acho que está mais que na hora d'eu dar o meu pitaco sobre o filme. Pra resumir em duas palavras: Uma Bosta (com 'b' maiúsculo mesmo). Pra mais detalhes de porque acho isso (sem entregar a trama e falando dos filmes anteriores) leiam abaixo:

Os irmão Wachowski (acho q escreve assim, sei lá) são o próprio alter-ego do Agente Smith. Se multiplicaram demais. O primeiro Matrix era um filmão bem divertido. Muitos o chamam de revolucionário e eu realmente gostaria de saber porquê, já que ele usa fórmulas holywoodianas básicas para estabelecer o esqueleto. Mas mesmo assim eu curti bastante o filme, especialmente enquanto o assistia, pois apesar da simplicidade, ele me deixava na dúvida sobre o que viria a seguir. Como disse repetidas vezes, todos os elementos da história eu já tinha visto antes em diferentes lugares, o que eu gostei foi a forma como eles foram unidos. Pra quem sempre curtiu Sci-Fi como eu, foi um prato cheio.

Foi então que eles decidiram sair debulhando. Mais dois filmes, uma série de curtas animados, quadrinhos e um jogo de video-game. Pois é, espalhou tanto que ficou ralo. Se não diluíssem tanto a mistura, Matrix talvez continuaria tão sólido quanto o original.

Vou dizer que curti Matrix Reloaded. Me diverti horrores. Sim, ele realmente é grande demais, sua história pode ser resumida a dois parágrafos. Mas ele ainda tinha uma certa graça de assistir. As novas seqüências (embora sem novidade em termos de novos efeitos, como foi o caso do bullet time) ainda eram interessantes e seriam excelentes se não fossem realmente muito longas. Como no caso do primeiro não era um exemplo de cinema, mas era cinema divertido e com um twist interessante. A impressão que eu tive é que desde o começo os irmãos nerdinhos quisessem fazer algo como Reloaded, e que o primeiro matrix era só uma isca para fisgar a galera que se acha intelectual. Sinto muito, mas eu num engulo essa de assistir Matrix "pela filosofia" é como ler Playboy pelas entrevistas, nem mulher faz isso. Os novos personagens eram intrigantes e divertidos e as novas pontas soltas da trama abriram uma série de possibilidades na minha mente. Me parecia que vários interesses estavam em jogo e que o último filme seria um estouro de tantas coisas a serem resolvidas.

E foi mesmo um estouro. Como o de uma bomba. Nunca vi tamanho embuste. Todo fator denso e de constante dúvida de Matrix foi esquecido e a diversão pura de Matrix Reloaded foram substituidos por uma série de clichês monumentais e one-liners insuportáveis. As unicas novidades são a nova atriz da Oráculo, um trem, uma menina indiana e um ouriço gigante (não se preocupem, num entreguei a trama, ela não existe). TODOS os personagens tornam-se meros acessórios das seqüências de efeitos especiais, perdendo totalmente suas personalidades (com excessão de Neo, que eu nunca achei muita coisa, mas creio que anteriormente grande parte da culpa era de Keanu "tábua de passar" Reeves; culpa que agora é partilhada pelos criadores). A necessidade do filme de se levar a sério como no primeiro e ser infinitamente mais caricato do que o segundo pavimenta o caminho para sua destruição. Eu compararia a combinação mortal de frases prontas; batalhas monumentais longas demais; pessoas que falam quando já deveriam estar mortas e sentimentalismo barato presente aqui com Pearl Harbor.

As interessantes pontas deixadas pelos outros filmes continuam soltas, a solução final chega ao ridículo e tem um nome bastante apropriado "Deus Ex Machina" (o que me deixou com uma pulga atrás da orelha: teria sido tudo uma grande piada dos irmãos sapecas?). Eles parecem sofrer de um caso prematuro da síndrome George Lucas: Cagar a própria criação. E talvez seja o caso de um fã são fazer como no caso do Phantom Menace/Phantom Edit e retalhar os dois últimos filmes em um só com menos enrolação: Matrix Re-Edit.

O mais engraçado de tudo é como usam efeitos especiais como desculpa. Você diz "que filme chato" e logo segue "a batalha dos sentinelas tava animal!" ou "os quinhentos agentes smith estão o máximo!". E é quando eu pergunto: E desde quando saber mexer em computador é saber fazer filme? Eu luto contra o estigma de que "saber Photoshop = Saber Design" desde que entrei na faculdade. É como quando você vai reclamar de alguma mina mala e diz "que mulher burra!" e outro mané completa "mas tem uns peitões!" - fodam-se os peitões. num estou falando deles! Que adianta ter peitões se não sabe fornecer uma boa espanhola?

Não vou detalhar mais minha Matrix Aloprations pra não estragar pra quem ainda não viu (se é que da pra estragar mais do que assitindo ao filme, é preferível parar em Reloaded e imaginar seu próprio final), mas se quiserem discutir in persona, estou aberto. Mas se quiserem entender melhor minhas idéias, leiam esse artigo do Omelete. Eu assino embaixo.


que final cagado

segunda-feira, novembro 03, 2003

cops on our tail

Semana passada e esse fds fui na Monley e nas duas vezes joguei Battlefield 1942. Que é um jogo animal. Dá pra fazer várias coisas muito loucas fora correr atirando nos inimigos, como pegar um avião e jogar bombas nos inimigos.

Eis que encontrei uma lista dos comandos do jogo, pra quem quiser ir lá jogar comigo:

E Key = enter or exit vehicle,
K Key = say all,
L Key = say team,
Tab Key = show scoreboard,
Enter Key = show spawn screen,
M Key = map,
N Key = zoom map,
F9 Key = inside view,
F10 Key = chase rear,
F11 Key = chase front,
P Key = pause,
Print Scrn Key = screenshot,
T Key = toggle tooltip,
F1 to F8 Key = radio command 1 to 8,
F7 to F8 = radio interface toggle on or off, cancel existing radio command before sent.

LAND AND SEA:
W Key = speed up,
S Key = slow down, reverse,
A Key = turn left,
D Key = turn right,
Mouse Move Up or Down = turret up or down,
Mouse Move Left or Right = turret left or right,
Left Mouse Button = fire,
Right Mouse Button = alternate fire.

AIR: W Key = speed up, S Key = slow down, reverse, A Key = rudder left, D Key = rudder right,
Up or Down Arrow or Mouse Move Up or Down = pitch up or down,
Left or Right Arrow or Mouse Move Left or Right = roll left or right,
Space Bar or Left Mouse Button = fire,
NumPad 0 or Right Mouse Button = alternate fire, 1 to 3 Key = go to position 1 to 3, F9 Key = toggle nosecam.

INFANTRY:
W Key = forward,
S Key = backward,
A Key = strafe left,
D Key = strafe right,
Space Bar = jump,
Left Shift Key = walk,
G Key = drop or pick up kit,
Left Mouse Button = fire,
Right Mouse Button = zoom in, alternate fire,
R Key = reload,
1 to 6 Key = weapon 1 to 6,
Left Ctrl Key = crouch,
Z Key = prone.


em honra à minha linhagem alemã eu sempre jogo com tropas do Eixo

mona lisa overdrive

É, Matrix Revolutions está chegando e eu já tenho meu ingresso. Enquanto quarta-feira não chega hoje vamos fazer um Matrix Overload. Eu, a Debbie e o Gushi (e talvez o Muzza e o Bears) vamos assistir Matrix; Matrix Reloaded e talvez alguns episódios de Animatrix para refrescarmos a memória.

Vou aproveitar para deixar aqui o link para um site com a transcrição completa de Enter The Matrix, aquele jogo que pra quem não sabe, corre paralelamente ao Matrix Revolutions. Como eu num tenho, dei uma lida rápida nisso aí para complementar umas coisas.

E aqui o link para The Matrix Conspiracy, o texto que escrevi sobre minhas conclusões à respeito de Matrix Reloaded. Vamos ver se eu tinha razão.

Não, eu não sou fanático por Matrix. Não acho que é o melhor filme da minha vida ou sequer o filme mais original da história do cinema. Mas tem seus méritos, a galera é estilosa e eu adoro boas lutas. Também adoro me divertir com os amigos no cinema e discutir a respeito dos filmes. E eu achei ridícula essa frazesinha de Matrix Revoltutions "everything that has a beggining has an end", depois daquela porcaria de Star Wars Episódio I todo mundo usa uma frase parecida com isso aí e pra mim já deu faz tempo.


surprised to see me?